Para gerir bem o marketing

5 plataformas de gestão de dados que todo profissional de marketing deveria conhecer

De acordo com estudos recentes revelados pela empresa de consultoria Gartner, aproximadamente 2,2 milhões de terabytes de novos dados são criados todos os dias no mundo. Seguindo os níveis projetados, no ano de 2020 serão gerados cerca de 1,7 megabytes de novas informações por segundo para cada habitante do planeta. Não é preciso trabalhar com marketing digital para saber que a enorme quantidade de conteúdo que trafega na web diariamente já está ditando algumas das principais tendências no mundo nos próximos anos, não apenas no mercado de comunicação como nas mais diversas esferas de atividade.

Neste cenário, as agências e anunciantes ganharam uma infinidade de possibilidades para trabalhar suas campanhas, incluindo os assuntos do momento, as tendências de mercado e o comportamento do consumidor. A grande questão é: como organizar tanta informação e otimizar os resultados? Diversas ferramentas, plataformas e empresas, baseadas em data Science ou qualquer outra atividade relacionada a dados, desenvolvem tecnologias e métodos para organizar essas informações e transformá-las em insights e inteligência de mercado. Confira abaixo alguns serviços, pagos e gratuitos, que todo profissional que trabalha com marketing online deveria conhecer:

Keep.I
Oferece plataforma gratuita e juntando em um mesmo lugar os resultados e informações de performances individuais de canais como Facebook Ads, Twitter Ads, Instagram Ads, Bing Ads, Youtube Ads, Google Adwords e as principais DSP’s (demand side platform) como Double Click e MediaMath. A solução está disponível gratuitamente para agências de publicidade, empresas e empreendedores dos mais variados segmentos. Recentemente, anunciou planos pagos com novas funcionalidades como: Compartilhamento rápido de módulo, Exportação de Dados CSV e PDF, Exibição em formato tela cheia, Feed de comentários, Customização de KPIs, Notificações, Alertas de desempenho, Medição de Sentimento, Gerenciamento de Dashboards, Relatórios por e-mail e versão mobile.
Saiba mais: http://keepi.media/

Stilingue
Uma ferramenta para quem quer embasar as suas decisões estratégicas em dados de conversa, opiniões e influenciadores dos principais meios online. A plataforma promete capturar milhões de publicações ao vivo, a partir de notícias, redes sociais, blogs, fóruns, reviews, buscadores e diversas outras fontes de coleta por milhares de sites. O Stiligue ainda é capaz de analisar conteúdos e filtrar tendência por meio da inteligência artificial, entre outros atributos.
Saiba mais: https://stilingue.com.br/

Tail Target
A plataforma ajuda a enxergar no big data os perfis mais importantes para a empresa. Seus recursos podem ser utilizados por publishers, anunciantes, agências e lojas de e-commerce. Para isso, a ferramenta utiliza dados comportamentais por segmentação de audiência para entender o target por meio de diversos pontos de contato, como websites, apps, e-commerce e campanhas de publicidade, incluindo dados de CRM e outras informações disponibilizadas por outros provedores especializados.
Saiba mais: http://www.tail.digital/

SimilarWeb
A plataforma usa tecnologias Big data para colecionar, medir, analisar e providenciar estatísticas de envolvimento de utilizadores para websites e aplicações móveis. Suas ferramentas auxiliam desde o entendimento de como está a presença de uma marca específica no meio digital, como traz o benchmark das marcas concorrentes. Seus recursos contam com históricos e insights nas principais iniciativas do digital (SEO, Search, Geolocalização, Social e Mídia).
Saiba mais: http://www.similarweb.com.br

Google Analytics
A mais tradicional ferramenta de monitoramento do Google, a versão gratuita do Analytics pode ser instalada em qualquer site, blog ou loja virtual. A ferramenta permite que os usuários consultem as principais métricas em relatórios integrados de audiência, compare intervalos de datas, monitore dados em tempo real, combine métricas de acordo com o objetivo da comunicação, além de gerar e exportar gráficos e informações.
Saiba mais: https://www.google.com/analytics/

Fonte: Keep.i – Informações para imprensa – Rafael Frank

GP traz curso de métricas

As métricas estão mudando o negócio de comunicação

Já estão abertas as inscrições para o novo evento do GP: “Como o uso de Dados e Métricas está mudando nosso negócio”.

Café da manhã, breve exposições do ponto de vista de cada convidado e, em seguida, um grande debate sobre o tema.

Quem?
Kauê Cury
Sênior Manager da Accenture Interactive

Guilherme Gomide
CEO LATIN America da Mirum

Marcela Doria
Diretora de Pesquisa do Twitter na América Latina

Heloisa Pinho
Account Executive, Google Brasil

Clineu Júnior
Sócio da Shopfully Group

Quando?
Dia 29 de agosto
9h às 11h

Onde?
Twitter
R. Prof. Atílio Innocenti, 642 – São Paulo

Quanto?
R$ 150,00 para não-sócios
R$ 100,00 para sócios do GP

Faça sua inscrição por aqui

Como o big data pode impulsionar novos negócios

A influência da Big Data nos negócios

por Marcos Alex Rodrigues

Até alguns anos atrás, toda a informação gerada e divulgada acontecia de maneira off-line, através de cartas (mala direta), matérias em televisão, rádio, publicações em revistas, jornais, folhetins, folders e ligações (telemarketing). Aos poucos, esse cenário foi mudando e a informação começou a chegar por diversas frentes, o tempo todo.

Se por um lado isso facilitou a comunicação, por outro, há exagero na dose. Pelo menos é o que eu ando acompanhando no meu dia a dia. Com o aumento da tecnologia e com a chegada das redes sociais, a maneira de se relacionar passou por uma revolução e hoje são os consumidores e os influenciadores digitais que ditam as regras. São eles que falam abertamente o que pensam e o que não pensam; são eles que interagem com as empresas atestando ou reprovando determinados produtos ou serviços.

E embora eu acredite que algumas mudanças sejam inevitáveis e irremediáveis, é preciso ficar atento a dose, já que estas mudanças podem ser proporcionalmente drásticas se não forem bem trabalhadas, principalmente no que diz respeito a comunicação. O que parece ser ideal para a sua marca, pode ser considerado invasivo aos olhos do seu consumidor e toda a estratégia de marketing irá por água baixo.

Tudo está se transformando e ainda não temos a dimensão como isso será no futuro. Com base no meu modelo de negócio, posso afirmar que as ações online, quando executadas com parcimônia estão trazendo cada dia mais, resultados efetivos para os meus clientes. Mas também estamos o tempo todo, nos reinventando e tentando acompanhar essa evolução.

Até porquê, o aprimoramento constante das tecnologias, o acúmulo de dados e a informação (BIG DATA) favorecem esse quadro de transformação e acabamos tendo muito mais informação e conteúdo armazenado, do que imaginávamos lá trás. Poucas as informações que estão conseguindo ficar oculta aos olhos das máquinas e algoritmos, que avançam a cada vez que alimentamos browsers com buscas e curiosidades; eles são inteligentes o suficiente para conhecer nossos desejos e nossos próximos passos no mundo virtual.

O que quero realmente compartilhar com vocês é que hoje não somos os mesmos que éramos ontem e como empresários, temos a missão de analisar e tentar prever quais diretrizes teremos amanhã, com a tecnologia que estamos criando. Precisamos mudar nossos conceitos, assim como a tecnologia tem mudado a nossa maneira de se comunicar.

Sobre o autor:

Presidente da Central Mailing List, (www.centralmailinglist.com.br) Marcos Alex Rodrigues é um cientista de dados que há mais de 20 anos inseriu a comercialização de banco de dados no mercado. Hoje, além desse serviço, a empresa também trabalha com a correção, atualização, enriquecimento de database (banco de dados), disparos de e-mail marketing inteligente, SMS e geração de leads. Tudo isso, de maneira consciente, fazendo o uso coerente das informações e seguindo as regras de mercado com altos níveis de segurança. Projetos de consultoria mercadológica para a definição de público alvo atendendo as demandas dos departamentos de marketing, vendas, prospecção, retenção, fidelização, cobranças, pesquisas, TI e RH também faz parte da portfólio da empresa.

Fonte: Alline Carvalho

IA versus homem

Matrix corporativa: a inteligência artificial vai roubar o meu emprego?

Tecnologias inteligentes de automação já estão presentes em praticamente todas as indústrias. Na de publicidade isso não é diferente, e até mesmo a criatividade já pode ser replicada por máquinas.

por Rodrigo Lobato*

A Inteligência Artificial (IA) facilita muito a vida dos comerciantes, isso é fato. Como reflexo, hoje já não existem muitas indústrias onde os robôs ainda não estejam presentes. Um anúncio recente da Coca-Cola, por exemplo, indicou que a empresa pretende usar bots para atividades como criar músicas para anúncios, escrever scripts, postar nas redes sociais e comprar mídia. E esta é apenas uma das inúmeras iniciativas tecnológicas que estão em andamento e que nos mostram o quanto a revolução das máquinas está mexendo com a indústria da publicidade. E neste cenário de mudança, um questionamento recorrente é: qual será o futuro da força de trabalho humana?

Para se ter uma ideia, um novo relatório da PwC apontou que 38% dos empregos dos EUA serão substituídos por robôs ou algum tipo de Inteligência Artificial até o início de 2030. E embora possa parecer reconfortante pensarmos que características humanas como a criatividade e a empatia ainda são elementos exclusivamente nossos, experiências reais já nos mostram que a prática não é bem assim. E as máquinas não apenas já competem com os seres humanos, como também os superam em inúmeras funções.

Analistas de dados ou algoritmos de autoaprendizagem?

Vejamos a indústria de comércio eletrônico, por exemplo. Existem inúmeras tendências que nós, humanos, conseguimos prever facilmente. Sabemos que a Black Friday, por exemplo, traz um crescimento de vendas incrível. De fato, análises da RTB House mostram que na Black Friday as campanhas são mais de 100% melhores do que a média. Além disso, as terças e quartas possuem conversões mais altas do que outros dias da semana – até 40% a mais do que no sábado.

Mas apesar de serem informações muito úteis para o planejamento das campanhas, o público real não funciona apenas com base nessas restrições simplistas. Os padrões de compra podem ser extremamente específicos e combinar critérios múltiplos. É por isso que o marketing digital hoje é todo voltado para a segmentação individual, com anúncios moldados com base nos interesses e desejos mais pessoais de cada um. E, infelizmente, os seres humanos não conseguem perceber as mudanças mais sutis no comportamento de um comprador online. Já os robôs, não só identificam esses padrões, como fazem isso em tempo real e em larga escala.

Dados da RTB House com foco em retargeting personalizado também indicam que os algoritmos baseados em deep learning – um ramo altamente inovador de métodos de Inteligência Artificial que imitam o cérebro humano – podem responder a milhões de pedidos de compra e venda de anúncios por segundo. Isso é, obviamente, muito mais do que qualquer ser humano poderia analisar. Além disso, as máquinas não dormem, o que lhes permite observar o mercado 24 horas por dia, sete dias por semana e ajustar suas atividades sempre que preciso. Assim fica difícil competir.

O planejamento de mídia subsidiado por máquinas

Ao longo dos últimos anos o planejamento de mídia mudou pouca coisa em seus fundamentos básicos. Porém, o número de indicadores que precisam ser analisados antes, durante e depois de uma campanha explodiu. Hoje, cerca de 2,5 quintilhões de dados são produzidos diariamente e, de acordo com o IDC, menos de 0,5% deles são coletados, analisados e, de fato, utilizados.

Nesse novo cenário, as atividades que formam a espinha dorsal de qualquer processo de compra e venda de mídia, incluindo relatórios, auditoria, verificação periódica, etc., já podem ser totalmente automatizadas, permitindo que os especialistas se concentrem puramente na estratégia e na criatividade. Além de obter informações altamente precisas, é possível analisar rapidamente os crescentes conjuntos de dados coletados. No retargeting personalizado, por exemplo, as decisões sobre os produtos que devem ser exibidos nos anúncios geralmente são feitas em menos de 10 milissegundos – e isso é mais rápido do um piscar de olhos.

Por fim, a incorporação de algoritmos de autoaprendizagem possibilita analisar as pessoas individualmente, e não a partir de uma segmentação ordinária por grupos. Isso permite que os anunciantes comprem mídia considerando um cenário muito mais específico, sem aquela tradicional dúvida sobre onde um anúncio será colocado – agora a discussão é para quem o banner será mostrado.

Diretores de arte versus algoritmos

Por mais incrível que possa parecer, a Inteligência Artificial também está se fortalecendo para enfrentar o universo criativo. Recentemente a agência McCann-Erickson do Japão promoveu uma batalha interessante, colocando o primeiro robô Diretor de Arte do mundo, chamado AI-CD β, contra um homólogo humano, o Diretor Criativo Mitsuru Kuramoto. Ambos receberam a tarefa de criar um anúncio que seria julgado por votação popular.

Embora o computador tenha sido capaz de dirigir a peça publicitária com sucesso, analisando um banco de dados tagueado e também comerciais de TV antigos, a humanidade aparentemente triunfou nesse desafio. Kuramoto ganhou 54% dos votos populares em comparação com sua concorrente, a IA, que ficou com 46%. Mas temos que admitir que estamos muito próximos do empate.

Uma luz no fim do túnel

Somente o tempo nos dirá se a IA poderá se tornar ainda mais criativa e eficaz do que as mentes humanas, e como isso irá influenciar os locais de trabalho. Por enquanto, sabemos que a tecnologia felizmente também impulsionará o surgimento e o crescimento de muitos novos empregos – incluindo algumas categorias inteiramente novas.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças que entram na escola primária hoje acabarão em empregos que atualmente não existem. Alguns papéis se tornarão extintos, outros serão criados. Mas no fim do dia, pelo menos no setor de marketing, é inegável que quando os algoritmos são capazes de aprender com os dados, definitivamente fica mais fácil para as marcas entenderem e se comunicarem de forma eficaz com os clientes.

*Rodrigo Lobato é country manager Brasil da RTB House, uma empresa de tecnologia europeia focada em oferecer um serviço completo e personalizado de retargeting baseado em algoritmos de deep learning. A RTB House opera atualmente mais de mil campanhas exclusivas para marcas globais em mais de 40 mercados da Europa, América Latina, África, Oriente Médio e Ásia-Pacífico.