70% dos profissionais de marketing digital estão otimistas com o futuro do setor no Brasil

Informações são de pesquisa realizada pelo Reportei com 186 profissionais do setor; percepção positiva se mantém para os próximos dois anos

Dados levantados em uma pesquisa com 186 profissionais de marketing digital no Brasil mostram que o setor está com uma perspectiva positiva para os próximos anos. Segundo o levantamento feito pela empresa Reportei, ferramenta brasileira de relatórios e dashboards de marketing, 70,37% dos respondentes afirmam estar otimistas (35,80%) ou muito otimistas (34,57%) em relação ao futuro do marketing digital nos próximos dois anos. Outros 17,28% se dizem neutros, enquanto 12,34% afirmam estar preocupados ou pessimistas.

Segundo os dados, o otimismo aparece associado a expectativas individuais de crescimento. Quando questionados sobre os principais objetivos para 2026, 58,33% afirmam que desejam aumentar a renda, enquanto 13,10% buscam maior estabilidade profissional. Apenas 3,57% indicam a intenção de escalar equipes.

A pesquisa ouviu profissionais que atuam majoritariamente como donos de agência (32,14%), analistas de marketing (20,24%) e gestores de tráfego (15,48%), com forte presença de perfis experientes. Do total de respondentes, 57,14% trabalham na área há mais de seis anos, sendo 34,52% com mais de uma década de atuação no mercado.

O levantamento também mostra que a percepção positiva está presente mesmo em um mercado formado, em grande parte, por pequenas e médias operações. Mais de 70% dos profissionais atendem até sete clientes simultaneamente, e a maioria dos anunciantes investe até R$5 mil por mês em mídia paga por cliente.

“A inteligência artificial e o uso estratégico de dados estão permitindo que profissionais menores operem com nível de sofisticação que antes era restrito a grandes estruturas. Nos próximos anos, a diferença competitiva não estará só em quem investe mais, mas em quem interpreta melhor os dados e consegue transformar informação em decisão rápida. O marketing brasileiro tende a ficar mais técnico, mais orientado à performance e, ao mesmo tempo, mais estratégico e isso eleva o nível do setor como um todo”, avalia Renan Caixeiro, co-fundador e CMO do Reportei. Para ele, os dados mostram um mercado mais maduro e menos dependente de ciclos de hype, que o otimismo não está baseado apenas em crescimento de investimento, mas em ganho de eficiência.

O levantamento foi conduzido internamente pelo Reportei e reúne respostas de profissionais de diferentes modelos de contratação, com atuação predominante nas regiões Sudeste (52,44%) e Sul (24,39%), atendendo principalmente empresas B2B, negócios locais e marcas de pequeno e médio porte.

Tem operação nova no Vale do Paraíba

Do caos ao negócio próprio

A publicitária Giovanna Monti, com passagens por Locomotiva Marketing, Código BR Marketing e Gmídia Marketing, acaba de anunciar que está empreendendo.

Em um vídeo que fez circular nas redes sociais a profissional atrela as ideias que ouviu de André Kassu (Crispin – SP) em sua palestra no último Fest’up Vale (Abrace o caos) com sua iniciativa de começar o próprio negócio.

De sua necessidade de trabalhar a partir de seus valores, sentimentos e percepção de mercado surge a Montistudio.

O texto de lançamento da agência no Instagram afirma:

Nós somos um estúdio que une pensamento estratégico à produção de conteúdo.

Para nós, uma marca forte nasce da montagem certa: o que você diz (estratégia) unido ao que as pessoas veem (vídeos e fotos). É assim que transformamos seu produto ou serviço em um conteúdo que realmente constrói valor para o seu negócio.

Aqui, estratégia e criatividade são melhores amigas quando o assunto é entregar resultados de sucesso.

Confira o vídeo no qual ela explica a decisão de criar a nova empresa aqui.

O Publicitando deseja todo sucesso à nova empreitada!

Fim do “achismo criativo”: AdTech brasileira lança plataforma que explica, com dados, por que um anúncio vende

Unite transforma inteligência criativa usada por grandes anunciantes em SaaS e promete até triplicar o ROI ao eliminar testes cegos em mídia digital

Em um cenário em que os algoritmos das grandes plataformas digitais tornaram a compra de mídia cada vez mais automatizada e previsível, uma nova dor passou a dominar a agenda dos diretores de marketing: entender por que um anúncio funciona – ou deixa de funcionar. Apostando na inteligência criativa como principal diferencial competitivo da nova era da publicidade digital, a AdTech brasileira Unite anuncia o lançamento da Unite Optimize, plataforma SaaS que traduz dados de performance em direcionamento claro para criação.

A proposta é simples e impacta um dos maiores gargalos do marketing atual: o distanciamento entre os times de mídia e criação. Hoje, marcas sabem qual anúncio performou melhor, mas raramente conseguem explicar os motivos por trás desse resultado. A consequência é um processo baseado em tentativas, desperdício de verba e dificuldade para replicar o sucesso.

“O jogo mudou. As otimizações técnicas que antes funcionavam deixaram de mover o ponteiro. O único caminho real para aumentar o ROI hoje é a otimização criativa. A ideia certa, no criativo certo”, afirma Weverton Guedes, fundador da Unite. “O problema é que a maioria das marcas opera no escuro. Elas sabem o que vendeu, mas não sabem por quê.”

A ponte entre dados e criatividade

A Unite Optimize atua exatamente nesse vácuo. Enquanto plataformas como Meta, Google e TikTok entregam métricas de resultado, e as agências oferecem repertório criativo e intuição, a Unite conecta os dois mundos. A plataforma utiliza visão computacional e inteligência artificial para “assistir” a vídeos e imagens de anúncios, identificar padrões visuais e narrativos e cruzar esses elementos com dados reais de venda.

Na prática, isso permite responder perguntas que hoje ficam sem resposta no mercado, como: foi o gancho inicial, a trilha sonora, a expressão do ator, a forma de mostrar o produto ou a cor do botão que fez aquele anúncio converter mais?

“Nenhuma plataforma de mídia diz que seus vídeos convertem mais quando um benefício específico aparece nos primeiros três segundos, ou quando a narrativa é construída de um determinado jeito. Nós fazemos a engenharia reversa do sucesso criativo que o gerenciador de anúncios não mostra”, explica Guedes.

Do teste cego à decisão orientada por receita

Segundo o executivo, o principal erro das marcas hoje é tratar a produção de criativos como uma loteria: produzir múltiplos anúncios, colocá-los no ar e torcer para que um funcione. Quando funciona, o motivo raramente é compreendido, o que impede a escala.

Um caso recente em uma operação de varejo digital ilustra o ponto. A marca tinha um vídeo com alta taxa de parada de scroll, retenção e cliques, mas conversão baixa. A análise do Unite Optimize revelou uma desconexão entre o gancho inicial e a oferta apresentada no final do vídeo. Com um ajuste pontual na narrativa dos segundos finais, alinhando expectativa e proposta, o criativo deixou de atrair curiosos e passou a converter compradores.

“Transformamos um anúncio que seria descartado em top performer sem refazer tudo. Apenas entendendo, com dados, o que precisava mudar”, afirma Guedes.

Impacto comprovado e acesso democratizado

Durante sua fase de uso em operações de grande porte no modelo enterprise, a tecnologia foi aplicada em um grande player do setor de bens de consumo com canal direct-to-consumer, ao longo de um ano e meio de operação, resultando em ganhos de eficiência que chegaram a até três vezes de melhoria no retorno sobre investimento.

Agora, com o lançamento do modelo SaaS, a Unite busca democratizar esse tipo de inteligência. A plataforma passa a estar disponível para marcas e agências com investimento mensal em mídia digital a partir de R$ 50 mil, com planos acessíveis e foco em reduzir desperdício desde os primeiros dias de campanha.

IA como copiloto, não substituta

Apesar de ser baseada em inteligência artificial, a Unite se posiciona alinhada ao movimento crescente do mercado de que não existe IA sem inteligência humana. O conceito central da plataforma é o de “copiloto de performance criativa”.

“A nossa IA faz o trabalho pesado de analisar milhares de variações de criativos e dados de performance. O humano entra com o que a máquina não tem: empatia, leitura cultural e construção de narrativa”, diz Guedes. “A criatividade deixa de ser um chute e passa a ser uma intuição informada.”

Para o fundador, o futuro da publicidade não será menos criativo, mas mais consciente. “Acaba a era do ‘eu acho que assim fica melhor’. Começa a era do ‘os dados mostram que isso converte mais, então vamos criar a melhor história possível a partir disso’.”, finaliza Weverton.

Sobre a Unite: A Unite é uma AdTech especializada em Inteligência Criativa. Nascida desenvolvendo soluções de IA customizadas para resolver desafios complexos de marketing para o mercado Enterprise, a empresa pivotou para o modelo SaaS com a Unite Optimize, ajudando marcas e agências a escalar resultados através da decodificação de dados criativos.

Eventos B2B crescem 22% em São Paulo e geram impacto recorde de R$ 14 bilhões em 2025

Barômetro UBRAFE/SPTuris aponta avanço do número de eventos, alta no público e consolidação das feiras de negócios como principal formato presencial

A UBRAFE (União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios), em parceria com a São Paulo Turismo (SPTuris), divulga a edição 2025 do Barômetro Eventos B2B, que consolida um marco histórico para o setor de eventos presenciais na cidade de São Paulo. Ao longo do ano, foram realizados 1.511 eventos de grande porte, número jamais registrado anteriormente e que representa um crescimento de 22% em relação a 2024.

O levantamento considera eventos com mínimo de 700 participantes, incluindo feiras, congressos, convenções e grandes encontros corporativos, com públicos que podem chegar a 150 mil pessoas por evento. O desempenho expressivo reflete dois vetores centrais: a valorização definitiva do presencial no período pós-pandemia e o ano de 2025 como o primeiro ano completo de operação do Distrito Anhembi após sua reinauguração, ocorrida no segundo semestre de 2024.

Além do avanço no número de eventos, o Barômetro registra aproximadamente 8 milhões de participantes únicos ao longo do ano, alta de 2,5% na comparação com 2024, consolidando um novo patamar para o setor de eventos de negócios. Esse fluxo gerou um impacto econômico estimado em R$ 14 bilhões na cadeia de hospitalidade da cidade de São Paulo, outro recorde histórico.

Do total de participantes, 70% residem no estado de São Paulo, o equivalente a cerca de 5,6 milhões de pessoas, enquanto 30% são turistas de negócios vindos de outros estados e do exterior, somando aproximadamente 2,4 milhões de visitantes. “A presença desse público reforça o papel estratégico dos eventos B2B como indutores de turismo qualificado com foco na geração de negócios, com elevado impacto em hospedagem, alimentação, transporte e serviços”, afirma o diretor-executivo da UBRAFE, Paulo Octávio Pereira de Almeida (P.O.).

As feiras de negócios seguem como o principal formato presencial do setor. Em 2025, elas concentraram 6 milhões de participantes, o que corresponde a 75% do público total dos eventos B2B de grande porte, reafirmando sua relevância como plataforma de geração de negócios, relacionamento e inovação. Dentro desse universo, a UBRAFE estima que mais de 600 mil turistas de negócios internacionais tenham participado das feiras realizadas na cidade, com destaque para visitantes oriundos da China, Estados Unidos e países da Europa.

O estudo também evidencia a importância dos eventos no calendário estratégico da cidade de São Paulo. Em um cenário com mais de 70 eventos B2B e B2C de grande porte considerados estratégicos, as feiras associadas à UBRAFE representam quase 50% desse total, com cerca de 30 feiras estratégicas. Ao longo de 2025, a capital paulista recebeu mais de 250 feiras de negócios, consolidando-se como o principal hub de eventos B2B do país.

O Barômetro Eventos B2B UBRAFE/SPTuris é construído a partir dos dados fornecidos pelos recintos associados à entidade na cidade de São Paulo e se mantém como uma das principais referências para análise da evolução do setor. A UBRAFE trabalha para ampliar gradualmente a abrangência do índice, incorporando outras cidades e avançando na mensuração do impacto econômico total dos eventos presenciais no Brasil.

Sobre a UBRAFE

A UBRAFE (União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios) é a única entidade representativa do setor de feiras e centros de eventos B2B no Brasil. Fundada em 1986, atua na representação institucional e política do segmento junto aos diversos setores da economia, com a missão de reunir, fortalecer e dar voz às empresas de promoção comercial. A entidade abrange toda a cadeia de valor do setor, defendendo os interesses de promotoras e organizadoras de feiras e exposições, centros de eventos (venues), empresas de logística internacional, infraestrutura e serviços especializados. Seu quadro associativo reúne as principais promotoras de feiras e eventos de negócios do país, além dos maiores e mais relevantes recintos de eventos do país. De acordo com dados da UBRAFE, o Brasil realiza mais de 2.000 feiras e eventos anualmente, movimentando mais de R$ 1 trilhão em negócios por ano.

Saiba mais em ubrafe.org.br