Retail Media otimiza orçamentos publicitários, incentiva o investimento inteligente e gera valor

Por Mariana Gottardi*

Durante décadas, grande parte dos investimentos publicitários foi direcionada a canais com métricas indiretas, ou seja, alcance, impressões e lembrança de marca. Todos esses itens são importantes, mas difíceis de conectar diretamente à venda.

E é o Retail Media que muda esse jogo.

Dentro de ecossistemas já consolidados, como Amazon, Mercado Livre, Carrefour e Magazine Luiza, a publicidade acontece no momento mais crítico da jornada: quando o consumidor já está próximo da decisão de compra. O resultado? Mídia deixa de ser apenas influência e passa a ser conversão.

A nova era de Retail Media é aquela que justamente entrega eficiência e que fala a língua do CFO, ou seja, não basta apenas mais a segmentação, é necessário apresentar uma mensuração clara e objetiva. No dia a dia, isso significa que cada clique, cada visualização e cada conversão podem ser rastreados com precisão.

Isso transforma completamente a conversa dentro das empresas, pois o marketing deixa de defender investimento com narrativas subjetivas e passa a falar em ROI, CAC e incremental de vendas. Para as lideranças financeiras, isso é um divisor de águas.

Não acredito que seja exagero afirmar que agora o foco dos gestores deverá ser menos dispersão e mais inteligência. Outro impacto importante é a redução de dispersão de investimento, pois em vez de pulverizar orçamento em múltiplos canais com baixa previsibilidade, as empresas começam a concentrar esforços em ambientes específicos, onde o consumidor já demonstrou intenção; o contexto é favorável; e claro, a conversão é mensurável.

Vale reforçar que nenhuma dessas ações elimina outros canais. Elas apenas mudam o peso estratégico de cada um na jornada de compras e conversão. O ponto central aqui é sair do investir mais para investir melhor. Nesse sentido, o crescimento de Retail Media não traz apenas novas possibilidades, mas uma mudança de mentalidade de toda a cadeia.

Neste cenário de pressão por eficiência, budgets cada vez mais escrutinados e necessidade de ROI imediato, o marketing deixou de ser apenas criativo: ele passou a ser matemático. E é nesse contexto que Retail Media ganha protagonismo. Para corroborar essa informação, e finalizar este artigo, também alguns dados relevantes do mercado: Retail Media movimentou cerca de US$136 bilhões em 2024, segundo dados de GroupM e Statista. A projeção é chegar a US$175 bilhões até 2028, consolidando o canal como uma das principais forças da publicidade digital.

A América Latina é um dos mercados de crescimento mais rápido do mundo, ainda com espaço enorme para expansão. Dados do IAB Brasil apontam projeções que indicam crescimento para US$6,7 bilhões até 2029, com o CAGR estimado de ~29,9% ao ano, quase o dobro da média global.

Ainda de acordo com informações do IAB Brasil, em mercados maduros, Retail Media já representa uma fatia crescente do digital, com expectativa de ultrapassar 20% do investimento em mídia digital nos próximos anos. Portanto, mais do que um novo canal, ele representa uma mudança estrutural na forma como marcas investem em publicidade: menos aposta, mais precisão.

Portanto, ao invés de aumentar o orçamento, empresas passam a exigir mais inteligência na alocação. Afinal, na era dos dados, a vantagem competitiva não está em quem investe mais em mídia, mas em quem investe melhor e gera valor.

*Por Mariana Gottardi é Head de Agências na Unlimitail

IA na publicidade: a revolução que está redefinindo o jogo das agências

O presidente da Abradi, Carlos Paulo Jr.

Enquanto Sam Altman prevê que 95% do trabalho criativo será automatizado, presidente da Abradi aponta caminhos para profissionais se reinventarem no novo cenário

A publicidade vive seu momento mais disruptivo desde a migração para o digital. Se antes a transformação veio com Google e Meta ‘roubando’ verbas da TV e jornais, agora a inteligência artificial está mexendo com algo que parecia intocável: a criatividade humana. E não estamos falando de um futuro distante, isso já está acontecendo. O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirma que a IA executará 95% do trabalho de marketing criativo e Mark Zuckerberg vai na mesma linha, prometendo que as marcas logo poderão simplesmente dizer seus objetivos e orçamento para a Meta, que “fará o resto”.

Declarações assim fazem qualquer publicitário engolir seco. Mas será que é realmente o fim da linha para as agências tradicionais? Google, Meta, ByteDance e Amazon controlam agora mais da metade do mercado global de publicidade. Mas o que realmente chama atenção é como essas plataformas estão avançando na criação de conteúdo, território que sempre foi das agências. O TikTok agora gera comerciais de vídeo a partir de textos simples. A Meta personaliza automaticamente textos publicitários para diferentes públicos em dez idiomas. A Kalshi criou um comercial cinematográfico completo em 48 horas, gastando apenas US$ 2 mil, usando ferramentas do Google.

Reinvenção, não extinção

Carlos Paulo Júnior, presidente da Abradi, não vê essa transformação como uma sentença de morte. Para ele, é hora de reposicionar competências. “A IA executa tarefas repetitivas com rapidez, mas decisões estratégicas complexas ainda dependem do entendimento humano”, explica. Ele afirma que os profissionais precisam focar em quatro pilares fundamentais: pensamento estratégico e crítico; curadoria e supervisão criativa; integração tecnológica (saber quando, como e por que usar cada ferramenta de IA na prática) e inteligência emocional (gestão de pessoas e aspectos relacionais que a IA simplesmente não consegue replicar). “Enquanto a IA resolve o operacional, humanos ainda dominam as decisões complexas que definem o rumo das campanhas, como desenvolver a habilidade de orientar e refinar resultados gerados por IA, garantindo originalidade e alinhamento com valores da marca”, destaca Jr.

Quando máquinas passam a consumir anúncios

Talvez a mudança mais radical esteja no próprio conceito de audiência. Estamos entrando numa era onde agentes digitais “consomem” anúncios e fazem recomendações para humanos. Quando alguém pergunta ao ChatGPT sobre a melhor marca de lençóis, a resposta não vem de pesquisa tradicional, mas do que a IA “aprendeu” sobre essas marcas. “O cenário onde agentes digitais consomem anúncios altera profundamente a relação marcas-consumidores”, observa Carlos Paulo. “O foco se desloca de persuasão direta para otimização técnica de conteúdo para influenciar algoritmos.”

Isso criou uma corrida completamente nova. Empresas agora produzem conteúdo especificamente para “alimentar” modelos de IA. Descrições detalhadas de produtos que fariam qualquer humano adormecer podem ser cruciais para convencer um algoritmo a recomendar determinada marca. “Marcas precisarão criar conteúdos e dados estruturados específicos para influenciar diretamente as recomendações dos LLMs”, explica o presidente da Abradi. Isso significa desenvolver técnicas especializadas de SEO algorítmico e construir reputação digital sólida.

Equipes híbridas: o futuro já chegou

Muitas empresas já aplicam agentes de IA em todos os processos corporativos, inclusive no marketing. Nesse cenário, Carlos Paulo enfatiza a importância de “definir claramente o papel da IA e dos humanos nas equipes, destacando complementação, não substituição”. Para ele, empresas devem investir em treinamento contínuo e promover cultura aberta à inovação.

Diante desse novo cenário, o presidente da Abradi destaca que as empresas devem manter o foco na construção de reputação digital. “É preciso garantir credibilidade e clareza nas informações fornecidas online, que serão consumidas por LLMs para gerar recomendações. Outras recomendações são a utilização do SEO e da otimização algorítmica avançada para influenciar positivamente modelos de IA.”

Toda essa transformação traz dilemas complexos. Como garantir transparência quando consumidores interagem com conteúdo mediado por IA? Como proteger privacidade dos dados? Quem é responsável quando um agente digital faz recomendação problemática? “Empresas deverão ter clareza sobre suas responsabilidades ao influenciar agentes digitais, evitando preconceitos e discriminação de qualquer natureza”, alerta Carlos Paulo. A implementação de políticas rigorosas de transparência torna-se essencial.

A revolução da IA na publicidade não é mais possibilidade futura, é realidade presente. Carlos Paulo Júnior e a Abradi apostam que quem abraçar, entender e souber utilizar a tecnologia terá seu lugar de destaque. A questão não é se a IA vai transformar a publicidade, mas quem vai liderar essa transformação. As próximas jogadas determinarão se as agências tradicionais se tornarão peças de museu ou evoluirão para algo ainda mais poderoso: orquestradoras de uma sinfonia onde humanos e máquinas criam juntos o futuro da comunicação.

Fonte: Moneta Comunicação Estratégica – Beatriz Torrecilia Mendes

Autor premiado R. Guerra Cruz renova mitos brasileiros em thriller psicológico lançado na Amazon

Do autor de “Temporais” (Top 100 Kindle), obra mergulha nas tradições da Serra da Mantiqueira em trama que reverencia mestres da cultura regional

O redator premiado e professor R. Guerra Cruz, autor do sucesso “Temporais” (Top 100 Kindle), anuncia o lançamento de seu novo livro, “O Clarão da Pedra Branca”. Já disponível na Amazon, o romance místico de 205 páginas combina thriller psicológico e fantasia contemporânea, explorando os limites entre sanidade, folclore e realidade.

A trama acompanha Ana Beatriz, uma executiva que, após um colapso por burnout, troca a carreira em São Paulo por um refúgio no sítio da família em Monteiro Lobato.

Sua busca por paz é interrompida quando encontra um homem desacordado em seu jardim. Auxiliada por sua assistente de IA pessoal, Ana decide cuidar do estranho, mas fenômenos impossíveis começam a se manifestar: plantas florescem ao redor do homem, antigos mitos ganham vida e uma energia hipnotizante toma conta do lugar.

Conforme fragmentos de identidade emergem, Ana se vê diante de um mistério avassalador: ele é um humano traumatizado, um anjo caído ou uma entidade folclórica? Enquanto seu coração e sua sanidade são testados, ela percebe que protegê-lo não é compaixão, mas uma questão de sobrevivência, pois algumas verdades podem destruir não apenas vidas, mas realidades inteiras.

“Nesta obra, retorno às minhas raízes no interior paulista para criar uma narrativa que honra grandes artistas brasileiros como Almeida Júnior, Almir Sater e Graciliano Ramos”, afirma R. Guerra Cruz. “Meu objetivo é criar uma lenda para os dias
modernos com a autenticidade de quem nasceu e vive essa cultura. A tecnologia entrou como uma ferramenta de apoio no processo, sempre a serviço da história e da sensibilidade humana.”

Sobre o Autor:

R. Guerra Cruz é professor universitário, redator publicitário premiado, consultor, poeta e músico. Nascido em Pindamonhangaba (SP), combina sua expertise em comunicação e storytelling, com mais de 500 campanhas desenvolvidas e prêmios nacionais, com uma profunda paixão pela cultura regional. Autor de seis livros, incluindo a série de ficção científica “Última Nota”, Guerra Cruz atualmente cursa Mestrado em Planejamento e Desenvolvimento Regional, com foco em
sustentabilidade e cultura

Serviço:

● Título: O Clarão da Pedra Branca
● Autor: R. Guerra Cruz
● Formato: eBook Kindle
● Páginas: 205
● Gênero: Romance Místico, Thriller Psicológico, Fantasia Contemporânea
Disponibilidade (Amazon)

Amazon lidera vendas mundiais

Amazon é a empresa líder de vendas mundiais durante a pandemia

Uma pesquisa realizada pelo sistema Statista e divulgada pela plataforma de descontos Cuponation, integrante da alemã Global Savings Group, revelou o ranking mundial das empresas líderes de serviços online e internet no mercado em todo o mundo em 2020 durante os tempos de pandemia.

De acordo com o estudo e com base no índice GP Bullhound Consumer Internet, a empresa norte-americana Amazon é a companhia que ocupa o primeiro lugar da lista, com maior lucro e valor de comércio ao consumidor de abril deste ano até o momento. A plataforma estima que a capitalização de mercado atual da marca seja de 970,7 bilhões de dólares.

O dado aponta que mesmo tendo indícios de que a empresa vem enfrentando uma crise interna e problemas com a segurança de seus funcionários em relação a meios protetivos à COVID-19, isso não a prejudicou ao ponto de perder vendas, pelo contrário: fez com que ela crescesse durante a pandemia por conta da segurança de comprar sem sair de casa.

Dentre as 20 empresas apresentadas, a chinesa Alibaba é a organização que aparece ocupando o segundo lugar do ranking, com a capitalização de mercado projetada em 521,8 bilhões de dólares. Confira o ranking completo no infográfico interativo do Cuponation.

Das companhias mundiais populares presentes no estudo, podemos citar as mais reconhecidas pelos brasileiros, sendo elas: a Uber, o Mercado Livre, a Booking, o Pinterest e até a Rakuten.

Fonte: Grupo Comuniquese – Giovanna Rebelatto