Click Textos abre vaga de estágio
Aberta uma vaga na Click Textos para estagiário de comunicação. A função é para redação de textos.
Bolsa de R$ 1 mil.
Interessados podem mandar mensagem para contato@clicktextos.com.br.
por Tatiana Lacaz*
A diferença de gênero também é um ponto decisivo para o foco de campanhas publicitárias, homens e mulheres pensam diferente na hora de efetuar a compra.
Desde o início da humanidade, ficou determinado que o homem sairia para caçar e conseguir o sustento para a sua família, desenvolvendo habilidades mais agressivas e uma maior competitividade, já a mulher ficaria em casa cuidando dos serviços doméstico e dos filhos, o que a tornou mais empática e sábia para conviver em família e compartilhar recursos.
Com o ingresso da mulher no mercado de trabalho, as grandes guerras e até mesmo a Revolução Industrial, o gênero feminino passou a ter essas funções menos demarcadas, ainda que algumas se mantivessem, agora as mulheres ocupam cargos de chefia que as fazem pensar diferente de antigamente.
Mas o que difere o cérebro feminino do masculino?
As mulheres realmente amadurecem mais cedo, o cérebro feminino atinge a maturidade aos 11 anos de idade, principalmente nas áreas de fala e da escrita, já o cérebro masculino leva três anos a mais para amadurecer. O uso distinto dos hemisférios (o hemisfério direito está ligado às emoções, enquanto o esquerdo está ligado a razão) é outra característica marcante.
O cérebro feminino consegue ter uma maior interatividade entre esses dois hemisférios, permitindo que elas realizem mais de uma atividade ao mesmo tempo, enquanto os homens tendem a se concentrar em uma única tarefa por vez.
É perceptível que a mensagem publicitária não pode ser executada da mesma forma para homens e mulheres, uma vez que as distinções cerebrais e hormonais geram comportamentos diferentes.
O gênero masculino está mais focado no preço, enquanto as mulheres se preocupam mais em como serão atendidas.
Como as mulheres compram?
As mulheres tendem a fidelizarem as marcas que já conhecem e confiam, esse comprometimento com uma determinada marca, normalmente vem das referências de amigas e até entre mães e filhas, para as mulheres, se uma experiência foi positiva para alguém que ela conhece, seus neurônios-espelho começam a entrar em ação, querendo testar o produto para confirmar ou não, a experiência passada.
O gênero feminino possui uma grande necessidade em trocar experiências, portanto, é importante fazer o uso de depoimentos, promoções, eventos, fan pages, comerciais ou até mesmo spots em que elas fiquem à vontade para trocar informações umas com as outras.
As marcas devem compreender os valores femininos para que elas sintam-se sensibilizadas.
‘’De acordo com Barletta, as mulheres pensam em quatro fatores na hora de tomar suas decisões de compra: valores sociais, que se resumem a crenças e atitudes nas quais acreditam, valores de vida e de tempo, que aparecem como implicações sobre as diferenças entre os papéis masculinos e femininos; pontos-chave de comunicação, que nada mais são que os rituais típicos das mulheres e as diferentes expressões de um produto; e por fim, dinâmicas sintetizadoras, consideradas as diferenças na forma como as mulheres percebem e processam a mensagem transmitida.’’
Toda mãe tem cérebro feminino, mas nem toda mulher tem cérebro de mãe.
Todas as mulheres e gestantes se enquadram nas características citadas anteriormente, porém, durante o período da gravidez o cérebro feminino tende a sofrer algumas alterações.
Nessa fase, o foco das mulheres não é mais produtos relacionados a sua necessidade, o seu comportamento e a sua preocupação tende a ser o bebê. Como, então, as mensagens publicitárias devem se voltar a esse target? Afinal, nada é mais importante para uma mãe do que a saúde e a felicidade de seus filhos.
As propagandas precisam de muita criatividade, interação entre mães e filhos, e os cuidados com o bebê, o carinho na amamentação e a sensação de alívio em assistir uma noite de sono tranquilo, devem ser ressaltados.
Como os homens compram?
Diferentemente das mulheres, quando os homens entram no shopping eles já sabem onde querem ir e o que estão buscando, seja pegar um cinema, passar no supermercado ou até mesmo ir a sua loja predileta de sapato, sendo bem mais práticos na hora de tomar uma decisão.
O responsável por isso, de acordo com cientistas é a testosterona, o maior objetivo do cérebro masculino, além da praticidade é a autonomia. As campanhas de marketing voltadas para esse target, vão direto ao ponto. Outro fator a ser levado em consideração para alcançar esse público é o desempenho e o preço.
De acordo com pesquisadores, a aspiração também tem que ser trabalhada. Um comercial que mostra as novas aquisições trazidas pelo produto tendem a ganhar o coração do gênero masculino, porque eles acham que terão esses mesmos benefícios se adquirirem o que foi ofertado.
Campanhas publicitárias com conotações sexuais também agradam esse público, porque o espaço destinado ao impulso sexual no hipotálamo cerebral masculino é 2,5 vezes maior que no hipotálamo das mulheres.
Use e abuse por curvas em suas ações de marketing, elas são associadas a sexualidade, fertilidade, saúde e nutrição, despertando o interesse dos homens.
É sabido que não basta desenvolver apenas campanhas com o objetivo de vender um produto ou fornecer um serviço, é necessário desenvolver cada uma das peças proporcionando emoções, para que a mensagem fique, de fato, gravada no subconsciente do seu consumidor. Elas produzem fortes estímulos eletroquímicos que influenciam todas as informações que recebemos.
As propagandas que transmitem emoção fazem com que o público relembre cenas já vivenciadas e associem aos produtos e serviços oferecidos, as emoções criam os comandos necessários para induzir os clientes a continuar com o processo de decisão por um determinado produto.
O grande desafio do marketing é conseguir atrair a atenção do expectador para a mensagem, como o cérebro humano é emotivo, as emoções auxiliam a prender a atenção do público-alvo do início até o fim. Mas, cuidado, quando fizer uso do marketing emocional, lembre-se que será justamente a emoção a responsável por causar lembranças no consumidor. Por isso, defina com cautela qual o sentimento você quer deixar para o seu público, ele sempre será lembrado pelo subconsciente.
A propaganda emocional é um dos caminhos para reter a atenção dos consumidores, sendo uma estratégia de suma importância no que diz respeito ao posicionamento de marca. Afinal, elas são anunciadas de duas formas: a primeira tem o intuito de sanar os problemas que o afligem, a segunda forma é oferecer ao consumidor a sensação de bem-estar e possa desfrutar dos benefícios oferecidos pela marca.
O texto publicitário é uma arma poderosa para todos aqueles que tem o objetivo de deixarem suas marcas no subconsciente dos seus consumidores.
Nos estudos intrínsecos a neurologia, faça a opção de escolher termos para atrair a atenção do seu público, isso fará toda a diferença e dará mais relevância a sua mensagem em comparação com as outras.
*Tatiana Lacaz
Graduanda em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda no Centro Universitário Teresa D’Ávila
Redatora na PsPonto – Agência de Comunicação e Marketing
Neuromarketing na Redação Publicitária
por Tatiana Lacaz*
A Neurociência passou a dar enfoque as pesquisas que se dedicavam ao estudo do impacto das ações humanas na mente dos consumidores, dando origem ao neuromarketing. A palavra foi citada, pela primeira vez, por Alex Smidts, professor de pesquisa de marketing da Erasmus University Rotterdam, no ano de 2002.
Esse novo campo de estudo é um verdadeiro divisor de águas, reforçando o papel relevante da ciência como método instrutivo para se compreender o comportamento do consumidor.
No cérebro as principais descobertas acontecem quando ele é estimulado, diferentes áreas cerebrais são ativadas quando lemos alguma palavra ou a falamos, o tom da voz também determina os nossos sentimentos, como: alegria, entusiasmo, tristeza, irritabilidade, etc.
De acordo com a evolução, o cérebro humano é dividido em três partes. A camada mais profunda, responsável pelas ações de sobrevivência e atos sexuais, é chamada de cérebro reptiliano ou primitivo. É justamente nessa área que as decisões são tomadas. É no cérebro reptiliano que define as ações e reações, inclusive a decisão de compra.
A segunda camada, conhecida por sistema límbico, tem o papel de processas as emoções e os estados de espírito no inconsciente, é nele que as emoções sentidas são transmitidas ao cérebro reptiliano, podendo ser uma sensação positiva ou negativa, preparando-se para uma futura decisão.
A última camada, intitulada córtex ou neocórtex, é responsável pelas atividades cognitivas, tais como a memória, o pensamento, a linguagem e o julgamento. É nessa região cerebral que acontece o ato de pensar, é o local propício onde todos os dados são realmente processados.
Quando o consumidor pensa mais de uma vez antes de efetivar a compra de um produto, o córtex entra em ação para pensar nos prós e contras de se adquirir um item, fazendo-o questionar se realmente vale a pena adquiri-lo.
O sistema límbico cumpre o papel de reconhecer as emoções sentidas e repassá-la ao cérebro reptiliano.
As emoções influenciam diretamente na decisão final do consumidor, por isso possui tanta relevância, mas cuidado, se somente essa região estiver no processo, a decisão não ocorrerá rapidamente.
O correto é que a mensagem publicitária atinja diretamente o cérebro do target, porque é exatamente nessa região que acontecem as tomadas de decisões dos consumidores.
Um dos segredos revelados pelo neuromarketing, é que para conquistar um considerado número nas vendas é preciso mostrar ao consumidor, na prática, o produto sendo utilizado por alguém ou o serviço sendo testado. Esse exemplo é seguido de maneira espontânea, pelo cérebro que o vê. A resposta é simples, os chamados neurônios-espelho entram em ação e adotam o ponto de vista de uma outra pessoa.
Os marcadores somáticos também são outra descoberta do neuromarketing. Além de experimentar os produtos, os consumidores também valorizam um atendimento de qualidade e julgam suas decisões como ótimas compras, experiências também são geradas através da logomarca que remete sentimentos e experiências vivenciadas, armazenadas em seu subconsciente
Uma das marcas mais famosas de produtos alimentícios do Brasil, denominada como Forno de Minas, traz em sua história as delícias e os sabores marcantes do estado de Minas Gerais, ela ativa os marcadores somáticos dos consumidores, que recordam o modo como os mineiros fabricam as guloseimas caseiras, sendo essas os doces em compota, doce de leite e o tradicionalíssimo pão de queijo.
Há mais de 20 anos no mercado, a Forno de Minas se destacou ao trazer uma receita de pão de queijo, do noroeste mineiro, tornando-se referência na gastronomia e na qualidade do produto, sendo uma das delícias mineiras de maior sucesso em todo o país.
Além da qualidade já citada anteriormente, o foco das novas peças publicitárias da marca é a praticidade de se ter os pães de queijo sempre prontinhos, quentinhos e em qualquer hora do dia, desenvolvendo o marcador somático na mente do consumidor que já memorizou o sabor, o aroma e a sensação prazerosa de experimentar os produtos.
Outro fator decisivo para alcançar a tão sonhada fidelização do consumidor, é o marketing sensorial.
Para isso, é necessário criar mensagens que traduzem fielmente a usabilidade do produto ou do serviço, seus benefícios, as vantagens em relação a concorrência e a importância de se adicionar o que foi oferecido no dia a dia, a fim de superar as expectativas do seu target.
Um exemplo de marketing sensorial são as peças publicitárias que precisam apresentar um novo sabor de pão de queijo da marca Forno de Minas, já citada anteriormente.
É bem provável que alguém saboreará a nova guloseima, caso o anúncio contenha só o texto, a redação tem o papel fundamental de descrever a sensação irresistível de saborear o pão de queijo.
A imagem ou até mesmo a descrição minuciosa dessa cena, ativa os marcadores somáticos, que trazem a memória o sabor e o aroma do pão de queijo em si, além de evidenciar a estratégia dos neurônios-espelho, mostrando a vontade do consumidor em estar no lugar da pessoa representada na propaganda. Em uma única peça, consegue-se ativar a visão, o olfato e o paladar do target.
É importante sempre trabalhar os cinco sentidos para despertar o desejo no consumidor, principalmente a visão. ‘’A verdadeira vitrine de seus produtos são os olhos de seu público-alvo.’’
Procure sempre colocar o seu principal objeto de interesse no topo do anúncio, isso fará com que o seu comprador decida mais rápido efetuar a compra.
*Tatiana Lacaz
Graduanda em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda no Centro Universitário Teresa D’Ávila
Redatora na PsPonto – Agência de Comunicação e Marketing
Quando os redatores serão substituídos?
A revolução do digital e das inteligências artificiais impactaram todos os negócios. Não seria diferente com os segmentos de criatividade, como as agências de publicidade que trabalham com comunicação em diversas formas: imagens, vídeos, textos etc. Mas será que os redatores, como eu, logo serão substituídos?
PROCURA-SE O EMPREGO DO FUTURO
A mudança repentina dos negócios está fazendo sumir alguns cargos que antes eram estáveis e fazendo surgir novas vagas de emprego. As agências tradicionais de publicidade e propaganda que se pautavam na criatividade como diferencial estão tendo dificuldades em serem ágeis, velozes e criativas (que ironia!) em seus próprios negócios, gerando a falência de muitas delas ou o enxugamento para sobreviverem em um cenário extremamente competitivo.
Aplicativos e programas hoje fazem o trabalho de muitas agências tradicionais, de forma mais rápida, simples, barata e intuitiva: editam vídeos, tratam imagens, fazem anúncios, propõem estratégias, mostram dados e, tudo isso, em tempo real. Será que o redator ou o gerador de conteúdo também está fadado a esse fim? Já estão criando Inteligências Artificiais que irão selecionar conteúdos para cada perfil e “criar” novos textos e conteúdos de interesse personalizado nesse nível? Para alguns setores, já existe algo semelhante, mas com textos pré-definidos e limitados (Ufa!).
OS ROBÔS SÃO NOSSOS AMIGOS
Hoje um profissional que escreve para web precisa se tornar amigo da tecnologia, buscar ferramentas de análise de dados para direcionar seu trabalho criativo, que em alguns momentos não se torna tão criativo, já que você acaba seguindo diretrizes e assuntos já estabelecidos e, muitas vezes, apontados pelos próprios robôs de que tanto estamos falando: mecanismos de buscas que dão resultados de assuntos mais relevantes, conteúdos com maior interação que merecem foco no plano, criações com data-driven (mais dados, menos intuição) e outras formas de uso de dados que parecem criar um caminho seguro para o marketing de qualquer empresa.
Com tantos parceiros tecnológicos que nos dão maior segurança para criar o nosso trabalho com estratégia, fico com certo receio e, me pergunto: quando serei substituído?
ESCREVA UMA NOVA HISTÓRIA
Como redator publicitário e também planejador para pequenos e médios negócios nas redes sociais, percebo que o lado humano nunca será totalmente substituído, pois alguém irá precisar analisar os dados de forma correta, precisará conversar e juntar as pontas entre empresas e tecnologias, precisará guiar tantas pessoas nesse mundo caótico da internet e das mudanças sociais tão repentinas. Uma máquina até poderá criar textos com começo, meio e fim, com forte SEO, relevância e estratégia para um público-alvo, usando CTAs (Call-to-actions) que farão mais efeito para aquela pessoa. Mas somente um humano poderá fazer uma leitura do cenário social e apontar importantes mudanças culturais nas empresas e marcas, poderá dizer se um tom e voz do discurso estão realmente coerentes e agradáveis ou apontar se alguma plataforma ou interface está mais ou menos humanizada e intuitiva. Essa sensibilidade, por enquanto, só nós humanos conseguimos ter.