CTV alcança 60% de penetração na América Latina

CTV alcança 60% de penetração na América Latina e esportes impulsionam uma em cada três assinaturas de streaming, aponta Comscore

Estudo indica crescimento do co-viewing e confirma o esporte como motor de novas assinaturas, criando um ambiente estratégico para campanhas publicitárias em 2026, ano de Mundial

A Comscore (NASDAQ: SCOR), líder global em medição de audiências e análises multiplataforma, divulgou os resultados da quarta onda de seu estudo “Connected TV na América Latina”, que analisa a evolução do consumo audiovisual, as dinâmicas de streaming e as oportunidades emergentes no ecossistema publicitário de TV Conectada (CTV).

Com base em uma pesquisa realizada entre setembro e outubro de 2025 com aproximadamente 11.700 usuários ativos de CTV em seis mercados latino-americanos, o estudo reforça a consolidação da TV conectada como um componente habitual do ecossistema digital. De acordo com os achados, 60% da população digital analisada consome conteúdo por meio de Connected TV.

Os insights de audiência revelam um núcleo demográfico em fases de vida digital altamente ativas e com forte poder de decisão: mais da metade dos adultos que consomem CTV na América Latina está entre 25 e 44 anos. Além disso, 95% acessam conteúdo via Smart TVs, posicionando ainda mais esse dispositivo como uma das principais portas de entrada para o streaming no lar.

O estudo também destaca a força do co-viewing como um fator relevante na experiência de grande tela. Mais da metade dos espectadores relatou assistir conteúdo acompanhado, reforçando o potencial da CTV para ampliar o alcance de campanhas publicitárias.

Essa dinâmica se torna particularmente relevante em um ano marcado por grandes eventos esportivos na região, como a Copa do Mundo FIFA 2026, historicamente associada a níveis mais altos de consumo compartilhado em tela grande. Embora filmes e séries continuem liderando o consumo geral de CTV, o futebol representa 95% do consumo de esportes entre os usuários pesquisados. Nesse contexto, o interesse pela Copa do Mundo reforça o peso dos esportes no ecossistema regional de CTV.

O impacto dos esportes também se reflete nas decisões de assinatura: um em cada três respondentes (37%) afirmou ter se inscrito em um serviço de streaming motivado pelo acesso a conteúdo esportivo, destacando sua relevância na aquisição e retenção de audiências.

“Os esportes se posicionam novamente como um ponto de encontro chave para as audiências de CTV. Com forte interesse na Copa do Mundo de 2026 e hábitos de consumo compartilhado cada vez mais presentes, vemos um cenário particularmente relevante para marcas que buscam construir conexões significativas”, disse Alejandro Enriquez, Líder de Soluções Personalizadas para a América Latina na Comscore e responsável pelo projeto regional.

Do ponto de vista de monetização, a pesquisa aponta para uma evolução no valor percebido do streaming. Cinquenta e nove por cento dos usuários expressaram preferência por opções suportadas por anúncios, como AVOD, FAST ou modelos híbridos, refletindo maior aceitação da publicidade no ambiente CTV. Do ponto de vista publicitário, o estudo ressalta a importância da relevância da mensagem, com uma proporção significativa de usuários indicando preferência por anúncios alinhados aos seus interesses.

“Essa quarta onda confirma a evolução da Connected TV de uma tendência emergente para um componente estrutural do ecossistema audiovisual na América Latina”, acrescentou Alejandro Enriquez. “A continuidade deste estudo nos permite rastrear os hábitos de consumo em mudança e fornecer contexto para ajudar a indústria a interpretar melhor essas transformações”.

A pesquisa foi realizada com o apoio de empresas do ecossistema audiovisual, incluindo Netflix Ads, Disney+, FOX, Roku, Samsung Ads, SBT, TelevisaUnivision, Totalplay, Tubi e Warner Bros. Discovery. Os resultados apresentados correspondem à análise regional consolidada. A Comscore anunciou que, ao longo de 2026, divulgará achados específicos por mercado para México, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru, aprofundando os insights locais sobre as tendências regionais observadas.

Para acessar o estudo completo, acesse aqui.

International Advertising Association (IAA) chega ao Brasil

International Advertising Association (IAA) chega ao Brasil com parceria global do LinkedIn e liderança de Fabiana Schaeffer, da Netza&CO

Primeiro capítulo na América Latina visa conectar o mercado brasileiro à rede global de criatividade, desenvolvimento de carreiras e sustentabilidade; Brasil é destacado como “melhor exportador de criatividade”

A International Advertising Association (IAA), entidade global fundada em 1938 em Nova York, acaba de ser lançada oficialmente no Brasil – o primeiro país da América Latina a receber um braço da organização. Em parceria global com o LinkedIn, o capítulo nacional ficará a cargo de Fabiana Schaeffer, vice-presidente de Sustentabilidade da IAA global e integrante do conselho mundial, bem como co-CEO da Netza&Co, ecossistema de soluções de marketing há mais de 25 anos no mercado com forte atuação em inovação, conexão de negócios e impacto social.

Fredrik Borestrom, presidente global da IAA e executivo de publicidade digital do LinkedIn, destaca o potencial criativo do mercado brasileiro e ressalta a importância estratégica da expansão: “Quando você entra em uma agência criativa em qualquer lugar do mundo – de Estocolmo a Sydney –, a pessoa mais criativa costuma ser a brasileira. O Brasil é um dos melhores exportadores de criatividade, e queremos trazer essa rede global para cá, mas também levar o Brasil para o mundo”.

Já Fabiana Schaeffer enfatiza o propósito colaborativo do braço brasileiro da associação: “Nosso objetivo é construir pontes entre marcas, agências, universidades e instituições. Queremos ser um espaço de aprendizado, ação e protagonismo de boas ideias, gerando valor real para o setor”.

A atuação da IAA no Brasil está estruturada em três pilares estratégicos interconectados: para a indústria, a entidade atuará como uma bússola global para guiar as transformações do setor por meio de debates, pesquisas e promoção de boas práticas; para as marcas, buscará ampliar visibilidade e engajamento com os diferentes atores da cadeia publicitária, fortalecendo oportunidades de reputação e negócios; e para os profissionais, promoverá o desenvolvimento de carreiras por meio de uma rede internacional de networking, educação e trocas profissionais entre líderes e jovens talentos do mercado.

Com presença em 56 países, a IAA representa todos os segmentos de marketing e comunicação e busca, por meio do novo capítulo brasileiro, potencializar a troca de conhecimento, impulsionar a sustentabilidade e conectar o ecossistema local às tendências e oportunidades globais.

Evento on line do Grupo de Planejamento

Evento Future 100 América Latina

Um estudo detalhado e aprofundado do mercado te espera junto do Grupo de Planejamento, liderado pela VML Brasil.

Conheça a força da América Latina e as principais tendências para o mundo todo.

Quando?
29/02, às 17h30.

Onde?
Evento online, inscrição neste link

Brasil lidera uso de IA em marketing

Brasil lidera o uso de IA em seus canais de Marketing, com 98%.

Especialistas discutem como a união da Inteligência Artificial e neurociência está definindo um novo paradigma para estratégias de marketing personalizado e growth hacking.

À medida que o digital se torna cada vez mais entrelaçado com a experiência humana, as empresas de tecnologia estão na vanguarda da integração de avanços em inteligência artificial (IA) e neurociência para redefinir o growth hacking e o marketing personalizado. Essa fusão inovadora está criando estratégias que captam com precisão a atenção do cliente, melhoram o engajamento e aumentam significativamente as taxas de conversão.

Em pesquisa recente realizada pela Twilio, plataforma de engajamento do cliente que proporciona experiências personalizadas de IA, intitulada The Growth Report 2023: AI edition, aponta que o Brasil é líder na adoção de inteligência artificial (IA) na América Latina, com 98% das empresas experimentando tecnologia em canais de marketing.

Lisane Andrade, Especialista em IA e fundadora da Niara, explica: “A inteligência artificial já está reconfigurando o cenário do marketing digital, mas ao infundir os insights da neurociência, podemos ‘hackear’ o crescimento de uma maneira mais orgânica e centrada no humano. Podemos analisar e prever a resposta neural dos consumidores a diferentes estímulos, permitindo uma compreensão mais profunda de suas preferências e comportamentos. Com esta abordagem, as campanhas de marketing não são apenas inteligentes; elas são intuitivas.”

Os métodos tradicionais de growth hacking estão sendo transformados por essa abordagem interdisciplinar. A utilização de IA permite a segmentação de usuários em escala, enquanto a aplicação da neurociência oferece uma perspectiva única sobre o comportamento do consumidor, o que é fundamental para personalizar as interações e experiências do usuário.

Ricardo Martins, estrategista de marketing veterano e CEO da TRIWI, reitera a importância dessa integração: “Neste ambiente altamente competitivo, entender o cerne da tomada de decisão do cliente é uma vantagem inestimável. A combinação de IA e neurociência é a chave mestra para destravar um marketing verdadeiramente personalizado. Não estamos mais atirando no escuro; estamos aprendendo como iluminar exatamente o que cada cliente deseja ver, influenciando positivamente a jornada do consumidor e, por extensão, o crescimento do negócio.” Argumenta.

Para empresas de tecnologia, essa convergência representa um horizonte expansivo. As iniciativas de growth hacking, agora fortalecidas pela precisão da IA e os insights da neurociência, estão se tornando um investimento essencial para empresas que buscam se diferenciar e capturar a lealdade do cliente em um mercado saturado.

Ao adotar essas estratégias, as empresas não estão apenas otimizando suas campanhas de marketing, estão redefinindo o relacionamento entre tecnologia e compreensão humana, estabelecendo novos padrões de inovação e sucesso no setor.

Fonte: Raíssa Vaz