Artigo trata da importância dos chatbots

Chatbots: adote ou fique para trás

*Por Wellington Alves

Atualmente contamos com diversos aplicativos baixados em nossos smartphones e muitos deles possuem funções bastante específicas, como os de previsão do tempo, para solicitar táxi ou até mesmo para pedir comida. Mas em breve este cenário deve mudar e estes apps serão substituídos pelos chatbots – você já ouvir falar deles, não é mesmo?

Os chatbots são software de comunicação que conversam com os usuários dentro de aplicativos de mensagem, buscando usar uma linguagem o mais próxima possível do natural – eliminando a impressão de que se está interagindo com um programa de computador. Apesar de não percebermos, eles já estão em nosso dia a dia. Dados do Gartner Institute apontam que, até 2020, 85% das interações dos consumidores serão conduzidas por um mecanismo automático.

Sabe aquelas caixas de diálogo “posso ajudar” que alguns sites e aplicativos possuem? São chatbots. Assim como a recarga de celular realizada por mensagem, por exemplo. Esses são os tipos de software mais frequentes nos dias de hoje. São programados para entenderem comandos pré determinados. Por isso, têm sido bastante utilizados para atendimento aos clientes em um primeiro nível.

Já os mais sofisticados – e menos comuns – utilizam inteligência artificial e machine learning, aprendem a cada conversa realizada e vão aprimorando suas interações. Nestes casos, podem ser utilizados para realizar campanhas de marketing, vendas, pesquisas de opinião e satisfação, qualificação de base de dados e também para o entretenimento.

Apesar de serem os substitutos naturais dos aplicativos – há quem diga que já estamos na era pós-apps – os chatbots não facilitam apenas a vida dos usuários. As empresas também se beneficiam e muito desta nova tecnologia. Afinal, não é novidade que a automatização de alguns serviços resulta em redução de custos. Por isso, têm sido tão utilizados no atendimento aos clientes. As demandas mais básicas podem ser atendidas pelo software, que transfere o contato quando as solicitações forem mais complexas. Outra vantagem é a escalabilidade, pois está disponível 24X7 e pode realizar atendimentos simultâneos.

O fato é que os chatbots serão o futuro da interação entre as marcas e seus clientes. E todos serão beneficiados. Os usuários certamente se adaptarão com mais facilidade, pois já estão acostumados com os apps de mensagem. E as companhias, independente do porte e da área de atuação, serão impactadas mais cedo ou mais tarde. Diante disso, é importante não perder tempo, pensar fora da caixa e avaliar qual a melhor forma de implementar esta tecnologia de acordo com o perfil de cada empresa.

* Wellington Alves, Head de Automação da Indigosoft, startup que oferece soluções de automação digital, focadas em simplificar o trabalho diário de empresas de todos os segmentos, além de consultoria especializada. Mais informações em: http://www.indigosoft.tech

Coluna Brandig: a alma da marca

E aí, Fanta Guaraná ou Guaraná Antártica?

Hoje vou falar de um assunto bem dentro do branding, falo de uma estratégia que me parece acertada e bastante ousada. O “lançamento” da Fanta guaraná.

Primeiramente explico as aspas na palavra lançamento do parágrafo anterior.
Para quem não sabe já houve Fanta guaraná no final da década de 70 no Brasil, há até um bordão dos mais antigos que dizia “do tempo da Fanta guaraná”.

Pelo que pesquisei a Coca Cola Company usava a marca que surgiu durante o período da segunda guerra e consolidada na década de 70 para testar sabores antes de lança-los com outros nomes. Isso aconteceu com a Fanta limão, que virou Sprite e com a Fanta guaraná, que virou Taí. Mostrando que está no DNA da marca Fanta a capacidade de se reinventar.

Mas se no passado ela separou o guaraná da marca Fanta, por que motivo estariam voltando agora?

Essa pergunta, para mim tinham duas respostas: ou estavam testando uma nova fórmula de sabor e repetindo a estratégia da década de 70, ou descobriram que o problema de seu guaraná era cultural e estão tentando corrigir.

Minha resposta ficou mais evidente ao experimentar o produto e perceber que o sabor não é muito distinto do atual Kuat. Dessa forma nos sobra a percepção de que a empresa está tentando reposicionar seu produto e usando da estratégia da Fanta para isso.

Bingo. Acredito que acertaram em cheio! Explico:

Temos visto na última década um “rejuvenescimento” da imagem da Fanta, com propagandas repletas de personagens coloridos, animados, e ações que premiam um público recém chegados a juventude. Os pré-adolescentes.

Este reposicionamento está consolidado hoje e sua influência no público infanto-juvenil é nítido, transformando a marca na grande competidora desse público.

Pegar carona neste posicionamento então, significa introduzir o sabor de seu guaraná neste público, ainda sem opiniões bem definidas, experimentalista e que terá toda uma vida útil de consumo pela frente.

Pelo jeito, o objetivo é ganhar este público mais jovem, para que estes vejam o sabor do Guaraná da Coca Cola company mais atrativo que o da Ambev no futuro. A aposta então é na construção de cultura, para combater a já existente cultura do brasileiro adulto no Guaraná Antártica.

Estamos vendo hoje uma batalha que irá render frutos em 10 anos, uma aposta interessante e muito ousada.

O segredo aí está em crer que o peso da marca Fanta nestes infantos-juvenis já é suficiente para migrá-los do consolidado sabor do Guaraná Antártica para o novo sabor da Fanta Guaraná.

Se há uma estratégia que pode funcionar, acredito que está aí …. já que nem Taí, nem Kuat conseguiram ganhar a confiança do consumidor mais adultecido.

O resultado nos espera no futuro. Façamos nossas apostas. E aí é Fanta Guaraná ou Guaraná Antártica?

Coluna Propaganda&Arte

O que eu acho sobre a exposição Queer que foi cancelada após críticas na internet

Eu sempre me preocupo em selecionar temas ligados à arte para expor aqui nesse espaço. Porém, hora ou outra, acabo esbarrando em assuntos polêmicos do momento como o caso do banco que patrocinava uma exposição Queer e após críticas e repercussão negativa acabou sendo cancelada.

O que aconteceu?
Uma exposição Queer (tema ligado a gays, lésbicas, trans – todos que não seguem um padrão de heterossexualidade), estava acontecendo em Porto Alegre e algumas obras acabaram caindo na internet acompanhadas de acusações de apologia à pedofilia, zoofilia e ataques à religião cristã. Para se defender dos ataques de diversos clientes, o banco decidiu se desculpar e cancelou o patrocínio que deveria manter a exposição aberta até outubro.

O que eu acho das obras polêmicas?
As poucas imagens disponíveis na internet mostram que são obras provocativas. Falam de sexualidade, infância, religião, dentre outros pontos que podem ferir e não agradar muitas pessoas. Analisando friamente a parte técnica das obras, cada uma tem o seu valor. Algumas mais simples, pobres, outras mais ricas e interessantes, mas no geral não vi nada de especial ou inovador.

O que eu acho desse tipo de arte?
Por mais polêmica que uma instalação ou quadro sejam, precisamos pensar na intenção do artista. Ele se ocupou, ele pensou, ele agiu e finalmente teve um aval para expor seu trabalho. A qualidade, a forma, as ideias por trás daquela peça podem sofrer interpretações diversas, inclusive serem consideradas ofensivas. A arte não tem forma, mas tem gosto. A arte que aborda assuntos polêmicos vai ser sempre polêmica e gerar reações diversas. No passado, muitas obras foram censuradas e criticadas, por exemplo, por mostrar o nu, hoje são expostas em grandes museus, o que mostra um caminho natural da arte e da sociedade.

O que eu acho sobre a repercussão?
No geral, não acho que provocam tanto como dizem as repercussões da internet. Vejo aqui um exagero nesse sentido, tendo em vista conteúdos muito piores que as crianças e todos nós podemos ter acesso por outros meios fora do museu. Lugar esse, aliás, dedicado à reflexão, experimentação e análise de novos conceitos. Se você ficou pessoalmente ofendido com uma arte ou exposição, a melhor maneira de expressar isso é não indo ou não divulgando a exposição. Vejo aqui uma reação totalmente contrária e incoerente. Os que são contra a exposição acabaram tornando-a nacionalmente conhecida, na luta em proibi-la (mesmo que tenham conseguido).

O que eu acho disso tudo?
Estamos passando por uma fase social bastante conturbada. Não sabemos nos portar e respeitar a opinião dos outros (sejam liberais ou conservadores). As marcas não sabem se posicionar e estão morrendo de medo da internet. Estamos todos cuidadosos ao emitir uma opinião, pois poderemos ser incompreendidos ou pior, compreendidos e agredidos por pensar diferente. Para o público, falta essa noção de que somos todos diferentes. Para o artista, falta o entendimento de que ele poderá ofender muitas pessoas com sua provocação e precisa saber enfrentar as críticas. Afinal, esse é o mundo em que vivemos, onde a polêmica dá mais likes do que a própria arte ou reflexão.

E você? O que achou do assunto? Você acha que a arte deve ou não expor assuntos polêmicos e até “ofensivos” para alguns?

Nova jornada de compra

Conectividade, simplificação, humanização e engajamento marcam a nova jornada de compra
Informações foram apresentadas durante o Kantar Talks Brazil, que reuniu as mais recentes tendências analisadas pelas empresas do grupo Kantar

Batizada de “Shoppers Into Buyers”, a terceira edição do Kantar Talks Brazil revelou as principais tendências que impactam, atualmente, a jornada de compra. Em um ambiente cada vez mais multimídia, com a forte e crescente presença de redes sociais e aplicativos de mensagens, a informação móvel cria uma nova fórmula de diálogo e altera o modo como as pessoas compram. Nesse cenário, a simplificação surge como uma necessidade a ser atendida. De acordo com informações da Kantar Futures, 7 em cada 10 brasileiros concordam que a tecnologia ajuda suas vidas. Não por acaso, o País aparece em primeiro lugar no mundo entre os que mais querem tornar o dia a dia mais fácil – 83% da população.

E a maneira encontrada pelas companhias para simplificar ao máximo a vida do comprador é apostar na hiper conveniência, quando as facilidades oferecidas quebram as barreiras de tempo e do espaço para a realização da compra. Ações quase que saídas de filmes de ficção científica se tornam realidade no mundo digital e alteram a jornada de compra (“path to purchase”) que passa a ser menos linear, mais interativa e com mais touchpoints, onde personalizar, criar, dividir e influenciar se tornam peças-chaves para a decisão de compra.

Para se comunicar com o shopper (potencial comprador) de agora é preciso conversar com ele, imerso em um ambiente multimídia, multitela e composto de várias plataformas. Mais atento, segundo levantamento da Kantar IBOPE Media, o internauta está bem informado e percebe claramente quando uma campanha é crossmedia. E, atento a isso, envolve-se cada vez mais com as marcas nas redes. Com base nas informações do Target Group Index, por volta de ¼ dos internautas afirma que costuma seguir marcas em redes sociais. Nesse contexto, a relevância e o engajamento se tornam essenciais na comunicação.

Enquanto a penetração da internet se expande no mundo todo, com destaque para o Brasil, informações da Kantar Millward Brown mostram que apenas 5,3% dos acessos ao e-commerce se convertem em vendas, o que coloca em pauta desafios para o canal, entre eles o de ter uma comunicação atrativa, sem ser invasiva, e apresentar uma plataforma simples e que gere uma experiência positiva. Com turismo e produtos eletrônicos em primeiro lugar entre as categorias adquiridas na rede, o que significa que há uma grande oportunidade para demais itens de consumo, uma sessão de e-commerce hoje tem duração média de 43 minutos e 45 segundos, sendo que cada uma envolve muitos sites abertos simultaneamente, de modo que cada um recebe atenção por 24 minutos e 24 segundos, também em média.

Hoje as marcas formam sua imagem junto aos consumidores por meio das mais diversas experiências que proporcionam. De acordo com a Kantar TNS, o momento atual pode ser descrito como a economia de engajamento (“Engagement Economy”). Marcada por inúmeros pontos de contato (touchpoints) capazes de influenciar o shopper, a atualidade coloca em pauta o desafio de gerenciar quais são os touchpoints mais relevantes para transformar os shoppers em Buyers (compradores efetivos).

Nesse ambiente, as marcas têm de traduzir seu propósito por meio das experiências oferecidas aos consumidores. Segundo a Kantar Vermeer, a explosão de pontos de contato redefine a atuação das marcas, pedindo novas formas de envolver os clientes antes, durante e após a compra. Entre elas se destacam a melhora da experiência de varejo e da presença nas redes sociais, a criação de aplicativos e a construção de canais que mantenham o relacionamento.

Dentro da loja

Em um mundo mais ágil, com indivíduos que possuem as informações na palma da mão, a eficiência no processo de compra é fundamental. Lojas que vendem mais rápido vendem mais e, nem sempre, o material produzido para o ponto de venda – cartazes, informativos – é notado. Segundo a Kantar Retail, 69% dos shoppers compram a mesma marca que levaram para casa da última vez, contradizendo a ideia de que a maior parte das decisões de compra é tomada dentro da loja.

Estudos da Kantar Worldpanel revelam também que o shopper visita mais canais para fazer um menor número de compras. Em 2017, foram computados 7 diferentes canais; há quatro anos, eram apenas 5. A decisão de compra se mostra cada vez mais complexa. Em 2012, por exemplo, eram 12 as decisões na hora de escolher um refrigerado lácteo (funcionais, líquido, polpa, regular/light, naturais+light, etc.); hoje, elas somam 20. Mais um motivo pelo qual a organização no ponto de venda torna-se fundamental, facilitando a busca do shopper.

E facilitar a jornada da compra, voltando todas suas atenções para as necessidades, anseios e experiências positivas que possam ser geradas aos possíveis compradores, faz com que as marcas cheguem de forma consistente ao shopper, com grande chance de transformá-lo em um buyer.

Para mais informações, acesse www.kantar.com.

Fonte: AD Comunicação & Marketing – Ana Carolina