Coluna Propaganda&Arte

Você sabe o que são 2 bilhões de dólares? Eu não

Quem acompanha o mundo da publicidade, com certeza, foi impactado pelo gran finale da franquia cinematográfica dos Vingadores. Mas será que você tem ideia do que representam U$ 2 bilhões de arrecadação em 2 semanas?

Quando me perguntam o motivo de escolher a área de Comunicação, a resposta é sempre parecida: não me dava bem exatas. Acho que todo mundo dessa área já passou por esse ponto, mas ao me formar, trabalhar e crescer nesta área do Marketing e Publicidade cheguei à conclusão de que os números são grandes amigos e parceiros do publicitário (ou deveriam), portanto, quero fazer as pazes com você, querida Matemática!

Diante deste cenário, eu me deparei com algumas notícias que me chamaram a atenção:

1- Vingadores Ultimato arrecadou U$2 bilhões em 2 semanas;
2- Starbucks economiza em mídia U$2 bilhões com o episódio do Game of Thrones.

Para quem está por fora do mundo das séries, Game of Thrones da HBO, deixou escapar um erro em um do episódio que foi ao ar, mostrando um copo de café sobre uma mesa, parecido com a embalagem icônica da rede Starbucks. Resultado: toda a internet e meios de comunicação falaram sobre o ocorrido funcionando como um Product Placement inadequado, afinal no mundo medieval e fantástico de George R.R. Martin não existem cafeterias do Starbucks. O que era um deslize da produção da HBO virou uma mídia espontânea bilionária para a marca. (Detalhe: o copo nem era da o Starkbucks, era da própria produção do filme).

Com valores tão altos, é complicado dimensionar o que significam, concorda?

Vamos pegar como comparação o lucro da Apple, uma das maiores do mundo. Fizeram um gráfico que mostra o lucro por minuto de grandes empresas e a dona da maçã mais famosa do mundo entrou no topo do ranking em 2013. Isso mesmo, eles fizeram a conta pra saber, em 1 minuto, quanto eles lucram e os números são estranhamente altos. A Apple lucra algo próximo de U$71.023 por minuto. Em 2018, a empresa foi avaliada com o valor de mercado de U$1 trilhão de dólares.

Muitos números para nossa cabeça de humanas?

Vamos exercitar nossa imaginação com mais números. Dessa vez, da Apple e da Samsung! Os órgãos da Itália multaram em 2018 as empresas em de € 10 milhões (R$ 42,5 milhões) contra a Apple e de € 5 milhões (R$ 21,25 milhões) contra a Samsung pela obsolescência programada. (quando você lança produtos já com prazo de validade, forçando a troca). São números altos, mas como vemos, não vão impactar o lucro do primeiro trimestre fiscal de 2019 da Apple na casa de U$19,9 bilhões.

Olha a casa dos bilhões aparecendo novamente!

Vamos para mais números grandes para refletirmos tanto em dólares como reais:

• O PIB do Brasil em 2018, por exemplo, foi de R$ 6,8 trilhões;
• Em 2017, os brasileiros pagaram R$ 1,3 trilhão em impostos;
• A Uber estreou na bolsa de valores com valor de mercado de U$82,4 bilhões;
• A Magazine Luiza comprou Netshoes por um preço total estimado de US$ 62 milhões;
• Um decreto fixou o salário mínimo brasileiro para R$ 998 em 2019. (Algo em torno de U$ 250,35 – dólares americanos).

Depois de pensarmos bastante sobre estes valores, a ficha vai caindo (desculpe não usar um ditado mais atual), e vemos que os valores estão bem distantes da nossa realidade, por isso é tão difícil compreendê-los.

Mas e os Vingadores? Onde entram nessa história?

Retomando ao assunto dos Vingadores, com este bom desempenho (aliás, extraordinário desempenho), o blockbuster figura no top 3 das maiores arrecadações da história dos cinemas:

• Avatar – Arrecadação total: US$ 2,787 bilhões
• Avangers Endgame – Arrecadação total: US$ 2,485 bilhões
• Titanic – Arrecadação total: US$ 2,187 bilhões

A corrida está forte por mais quebra de recordes, por isso, quem acompanha os números do mercado deve sempre treinar o olhar técnico e entender os números para ter real dimensão dos acontecimentos. Por exemplo, neste último dia das mães, o comércio eletrônico faturou R$2,2 bilhões. E novamente estamos falando de R$2 bilhões. Viu? Não tem como fugir!

Tudo bem, os números são amigos

Eu sigo tentando entender esse mundo dos números e das exatas, principalmente da economia nacional e mundial, pois eu sei que tudo pode mudar de uma hora para outra. Seja pela aquisição de uma empresa por outra, a entrada de um novo player, alguma nova startup que recebe investimentos ou a quebra de um novo recorde específico.

Acho que agora deu para entender que precisamos entender os números de uma vez por todas. Seja a evolução do desempenho do seu cliente, analisando as métricas e os KPIs de campanhas ou vendo as transações financeiras do mercado global.

Afinal, os números sempre dizem mais do que aparentam dizer. Basta, treinar o seu olhar e seu pensamento crítico para vencer qualquer desafio atual, com inteligência e vontade de vencer. Avante, Vingadores!

Dia da Internet: 6 grandes inovações que levam ao desenvolvimento da IoT

Estudo aponta ações que estão contribuindo para que a Internet das Coisas melhore a qualidade de vida das pessoas

Hoje, dia 17 de maio, é celebrado o Dia da Internet, e um dos avanços que estão alavancando a rede mundial de computadores é a IoT, ou Internet of Things (Internet das Coisas), que conecta objetos à internet.

A IoT possibilita que os dispositivos sejam inteligentes e estejam conectados, produzindo dados que geram conhecimento e tornam nosso cotidiano mais eficiente e nossa economia mais aquecida. A Internet das Coisas está transportando todo o potencial dos softwares e da internet para o mundo físico, revolucionando nosso modo de viver por meio de sensores, informações, criptografia e nuvens.

Imagem de Niran Kasri por Pixabay

“Diversas ferramentas tecnológicas revolucionárias estão convergindo para multiplicar as oportunidades geradas ao conectar dispositivos que fazem parte do nosso dia a dia”, explica o country manager da BSA no Brasil, Antônio Eduardo Mendes da Silva, conhecido como Pitanga. “Estamos no caminho certo para que a revolução dos dispositivos conectados melhore nossa qualidade de vida e transforme a maneira como trabalhamos, além de ser um gás na nossa economia, criando empregos, indústrias e oportunidades para um futuro mais próspero.”

As principais inovações que permitem o desenvolvimento da IoT são apresentadas no estudo “Sensor Sensibility – Getting the Most from the Internet of Things”, da Software.org – organização de pesquisa internacional, independente e apartidária.

Conheça os 6 principais avanços apresentados pelo estudo:

1 – Os sensores estão ficando cada vez menores, baratos e poderosos, permitindo que dispositivos vejam, escutem e sintam além da capacidade humana. Possibilitar que os dispositivos sintam e controlem o ambiente é parte fundamental para a criação de uma rede conectada.

2 – Softwares inteligentes podem ser embutidos em qualquer produto ou solução, permitindo sua conexão com a internet e com a nuvem, deixando-os mais inteligentes, bem como possibilitando sua integração a um sistema. Igualmente, viabiliza que o sistema seja aperfeiçoado por meio de simples atualizações de software. A presença dos códigos em nossas vidas cresceu tanto que hoje as geladeiras de última geração, por exemplo, tenham mais linhas de código do que um computador de mesa há 20 anos.

3 – A conectividade está ficando mais rápida, onipresente e indo mais longe. Para atingir todo o potencial de rede da nuvem, dispositivos devem estar conectados por meio de internet de alta velocidade, baixo custo e ampla abrangência. Conexões preparadas para lidar com redes mais densas já estão sendo desenvolvidas para serem mais flexíveis e rápidas.

Imagem de mohamed Hassan por Pixabay

4 – Softwares de análise estão utilizando a nuvem para deixar dados mais acessíveis, úteis e cada vez mais valiosos. Quando dois dispositivos se comunicam, é essencial que exista a nuvem para armazenar, processar e analisar os dados obtidos. A nuvem também garante que os dados sejam armazenados e consultados remotamente, além de permitir a criação de sistemas integrados e inteligentes que deixam os aparelhos cada vez mais smarts. A análise inteligente das informações atrelada aos dispositivos resulta em uma rede muito mais poderosa do que a simples adição isolada deles.

5 – Tecnologias de segurança evoluem continuamente para assegurar que os dispositivos fiquem conectados e os dados protegidos mesmo com a evolução das ameaças. Quanto mais os dispositivos conectados fazem parte de nossas vidas, mais precisamos que tecnologias se renovem continuamente para garantir um uso seguro da rede. A criptografia, por exemplo, já é utilizada para garantir que apenas dispositivos habilitados estejam conectados à rede e proteger dados em trânsito e armazenados na nuvem.

6 – A inovação não está restrita a grandes empresas, mas também nasce nas garagens de empreendedores e inventores independentes. Com a proliferação de dispositivos conectados e das nuvens, e a facilidade para comprar e conectar sensores, o percurso entre ideia e protótipo e entre protótipo e produto está encurtado, facilitando a criação de soluções conectadas por inventores independentes. Isso significa que a inovação não está mais limitada às grandes corporações.

Link para o estudo (em inglês): https://software.org/reports/sensor-sensibility/

Fonte: BSA The Software Alliance/ Textual – Maria Alice Vila

Coluna “Discutindo a relação…”

Parabéns, Natura

Já há algum tempo que venho defendendo – em textos, conversas e palestras – que as marcas devem se posicionar. Devem assumir um propósito, uma causa. Claro que esse posicionamento e/ou propósito deve estar alinhado aos valores da marca. Mais que isso: deve ser verdadeiro. Deve ser  estar alinhado às práticas da empresa/marca/produto.

Assumir uma postura clara e defender abertamente um ponto de vista nem sempre é fácil. Ainda mais em terrras brasilis nos dias atuais. O momento é de antagonismo, de pouca tolerância, de nós contra eles e etc.

Tal cenário só reforça a coragem da Natura. A marca colocou no ar na última segunda-feira (13), a nova campanha da linha de maquiagem Coleção do Amor. Alguns internautas apoiaram a proposta de inclusão da marca enquanto outros criticaram fortemente a veiculação de propagandas com casais lésbicos. A ação faz foco no Dia dos namorados.

A peça principal da campanha, um vídeo de 1m22s divulgado no canal do YouTube da marca, mostra casais de lésbicas trocando beijos e reforça o apoio da marca à causa LGBT. Três casais aparecem e na legenda da publicação, a Natura afirma que a coleção “Faces é para todos, o amor também”.

A revista Exame publicou: “No Twitter, a hashtag #BoicoteNatura amanheceu entre o assuntos mais comentados da rede social no Brasil. Usuários repudiaram a campanha, afirmando que “a propaganda foi desnecessária”, não respeita a “família tradicional brasileira” ou que o público da marca é majoritariamente composto por mulheres conservadoras.” Veja a matéria completa aqui.

A marca permanece firme em seu propósito e declarou acreditar “no valor da diversidade”. Ao assumir um claro propósito a marca deve desagradar parte da população, sem dúvida. Mas ganha muitos pontos positivos com aqueles consumidores que se identificam com a causa.

Vimos exemplos recentes de posicionamentos que geraram controvérsia em campanhas da Nike (com o atleta Kaepernick) e da Gillete (que debateu a ideia de masculinidade tóxica). Veja mais sobre essas campanhas aqui e aqui.

Vamos ver até que ponto estratégias ousadas e corajosas como a da Natura seguirão surgindo no cenário da propaganda brasileira.

Eu só posso aplaudir e dar parabéns ao anunciante. Longa vida às marcas e aos posicionamentos corajosos!

Tendências para o Marketing Conversacional

Aposte nessas três tendências do Marketing Conversacional em 2019

*por Raphael Godoy

O marketing conversacional – estratégia que visa criar diálogos personalizados para cada cliente, seja para gerar leads no processo de vendas ou em frentes como atendimento, promoção, campanhas, e outras – reserva boas surpresas para 2019, tanto para empresas quanto para consumidores. Isso porque, até 2020, 85% dos consumidores vão se relacionar com as empresas sem passar por um contato humano, segundo a consultoria Gartner. É fácil compreender essa nova realidade se tomarmos como exemplo o fato de que cada vez mais tarefas estão sendo automatizadas para ganhar agilidade, reforçar a estratégia e minimizar erros, por exemplo.

Imagem de mohamed Hassan por Pixabay

O desafio é: como equilibrar máquinas e humanos em uma equação ideal? O caminho é usar o marketing conversacional em seu máximo potencial, de acordo com cada necessidade de negócio. Nesse contexto, apresento as três principais tendências do marketing conversacional para 2019. Vamos lá?

1. Respostas rápidas

Para os chamados consumidores 4.0, super conectados e empoderados, resultados rápidos e personalização no atendimento são fundamentais. Por isso, as empresas precisam estar preparadas – em termos culturais e processuais – para dar respostas rápidas e eficientes, seja qual for o canal de comunicação. A agilidade torna as conversas entre empresas e clientes mais inteligentes, gerando satisfação dos dois lados. Mas, para isso, é preciso que as marcas estejam atentas ao canal de comunicação que cada consumidor prefere.

2. Interações personalizadas

Um dos maiores desafios das empresas é atingir as expectativas do cliente quanto a customização. Por isso, se por um lado as marcas precisam estar atentas ao mercado e às tendências, é essencial que conheçam o perfil do seu cliente e o problema que cada um deles quer resolver. Somente com essa informação clara, poderão oferecer soluções e ferramentas que se adequem a cada um, levando em conta a personalização. Chatbots e inteligência artificial são grandes aliados nesse sentido. Um exemplo é a Paris Filmes, que aumentou o engajamento para as produções “Mulheres alteradas”, “Uma quase dupla” e “Meu ex é um espião” com chatbots.

3. Conteúdos de qualidade, ajustados ao público

Outro ponto é que, caso opte por aderir à técnica de humanização de um robô, lembre-se: todo mundo quer ser compreendido. Nesse sentido, estude qual será o público consumidor e, sobretudo, qual é a imagem e mensagem que a empresa deseja passar. Também se faz necessário o uso de tecnologias de compreensão de linguagem natural, treinamento e manutenção do chatbot, para que ele entenda qual é a melhor resposta, visando as expectativas de quem está conversando com ele. Após unir esses pontos importantes, trace uma estratégia adaptada ao DNA da sua empresa. O desafio das organizações aqui é identificar a melhor forma de conduzir as diferentes etapas do processo por meio de um fluxo conversacional coerente.

As três tendências que destaquei mostram que, em 2019, agilidade e personalização serão ainda mais fundamentais nas relações das marcas com seus clientes, ressaltando a importância do marketing conversacional. Mas como saber se elas são escaláveis para a sua organização?

O ponto um é refletir sobre a necessidade de adoção, os custos e os benefícios que podem ser gerados. Nesse estudo inicial, não perca de vista a missão do seu negócio, o seu público, o que é primordial oferecer a ele e como se manter competitivo no seu mercado de atuação.

Pensando de forma mais ampla, caso decida adotar uma ou todas as tendências, mas não se sinta confiante na elaboração da estratégia, procure ajuda! Hoje, há todo um mercado especializado para auxiliar na consultoria.

*Raphael Godoy é head de Marketing da Zenvia, plataforma de comunicação que simplifica a relação entre empresas e consumidores.

Fonte: Grupo RPMA