Live commerce: práticas recomendadas para o sucesso dessa estratégia de vendas

por Marcio Machado, fundador e CEO da StreamShop*

Nascido na China, o live commerce – modalidade de vendas, que consiste na experiência de compra online que permite que consumidores interajam ao vivo com influenciadores e vendedores, comprando produtos diretamente durante as transmissões – deixou de ser uma novidade no Brasil e já se apresenta como uma das grandes armas de estratégia digital de pequenas e grandes marcas.

Crédito: Henrique Padilha

Isso acontece porque os resultados apresentados fora do país demonstram o enorme potencial do recurso para impulsionar vendas enquanto ocorre a humanização da venda. Na China o live commerce movimentou cerca de US$ 200 bilhões em 2020 e a estimativa, segundo a Research and Markets, é de que a indústria global do ‘e-commerce social’ fature US$ 600 bilhões até 2027.

E como ter sucesso no live commerce?

O live commerce pode gerar uma taxa de conversão de seis a dez vezes maior do que as vendas tradicionais por e-commerce, mas para isso é necessário muito planejamento e seguir um passo a passo rigoroso para que tudo funcione exatamente como o esperado.

1. Construa uma audiência prévia. Não vai adiantar nada programar um mega evento se não terá uma audiência para engajar e consumir. fazer um super evento sem ninguém para assistir. Então é preciso fazer um esforço de divulgação para a base de clientes e possíveis interessados na live para que ela seja um sucesso.”

2. Defina a estratégia para a sua live. É importante definir o catálogo de produtos que serão ofertados, quais serão as promoções que vão ser disponibilizadas para os consumidores, oportunidades de última hora para instigar o senso de urgência e tudo o que envolve a dinâmica da venda.

3. Escolha um bom apresentador (host). É essencial que a pessoa escolhida para apresentar a live seja capaz de estabelecer conexão com a audiência num tom de conversa, como se estivesse presente cara a cara com o consumidor. E não somente isso, o apresentador também precisa ter conhecimento geral sobre o que vai ser ofertado.

4. Gere conteúdo relevante. A live shop precisa ser interessante e ao mesmo tempo divertida. No digital e no e-commerce, onde tudo fica muito parecido, a criação de conteúdo relevante é que vai separar quem vai ter a atenção e o engajamento do consumidor. Então, é importante focar em um bom roteiro, nos ensaios e na preparação do host.

5. Tenha um olhar crítico. O responsável pela estratégia digital deve observar a live do começo ao fim, checando os produtos mais acessados, as promoções que se esgotam mais rápido, os momentos mais curtidos e comentados da live, e também aqueles de menor engajamento para que você consiga planejar sua próxima ação e ter ainda melhores resultados.

Plataforma mede engajamento

Professor universitário cria plataforma inédita para avaliar o nível de engajamento das empresas nas redes sociais

O Engajômetro é um quiz com 16 perguntas que, combinadas, testam o nível de interação e engajamento das marcas no âmbito digital. Mas como essa ideia surgiu? A história começou em 2010, quando o professor Alysson Lisboa retornou de seu primeiro mestrado na Espanha. Lá, ele conheceu a fundo novas ferramentas de comunicação digital e um conceito chamado Transmedia Storytelling.

Desde então, foi desenvolvendo metodologias próprias para aplicar os conceitos estudados. O que intrigava o professor que, na época trabalhava com jornalismo digital e lecionava Marketing Digital, era o fato de que alguns conteúdos são mais aderentes que outros e, consequentemente, mais fáceis de serem propagados. Foi então que surgiu o Canvas Propagabilidade, um instrumento utilizado em sala de aula e também em congressos, workshops e mentorias na área de comunicação e marketing digital.

Durante o desenvolvimento da metodologia, que vem evoluindo constantemente, o professor Alysson sentiu a necessidade de digitalizar o processo para que mais pessoas pudessem ter acesso. Assim, nasceu o Engajômetro – um quiz com 16 perguntas que, combinadas, geram insights sobre a qualidade da propagação e engajamento da audiência de uma marca nas redes sociais. O professor Alysson é diretor da ETC Digital, empresa de Assessoria, Consultoria e Planejamento em Marketing Digital, com sede em Belo Horizonte (MG).

“Comunicação Social” não é uma ciência exata e há diversas variáveis quando falamos dos motivos pelos quais os conteúdos são ou não producentes. Segundo o pesquisador norte-americano e autor de importantes livros sobre convergência e cultura participativa Henry Jenkins, “a propagação, de todas as formas de mídia, depende tanto (ou mais) de sua circulação pelo público quanto de sua distribuição comercial”. Ele completa: “A propagabilidade é determinada por processos de avaliação social e com a participação ativa dos públicos engajados”. Para Jenkins, a circulação se dá pelo público e por meio dele. Mas a pergunta que o professor Alysson se fazia era: “Quais comportamentos das marcas nas redes sociais podem aumentar as chances de tornar o conteúdo ‘propagável’?”.

Esse foi então o ponto de partida para a criação do Canvas Propagabilidade, desenhado pelo professor, e que agora ganha uma adaptação para o digital. A ideia não é reproduzir a estrutura do trabalho anterior, mas sim apresentar uma evolução dos processos.

As respostas trazem apontamentos sobre comportamentos que dificultam que um conteúdo produzido para as mídias sociais chegue ao público certo. O grande desafio foi colocar pesos diferentes para cada resposta incluída no formulário. As pontuações são combinadas por algoritmos e, dependendo do que é marcado, indicam um nível de engajamento maior ou menor.

A comunicação por meio das mídias sociais levam em consideração diversos fatores e não apenas se há presença ativa em várias redes sociais, como Facebook, Twitter, Tik Tok etc. O empenho em construir conteúdo próprio, materiais ricos, como post blog e adaptar os materiais para cada público e rede são fortes indicativos de uma rede mais producente e próxima do cliente.

Ao final do questionário, o participante recebe um relatório sintético sobre o engajamento da marca nas mídias sociais. O índice é dividido em três níveis com pontuações diferentes, a partir das respostas geradas. Para utilizar o Engajômetro gratuitamente, basta acessar: www.engajometro.com.br e responder corretamente as perguntas. Para saber mais sobre o professor Alysson Lisboa, basta acessar o site da ETC Digital: www.etcdigital.etc.br.

 

Para todos os bolsos: cursos de verão SENAI em sete temas que vão bombar em 2022

Vagas ilimitadas para cursos 100% on-line, com duração de 20 a 80 horas e valores a partir de R$ 70 em áreas promissoras. Cloud, 5G, big data, indústria 4.0 e soft skills são destaques

Inteligência artificial, nuvem, realidade virtual e aumentada, big data, 5G, python e soft skills. Palavras cada vez mais presentes no mundo corporativo e nos requisitos de vagas de trabalho. Para quem deseja melhorar o currículo e estar pronto para as demandas do mercado, esse início de ano, em que a maioria das pessoas está de recesso ou retomando o ritmo aos poucos, pode ser a oportunidade para fazer um bom curso com valores acessíveis.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) separou sete temas e 10 cursos, disponíveis na página do Mundo SENAI, que podem ser concluídos antes do ano engatar de vez, a partir de R$ 71,20.

“O mercado de trabalho está passando por mudanças com a digitalização e esse processo acelerou na pandemia. Os profissionais vão precisar, cada vez mais, se atualizar com as novas ferramentas e plataformas e agregar conhecimentos à carreira. Para os jovens, é uma oportunidade de dar os primeiros passos em áreas promissoras”, aconselha Mateus Simões, gerente de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI.

➤ Tecnologias devem gerar 700 mil empregos na indústria de transformação nos próximos 10 anos

Sete temas que prometem bombar em 2022

Inteligência artificial

Aplicação de análise avançada e técnicas baseadas em lógica, incluindo aprendizado de máquina, para interpretar eventos, analisar tendências e comportamentos de sistemas, apoiar e automatizar decisões e realizar ações.

Nuvem

Distribuição de serviços de computação – servidores, armazenamento, bancos de dados, redes, software, análises, inteligência – pela internet, com uso de memória, capacidade de armazenamento e cálculo de computadores e servidores hospedados em datacenter, proporcionando recursos flexíveis e economia na escala.

Realidade Virtual e Aumentada

A Realidade Virtual possibilita a imersão completa do usuário em um ambiente simulado, por meio de efeitos visuais, sonoros e até táteis. Ou seja, o objetivo é levar o usuário para um novo ambiente criado por computador. Já a Realidade Aumentada é a integração de elementos ou informações virtuais no mundo real – como, por exemplo, os filtros do Instagram, que incluem projeções de conteúdos e informações no mundo real.

Big data

Uso de dados que chegam em volume e velocidade crescentes com variedade e complexidade para resolver problemas de negócios. Esses conjuntos de dados são tão volumosos que o software tradicional de processamento não consegue gerenciá-los. São utilizadas técnicas estatísticas e de aprendizagem de máquina para extrair informações relevantes aos negócios, inferências e tendências não possíveis de se obter com uma análise humana.

5G

Quinta geração de internet móvel, que possui maior alcance e velocidade – ou seja, melhor tempo de processamento de downloads e uploads e na transferência de dados por segundo. A nova rede permitirá a interconexão de equipamentos e dispositivos e o acesso a produtos inovadores e utilidades domésticas.

Python

Linguagem de programação de alto nível, ou seja, com sintaxe mais simplificada e próxima da linguagem humana, utilizada nas mais diversas aplicações, como desktop, web, servidores e ciência de dados.

Soft skills

Competências e habilidades comportamentais de grande valia para condução das atividades no trabalho. O SENAI considera prioritárias e busca desenvolver em seus alunos as seguintes soft skills: pensamento crítico; resolução de problemas complexos; liderança e influência social; inteligência emocional; empreendedorismo; criatividade e inovação; e aprendizagem ativa.

Confira os cursos

Inteligência Artificial na Indústria

80 horas

R$ 249,20

Microsoft Azure – Introdução à Inteligência Artificial

40 horas

R$ 284,80

Cloud Intermediate

48 horas

R$ 142,40

Cloud Advanced

80 horas

R$ 370,20

Desenvolvimento de aplicações em realidade virtual e aumentada

40 horas

R$ 71,20

Digitalização dos processos industriais

60 horas

R$ 106,80

Explorando o Big Data

40 horas

R$ 71,20

Ferramentas aplicadas no Lean Manufacturing

60 horas

R$ 106,80

5G – HCIA- Indústria de aplicações

8 horas

R$ 28,50

Phyton Essentials

80 horas

R$ 266,50

Conectando à indústria 4.0

40 horas

R$ 71,20

Sotfskills – Competências do profissional da indústria 4.0

40 horas

R$ 71,20

Os cursos são todos on-line, com certificado e a possibilidade de parcelar em até 10 vezes. Após a confirmação da matrícula, o aluno receberá os dados de login e senha para acesso à plataforma de ensino. É preciso ficar atento porque alguns cursos têm de 30 a 90 dias para conclusão.

Dez empregos que surgirão até 2030 com o Metaverso

O impacto do Metaverso no mundo do trabalho e na área de Aprendizagem Corporativa

*por Tatiany Melecchi

Desde que o Facebook anunciou o investimento estrondoso nesta tecnologia, o que ocasionou a mudança do nome da empresa para META, o Metaverso se tornou “o grande hype do momento”, as pessoas passaram a se interessar pelo assunto e a se questionar: “O que é?”, “Como funciona?”

Depois da leitura de alguns artigos e entendimento mínimo do que se tratava, vieram outras inquietações:

Como essa tecnologia irá impactar o mundo do trabalho?
Como revolucionará a área de treinamento e desenvolvimento?
Quais são as empresas que já estão liderando projetos de aprendizagem com foco nesta tecnologia?
Mas, antes de tentar responder estas perguntas e compartilhar as pesquisas e insights, vamos entender melhor o que tudo isso representa?

O que é esse tal de Metaverso?

“Metaverso” é uma junção do prefixo “meta” (que significa além) e “verso” (universo). O termo é normalmente usado para descrever uma espécie de mundo alternativo digital.

Um mundo onde os usuários poderão criar seus próprios avatares, que serão suas representações nesse ambiente digital e, por meio deles, poderão aprender, comprar, trabalhar, socializar e se conectar com colegas de trabalho, amigos e familiares. Ou seja, essa tecnologia replica o que fazemos no mundo real, só que de forma 100% digital.

Sue Young, diretora de produtos do Facebook, fala que “ao invés de apenas olhar para a tela dos dispositivos, você estará nela”.

E qual o impacto do Metaverso para o mundo do Trabalho?

Faço um convite para você usar a sua imaginação. Feche os olhos e visualize-se usando um óculos de realidade virtual. Com seu próprio avatar, você começa a interagir com todo o ambiente corporativo da sua empresa: anda pelo corredores, cruza com os colegas quando vai tomar água, tirar dúvidas e trocar ideias nos corredores, pausa para um cafezinho ou conversa com outros colegas no almoço, tudo isso de forma virtual. Ou imagine outro cenário: você está na sua casa, usando seu óculos de realidade virtual e participando de feiras, eventos ou entrevistas de emprego dentro do Metaverso, onde praticamente todo o processo seletivo acaba acontecendo via realidade aumentada.

A Samsung e a Hyundai são bons exemplos de companhias que mesmo antes do lançamento do Facebook e todo o buzz do assunto, já se valiam da estratégia de adotar realidade aumentada nos processos de recrutamento e seleção de novos profissionais.

E aí, qual o seu sentimento?

Você pode estar sentindo um certo fascínio, curiosidade e vontade de vivenciar tudo isso logo, ou quem sabe sentindo algum tipo de insegurança sobre o futuro do seu trabalho e da sua profissão. Todos esses sentimentos e outros são completamente normais e esperados, pois o Metaverso propõe mudanças significativas e pode representar ameaças às nossas necessidades básicas como segurança, estabilidade e pertencimento.

Por outro lado, os especialistas comentam que essa tecnologia visa recriar o ambiente presencial no digital e proporcionar uma experiência de maior proximidade relacional, na qual o trabalho virtual será menos solitário e com relacionamentos mais espontâneos e naturais.

Como o Metaverso irá impactar a aprendizagem corporativa?

Durante a pandemia vimos muitas empresas criarem seus estúdios para gravação de minivídeos, lives e afins. Atualmente, já temos algumas empresas criando espaços de aprendizagem imersivos, nos quais os participantes e instrutores interagem uns com os outros com os seus avatares, navegando em simuladores de desempenho hiper-realistas por meio de headsets de realidade virtual, telefones, iPads e PCs com RV (realidade virtual), onde eles aprendem uns com os outros em simulações práticas.

As farmacêuticas Pfizer, Novartis e Bristol Myers Squibb são algumas das empresas que estão usando essa tecnologia para praticar habilidades essenciais, voltadas a salvar vidas em laboratórios de realidade virtual seguros.

Além disso, os profissionais da área comercial terão a possibilidade de percorrer o universo digital e aprender sobre seus produtos, fazer simulações de controle de objeção, interagir com os clientes, treinar abordagens, compartilhar os benefícios dos produtos, apresentar soluções e recursos adicionais sem custos de deslocamento e de forma realista.

O uso crescente destas tecnologias vai exigir muita adaptação e resiliência dos profissionais e das empresas, além de demandar uma série de novos conhecimentos, habilidades, condutas e dinâmicas sociais nos próximos anos. E nós profissionais de T&D temos de estar na vanguarda desta nova maneira de aprender, trabalhar e interagir. A Cult já publicou as novas profissões que já estão surgindo e irão ganhar espaço com o Metaverso. https://cult.honeypot.io/reads/10-metaverse-jobs-that-will-exist-by-2030/

10 empregos que existirão até 2030 no Metaverso

  • Cientista de pesquisa do Metaverso
  • Estrategista de Metaverso
  • Desenvolvedor de ecossistemas
  • Gerente de segurança do Metaverso
  • Construtor de hardware do Metaverso
  • Storyteller do Metaverso
  • Construtor de mundos
  • Especialista em bloqueio de anúncios

O Facebook Brasil anunciou seis vagas para trabalhar com Metaverso, ou seja, essa profissão já é uma realidade.

Sobre Tatiany Melecchi

Tatiany Melecchi é mestre em Marketing pela Massey University, Nova Zelândia, a primeira brasileira certificada como Professional in Talent Development pela ATD (Association for Talent and Development) nos EUA, Coach ACC pela ICF pela International Coach Federation e Facilitadora Internacional Certificada pela LTEN (Life Sciences Trainers & Educators Network) nos EUA e facilitadora Internacional certificada em Neurociência da Gestão da Mudança pela 7th Mind, Inc nos EUA.