Netflix e Spotify lideram acessos no mercado de streaming

Na categoria Entretenimento/Música, as principais plataformas contabilizam 77 milhões de usuários únicos. Netflix, Globoplay e Amazon Prime Video são os três streamings mais acessados no Brasil

As plataformas de streaming de áudio e vídeo estão cada vez mais presentes no dia a dia do consumidor. No segmento de áudio, conforme dados da Comscore, o Spotify segue na liderança de usuários únicos por mês. Cada usuário consome em média 13h26 minutos de áudio por mês na plataforma.

A análise mais recente da Comscore traz dados entre fevereiro de 2022 e fevereiro de 2023, além de destacar as principais tendências do mercado. Entre os streamings de vídeo, a Netflix é a líder em acessos (desktop + mobile), tendo uma média de 50 milhões de visitantes únicos por mês.

A Netflix também é líder em interações nas principais redes sociais com 85 milhões de interações e mais de mil conteúdos postados com 82 mil ações por post em 2023.

O site Sua Música atua com foco em músicas populares da região Nordeste e lidera em interações nas redes sociais entre os streamings de áudio. Os assuntos que mais engajaram entre tais usuários foram Mídia Online, Publishing e Travel & Leisure.

Entre janeiro e abril de 2023, o termo podcast teve mais de 14 milhões de menções nas redes Facebook, Instagram e Twitter. O post com maior engajamento ocorreu no perfil da influenciadora Virginia Fonseca ao participar do podcast da Forbes Brasil.

Perfil dos usuários de streaming de vídeo

Para 45% dos usuários da internet no Brasil, os streamings de vídeo mudaram o jeito que eles assistem à televisão. 30% desses usuários concordam que assistem mais à televisão que antes por conta dos streamings. Entre as três principais plataformas de streaming de vídeo no país, os visitantes únicos estão majoritariamente divididos entre as classes A, B e C.

Para conferir o levantamento completo, acesse este link.

Fonte: AVC Comunicação – Ana Sartori

O que torna o Retail Media tão atrativo para as marcas?

Centrado no histórico real de compras dos shoppers, o retail media é a nova aposta dos gestores de marketing para gerar uplift de vendas e comprovar o ROI das campanhas digitais; Em duas palavras: performance e transparência

Por Caroline Mayer, VP da RelevanC no Brasil*

Para o varejo, o benefício imediato do Retail Media é a receita adicional obtida por meio da monetização do inventário de mídia e dos perfis dos seus clientes fidelidade. Além disso, permite ao varejista impulsionar suas vendas, em parceria com as marcas, oferecendo uma experiência personalizada que reflita o perfil de compra de cada cliente. Mensagens certas, para o cliente certo, e no momento certo!

Mas afinal, como maximizar / otimizar a receita ?

Traduzindo literalmente a expressão, Retail Media corresponde a qualquer publicidade no ambiente do varejo, seja loja física ou digital. Devido à explosão da publicidade digital e à cultura da exploração dos dados transacionais first party, o retail media vem cada vez mais se firmando como uma das modalidades mais assertivas para influenciar decisões de compras, gerar e metrificar resultados, com uma visão integrada do que acontece tanto no e-commerce como nas lojas físicas.

Por ser baseada em dados 1st Party, o Retail Media é o segmento da publicidade que mais tem se mostrado eficaz para que as marcas possam impactar especificamente o bom shopper ao longo da sua jornada, possibilitando a mensuração da performance com KPIs de business, lembrando que o bom shopper é aquele que compra produtos da marca, dos concorrentes ou ainda itens afins.

Agora, vamos explicar como os dados 1st party acompanham a jornada de compra para influenciar a decisão e medir a eficiência do marketing.

1 – Antes da Compra: Nesta etapa da jornada, é necessário trabalhar a notoriedade da marca e/ou do produto, influenciando o bom shopper enquanto ele navega pelas grandes mídias.

Algo que nem todo mundo sabe é que o parceiro de Retail Media pode prospectar os perfis dos usuários, de forma anonimizada, na sua jornada fora do e-commerce da rede varejista. Isso acontece por meio da compra de mídia nas DSPs (demand side platforms), que são redes de publishers dos sites de conteúdo, ou walled gardens como o Facebook, com o objetivo de trazer ele de volta para o site para apreciar as campanhas em voga.

Portanto, um segundo benefício que o Retail Media pode trazer são visitas na loja, patrocinadas pelas marcas, com potencial de acelerar uma re-compra no varejo.

Por isso utilizamos os dados 1st party transacionais e analisamos o histórico de compra, para assim poder segmentar o bom shopper dependendo dos objetivos comerciais da marca. Por um sistema de customer match, é possível impactar o bom shopper com a mensagem mais certeira.

E como isso é feito na prática? Bem, se o objetivo for fidelização, upsell ou cross sell, esse cliente pode receber mensagens direcionadas sobre as inovações e novidades da marca. Se o objetivo for conversão de novos clientes, podemos impactar compradores de produtos das outras marcas. Por fim, se o objetivo for penetração, é possível influenciar clientes de produtos com afinidade (por exemplo, quem compra pasta de dente pode ser impactado com mensagens de enxaguante bucal).

2 – Durante as compras: Este é o momento de influenciar o bom shopper que está na loja.

Para isso utilizamos dados 1st party navegacionais, permitindo à marca ter visibilidade na boa categoria de produtos.

Vamos dar um exemplo: quando o consumidor busca por um produto em um site varejista, as primeiras opções que aparecerão, potencialmente, são as mais propensas à venda. Por meio do Retail Media, as marcas podem criar ações com mensagens personalizadas que priorizem seus produtos no filtro de buscas do varejista, gerando uplift nas vendas.

3 – Depois das compras: Agora é a hora de mensurar o uplift de venda, gerenciar insights sobre a performance, a mensagem de marketing, a segmentação de clientes para, enfim, podermos otimizar as campanhas seguintes.

É por isso que o varejista precisa ter como parceiro de Retail Media uma empresa com metodologias comprovadas para:

Processar dados em sintonia com as melhores práticas da publicidade, segmentando perfis de público relevantes para as marcas parceiras potenciais e impactando os compradores corretos, além de isolar grupos de controle com as mesmas características de perfil

Programar as campanhas dentro das plataformas de mídia, que podem ser múltiplas, e otimiza-las

Editar relatórios de acompanhamento de resultados (mídia e performance) para as marcas, com a mais alta frequência possível

Interpretar resultados, criar insights e recomendações

Sensacional, não? Estamos vivendo uma verdadeira revolução na publicidade e o grande motivo de comemorarmos esse avanço é podermos nos aproximar dos consumidores e impactá-los com mais eficiência. O Retail Media permite às marcas obter KPIs refinados para impactar o cliente em 360 graus, de forma ultra personalizada, reagindo ativamente com promoções e campanhas e tendo insights de negócios que tragam melhores resultados de vendas tanto na loja física como no online. Grandes marcas precisam estar cada vez mais antenadas com os novos hábitos de consumo para evoluir sua comunicação com o cliente onde ele estiver. Com o Retail Media, essas marcas agora podem medir diariamente a performance de suas mensagens e ações, reagindo imediatamente para tornar as interações com os clientes cada vez mais relevantes.

A maximização da receita para varejo é o grande atrativo do Retail Media, já que é a modalidade capaz de oferecer a melhor performance, transparência de resultados e frequência de dashboards.

O futuro do Retail Media será muito mais automatizado, com o surgimento de tecnologias que permitirão que as plataformas de compra e venda interajam com velocidade e precisão sem precedentes, gerando um ROI cada vez melhor.

O sucesso do Retail Media dependerá em parte da evolução dos varejistas em suas relações com os consumidores. Tal como na internet dos anos 90, a prestação de um serviço adicional permitirá reforçar o rigor e a relevância das ofertas oferecidas aos clientes finais, aumentando assim a sua satisfação.

A revolução do Retail Media será baseada na qualidade da solução e adequação ao mercado.

Coluna “Discutindo a relação…”

As grandes holdings de propaganda/comunicação

Por Josué Brazil

O cenário mundial da propaganda é dominado já há algum tempo pelas grandes holdings.

Antes de falar mais sobre isso vamos explicar o que é uma holding. Holding é uma empresa que detém participação acionária majoritária em outras empresas. Uma holding é uma empresa que comanda várias outras empresas por ter comprado a maior parte de suas ações. Deste modo, centraliza o controle sobre elas.

No mundo da propaganda há grandes holdings que controlam grandes redes de agências de propaganda em diversos países.As redes de agências normalmente giram em torno de uma marca, como a McCann Erickisson por exemplo, que possui unidades em vários países

As maiores holdings de propaganda ou comunicação no mundo são, por ordem de grandeza, as seguintes: WPP, Interpublic, Omnicom, Publicis, Havas e Dentsu Aegis Network.

De acordo com matéria publicada em Meio&Mensagem em 28 de fevereiro de 2023, com informações do Ad Age, WPP, Interpublic, Publicis Groupe e Omnicom, as maiores holdings de comunicação e publicidade do mundo, registraram crescimento na receita no ano passado em comparação com 2021.

Esses grandes grupos procuram reunir, além das agências de propaganda tradicionais, empresas de comunicação de diferentes especialidades de forma que possa oferecer aos clientes um cardápio completo de soluções de marketing e comunicação. Elas aglutinam empresas de mídia, de pesquisa, de dados, de marketing digital, de relações públicas, de design e até de tecnologia.

O jovem mídia: como captar a atenção da Geração Z?

Por Gustavo Franco*

As mídias sociais revolucionaram a forma como nos conectamos, consumimos, percebemos e interagimos com marcas, celebridades e conceitos. Esse efeito é, em partes, devido à mudança do direcionamento da comunicação. De um modelo unidirecional, dominado por meios tradicionais como a TV e o rádio, para um modelo bidirecional, onde o consumidor tem voz ativa na construção da marca, nos processos de negócio e no feedback imediato e constante sobre qualquer tema. Para os negócios, esse empoderamento do consumidor gera grandes oportunidades, mas também riscos. Se por um lado os clientes agora conseguem ter acesso a aspectos das ofertas de serviços e produtos com agilidade e interatividade, por outro, eles também conseguem criar movimentos e produzir críticas que não têm relação somente com a sua própria satisfação, mas também com a das suas conexões, por meio do efeito viral.

Gustavo Franco

Ainda no terreno das oportunidades, as mídias sociais contribuem com um outro aspecto: o rejuvenescimento das bases consumidoras das marcas. A adoção destas redes se deu, no Brasil e no mundo, primeiramente nos recortes mais jovens da população. Sobretudo porque oferecem um espaço de conexão, expressão e interação – pelo menos no primeiro momento – sem rígido controle dos pais ou dos outros espaços sociais que frequentam, como a escola. Esse impulso que sentem por aderir a novas tecnologias é compreensível: elas ajudam – por meio de recursos que incentivam a criação e produção de conteúdo – na construção da própria identidade e individualidade tão almejada na adolescência. Conforme essa população passa pelas fases de construção da própria personalidade, ela começa a buscar marcas e experiências de consumo que refletem suas crenças e valores, com um nível de exigência muito maior do que o que tínhamos algumas décadas atrás. E é aí que mora a grande oportunidade para os negócios de fazerem uso destes espaços para rejuvenescer seus negócios e, consequentemente, sua base consumidora.

Por que a geração Z importa?

Conectados, inteligentes, inclusivos e responsáveis. A geração Z, a depender da fonte de definição, tem atualmente entre 8 e 23 anos de idade. De acordo com o último censo do IBGE de 2020, estima-se que ao menos 50% da população do Brasil está hoje nessa faixa de idade. E diferente de quando éramos jovens, essa população tem grande influência nas decisões de compras das famílias. Segundo relatório da NRF de 2019 – National Retail Federation –, 4 em cada 5 pais afirmam que seus filhos têm maior poder de participação nas decisões de compra da família do que eles próprios quando eram jovens. Além dessa influência, estes jovens também estão gastando o seu próprio dinheiro com mais autonomia. E as categorias mais influenciadas e que recebem o maior consumo dessa geração são brinquedos e jogos (92%), roupas e sapatos (91%), alimentos e bebidas (88%) e alimentação fora de casa (87%). Estes decisores do amanhã, quando de fato fizerem parte da população economicamente ativa, estarão muito mais preparados para tomar decisões de consumo. Se antes marcas criavam produtos para jovens a partir dos 18 anos e em fase de prematuridade, como as saudosas contas bancárias universitárias, hoje elas estão refletindo em como lidar com as demandas complexas que essa geração apresenta para o consumo dos adultos: a busca por sustentabilidade, a inclusão e a diversidade, a origem dos produtos e a responsabilidade com a cadeia de produção.

Essas relações de influência, no entanto, têm um componente que precisa ser manejado com cuidado: o conflito de interesses. Qualquer estratégia de marketing que considere este recorte geracional como segmentação deve compreender que adentrará um espaço repleto de dilemas. A rebeldia e a vontade de ocupar lugares e posicionar-se por meio da sua própria visão de mundo são comportamentos que desafiam a criação de valor genuíno. E o que é mais importante: compreender que construir conexão com um novo segmento de mercado sempre é muito difícil, sobretudo se esse segmento tem formas de organização próprias: em comunidades, tão características da juventude e hoje amplificadas pelas mídias sociais. Por exemplo: o mercado de skateboarding. Não somente os códigos da categoria são específicos, também são os processos de escolha dos integrantes. Há uma forte resistência à entrada de marcas consideradas mainstream. A validação de novos produtos por essa audiência leva tempo e requer a construção de percepções que vão além da simples qualidade – é preciso provar que se sabe o que se quer com esses jovens. São essas peculiaridades e interesses específicos e difíceis de capturar que tornam a geração Z desafiadora para os negócios mas também uma grande oportunidade: a de revelar valores complexos das marcas para um público que é cativo e que reverbera suas experiências de consumo. Além de, claro, influenciar seu entorno e reforçar a conexão das marcas de famílias inteiras.

Outro fator que é importante para as estratégias mercadológicas para essa geração é a dita “cultura global”. Apesar de os aspectos regionais serem chave, os jovens têm cada vez mais aderido a valores e crenças compartilhadas. Isso porque já nasceram conectados, expostos a tendências globais e com acesso a conteúdo e informações das tribos digitais que se proliferam e se organizam em torno de temas como música, séries, games, esportes, política etc. Isso tem facilitado o reposicionamento de marcas que se escoram nessas semelhanças dos “jovens globais” que são muito mais proeminentes do que as diferenças.

O jovem de hoje pode ser entendido como um hub de influência: é um consumidor indireto da maioria das decisões da família, que fornecem elementos e questionamentos para o processo de tomada de decisão. Sustentabilidade, integridade, transparência. São indivíduos com elevada carga de necessidade de participar, porém agora munidos de questionamentos que desafiam a sociedade. Enquanto estamos preocupados com o preço e a função, provavelmente eles estão pensando no impacto ambiental, se estão financiando trabalho escravo ou comprando de uma empresa sem preocupação social.

Quão jovem meu negócio deve ser?

As mudanças nas estruturas etárias da sociedade vão continuar. E o gap entre as gerações tende a ficar cada vez mais curto. Se antes a civilização transmitia grande parte das experiências pela tradição oral ou pela escrita, hoje as telas e a internet fazem o papel de memória do mundo para os jovens. Porém, isso não quer dizer que seu negócio deva se concentrar somente em um segmento. Tem ganho força nos diálogos de comportamento do consumidor o tema do marketing de gerações, que propõem uma análise (e também estratégias) comparada entre as gerações. Sabe-se que o número de pessoas com 60 anos ou mais aumentará de 800 milhões em 2012 para 2 bilhões em 2050, superando o número de pessoas com 14 anos (UNFPA, 2023). Embora a geração Z represente o futuro próximo do consumo, é também fato que estamos vivendo mais, melhor e com mais renda. O mais recomendado é entender como o seu negócio pode dialogar de forma linear porém diversificada com cada geração, considerando seus valores, hábitos e motivações.

Quanto às mídias sociais serem imprescindíveis ou não, essa é uma discussão já passada. Todo e qualquer negócio hoje necessita de uma presença digital, mesmo que mínima, pois se não a tiver, provavelmente seus consumidores a construirão sozinhos. Seja reclamando, elogiando ou viralizando pontos sobre ofertas, serviços e tópicos de marca. Convém refletir sobre dois pontos cruciais quando sua decisão for na direção de explorar esse segmento de mercado: que frentes de inovação estou focando para dialogar com esses jovens e, sobretudo, que causas, mensagens e motivadores estou disposto a abraçar de maneira autêntica e fiel para conquistar espaço? Não há momento melhor do que o que vivemos, na virada das gerações millenials e Z para refletir sobre isso e rejuvenescer seu negócio de vez.

Gustavo Franco é Country Manager da Labelium Brasil