O que são “Martechs” e quais soluções elas oferecem?

O Brasil possui 266 startups de marketing e o Liga Insights mapeou as inovações da área e os desafios para os próximos anos

No Brasil, são 266 martechs – startups da área de marketing que oferecem soluções específicas para o setor e suas operações -, segundo levantamento realizado pelo Liga Insights em outubro deste ano, com o objetivo de discutir as inovações da área e levantar os próximos passos do mercado.

Image by mohamed Hassan from Pixabay

O marketing hoje é considerado um dos principais elos entre a inovação e clientes internos e externos das empresas. O Liga Insights analisou e mapeou as startups que estão entregando soluções para o segmento a partir de um banco de dados com mais de 16 mil startups do Brasil. As soluções foram divididas em 15 categorias e a maioria das startups estão em Analytics, Data e Performance (46 startups); Fidelidade do Cliente (37 startups); Plataforma de Atendimento e Conectores (35 startups).

O estudo também mapeou outras categorias como Conteúdos Interativos (24 startups); Ferramentas de Comunicação (21 startups); Social e Comunicação (20 startups); CRM, Customer Experience e Customer Success (19 startups); Automação de Marketing (16 empresas); Pesquisas Reviews e Feedbacks (15 startups); Gestão de Geração de Conteúdos (14 startups); Vendas e Geração de Leads (11 startups) e Marketing de Aproximação (8 startups).

Customer Experience: por que a experiência do seu cliente é tão importante?

O Customer Experience já não é mais tendência, porém continua sendo uma das grandes preocupações da área de marketing. De acordo com o estudo do Liga Insights, apenas 14% dos profissionais de marketing enxergam que a centralização no cliente é uma característica fundamental das empresas onde trabalham. Em sua pesquisa mais recente sobre o tema Customer Experience, lançada em novembro deste ano, o Liga Insights indicou quais as preocupações e responsabilidades do setor. Para analisar a experiência do consumidor foram entrevistados mais de 30 especialistas, empreendedores, profissionais e pesquisadores de grandes empresas como Nubank, Dafiti, Itaú, iFood, ESPM, ContaAzul, Panasonic, ThoughtWorks, LEADR e Dito.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

75% das empresas pretendem ampliar seus investimentos em soluções tecnológicas capazes de potencializar a experiência do cliente, incluindo ferramentas de customer analytics, de análise das necessidades e da jornada do consumidor e de personalização da experiência. As principais tendências tecnológicas que vão contribuir para o terreno de CX envolvem o uso de inteligência artificial tanto para aplicações mais básicas como bots de atendimento, quanto com aplicações para análise de sentimento do cliente e personalização da experiência.

Segundo Raphael Augusto, responsável pelo Liga Insights, em termos de tecnologia, é possível observar o uso de dados como o principal aliado na individualização e customização das ações de marketing. “Trazer a inteligência dos dados para esse contexto pode resultar numa maior assertividade e individualização dos clientes, garantindo, por exemplo, uma conversão mais eficiente e um tratamento e relacionamento mais personalizado”, comenta.

Descubra as referências do marketing focado no consumidor

O mapeamento do Liga Insights apontou os dez hábitos que empresas de referência centradas no consumidor deveriam ter, a partir de uma pesquisa realizada pela Gartner’s Marketing Technology Survey. São eles:

Estudos constantes do usuário;
Fazer follow-ups para interpretar feedbacks;
Tomar medidas proativas para antecipar as necessidades;
Construir empatia dentro de um processo e políticas;
Proteger a privacidade do usuário;
Intercambiar conhecimentos internos sobre os diferentes tipos de perfil;
Motivar colaboradores para manterem-se comprometidos
Criar ações sistemáticas para melhorar a experiência do cliente;
Adaptação de demandas em tempo real
Desenvolvimento do processo de responsabilidade;

Mercado da publicidade programática

Entre as startups que oferecem soluções inovadoras no Brasil, a Denakop – startup que facilita a ativação de publicidade em sites de pequeno a grande porte -, destaca-se com a publicidade programática. A empresa aponta que pode aumentar o faturamento dos parceiros em aproximadamente 35% utilizando uma tecnologia que permite ativar ou desativar formatos publicitários com um botão.

Para Marcos Viesti, sócio-diretor do Denakop, o mercado de publicidade programática ainda tem muito a crescer. “A nossa empresa enxergou a necessidade de traduzir toda essa parte burocrática deixando a publicidade mais simples e intuitiva, dissolvendo essas barreiras para abrir os horizontes do publisher brasileiro”, completa Marcos.

Fundada em 2011, hoje a empresa possui 120 clientes entre os portais: Metrópoles IstoÉ, Olhar digital, RBS e Fatos Desconhecidos e gerenciam mais de 600 milhões de requisições de publicidade por mês. A tecnologia oferecida pela startup não possui custo de adesão ou multa de rescisão. Além disso, proporcionam ao publisher uma implementação simples – por meio de uma tag o cliente tem acesso a mais de 15 formatos publicitários pré mapeados.

Fonte: Agência NoAr – Kênia Brandão

Dança das cadeiras

Pra começar bem 2020

Já no comecinho do novo ano atualizamos os leitores do Publicitando sobre o vai e vem dos profissionais no mercado de comunicação da nossa região.

A estudante de propaganda e marketing na Unip, Sarah Freire, é a mais nova estagiária de criação na Fundação Cultural Cassiano Ricardo, em SJCampos.

O ainda estudante de publicidade e propaganda, Mateus Jardim Calil, acabou de assumir o posto de Redator na Decoli Midia, em Taubaté.

E a publicitária, produtora audiovisual e apaixonada por café e gastronomia Maíra Teixeira  acabou de criar a Zaz – Comunicação Gastronômica.

Tem um novo e enorme horizonte para os publicitários

A hora e a vez dos novos comunicadores

*Por Arison Nakazato Sonagere

Já dizia Confúcio, “se queres prever o futuro, estuda o passado”. Para quem analisa o mercado publicitário as duas primeiras décadas deste século, mesmo ainda tão recentes, já descrevem algo muito importante sobre o futuro da 4ª Revolução Industrial.

O mercado publicitário foi um dos grandes laboratórios desta nova experiência, já que o setor viveu antes de todos os demais, uma profunda mudança de paradigma: glamorosas agências de publicidade, empresas renomadas, experientes profissionais simplesmente foram dizimados. Muitos abandonaram a profissão, outros se refugiaram nos redutos das mídias sociais. As grandes mídias de massa foram obrigadas a repensar sua forma de atuar e até os cursos universitários precisaram se reinventar.

Mas esta persistência parece ter valido a pena para os novos comunicadores publicitários. Chamo de “comunicadores publicitários” porque estes novos perfis de comunicólogos têm habilidades amplas e definem-se muito pela multifuncionalidade, pelo conhecimento interdisciplinar e pela grande força de vontade por fazer acontecer.

Não são só publicitários, são jornalistas, relações públicas, marqueteiros, criativos, profissionais de mídia. São generalistas da comunicação que, dentro das novas corporações ajudaram a construir ideias desse tão próximo futuro, por meio de experiências inovadoras como o design thinking, o estudo da experiência do usuário (UX), a compreensão dos pontos de contato da marca, a jornada do consumidor, a análise de big data e todas as demais que marcam a nova economia.

Essa nova era do conhecimento deve muito aos comunicadores publicitários que entenderam primeiro a visão mais sistêmica da sociedade, a cultura do usar e não do ter e a gestão baseada na colaboração.

Conforme apresentado no último Fórum Econômico Mundial, entre as dez habilidades consideradas importantes para o novo profissional do futuro estão a flexibilidade e visão para a resolução por meio da colaboração. E todas elas já são tratadas continuamente nos cursos de Publicidade e Propaganda.

Não é à toa que nos últimos anos o perfil do estudante de publicidade é um dos mais procurados para vagas de estágios, normalmente relacionadas a novos projetos ou para vagas em departamento comercial, seja na indústria, serviços ou varejo, com objetivo de ajudar corporações mais antigas a se readequarem ao novo pensamento de mercado.

Para quem vai se aventurar no universo da comunicação, o cenário é muito positivo. Novas possibilidades de emprego ou empreendedorismo. Novos modelos de negócios baseados nas expertises dos publicitários continuam a surgir diariamente e anunciar um futuro promissor.

Se antigamente o publicitário via seu mundo profissional girar apenas nas agências de publicidade, hoje este mercado é tão amplo quanto a imaginação possa alcançar, pois todos os setores abriram os olhos e os braços para estes profissionais que vivem o diferente. Isso porque, possuem a elasticidade mental necessária para poder contornar situações incomuns, característica essencial para as corporações que requerem resultados inovadores. Estes profissionais se tornaram uma espécie de coringa na adaptação dos negócios.

* Arison Nakazato Sonagere, publicitário, professor e coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Anhanguera de São José dos Campos.

Dança das cadeiras

Antes do ano acabar…

Esse ano tá chegando ao fim. Mesmo assim o mercado segue movimentado. Veja mais um pouco das idas e vindas dos profissionais de comunicação e marketing do Vale do Paraíba.

A jornalista Viviane Sorbile é a mais nova Produtora de Conteúdo da Agência Maria Fumaça (SJCampos). Ela já passou por Poliedro, Editora Santuário, Alameda Comunicação e TV Vanguarda.

Felipe Ledo assumiu o posto de Gestor de marketing digital na construtora M.Vituzzo (SJCampos). Ele também foi gestor de marketing na Sorrix Odontologia e coordenador de marketing na IBAP Cursos.