Likes constroem audiência. Credibilidade constrói marcas.

Por Samara Perez Valadão de Freitas*

Por muito tempo, o mercado tratou assessoria de imprensa e social media como frentes concorrentes, como se fosse preciso escolher entre alcance ou posicionamento, visibilidade ou autoridade. Mas essa comparação é rasa e, muitas vezes, perigosa, pelo simples fato de que audiência pode ser comprada e credibilidade, não.

Sem dúvida, as redes sociais revolucionaram a forma como as marcas se comunicam, ampliaram vozes e democratizaram narrativas. Um bom social media é capaz de gerar engajamento, criar comunidade e dar ritmo à presença digital. O desafio surge quando likes passam a ser confundidos com relevância e seguidores com legitimidade.

Visibilidade não é sinônimo de reconhecimento. Uma marca pode viralizar hoje e desaparecer amanhã; pode ter milhares de seguidores e nenhuma autoridade real quando chega o momento decisivo, como uma crise, uma rodada de investimento, uma expansão, uma venda ou uma disputa por atenção qualificada.

É nesse contexto que a assessoria de imprensa reafirma seu papel estratégico e insubstituível. Mais do que gerar visibilidade, trata-se de construir reconhecimento e reputação. Diferentemente de ações baseadas em atalhos, tendências passageiras ou fórmulas prontas, o trabalho da assessoria se sustenta em narrativa, consistência e validação externa. Quando uma marca é citada por um veículo relevante, não é a própria empresa que se promove, mas um terceiro, com credibilidade consolidada, que endossa sua autoridade. Esse tipo de chancela amplia a confiança, fortalece o posicionamento e gera impacto real na percepção do mercado.

Enquanto as redes sociais dialogam majoritariamente com públicos já engajados, uma narrativa construida por uma empresa especializada amplia o território da marca, inserindo-a em espaços onde ela ainda não está presente. É por meio do relacionamento com a mídia que empresários e executivos passam a integrar o debate público, participam de pautas que formam opinião e ocupam arenas que constroem reputação e legado. Trata-se de um trabalho menos ruidoso, porém mais profundo, consistente e duradouro.

Marcas fortes não se constroem apenas de estética ou pelo volume de alcance, mas de substância. Elas não se sustentam apenas por métricas de visibilidade, e sim pela confiança, construída ao longo do tempo com coerência, credibilidade e presença estratégica em ambientes que realmente importam. Nesse contexto, empresas orientadas ao longo prazo priorizam a relevância institucional como base para, então, potencializar engajamento e performance.

Isso não significa que social media e assessoria de imprensa disputam espaço. Pelo contrário: quando bem integrados, se potencializam. Uma constrói autoridade e a outra amplia e distribui a narrativa. Um fortalece o outro. Mas a base precisa ser sólida, porque sem credibilidade, o alcance vira ruído.

Nos últimos anos, a comunicação se tornou mais veloz, mais exposta e, paradoxalmente, mais frágil. A tecnologia encurtou distâncias, mas também reduziu o tempo de reação. Hoje, uma informação mal contextualizada pode se espalhar em segundos, ganhar versões, gerar julgamentos e afetar imagens públicas antes mesmo que os fatos estejam claros. Nesse cenário, a assessoria assume um papel ainda mais estratégico: o de organizar narrativas em meio ao ruído, proteger marcas quando elas são impactadas negativamente e sustentar discursos com responsabilidade, apuração e consistência editorial.

Qual a lição que fica? A de que o futuro da comunicação não será definido por quem fala mais rápido, mas por quem consegue construir relações de confiança em ambientes cada vez mais imediatos. Porque, no fim, tecnologias mudam, plataformas surgem e desaparecem, mas a solidez de uma marca continua sendo o ativo mais valioso de qualquer negócio.

*Samara Perez Valadão de Freitas é jornalista com mais de 20 anos de atuação em Comunicação Corporativa. Integra o programa global 10,000 Women, iniciativa do Goldman Sachs em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Fundadora e CEO da Markable Comunicação, lidera há 14 anos projetos estratégicos de assessoria de imprensa e produção de conteúdo para empresas de diversos segmentos

Coluna Propaganda&Arte

Conteúdo raso ou profundo? O desafio de ser autoridade na “Era do clique”

Por R. Guerra Cruz

Vivemos em um tempo onde o consumo de informação se tornou massivo, veloz e, muitas vezes, superficial.

No marketing, na publicidade, no ensino e na produção de conteúdo para autorreconhecimento profissional, surge uma questão essencial: devemos privilegiar a simplicidade para garantir alcance e engajamento ou aprofundar a complexidade para elevar o repertório e estimular a cognição?

O equilíbrio entre a facilidade e a complexidade

No universo da propaganda, há uma tendência a optar pelo caminho do clichê e da simplicidade.

Isso porque o tempo de atenção é curto e o público busca algo intuitivo, que não exija grande esforço para ser compreendido. Mas, ao nos rendermos apenas ao básico, corremos o risco de produzir uma audiência passiva, que consome sem se aprofundar, sem construir repertório ou senso crítico.

Por outro lado, conteúdos mais ricos e provocativos podem demandar maior tempo de digestão e gerar uma segmentação natural do público.

No entanto, são esses conteúdos que impulsionam a evolução intelectual, estimulam reflexão e consolidam a autoridade de quem os produz.

Comunicação cotidiana: simplificar ou expandir?

No dia a dia, a comunicação é um jogo de ajustes. Se o objetivo é criar conexão imediata, é natural recorrer a abordagens mais acessíveis. Mas, se queremos evoluir a forma como as pessoas pensam e interagem com o mundo, devemos constantemente introduzir novas perspectivas e desafiar o conforto cognitivo.

O mesmo ocorre no consumo de entretenimento. Devemos nos limitar a livros e séries de fácil digestão, ou buscar conteúdos mais instigantes e complexos? O ideal é uma combinação: dosamos a leveza com o aprofundamento, equilibrando prazer e aprendizado.

Criar conteúdo para ser autoridade: qual estratégia adotar?

Nas redes sociais, onde a efemeridade impera, muitos optam por adaptar seu discurso ao que gera clique e engajamento. Mas essa abordagem, embora traga visibilidade, pode comprometer a construção de uma autoridade real.

Autoridade não se faz apenas com números, mas com conteúdo relevante, que desafia, educa e provoca reflexão.

Isso significa que, em vez de apenas cativar pelo fácil, devemos estimular o cognitivo e a formação de um público mais qualificado. Mesmo que isso signifique um alcance menor a princípio, o impacto e a relevância serão muito mais duradouros.

Em um mundo saturado de informação rasa, a verdadeira autoridade está na coragem de oferecer algo mais profundo, provocador e enriquecedor.

Se queremos evoluir como sociedade, não podemos nos limitar ao que é fácil e rápido.

A educação e a comunicação não devem apenas refletir a realidade, mas transformá-la.

Marca Pessoal é o curso para construção e gestão de sua presença digital e autoridade

Sobre o Marca Pessoal | O algoritmo da sua carreira.

Histórico

Dentro do cenário da pandemia e com o expressivo crescimento da importância das redes sociais para os profissionais e suas carreiras, fomos impactados por uma expressiva e crescente demanda de amigos e colegas do mercado em como fazer seu marketing pessoal e se manter presente nas redes, principalmente no LinkedIn. As demandas são diversas e vão desde dúvidas conceituais de como definir propósito genuíno e estabelecer autoridade, a questões práticas de como fazer o melhor uso da ferramenta do LinkedIn e de seu algoritmo.

Mesmo com a ampla oferta de soluções genéricas de branding e presença digital por gurus na internet e mídias sociais, essa demanda latente chamou a atenção e fez com que o Regi, profissional comercial de veículos e novos negócios, especialista em vendas, networking e muito experiente no uso do LinkedIn e o Adão Casares, um dos profissionais referência da área de mídia de agências no Brasil, criassem um curso para atender seus amigos.

Os dois executivos atuam juntos na Prospect Aceleradora Comercial e realizaram nos últimos anos, diretamente ou por meio de entidades de classes como a APP Brasil (Associação dos Profissionais de Propaganda), Central de Outdoor, Instituto Semear,
diversos cursos, treinamentos e palestras para executivos do mercado de comunicação e marketing. Assim, em setembro de 2021, idealizaram, desenvolveram e colocaram em prática o piloto e primeiro curso Marca Pessoal | O algoritmo da sua carreira. A identidade visual do curso foi criada pela agência Gente Propaganda.

Contando com a longa atuação de Regi como experiente professor de sucesso em faculdades como o Centro Universitário FAAP, Fundação Cásper Líbero e do Adão Casares na orientação para executivos em sua longa trajetória como diretor de mídia e sua atuação na APP Brasil, o curso foi criado para ser consistente e dinâmico, atendendo as principais dores detectadas na atuação dos executivos na gestão de sua marca pessoal, com a definição de propósito de construção de autoridade e dificuldades declaradas pelos mesmos em como fazer isso na prática, desde entender como usar a plataforma do LinkedIn e gerar resultados que valham o investimento de tempo tão precioso para os executivos.

Baseado na ampla experiência dos sócios em marketing, comunicação, branding e vendas, o curso Marca Pessoal foi concebido. Construído a partir da andragogia, fazendo uso de metodologias ativas e com a mescla de sólida fundamentação com aplicação prática e mensurável, a formação tem 8h30 de duração e é composta por 7h30 divididas em 3 encontros (2h30), das 19h30 às 22h, mais uma mentoria individual e exclusiva (1h). realizado por meio de aulas e encontro remoto ao vivo, o investimento previsto para a 6ª edição do curso é de R$359,90 na pré venda, R$419,90 primeiro lote, R$549,90 último lote.

O aluno conta com material didático das aulas, avaliação personalizada de sua presença e atuação no LinkedIn, material construído no processo de mentoria e certificado de conclusão.

O Marca Pessoal faz proveito das ferramentas de medição de performance do próprio LinkedIn, como o SSI e interações e alcance das publicações, que permite aos executivos facilmente verificarem os ganhos de seu aprendizado de maneira objetiva, profunda e mensurável. A performance, juntamente com a metodologia e o conteúdo é um dos três pilares do sucesso do curso. Afinal, além de aprender, colocar em prática imediatamente e obter resultados mensuráveis, é fundamental para a formação executiva hoje. Prospect Aceleradora Comercial | Marca Pessoal | O algoritmo da sua carreira

O curso foi concebido de forma assertiva, pois sofreu pouquíssimas modificações desde sua primeira edição. A maior mudança foi a crescente e constante demanda e, para surpresa dos sócios, um resultado não planejado que foi a ruptura do segmento de propaganda e veículos de comunicação. As edições seguintes já atraíram organicamente profissionais de outros segmentos como tecnologia, relações públicas, empreendedores de startups, mercado financeiro, gastronomia, artes cênicas, entre outros, com alunos notórios e executivos de altos cargos, o indicativo da aderência aos desafios do contemporâneo para profissionais e a gestão da sua Marca Pessoal e Autoridade.

O presente

Em 5 edições do curso, já formamos mais de 100 profissionais. Marca Pessoal ruma para sua sexta edição e se consolida como um dos principais produtos de educação da Prospect.

A educação continuada para adultos e executivos é área em franca expansão no Brasil e no mundo em decorrência às tendência da nova realidade do trabalho, os efeitos desintermediação e desmaterialização das relações diretas, o trabalho remoto e híbrido e ainda o fenômeno negativo do etarismo, amplificados pela transformação digital acelerada, nos levaram a apostar nesse segmento.

Para isso, Fernando Dineli foi convidado para associar-se e assumir o cargo de CMO da Prospect Aceleradora Comercial. Seus desafios são escalar o Curso Marca Pessoal | O algoritmo da sua carreira e desenvolver novos produtos na área de Long Life Learning. Estrategista de marketing, é especialista em novos negócios, planejamento, negócios digitais e mobile, mestre em comunicação, professor na FAAP e IED e parceiro comercial da Bunker79. Com isso, iremos ampliar a oferta indo além do crescimento orgânico e boca a boca, que já estão consolidados. Iremos ofertar o curso para segmentos mais amplos de profissionais e variações do mesmo de forma a expandir nossa atuação.

O futuro próximo

A partir da sétima edição, planejamos também produtificar o curso com a adoção de uma versão no formato EAD, visando sua escalada exponencial para uma audiência ampla em todo Brasil e países lusófonos, e a realização de palestras e aulas mestras pelos sócios e embaixadores sobre Marca Pessoal e Autoridade para conscientização sobre a importância do tema.

A importância da Marca Pessoal

Para um profissional, executivo, hoje o Long Life Learning já é uma obrigatoriedade. Juntamente com as soft skills, a gestão da Marca Pessoal é um diferencial fundamental. A capacidade de definir e administrar sua presença digital e saber lidar com os algoritmos das plataformas de mídias sociais com eficiência é crítica. Pessoas compram de pessoas. Evitar o desperdício de tempo é desafio irrevogável que se impõe, por isso ensinamos o equilíbrio entre coerência e consistência. A gestão da sua Marca Pessoal é um dos fatores críticos para se obter sucesso no novo mundo do trabalho.

Redes sociais ou blog? Afinal, qual é a melhor opção para destacar sua marca?

Porque as redes sociais não são tão sustentáveis como a consolidação por meio de um blog ou site especializado

Ao contrário do que as tendências atuais nos mostram, a construção de uma imagem, seja marca ou perfil, via redes sociais não é tão sustentável como a consolidação por meio de um blog ou site especializado.

Imagem de Werner Moser do Pixabay

Especialista em comunicação digital, Jennifer de Paula destaca que “a grande explicação é o volume de conteúdos que circulam nas redes sociais a todo instante e a velocidade com que eles surgem e desaparecem para o público”.

Além disso, os blogs permitem que empresas e pessoas tenham tempo e espaço para destacar seus pontos positivos sem a concorrência feroz que existem nas plataformas como Instagram, Twitter, Facebook, Tik Tok, etc. “Nos sites e blogs, é possível criar estratégias consolidadas e sólidas”, destaca a especialista: “A demora para a construção da imagem pelos blogs e sites especializados, muitas vezes, pode ser um ponto negativo para algumas marcas, porém, o trabalho bem-feito, ainda que moroso, é mais garantido que o feito rapidamente”.

Diante deste cenário, Jennifer lembra que “a melhor forma de se destacar é se tornando uma referência sobre o assunto que você trabalha. Por exemplo, um profissional do ramo da gastronomia, na rede social, apesar de alcançar um número grande de seguidores, não fideliza aquele público, muito menos o torna em cliente, já que as publicações acabam se misturando com outras do feed ou stories”. Por outro lado, “a pessoa interessada em comprar um produto ou serviço, vai buscar o conteúdo no Google e ter como resultado um site ou blog segmentado. Uma vez dentro do site, cativar o cliente é muito mais fácil, do que através de postagens em redes sociais”, completa.

Além disso, o especialista em produção web, Bendev Júnior, ressalta que “não somente a quantidade de conteúdo nas redes sociais podem ser um contratempo para uma empresa ou perfil profissional que precisa de engajamento ou alcançar mais pessoas, mas também para pesquisar. Afinal, um post em rede social não gera um conteúdo para o google indexar ou te deixar no topo das pesquisas”, explica.

Aliás, o programador lembra que, “querendo ou não, muitas pessoas buscam empresas ou profissionais pela barra de pesquisa, e isso pode sim aparecer o seu Instagram, Facebook, etc…” Mas, por outro lado, o que os buscadores mais valorizam são textos e blogs com material próprio, que não seja linkado a redes sociais: “Isso gera confiança e mais engajamento”, acrescenta Bendev.

Ele orienta ainda que uma página que apresente aquele conteúdo, ou o famoso “sobre”, que é tipo de uma biografia daquela empresa, “ficará facilmente no topo das pesquisas”, completa. “O google tem um sistema de painel de informações onde mostra o grau de relevância, por exemplo. Embora pareça ser algo muito complexo para seu empreendimento, é possível que um site criado por um especialista seja indexado pelo buscador e traga os melhores resultados quando este tipo de conteúdo for buscado na web”, salienta.

Afinal, como ele pondera, “um blog, além de trazer relevância e mostrar que domina o conteúdo, traz todas as respostas para seu produto”, observa. Um exemplo disso: “Se você vende chinelo, as pessoas querem saber detalhes essenciais do produto, como a matéria-prima, etc. No blog, é possível criar um artigo falando sobre o tema e quando este assunto for alvo de buscas no Google a sua página estará lá sendo mostrada, o que atinge este objetivo que estamos delimitando aqui”, reforça o programador.

Do lado oposto, ele ressalta, “a rede social pode trazer muita concorrência sobre este assunto, além de não exibir o seu texto com relevância no buscador, por isso investir no blog neste caso pode ser um grande diferencial à seu favor”, finaliza o especialista.

Fonte: MF Press Global