Usabilidade em MarTech: facilitando a vida do Profissional de Marketing

Por Katerina Matthaiou*

Usabilidade é tornar a vida de um usuário mais fácil. E quando falamos de coisas fáceis, estamos nos referindo àquelas que não exigem tempo, pensamento e esforço. Um dos elementos principais para especialistas em usabilidade ao redor do mundo é o livro de Steve Krug, intitulado “Não me faça pensar”. Nele reside a essência para a maioria dos produtos bem-sucedidos. Eles não devem fazer seus usuários pensar. Tudo deve ser familiar e acender o propósito do produto para ser realizado de maneira natural.

Katerina Matthaiou, Chefe de Produto e Crescimento da Upstream

No que se refere às plataformas de MarTech, a regra é a mesma . Os profissionais de marketing querem usar tecnologia que não só melhore o desempenho de suas campanhas, mas também torne seus trabalhos mais fáceis. Então, quais são esses componentes que uma plataforma de MarTech deve ter para realizar isso?

Familiaridade e Facilidade de Aprendizado: A plataforma ideal de MarTech é aquela em que os usuários podem mergulhar sem a necessidade de uma curva de aprendizado íngreme. Ações universalmente reconhecidas, como arrastar e soltar, tornam o processo de integração mais suave, permitindo que os usuários se familiarizem rapidamente com as capacidades da plataforma.

Automação: Os profissionais de marketing digital podem precisar executar dezenas ou centenas de campanhas diferentes ao mesmo tempo. Mesmo quando se trata de uma única campanha, eles podem precisar atender a múltiplos públicos e usar conteúdos e canais diferentes de acordo com o comportamento dos clientes. Em um ambiente tão atarefado, a automação não é um luxo, mas uma necessidade. As equipes de marketing simplesmente não podem se dar ao luxo do tempo e da carga mental necessários para configurar cada campanha manualmente. Implementar comunicações automáticas acionadas alivia o fardo e aumenta significativamente a produtividade.

Implementação e Integração: No mundo dos negócios, tempo é dinheiro. Processos prolongados de configuração e integração são bandeiras vermelhas para os clientes. Uma plataforma amigável deve priorizar a facilidade de implementação e integração perfeita com sistemas existentes, garantindo uma transição rápida para as equipes de marketing.

Interface Unificada: Se uma plataforma de MarTech se especializa em marketing multicanal, então a ideia central deve ser “uma IU para governar todos os canais”. A simplicidade é fundamental. Os usuários não querem se perder na confusão. Uma única interface de usuário coerente para gerenciar vários canais de marketing agiliza o fluxo de trabalho e aumenta a produtividade. Isso também facilita a manutenção da consistência da marca e das mensagens em diferentes canais.

Suporte ao Cliente Responsivo: Mesmo com uma plataforma amigável, problemas podem surgir. Os usuários da plataforma não querem gastar tempo pensando em soluções por si mesmos. É aqui que entra em jogo um suporte ao cliente responsivo e eficaz. Este é um ponto crítico para muitos gigantes da indústria digital, já que os usuários frequentemente relatam um atendimento ao cliente tardio e ineficaz. Portanto, ter uma equipe de suporte dedicada pronta para resolver problemas e até fornecer treinamento, quando necessário, é um diferenciador crucial em um mercado SaaS competitivo.

Otimização do Ciclo Virtuoso de Design Centrado no Usuário: O ciclo virtuoso de design centrado no usuário requer um ciclo contínuo de projetar e coletar feedback do público. Na prática, muitas marcas negligenciam isso devido ao tempo e esforço necessários para obter e analisar feedbacks. Métodos como testes divididos automatizados podem acelerar o processo, permitindo que os profissionais de marketing tomem decisões baseadas em dados e implantem os designs e mensagens que funcionam melhor com os usuários.

Gestão de Audiência: O que é uma boa experiência de usuário para uma pessoa, pode ser uma má experiência para outra. Reconhecendo que as experiências dos usuários podem variar amplamente, as plataformas de MarTech devem oferecer capacidades robustas de gestão de audiência. Isso permite que os profissionais de marketing personalizem suas campanhas e conteúdo para diferentes segmentos, garantindo uma experiência personalizada para um público diversificado.

Todos querem pensar o mínimo possível durante suas atividades diárias. Profissionais de marketing digital e de performance não são diferentes. Ao se concentrarem em design intuitivo, automação, facilidade de implementação, suporte responsivo e uma abordagem centrada no usuário, as plataformas de MarTech podem fornecer uma experiência de usuário superior e impulsionar o sucesso para os profissionais de marketing e suas campanhas. Vimos isso na prática com nossa própria plataforma de MarTech, Grow, implantada por operadoras de telefonia móvel, marcas de comércio eletrônico e anunciantes em alguns dos mercados que mais crescem rapidamente no mundo, como Brasil e África do Sul.

*Katerina Matthaiou é a Chefe de Produto e Crescimento da Upstream, estando no comando da plataforma de marketing móvel, Grow, e moldando o roteiro de produtos mais amplo em linha com a visão e estratégia da empresa. Ela se juntou à Upstream pela primeira vez em 2016. Antes disso, ela desempenhou várias funções de marketing e comerciais nas indústrias de cosméticos e imprensa. Katerina possui um MBA em Marketing & Estratégia pela Universidade de Economia e Negócios de Atenas.

Brasil lidera uso de IA em marketing

Brasil lidera o uso de IA em seus canais de Marketing, com 98%.

Especialistas discutem como a união da Inteligência Artificial e neurociência está definindo um novo paradigma para estratégias de marketing personalizado e growth hacking.

À medida que o digital se torna cada vez mais entrelaçado com a experiência humana, as empresas de tecnologia estão na vanguarda da integração de avanços em inteligência artificial (IA) e neurociência para redefinir o growth hacking e o marketing personalizado. Essa fusão inovadora está criando estratégias que captam com precisão a atenção do cliente, melhoram o engajamento e aumentam significativamente as taxas de conversão.

Em pesquisa recente realizada pela Twilio, plataforma de engajamento do cliente que proporciona experiências personalizadas de IA, intitulada The Growth Report 2023: AI edition, aponta que o Brasil é líder na adoção de inteligência artificial (IA) na América Latina, com 98% das empresas experimentando tecnologia em canais de marketing.

Lisane Andrade, Especialista em IA e fundadora da Niara, explica: “A inteligência artificial já está reconfigurando o cenário do marketing digital, mas ao infundir os insights da neurociência, podemos ‘hackear’ o crescimento de uma maneira mais orgânica e centrada no humano. Podemos analisar e prever a resposta neural dos consumidores a diferentes estímulos, permitindo uma compreensão mais profunda de suas preferências e comportamentos. Com esta abordagem, as campanhas de marketing não são apenas inteligentes; elas são intuitivas.”

Os métodos tradicionais de growth hacking estão sendo transformados por essa abordagem interdisciplinar. A utilização de IA permite a segmentação de usuários em escala, enquanto a aplicação da neurociência oferece uma perspectiva única sobre o comportamento do consumidor, o que é fundamental para personalizar as interações e experiências do usuário.

Ricardo Martins, estrategista de marketing veterano e CEO da TRIWI, reitera a importância dessa integração: “Neste ambiente altamente competitivo, entender o cerne da tomada de decisão do cliente é uma vantagem inestimável. A combinação de IA e neurociência é a chave mestra para destravar um marketing verdadeiramente personalizado. Não estamos mais atirando no escuro; estamos aprendendo como iluminar exatamente o que cada cliente deseja ver, influenciando positivamente a jornada do consumidor e, por extensão, o crescimento do negócio.” Argumenta.

Para empresas de tecnologia, essa convergência representa um horizonte expansivo. As iniciativas de growth hacking, agora fortalecidas pela precisão da IA e os insights da neurociência, estão se tornando um investimento essencial para empresas que buscam se diferenciar e capturar a lealdade do cliente em um mercado saturado.

Ao adotar essas estratégias, as empresas não estão apenas otimizando suas campanhas de marketing, estão redefinindo o relacionamento entre tecnologia e compreensão humana, estabelecendo novos padrões de inovação e sucesso no setor.

Fonte: Raíssa Vaz

Vaga para Supervisor de Marketing Digital

Vaga para Supervisor de Marketing Digital em Taubaté

Pré-Requisitos:
Experiência em liderança
Experiência em marketing digital é diferencial
Aprender sobre a operação.
Receber e treinar os novos colaboradores da equipe.
Verificar se a operação está sendo executada de acordo com os padrões desejados pela empresa.
Auxiliar na manutenção do clima organizacional.
Guardar os princípios de cultura.

Horário de segunda a sexta das 08h00 as 17h00 e sabado das 08h00 ao 12h00.
Salário R$ 3.200 + VT (verificar se terá o benefício de VR)

Empresa em plena expansão. Com possibilidades reais de crescimento.

Vaga para atuar presencial.
Enviar para o e-mail rh@proscale.com.br
Com o assunto: Supervisor de Marketing Digital Taubaté
Currículos fora do perfil serão descartados

Branding x performance: o que é mais importante para o crescimento da empresa?

Por Renan Cardarello*

Qual a melhor estratégia para alavancar sua empresa frente aos concorrentes? Muitos defendem, fielmente, as ações de branding, para alinhar os valores da marca e fortalecer a relação com os clientes. Outros, não renunciam as campanhas de performance, uma vez que costumam trazer um retorno mais rápido e impulsionar voos altíssimos do negócio. Ambas são, de fato, bastante positivas para o marketing de toda empresa – mas, é preciso analisar alguns pontos importantes para identificar qual o melhor momento de investir em cada delas.

Em uma definição mais objetiva, as campanhas de branding são intangíveis e ajudam a fortalecer a marca com o tempo. São processos contínuos que não podem ser pausados, capazes de fortalecer o posicionamento da empresa frente a seus consumidores. Quando bem implementado, cria conexões profundas com o público-alvo e desperta sensações conscientes e inconscientes nele, de forma que busque sempre sua marca ao desejar comprar o produto ou serviço ofertado.

Segundo pesquisa realizada pela Ana Couto Branding, 67% dos consumidores estão dispostos a comprar um produto de uma marca que se conecte com eles a partir de um propósito comum, o que torna o branding uma ação extremamente valiosa, mas, ao mesmo tempo, mais demorada para ser construída e permeada no mercado.

Enquanto isso, aquelas que buscam resultados mais rápidos, direcionam seus investimentos às campanhas de performance. O termo, que ganhou destaque com o avanço da globalização, abrange ações de marketing digital como Meta Ads e Google Ads, e está diretamente ligado à conquista de resultados em um curto espaço de tempo.

Muitas empresas novas que estão iniciando sua jornada de crescimento costumam priorizar esta segunda opção, como forma de obterem um crescimento mais rápido e necessário para construir sua presença no segmento. Por mais que seja realmente uma estratégia válida e importante perante este objetivo, chegará um momento em que a campanha de performance atingirá seu status quo, e demandará dos investimentos conjuntos em branding para que a empresa mantenha este patamar de destaque.

Identificar este timing é completamente subjetivo, e será diferente conforme cada negócio. Não há como estabelecer uma única regra ou momento ideal, mas, em algum momento, todo negócio precisará encontrar um ponto de equilíbrio entre essas estratégias – uma vez que ambos os conceitos estão interligados como yin e yang, podendo contribuir significativamente para um aumento de vendas do empreendimento.

Uma empresa que entende o panorama geral de seu segmento e sabe a hora certa de apostar no branding e na performance terá grandes retornos nesses investimentos. Porém, aquelas que não compreenderem a importância destes conceitos, não priorizarem verbas adequadas para ambas, não disporem de um departamento de marketing dedicado a essa tarefa e, principalmente, falharem em disseminar essa essencialidade em sua cultura, dificilmente conseguirão consagrar o nome da marca no mercado.

Obter sucesso na união dessas campanhas envolve muita pesquisa de mercado e imersão para entendimento da marca e de seus valores. E, em se tratando do branding, cada empresa terá seu próprio modelo e custos variáveis a partir disso. Já o trabalho de performance, por sua vez, pode ser mais difícil de ser implementado, principalmente pelas informações em massa que muitos “especialistas” compartilham nas redes sociais. Muitos deles ensinam que ganhar dinheiro aprendendo Meta Ads ou Google Ads é fácil – o que não é o caso – e, consequentemente, saturaram o mercado com profissionais ruins.

Pode parecer um cenário desestimulante, mas a verdade é que é possível conquistar excelentes resultados com estas campanhas se, acima de tudo, as empresas tiverem um entendimento claro do que cada uma faz e como funcionam. Com isso, estes termos devem ser permeados na cultura da empresa, para que as pessoas que trabalham nela estejam alinhados com o marketing e os motivos pelos quais essas estratégias serão seguidas.

Tanto o branding quanto a performance são fundamentais para alavancar os negócios em seus segmentos, e devem caminhar juntos nessa trajetória de destaque. O momento certo de investir nelas irá variar conforme cada objetivo e empresa, o que exigirá muito planejamento e organização para que estas campanhas consigam complementar uma a outra e, dessa forma, destravar o diferencial competitivo da empresa.

*Renan Cardarello é CEO da iOBEE, ecossistema de soluções em marketing digital.