Investimentos em marketing de influência aumentam 171% em relação a 2024, aponta pesquisa

Relatório da CreatorIQ indica que 71% das organizações aumentaram seus investimentos em influenciadores ano a ano

The State of Creator Marketing Report 2025-2026 – CreatorIQ Investimentos em marketing de influência aumentam 171% em relação a 2024

A nova pesquisa da CreatorIQ revelou que os investimentos em marketing de influência aumentaram 171% em relação a 2024, confirmando que o setor entrou oficialmente na chamada “era da eficácia”. Segundo o estudo, que ouviu 1.723 marcas, agências e criadores em 17 indústrias e 9 regiões, 71% das organizações afirmaram ter aumentado seus investimentos em marketing de influência no último ano e, em grande parte, realocando verbas antes destinadas a publicidade digital tradicional. E a tendência é uma expansão ainda maior, já que 73% das empresas de médio porte e 85% das corporações afirmam que planejam aumentar seus aportes em marketing de influenciadores nos próximos cinco anos.

O levantamento mostra ainda que 64% dos profissionais do setor disseram que os aumentos de orçamento vieram de canais pagos ou digitais, reforçando a tendência de substituição de anúncios tradicionais por estratégias com influenciadores. Em média, as marcas investem US$ 2,9 milhões anuais em programas de criadores, enquanto as agências destinam US$ 4,4 milhões. Em empresas de grande porte, esse número sobe para entre US$ 5,6 e 8,1 milhões por ano.

The State of Creator Marketing Report 2025-2026 – CreatorIQ 73% das empresas de médio porte e 85% das corporações afirmam que planejam aumentar seus aportes em marketing de influenciadores nos próximos cinco anos.

Na avaliação de Fabio Gonçalves, diretor de talentos brasileiros e norte-americanos da Viral Nation e especialista em marketing de influência há mais de dez anos, o aumento expressivo dos investimentos tem relação direta com a maturidade do mercado e a comprovação de resultados mais sólidos.

“Estamos vivendo um momento em que o marketing de influência deixou de ser uma aposta experimental e passou a ser uma disciplina estratégica dentro das empresas. As marcas perceberam que, quando há alinhamento entre criador, público e mensagem, o retorno é mensurável e real. É por isso que vemos uma migração consistente de verba dos meios tradicionais para o Creator Marketing”, explica.

A pesquisa da CreatorIQ também reforça essa percepção: quase sete em cada dez marcas afirmaram que mais do que dobraram o ROI (Retorno sobre o investimento) de suas campanhas com criadores, com quase quatro em cada dez relatando um ROI mais que triplicado. As estratégias que mais impulsionaram retorno incluem impulsionamento de conteúdo de criadores (39%) e posts patrocinados com influenciadores (38%), enquanto o tradicional gifting/seeding caiu para 20%.

Outro ponto de destaque é a profissionalização do setor. Segundo o relatório, 59% das marcas de grande porte e 57% das marcas de médio porte já operam com estruturas centralizadas de influenciador, conhecidas como “Centros de Excelência”. Ainda de acordo com a CreatorIQ, as empresas líderes do setor dedicaram mais da metade (54%) de seus orçamentos de marketing para os influenciadores. Para Fabio, esses dados comprovam que o mercado de influência atingiu um novo patamar: o da eficiência e da responsabilidade estratégica.

The State of Creator Marketing Report 2025-2026 – CreatorIQ O levantamento mostra ainda que 64% dos profissionais do setor disseram que os aumentos de orçamento vieram de canais pagos ou digitais

“O setor entrou definitivamente na era da eficácia. Hoje, o sucesso não depende só de alcance ou estética: depende de performance, mensuração e relacionamento de longo prazo. As marcas estão mais exigentes, priorizando criadores que entendem de dados, conhecem seu público e sabem gerar conversão real. O influenciador não é mais apenas um canal de visibilidade — ele é parte da engrenagem de negócio”, explica.

Apesar da alta de investimentos, o especialista destaca que o momento exige preparo: “Os números mostram crescimento, mas também deixam claro que o mercado vai exigir cada vez mais profissionalismo. Criadores que não tiverem estrutura, estratégia e constância podem ficar para trás, porque as marcas estão investindo mais, mas também cobrando mais. É um amadurecimento natural do setor”, completa.

Divulgação
Fabio Gonçalves, diretor de talentos brasileiros e norte-americanos da Viral Nation

Nesse novo cenário, o papel das agências torna-se ainda mais essencial. Segundo Fabio, a Viral Nation, que é referência global em gestão e marketing de criadores, já vem se adaptando para atender a essa demanda crescente de forma estratégica e sustentável. “Na Viral Nation, trabalhamos para preparar os criadores para essa nova fase do mercado, em que resultado e autenticidade caminham juntos. Desenvolvemos o branding pessoal dos talentos, estruturamos oportunidades comerciais, oferecemos suporte de dados e performance, e ajudamos nossos creators a transformarem engajamento em negócio. Esse é o futuro do marketing de influência: um ecossistema sustentável, eficaz e profissionalizado, onde marcas, agências e criadores crescem juntos”.

A pesquisa completa pode ser acessada em: https://www.creatoriq.com/white-papers/state-of-creator-marketing-trends-2026.

Shopping Jardim Oriente Recebe Jornada Rosa no mês de conscientização do Outubro Rosa

No mês do Outubro Rosa o Shopping Jardim Oriente contará com o evento gratuito Jornada Rosa, uma iniciativa com a Casa Rosa Beleza do Bem (CRBB) em parceria com a loja Sumirê, de 1 a 12 de outubro, com ação de corte gratuito de cabelo e exposição de perucas no estande localizado no corredor da loja Sumirê e com palestras e workshops, entre eles de crochê, no auditório do Shopping Jardim Oriente, ao lado da administração do centro de compras.

Para as conversas participarão médicos, psicólogos e especialistas no combate ao câncer de mama. Haverá também venda de produtos do CRBB para a manutenção do projeto que ajuda centenas de mulheres da região e de outras localidades do Brasil com doação de perucas para mulheres em tratamento.

A programação conta também com sessão de fotos para mulheres que estão ou já passaram por tratamento oncológico.
“Toda a ação é para conscientização e ainda oferecer acolhimento e autoestima para mulheres em tratamento oncológico. E inclui também a parte de arrecadação para ajudar os projetos da Casa Rosa ao longo do ano”, comentou Maria Sandim, idealizadora da ONG Casa Rosa.

“O Shopping Jardim Oriente é um grande apoiador das iniciativas da Casa Rosa, que tem esse papel importante na sociedade que é ser uma fornecedora de perucas para mulheres em tratamento, trazendo a autoestima e o sorriso para as mulheres num momento tão importante na vida delas” comentou Glaucia Acciarito, gerente de marketing do Shopping Jardim Oriente.

Programação:

01/10 – quarta
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente à loja Sumirê)
● 15h: Roda de Acolhimento com Psicóloga Yohanna Cerqueira (auditório)
● 17h: Coffee Break de abertura para apoiadores e patrocinadores
02/10 – quinta
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente à loja Sumirê)
● 19h: Palestra com Sibele Santos – Grupo de apoio “Amigas do Peito” O câncer
na geração da cura: desafios à vencer e a coragem de aprender para viver.
(auditório)
03/10 – sexta
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente a loja Sumirê)
● 19h: Palestra “Navegação do paciente oncológico: uma jornada de
acolhimento e cuidado”, com as enfermeiras do COE, Marianne Lima e
Jéssica Andrade (auditório)
04/10 – sábado
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente a loja Sumirê)
● 14h: Workshop de Crochê – Moda e Renda para Mulheres em Tratamento Oncológico com Artesã Fátima Lima (auditório)
● 17h: Sessão de Fotos – (estande CRBB em frente a loja Sumirê) R$ 40,00 mulheres em tratamento oncológico ou que já passaram e R$ 80,00 público em geral
05/10 – domingo
● 14h às 20h: Corte Solidário (estande CRBB em frente à loja Sumirê)
06/10 – segunda
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente à loja Sumirê)
● 19h: Palestra com dra. Victória da Silva Barbosa- Médica Radio Oncologista
(auditório)
07/10 – terça
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente à loja Sumirê)
● 16h: Palestra “Direitos da Pessoa com Neoplasia” com a advogada Andrea
Fontoura, integrante da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB São
José dos Campos (auditório)
08/10 – quarta
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente à loja Sumirê)
● 19h: Palestra – Quando o câncer chega, a família se transforma junto, com
Psicóloga Yohanna Cerqueira (auditório)
09/10 – quinta
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente à loja Sumirê)
● 15h: Sessão de Fotos – (estande CRBB em frente à loja Sumirê), R$ 40,00 mulheres em tratamento oncológico ou que já passaram e R$ 80,00 público em geral
● 16h Palestra com Patrícia Gonçalves – CEO Redescobrindo Sabores –
Transformando a relação com a comida: inclusão alimentar e alimentação
consciente. (auditório)
● 19h: Palestra com Karolina Zanusso – Florescer em meio à tempestade: como
encarei o diagnóstico aos 27 anos. (auditório)
10/10 -sexta
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente a loja Sumirê)
● 18h30: Palestra com Dr. Túlio César – Médico Oncologista: Câncer de mama hoje: diagnóstico, tratamento e acolhimento. (auditório)
● 20h: Palestra com Dra. Ana Varolina Leite Hernandez – Médica Imunologista:
Vacinação no Câncer: mitos cuidados e benefícios.
11/10 – sábado
● 14h às 22h: Corte Solidário (estande CRBB em frente à loja Sumirê)
● 19h: Palestra com Dr. Belmiro Siqueira – Mastologista: Abordagem humanizada aliada à excelência técnica no diagnóstico de câncer de mama (auditório)
12/10 – domingo
● 14h às 20h: Corte Solidário (Estande CRBB)

Sobre a Casa Rosa

A ONG Casa Rosa tem a sede em São José dos Campos e foi fundada pela Beauty Artist, especializada em penteados Maria Sandim. A iniciativa começou depois que ela ajudou a cuidar de uma amiga e da própria filha que teve câncer. A ONG recebe doações de cabelos para a confecção de perucas que são doadas às mulheres. A Casa Rosa ao longo do ano, conta com cabeleireiros e maquiadores voluntários que ajudam na autoestima das mulheres, desde a primeira quimioterapia até o pós-tratamento. Em média, 300 mulheres por mês recebem lenços e perucas. Casa Rosa – Av. Rui Babosa,323. Centro. São José dos Campos.

Coluna “Discutindo a relação…”

Publicidade que fala com o Brasil real

Por Josué Brazil (com a colaboração maneira da IA)

Imagem gerada pela IA do Canva

A publicidade brasileira sempre teve um trunfo poderoso: a capacidade de conversar com o público de forma criativa, próxima e emocional. Mas, nos últimos anos, o desafio deixou de ser apenas criar boas histórias — e passou a ser contar histórias que representem de verdade quem somos. Em um país diverso como o nosso, com tantas vozes, rostos, sotaques e contextos, falar com o Brasil real é uma responsabilidade que as marcas não podem mais adiar.

De acordo com um levantamento da Kantar IBOPE Media (2024), 77% dos consumidores brasileiros afirmam que valorizam mais marcas que representam a diversidade do país em suas campanhas. E não é só uma questão de “bonito de ver”: 63% dos entrevistados disseram que se sentem mais propensos a consumir produtos de empresas que valorizam pluralidade e inclusão. A pesquisa mostra o que já se percebe nas ruas e nas redes — a audiência quer se enxergar nas mensagens publicitárias, e não apenas observar um ideal de consumo distante da própria realidade.

Por outro lado, esse movimento ainda caminha entre acertos e tropeços. O Relatório “Publicidade e Diversidade no Brasil”, do Instituto Locomotiva (2023), revelou que mais de 60% das pessoas negras sentem que raramente se veem representadas de maneira positiva nas propagandas. Isso mostra que, embora o discurso da diversidade tenha ganhado espaço, a prática ainda é limitada. Muitos anúncios acabam reproduzindo estereótipos, reforçando papéis sociais rígidos ou usando a inclusão como mero “acessório estético” — o que o público, cada vez mais atento, percebe rapidamente.

O crescimento do conteúdo local

Essa cobrança vem acompanhada de uma mudança cultural mais ampla: o crescimento da cultura de conteúdo local. Plataformas como TikTok, Instagram e Kwai têm mostrado o poder do que é regional, espontâneo e autêntico. Um levantamento da Nielsen Brasil (2024) aponta que vídeos com referências culturais locais — gírias, sotaques, tradições — têm até 35% mais engajamento do que conteúdos “neutros” ou genéricos. Ou seja, o público brasileiro quer ver o Brasil — em toda sua complexidade, alegria e contradições — sendo contado por quem vive essa realidade.

É aí que entra o papel estratégico das marcas e agências: mais do que “incluir”, é preciso pertencer. A publicidade do futuro — e já do presente — é aquela que entende que representatividade não é moda, mas espelho. Marcas que falam com empatia, autenticidade e respeito conquistam algo que vai além do clique ou da venda: conquistam relevância.

Olhar, escutar e traduzir

Em tempos de algoritmos, automação e inteligência artificial, é curioso perceber que o maior diferencial competitivo das marcas talvez continue sendo humano: a capacidade de olhar, escutar e traduzir as vozes do seu tempo. No fim das contas, é sobre isso que se trata a relação entre publicidade e sociedade — sobre quem escolhe falar, quem é ouvido e quem, finalmente, se vê.

MDX vive momento de reposicionamento

O Publicitando entrevistou Gustavo Gobbato,Fundador e Membro do Conselho na MIDAX Holding, para conversar sobre o novo momento do braço de marketing e comunicação da holding sediada em SJCampos.

1 – Explique inicialmente como surgiu o conceito de uma holding que une tecnologia e marketing

A ideia nasceu da prática na verdade, com um projeto para mensuração em pontos de venda usando reconhecimento facial, há quase 10 anos, quando ninguém falava nisso.

A nossa holding, a Midax, nasceu com esse propósito de gerar negócios ao integrar mundos que, por muito tempo, foram tratados de forma separada, tecnologia e marketing. Vistos muitas vezes como caminhos paralelos, quando na verdade deveriam caminhar juntos: tecnologia de um lado sem estratégia de marca vira ferramenta fria; marketing sem tecnologia acaba perdendo consistência e escala. A MDX é a vertical de marketing desse ecossistema, criada para transformar o invisível em valor real para as marcas, unindo especialidades e mostrando que quando se encontram, o resultado é muito poderoso.

2 – Agora vocês estão buscando um reposicionamento, uma nova organização estrutural da holding na parte de marketing e comunicação. O que motivou a mudança?

Todo o mercado está passando por um período de reflexão e reestruturação. Quem não está fazendo isso, deixará de existir. Marketing, em especial. Hoje, não basta entregar campanhas ou ter uma postura de perguntar ao cliente o que ele quer receber.

Para ser sincero, de um lado, você tem empresários mais exigentes, e, do outro, alguns que não sabem o que responder no meio do caos. Mas todos querem clareza, confiança e resultado real. Estão cansados de promessas vazias e é preciso garantir estratégia, previsibilidade e impacto.

Nosso reposicionamento vem da necessidade de oferecer mais simplicidade e objetividade. O mercado quer menos “rodeios”, quer um marketing de confiança, sustentado por números, inteligência e experiência comprovada. Estamos estruturando a MDX com núcleos especializados (marca, digital, tech, serviços e ecossistema), que dialogam entre si mas mantêm profundidade em cada área. O objetivo é claro: sair da lógica generalista, que gera pouco resultado, e assumir a responsabilidade de entregar marketing exclusivo, sob medida e com metodologia validada por dados e inteligência artificial.

3 – A holding é do Vale do Paraíba, mas seus negócios, principalmente em marketing e comunicação, ultrapassam essas fronteiras. Fale um pouco sobre isso.

O Vale do Paraíba é a nossa origem, mas nunca foi nossa fronteira. Desde o começo, nossa visão sempre foi maior que a geografia. Com conhecimento especializado e inteligência de mercado, a MDX busca atender empresas que querem crescer, estejam elas aqui ou em qualquer outro lugar. Isso nos permite tropicalizar produtos estrangeiros, abrir canais de vendas, reposicionar marcas e escalar negócios em diferentes regiões. Já ajudamos marcas a nascer, a se reposicionar e até a se internacionalizar. Temos cases com multinacionais, indústrias, varejo e serviços em diversas regiões. Acreditamos sim que o Vale é um hub em ascensão, mas o que nos move não é o CEP do cliente, mas o desafio que ele traz.

4 – Vocês farão parte da programação do Espaço Publicitando no Fest’up Vale 2025. Fale um pouco sobre essa participação.

Estar no Fest’up Vale 2025 é uma oportunidade de reforçar nossa identidade como protagonistas do marketing e da comunicação no interior paulista, com uma visão nacional. Tem muita gente que faz o básico, mas para gerar valor real, o ar é rarefeito.

O Espaço Publicitando vai ser um palco para compartilhar como aplicar nosso compromisso de transformar o invisível em valor, em projetos reais de branding, digital e tecnologia.

Quando a gente coloca o tema “iagora: qual a visão de presente e futuro do marketing?”, é para tocar na ferida de muito guru por aí que promete demais e faz de menos. É para trazer reflexões de que para construir resultados que são sustentáveis, é preciso alinhar inteligência de mercado, BI, dados e cultura de marca. Dá muito mais trabalho do que nos tempos da publicidade clássica. São cenários muito mais complexos que não dá pra nem chamar mais de agência.

O reposicionamento para a MDX nasceu desse olhar. Mais do que falar de tendências, vamos mostrar caminhos práticos para empresários, profissionais e estudantes entenderem que marketing é na essência um investimento estratégico.