Inscrições abertas para o Workshop de Atendimento

APP Brasil está com inscrições abertas para o Workshop de Atendimento, com Cris Pereira, consultora e mentora para negócios da comunicação.

Serão cinco encontros que irão capacitar e inspirar a todos, tornando-os completos para desenvolver negócios e ter boas ideias para o ambiente de trabalho.

Você entenderá detalhes de como conquistar confiança para se tornar um parceiro estratégico, analisando a situação de modo amplo, além de aprender sobre mentalidade de projetos, boas relações com os clientes, rentabilidade e muito mais.

Agregue valor a sua carreira, inscreva-se já!

 

O que muda com o fim dos cookies para o marketing digital?

Identificador de usuário (ID) otimizada e informações por meio FLoCs – alternativa do Google aos cookies – são algumas das opções para a área

Os cookies são arquivos criados pelos sites que o usuário visita. Existem dois tipos: os primários, que são criados pelo site acessado; e os cookies de terceiros, que são criados por outros sites, como anúncios, por exemplo. Em janeiro de 2020, o Google anunciou o fim dos cookies de terceiros no Chrome. A gigante, porém, adiou para 2023 a medida para colaborar com os órgãos reguladores. Apesar disso, esse movimento vem dividindo opiniões. Por um lado, para aqueles que priorizam a privacidade de dados individuais, é uma boa notícia. No entanto, sem a tecnologia de rastreamento, os anunciantes terão que mudar sua estratégia para segmentar seus anúncios digitais.

Na prática, o impacto maior é no acesso aos dados, uma vez que o uso de anúncios personalizados será limitado. Utilizada, em todo mundo, como principal ferramenta para registrar dados de navegação, traçar perfis e alcançar público, os cookies agora terão menos informações disponíveis para analisar o comportamento do usuário na internet.

Nesse sentido, as mudanças propostas pelo Google trazem dúvidas em relação ao futuro da publicidade e do marketing digital. Qual ferramenta vai substituir os cookies para ajudar nesse processo?

Vitor De Angeli, Sócio-Diretor de Operações, Marketing e Mídias da Raccoon, uma das maiores agências full service da América Latina, explica que, na verdade, esta situação era inevitável como parte dos avanços na privacidade de dados. “Aconteceria mais cedo ou mais tarde. Claro que os cookies possuem um papel muito importante para o marketing digital, usuários e consumidores, então diversas soluções serão implementadas e testadas para manter a qualidade e fluxo de informações, sem comprometer qualquer tipo de privacidade. Sendo assim, o fim dos cookies é algo esperado, porém inédito. Não sabemos ao certo qual será o substituto do cookie, mas com certeza haverá um”.

No momento, algumas opções parecem mais prováveis para o especialista. Vitor menciona iniciativas como Unified ID 2.0, que recolhe dados a partir do login e garante que o usuário tenha controle das informações que serão compartilhadas. É uma alternativa ao ID de usuário padrão, que não serve como substituto do cookie por ser um dado first-party, ou seja, acompanhável apenas dentro do próprio site ou aplicativo.

A outra possibilidade é o FLoC (Federate Learning of Cohorts, ou em tradução livre “Aprendizado Federada de Coortes”), desenvolvido pelo Google. O processo é bem similar aos cookies, com a diferença de ser uma coleta de dados grupal, ao invés de individual.

Os sites, nesse caso, recebem do navegador informações sobre a que grupos de interesse o usuário pertence. Os FloCs, então, pegam uma grande amostra de usuários com características semelhantes.

Em contrapartida, ainda há a análise dessa amostra em um servidor próprio de uma empresa: o Google. “Os dados são criptografados – codificados para não ter mais o formato original, assim não permitindo leitura de terceiros -, mas são de propriedade da companhia, que só então repassa em forma de grupo de informações aos demais sites”, o Diretor destaca. “Há algumas dúvidas sobre como o público vai reagir e se o Google fará alterações nesse sentido nos próximos anos”.

De uma forma ou de outra, algo vai ocupar o espaço deixado na internet — é uma necessidade para o marketing. “Sem um claro substituto para os cookies, o marketing digital perderia muito da sua assertividade e eficiência. Já que os dados de usuários e consumidores não poderão ser rastreados e utilizados em diferentes segmentos do ecossistema digital, as campanhas serão mais abrangentes em escopo e parecerão menos específicas para os usuários e consumidores”, Vitor explica. “Essa falta de especificidade ou assertividade diminuirá as taxas de cliques e conversão. Por outro lado, isso também diminui o custo por impressão. Sendo assim, é bem provável que, sem cookies, a publicidade online fique mais acessível e barata”.

O mercado deve acompanhar de perto o desenvolvimento do FLoC e de outras alternativas no futuro próximo. 2022 e 2023 serão anos de grande importância para vermos a evolução dessas soluções e o nascimento de outras. Novas plataformas e tecnologias serão essenciais para reestabilizar a ordem da publicidade na internet.

Conte sua história com estratégia e verdade

por Paola Müller*

A humanidade sempre contou histórias — e teve fascínio por ouvi-las. Ao redor de uma fogueira, sob uma noite estrelada, fábulas e jornadas de heróis foram passadas de geração a geração ao longo dos séculos. A essência desse hábito segue até hoje: mudam os meios, as formas, a linguagem — mas a conexão gerada por uma narrativa bem estruturada segue cada vez mais presente.

Paola Muller

Que o digam as marcas, que utilizam essa dinâmica para transmitir aos públicos seus valores, suas conquistas e fracassos, sua trajetória e seus objetivos. O chamado storytelling tem sido fundamental na estratégia de comunicação e marketing de empresas — humanizando marcas e experiências. Em sua essência, é uma ferramenta para se conectar com as pessoas de uma forma mais emocional e eficaz.

Assim como o ato de sentar ao redor do fogo para contar histórias, o storytelling de marcas também evoluiu. Na verdade, esse movimento acompanha as mudanças de hábitos de toda a sociedade. Conforme se transformam as agendas sociais, as formas de consumo e a jornada dos consumidores, as maneiras que as marcas se comunicam também se modificam. O aumento no uso de vídeos em redes sociais é um exemplo disso: esse formato responde ao imediatismo e à atenção difusa que é característica dos usuários de hoje.

E é nesse contexto de uma sociedade cada vez mais ágil — e impaciente — que o storytelling possui um papel tão relevante. Ele ajuda a transformar informações complexas e números abstratos em histórias com as quais os usuários se identificam. O desafio está em aproximar esses dois universos — o dos dados e o de uma narrativa envolvente, contada com criatividade e inteligência.

Independentemente do formato do conteúdo, as marcas devem estar atentas a isso. E, seguindo estes cinco pontos, poderão explorar as informações de maneira estratégica e focada nos objetivos do negócio:

1) Saiba qual público consumirá aquele conteúdo: pense no nível de interesse, conhecimento e os objetivos da pessoa que acessará o material;

2) Entenda o contexto da informação: um relatório para ler é diferente de um relatório para apresentar. Avalie e adapte o formato para cada situação;

3) Desenvolva a narrativa a partir de uma estrutura de conteúdo: assim como qualquer fábula, sua história precisa ter início, meio e fim — dando destaque para o que verdadeiramente sustenta sua análise;

4) Seja visual: aproveite a diversidade de formatos e de possibilidades visuais para aflorar o interesse do público: fotos, gráficos e highlights ajudarão a conquistar o seu objetivo;

5) Simplifique: às vezes, optar por um número com texto terá mais resultado do que uma tabela. Uma boa ideia expressa em uma única frase surtirá mais efeito do que uma excelente ideia com mil palavras.

Mais do que contar uma boa história, o que as marcas devem saber é conectar essa narrativa ao propósito e às estratégias do negócio. E, ainda mais importante, que isso tenha verdade: que seja sustentado pela identidade e pelas ações da empresa, em linha com o que os dados comprovam. Antes, as fábulas contadas ao pé da fogueira tinham um quê de fantasia e ficção. Hoje, não há como fugir da essência e da realidade — mesmo que envolta em uma história convincente e instigante.

*Paola Müller, head of Strategy da Brivia

Fonte: RPMA -Sara Saar

O Marketing Relacionado à Causas e o seu impacto positivo na sociedade

Por Otavio Dias

A importância do comprometimento das empresas com a responsabilidade social vem se consolidando cada vez mais e extrapolando as fronteiras dos seus próprios negócios. Há muito tempo as Organizações não Governamentais (ONGs) vem fazendo um trabalho heroico e desbravador nos diferentes cantos do mundo, mas sabemos que para isso fluir da maneira correta é preciso a união de todos os players do mercado.

John Mackey, fundador do Whole Foods, rede de varejo americana que vende produtos orgânicos e privilegia pequenos fornecedores locais, é o executivo por trás do conceito de Capitalismo Consciente. O movimento prega que as empresas devem se guiar por um propósito maior do que o de lucrar e remunerar investidores, alinhando suas marcas e produtos a causas maiores, aproximando e equilibrando a visão dos executivos pragmáticos (com foco em resultados financeiros) a visão dos executivos com inteligência emocional e espiritual (com foco nas pessoas e causas sociais), que defendem o envolvimento e o comprometimento das grandes empresas com a melhoria do mundo em que vivemos.

E nesta entusiasmante direção em que o vemos o mundo dos negócios caminhar, a comunicação e o marketing passam também a cumprir um papel diferente. Estamos falando, essencialmente, de relacionamentos mais significativos, baseados em troca, diálogo, reconhecimento, respeito, transparência e, acima de tudo, propósito.

Vemos com cada vez mais frequência em marcas e produtos que, ao mesmo tempo que cumprem seus papéis mercadológicos e de consumo, também contribuem para um mundo melhor. Vemos mais e mais marcas (empresas) e causas (instituições do terceiro setor) conectadas em torno de um mesmo ideal.

Neste cenário, uma disciplina do marketing, já muito utilizada em alguns países, começa a se destacar também no Brasil. O Marketing Relacionado a Causas (MRC), que se baseia em parcerias e conexões transformadoras entre marcas e instituições do terceiro setor, em benefício mútuo.

Do ponto de vista do consumidor a confiança e a reputação são palavras-chave nas relações com as marcas. E, por isso, sua opinião torna-se essencial quando pensamos em investir em Marketing Relacionado à Causas. Afinal, uma marca cidadã ganha, inevitavelmente, mais espaço na mente e no coração das pessoas.

O MRC está ganhando força, principalmente em países como Brasil que possui tantas carências nas mais diversas áreas: saúde, educação, combate à pobreza, direitos humanos, meio ambiente, arte e cultura e tantos outros serviços públicos. Ou seja, temos um campo fértil para criação de bons projetos e campanhas que transformem verdadeiramente o nosso país, sem dependermos de recursos públicos para isso. E neste ponto empresas e empresários tornam-se essenciais na viabilização de “ações para o bem comum”, independente do setor de atuação. Precisamos de soluções inovadoras a serviço do planeta.

Assumir um compromisso diante de grandes questões de interesse público exige planejamento, coerência e também generosidade, afinal estes movimentos, apesar de trazerem ganhos de reputação e, muitas vezes, impacto em seus resultados financeiros – inevitavelmente exigem investimento e dedicação extra das empresas.

Diferente da filantropia tradicional, o Marketing Relacionado à Causas agrega valor à marca, impulsiona as vendas e reverte os resultados para uma causa social, ajudando-a a se sustentar, crescer e, assim, ter ainda mais impacto e longevidade.

É a hora das marcas fazerem mais pela sociedade. Afinal, nunca antes na história do mundo corporativo foi tão verdadeira a reflexão de que “o sentido do trabalho é um trabalho com sentido”.

Fonte: Máindi – Repense Comunicação