Pesquisa aponta diferenças geracionais na descoberta de produtos online

Dados indicam mudanças no comportamento do consumidor e revelam jornadas de compra distintas conforme a faixa etária: redes sociais lideram entre jovens e Google segue forte entre públicos maduros.

A pesquisa “A nova jornada de compra: o consumo por geração no Brasil”, realizada em parceria do MLabs com a Conversion, revela diferenças significativas nos canais de descoberta de produtos entre gerações. O estudo analisa os hábitos da Geração Z, Millennials, Geração X e Baby Boomers, destacando o papel das redes sociais, dos mecanismos de busca, da inteligência artificial e dos canais tradicionais no processo de decisão de compra no Brasil.

Entre os dados apresentados, a Geração Z (16 a 28 anos) se destaca pelo consumo fortemente mediado por algoritmos. O Instagram lidera como principal canal de descoberta, com 87%, seguido pelo TikTok, com 80%. Nesse grupo, o Google aparece com 70,5%, sendo utilizado principalmente para validação, enquanto a inteligência artificial já alcança o mesmo patamar da televisão, com 39,5%.

Os Millennials (29 a 44 anos) apresentam um comportamento mais distribuído entre plataformas. O Instagram registra 83,5%, seguido de perto por YouTube (73,5%) e Google (72%). O TikTok chega a 64%, e a inteligência artificial já participa de 35,5% das descobertas, indicando integração progressiva à rotina digital dessa geração.

Na Geração X (45 a 60 anos), o Google é o principal ponto de partida, com 84% das descobertas. Redes sociais como Instagram (72%) e YouTube (71,5%) mantêm forte presença, enquanto a televisão atinge 56,5%. As lojas físicas seguem relevantes, com 32%, reforçando um modelo híbrido de consumo.

Entre os Baby Boomers (61 a 79 anos), o Google também lidera, com 77,5%. O YouTube (58,5%) e a televisão (58%) aparecem praticamente empatados, evidenciando uma transição gradual do consumo analógico para o digital. As lojas físicas alcançam 37,5%, o maior índice entre todas as gerações.

“Os dados mostram que a jornada de compra no Brasil é cada vez mais fragmentada e influenciada pelo perfil geracional. Compreender esses padrões é essencial para empresas que desejam se comunicar de forma mais assertiva em um ambiente digital que evolui rapidamente”, afirma Cintia Mendes, Head do Comercial da Globalsys.

Em um cenário de consumo cada vez mais segmentado, acompanhar a evolução do comportamento do consumidor por geração se torna um diferencial estratégico para empresas que buscam decisões mais alinhadas à realidade do mercado. A Globalsys é uma empresa brasileira que atua com soluções de tecnologia, inovação e outsourcing, atendendo organizações de diversos segmentos, como varejo, logística e indústria, desenvolvendo soluções que apoiam a eficiência operacional, a modernização de processos e a adoção estratégica de novas tecnologias.

Fonte: Julia Ronchi | Globalsys

Como agências e consultorias podem conquistar novos clientes em 2026

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Estratégia, operação e valor real no centro da decisão

O mercado de comunicação, propaganda e marketing entra em 2026 mais competitivo, tecnológico e orientado a resultados do que nunca. A abundância de ofertas, ferramentas e “promessas rápidas” fez com que os clientes se tornassem mais criteriosos — e menos tolerantes a discursos vazios. Conquistar novos clientes, portanto, exige muito mais do que um bom portfólio: requer estratégia, posicionamento claro e um modelo operacional alinhado às expectativas do mercado.

A seguir, reuni as principais práticas que tendem a diferenciar agências e consultorias na prospecção e retenção de clientes nos próximos anos.

1. Posicionamento claro: quem tenta falar com todo mundo não convence ninguém

Em 2026, a especialização deixa de ser diferencial e passa a ser requisito. Agências generalistas ainda existem, mas são as que conseguem comunicar com clareza seu foco, expertise e tipo ideal de cliente que saem na frente.

Isso significa definir:

  • Segmentos prioritários (ex.: varejo, health, educação, startups, indústrias criativas);
  • Tipo de serviço em que a agência é realmente forte (branding, performance, conteúdo, mídia, CX, dados);
  • Problemas específicos que resolve melhor do que a concorrência.

Clientes não buscam “agências completas”, mas parceiros que entendam seu negócio, sua dor e seu contexto competitivo.

2. Conteúdo estratégico como principal ferramenta de prospecção

A produção de conteúdo deixa de ser apenas marketing institucional e passa a ser arma central de geração de negócios. Em 2026, quem educa o mercado constrói autoridade — e quem constrói autoridade reduz o esforço de venda.

Boas práticas incluem:

  • Artigos, análises e tendências publicados em portais próprios (como o Publicitando);
  • Presença ativa no LinkedIn com conteúdos autorais e opinativos;
  • Estudos de caso bem detalhados, focados em desafios e resultados;
  • Webinars, newsletters e relatórios setoriais.

O cliente chega mais preparado, confiante e inclinado ao contato quando já reconhece a agência como referência.

3. Prospecção consultiva, não invasiva

O modelo tradicional de prospecção fria perde força. Em seu lugar, ganha espaço a abordagem consultiva, baseada em diagnóstico e conversa — não em venda imediata.

Em vez de oferecer serviços logo no primeiro contato, vale:

  • Demonstrar conhecimento sobre o mercado do prospect;
  • Apontar oportunidades ou riscos reais de comunicação e marketing;
  • Conectar o discurso a dados, comportamento do consumidor e estratégia de negócio.

O foco deve estar em gerar valor desde o primeiro contato, mesmo que a venda não aconteça naquele momento.

4. Alinhamento entre promessa comercial e modelo operacional

Um dos maiores erros das agências é vender projetos que sua operação não consegue sustentar. Em 2026, isso tende a ser ainda mais crítico, pois os clientes estão mais atentos à experiência de trabalho com seus fornecedores.

Para alinhar operação e prospecção, é fundamental:

  • Ter processos bem definidos e documentados;
  • Dimensionar corretamente equipes e capacidades;
  • Trabalhar com escopos claros e contratos bem estruturados;
  • Usar tecnologia para gestão de projetos, dados e relacionamento.

Prometer menos e entregar melhor será sempre mais estratégico do que vender muito e frustrar o cliente.

5. Modelos flexíveis e orientados a valor, não apenas a horas

O modelo de cobrança também influencia diretamente a conquista de novos clientes. Em 2026, cresce a preferência por formatos mais flexíveis, transparentes e conectados a valor percebido.

Entre as tendências estão:

  • Contratos por projetos ou pacotes estratégicos;
  • Modelos híbridos (fee + performance);
  • Acordos baseados em metas e indicadores claros;
  • Consultorias recorrentes com foco estratégico.

Clientes querem previsibilidade, clareza e retorno — não planilhas intermináveis de horas.

6. Relacionamento e experiência como vantagem competitiva

Por fim, conquistar novos clientes passa, cada vez mais, por reter e encantar os atuais. Indicações, reputação e networking seguem como algumas das formas mais eficientes de crescimento.

Agências que se destacam em 2026 são aquelas que:

  1. Mantêm comunicação próxima e transparente;
  2. Atuam como parceiras estratégicas, não apenas executoras;
  3. Antecipam tendências e oportunidades para seus clientes;
  4. Constroem relações de longo prazo, baseadas em confiança.

No fim das contas, pessoas contratam pessoas — e permanecem com quem gera impacto real.

Em resumo

Conquistar novos clientes em 2026 não será sobre falar mais alto, mas sobre falar melhor. Agências e consultorias que combinarem posicionamento claro, conteúdo relevante, prospecção inteligente e uma operação bem alinhada terão mais chances de crescer de forma sustentável em um mercado cada vez mais exigente.

Mais do que vender comunicação, será preciso entregar estratégia, visão e valor.

Live marketing 2026: 5 tendências que mostram onde investir

 

AMPRO destaca tecnologias e oportunidades que devem guiar orçamentos no próximo ano

O investimento em live marketing deve acelerar em 2026. Em 2025, o setor movimentou cerca de R$ 100 bilhões em eventos corporativos, ativações de marca, promoções e branded experiences, segundo o Anuário Brasileiro de Live Marketing. O ritmo também se refletiu na 25ª edição do AMPRO Awards, que reuniu 509 cases e participação recorde de 108 agências em categorias como comunicação integrada, social e trade marketing.

Os dados mostram que o live marketing se consolidou como motor de ROI e diferenciação competitiva, com indicadores que vão de reconhecimento de marca a conversão em vendas e fidelização. Em 2026, o segmento deixa de atuar apenas como ferramenta de comunicação e passa a ocupar papel de estratégia central de crescimento, aponta Heloisa Santana, presidente executiva da AMPRO.

“O setor se posiciona como prioridade nos orçamentos, especialmente entre marcas que buscam construção de comunidade e conexão emocional. Ampliar investimentos nessa frente significa apostar em retenção, diferenciação e expansão de mercado”.

Confira abaixo, cinco tendências para 2026, segundo a AMPRO:

  1. Experiências guiadas pela neurociência: estímulos sensoriais, leitura de emoções e design baseado em neurociência ganham espaço, elevando a efetividade das ativações ao conectar decisões de consumo às respostas comportamentais.
  2. Personalização com IA generativa: a inteligência artificial atua como motor de personalização profunda, adaptando conteúdos, roteiros, linguagem e interações conforme o perfil e o comportamento de cada público.
  3. Data-driven ao vivo: os dados deixam de ser apenas ferramenta de análise pós-evento e passam a guiar ajustes durante a execução, otimizando impacto, engajamento e conversão.
  4. Integração físico-digital: marcas devem aprofundar a convergência entre ambientes presenciais e online, criando jornadas contínuas, consistentes e com pontos de contato que se complementam — não apenas coexistem.
  5. Comunidades: as marcas fortalecem a criação de comunidades ativas, estimulando conteúdo gerado pelos próprios usuários como extensão orgânica das experiências e como forma de ampliar a legitimidade das mensagens.

“A combinação de tecnologia, comportamento e criatividade coloca o live marketing entre as frentes de maior expansão em 2026, com capacidade de gerar resultados mensuráveis, relevantes e alinhados às novas expectativas do consumidor”, destaca Heloisa.

Natal reforça convergência “phygital” e consolida novo papel da mídia na jornada de compra

Caroline Ferrari, especialista da Octopus, destaca que anúncios em sites influenciam decisões mantendo relação importante dos marketplaces e varejo físico

Em mais um ano de uma das épocas mais aguardadas do calendário, o Natal confirma a consolidação de uma jornada de consumo cada vez mais ‘figital’, em que estímulos digitais e experiência física se complementam na decisão de compra. A data, considerada a mais importante do varejo e que reúne diversas tendências de consumo, traz cada vez mais um consumidor informado e exigente, em busca de novas experiências.

Para Caroline Ferrari, Diretora de Novos Negócios Corporativos da Octopus, agência de publicidade e propaganda, o Natal deste ano evidencia a maturidade da omnicanalidade no varejo brasileiro. O consumidor transita entre o clique e o físico sem perceber barreiras, encontrando no digital conveniência, comparação e influência, e no ponto de venda a confiança, o imediatismo e a experiência que a data proporciona.

“A publicidade digital se tornou o gatilho da intenção. O cliente é impactado, navega, compara preços e só então conclui a compra, seja online ou presencialmente. O papel da comunicação é garantir que essa jornada seja contínua e sem atrito”, comenta. Segundo a profissional, a convergência entre esse estímulo digital e experiência física é o que deve impulsionar o desempenho do varejo neste fim de ano.

Essa navegação do consumidor entre o digital e o físico também foi apresentada recentemente na pesquisa Consumer Insights 2025, da UOL, e aponta que a internet segue como elemento central na formação de intenção, com 41% dos consumidores afirmando que anúncios em sites e portais influenciam diretamente o processo de escolha, enquanto 39% reconhecem que esses ambientes determinam quais marcas ou lojas entram na sua lista de possibilidades. Os dados reforçam o papel estratégico da publicidade digital como ponto de partida dessa jornada, que começa no impacto e na pesquisa online, mas se desenrola em múltiplos canais, marketplaces, e-commerces próprios, lojas físicas e, especialmente, shoppings centers.

“O grande desafio também está na atenção do consumidor, exigindo campanhas capazes de unir criatividade, dados e eficiência. O digital assume protagonismo na fase de descoberta, enquanto os shoppings e marketplaces se fortalecem como ambientes de conversão, cada um cumprindo um papel complementar no ecossistema de compra”, complementa Ferrari.

Caroline Ferrari

Caroline destaca que as grandes tendências para o Natal deste ano e próximas datas importantes do calendário do varejo se resumem a uma omnicanalidade madura, uma mídia digital como base da descoberta, aumento da competição por atenção, shoppings e marketplaces que complementam jornadas e pressão por eficiência.

“O Natal deste ano não é sobre onde o consumidor compra, mas sobre como ele se move entre os canais. As marcas que entenderem essa jornada fluida vão capturar participação de mercado e valor de marca ao mesmo tempo”, finaliza a especialista.