A popularização da palavra ‘design’ mostra hoje, mais do que nunca, o quanto é notória a sua importância, ocupando uma posição de destaque nas redes sociais.
As imagens mexem com o público, afinal, transmitem ideais, conceitos e até a história da empresa/negócio e, muitas vezes, mais rápido que um texto.
Centenas de novas publicações são criadas diariamente na tentativa de ocupar um lugar ao sol no meio de inúmeras opções nas redes sociais, como Instagram e Facebook. E esse é o desafio diário do designer gráfico, que trabalha para se diferenciar e estimular o público a ir em frente com a leitura.
Na verdade, é um trabalho em conjunto com o Marketing de Conteúdo: passar para o leitor, em forma de imagem, o que o texto quer dizer.
Sem dúvida alguma, o design é uma das principais ferramentas para mostrar a autenticidade da sua marca e o que ela quer transmitir.
Às vezes, você pode gerar um conteúdo rico e completo, mas que não tem o engajamento necessário ou desejado porque o post não está atraente. E sim, faz toda a diferença quando estamos frente a frente com a tela, independente do assunto e da rede social escolhida.
Sem falar que uma boa imagem junto ao conteúdo transmite profissionalismo, interatividade e apelo visual.
Porém, após ler esse artigo, não vale sair colocando qualquer imagem ou ilustração em suas publicações. Cuidado com o amadorismo porque ele pode acabar com sua credibilidade e reputação.
Um bom design não precisa e não pode ser complicado. As pessoas têm pressa e o mercado digital pede agilidade.
Além de uma imagem de qualidade, é preciso ser objetivo e estar atento aos tamanhos e dimensões que cada meio digital pede. Uma boa dica é padronizar os modelos para os diferentes tipos de conteúdo que será trabalhado. Isso ajuda o seu público a encontrar facilmente aquilo que deseja no meio das suas publicações.
Lembre-se, uma imagem ou uma ilustração vale mais que mil palavras, já dizia o velho ditado.
Saiba as principais tendências de marketing para 2021 e esteja à frente do seu concorrente
por Henrique Mendoza*
Com todo o caos criado ou não em 2020, o mercado digital sofreu profundas transformações ganhando novos rostos, nichos, produtos e mercados antes relutantes para se render ao digital, mas que então, enxergavam nele a única saída para subsistir ao período de isolamento.
A explosão de novos e-commerces que o digam! Através de uma pesquisa da Ebit/Nielsen, feita em parceria com a Elo, obtivemos dados importantes. Descobriu-se que o faturamento com as vendas online subiu 47% nos primeiros seis meses do ano, totalizando 38,8 bilhões de reais apenas em e-commerces. A projeção pré pandemia era que o setor crescesse 18% em 2020 e em março, segundo dados da ABComm, estima-se que surgiram 80 mil novas lojas virtuais.
Henrique Mendoza
Mas não são apenas as lojas que se renderam ao digital. Negócios locais, prestadores de serviços, profissionais liberais, também migraram suas operações para o digital, investindo em tráfego pago, estratégias de marketing e apostando em redes sociais. Em 2021 a previsão é de que o cenário reverbere ainda mais, mesmo com a possibilidade de uma vacina eficaz o suficiente para conter a segunda onda da covid19, diz Henrique Mendoza – Publicitário, Gestor de Marketing especialista em tráfego pago, que a seguir, apresenta algumas tendências que dominarão 2021.
Home office : Ele já é um velho conhecido, mas muitos negócios ainda relutavam para aderir ao modelo. O que era um tabu, parece que veio para ficar. Agora, pós pandemia, muitos mercados, até mesmo os tradicionais, viram o quanto pode ser vantajoso manter o funcionário em casa, sempre em comunicação com a empresa. Isso faz com que os custos diminuam e o período passado antes no trânsito, seja aproveitado para performar mais e focar em resultados, além do mais, isso diminui a estrutura física da empresa, cortando custos que podem ser repassados para o setor de departamento pessoal ou marketing da empresa.
Investimento em publicidade: Como as pessoas passaram um longo período em casa, o consumo aumentou e a quantidade de propagandas também, levando com que empresas reforcem seu time de marketing para obter a melhor performance, ou seja, aparecer para o seu cliente, estar mais perto, fazer com que ele consuma ainda mais. Porém, os desafios são muitos. Aqui, dentre milhares de anúncios pagos diariamente, fazer com que o cliente enquanto navega em suas redes sociais pare para te ouvir, é um desses grandes desafios.
SEO para Negócios Locais: Além da considerável demanda de anúncios, muitas empresas estão buscando cada vez mais se posicionar na primeira página de buscadores como Google, Bing e o próprio Yahoo, porque 60% do público costuma pular anúncios e buscar empresas que estão entre os 3 primeiros resultados da primeira página nos resultados orgânicos. Então, se você é uma empresa local e ainda não está focado nisso, essa será uma tendência a se fortalecer ainda mais em 2021.
O ano da ascensão da Inteligência Artificial: Com o fluxo de informações a que estamos expostos diariamente nas redes sociais, na faculdade, mesmo nas EaD, nos motores de busca e a quantidade de processos feitos em marketing digital, tornou-se imprescindível o uso de ferramentas de gestão que ajudem a criar um fluxo de dados, interagir com seguidores nas redes, como é o caso dos chatbots, que estarão em alta e grande evidência em 2021. Os softwares de automação de processos, de criação de relatórios, processos de compras, criação de conteúdo e muitas outras opções que temos ao utilizar inteligência artificial, são inúmeras, e isso se tornará ainda mais forte em 2021. Fique ligado!
*Henrique Mendoza – Publicitário, Gestor de Marketing especialista em tráfego pago
https://henriquemendoza.com/ Instagram: @ocaradoadwords
Bom, mas tudo bem, porque antes disso eu queria ser centroavante da seleção brasileira de futebol ou piloto de caças…
Fui estudar num colégio técnico de mecânica e eletrônica por motivos que até hoje não compreendo totalmente. Saí de lá porque sofria muito e porque uma professora de língua portuguesa ao avaliar uma redação minha perguntou: o que você tá fazendo aqui???
Ela tinha razão. Eu tinha que ir pra comunicação. Tinha que ir para o jornalismo.
Os meus pais procuraram uma escola de nível médio para eu estudar no ano seguinte. Sim, perdi um ano do ensino médio por conta da tal escola técnica. Voltando a busca pela escola: encontraram uma que tinha o curso técnico de desenho publicitário. Com o pouco discernimento de um moleque de 16 anos pensei: é o mais próximo possível do que eu quero. E fui!
Dei de cara com a propaganda e foi paixão a primeira vista. A paixão virou algo maior: amor. Não era um caso, um lance fortuito. Era casamento, compromisso.
Terminei o ensino médio e fui estudar publicidade e propaganda na Unitau. O fascínio por aquele universo só aumentou. Abri uma agência de propaganda. Fechei. Abri uma segunda. Entre uma e outra comecei a dar aulas de propaganda no colégio em que me formei. Depois fui dar aulas na universidade. Dei aulas em três: Unitau (onde estou até hoje), na Universidade Braz Cubas e na Faculdade Cásper Líbero.
Era incrível! Falava horas e horas sobre propaganda e ainda me pagavam por isso… Demais!!!
Fiz incontáveis e bons amigos! A propaganda me deu quase tudo que tenho e sou. Por isso, além de eterno apaixonado, sou enormemente grato.
Hoje é dia de lembrar e declarar em alto e bom som, imagem, texto e tudo mais o meu amor por esta profissão, por esta indústria, por esta atividade.
A Neurociência passou a dar enfoque as pesquisas que se dedicavam ao estudo do impacto das ações humanas na mente dos consumidores, dando origem ao neuromarketing. A palavra foi citada, pela primeira vez, por Alex Smidts, professor de pesquisa de marketing da Erasmus University Rotterdam, no ano de 2002.
Esse novo campo de estudo é um verdadeiro divisor de águas, reforçando o papel relevante da ciência como método instrutivo para se compreender o comportamento do consumidor.
Tatiana Lacaz
No cérebro as principais descobertas acontecem quando ele é estimulado, diferentes áreas cerebrais são ativadas quando lemos alguma palavra ou a falamos, o tom da voz também determina os nossos sentimentos, como: alegria, entusiasmo, tristeza, irritabilidade, etc.
De acordo com a evolução, o cérebro humano é dividido em três partes. A camada mais profunda, responsável pelas ações de sobrevivência e atos sexuais, é chamada de cérebro reptiliano ou primitivo. É justamente nessa área que as decisões são tomadas. É no cérebro reptiliano que define as ações e reações, inclusive a decisão de compra.
A segunda camada, conhecida por sistema límbico, tem o papel de processas as emoções e os estados de espírito no inconsciente, é nele que as emoções sentidas são transmitidas ao cérebro reptiliano, podendo ser uma sensação positiva ou negativa, preparando-se para uma futura decisão.
A última camada, intitulada córtex ou neocórtex, é responsável pelas atividades cognitivas, tais como a memória, o pensamento, a linguagem e o julgamento. É nessa região cerebral que acontece o ato de pensar, é o local propício onde todos os dados são realmente processados.
Quando o consumidor pensa mais de uma vez antes de efetivar a compra de um produto, o córtex entra em ação para pensar nos prós e contras de se adquirir um item, fazendo-o questionar se realmente vale a pena adquiri-lo.
O sistema límbico cumpre o papel de reconhecer as emoções sentidas e repassá-la ao cérebro reptiliano.
As emoções influenciam diretamente na decisão final do consumidor, por isso possui tanta relevância, mas cuidado, se somente essa região estiver no processo, a decisão não ocorrerá rapidamente.
O correto é que a mensagem publicitária atinja diretamente o cérebro do target, porque é exatamente nessa região que acontecem as tomadas de decisões dos consumidores.
Um dos segredos revelados pelo neuromarketing, é que para conquistar um considerado número nas vendas é preciso mostrar ao consumidor, na prática, o produto sendo utilizado por alguém ou o serviço sendo testado. Esse exemplo é seguido de maneira espontânea, pelo cérebro que o vê. A resposta é simples, os chamados neurônios-espelho entram em ação e adotam o ponto de vista de uma outra pessoa.
Os marcadores somáticos também são outra descoberta do neuromarketing. Além de experimentar os produtos, os consumidores também valorizam um atendimento de qualidade e julgam suas decisões como ótimas compras, experiências também são geradas através da logomarca que remete sentimentos e experiências vivenciadas, armazenadas em seu subconsciente
Image by John Hain from Pixabay
Uma das marcas mais famosas de produtos alimentícios do Brasil, denominada como Forno de Minas, traz em sua história as delícias e os sabores marcantes do estado de Minas Gerais, ela ativa os marcadores somáticos dos consumidores, que recordam o modo como os mineiros fabricam as guloseimas caseiras, sendo essas os doces em compota, doce de leite e o tradicionalíssimo pão de queijo.
Há mais de 20 anos no mercado, a Forno de Minas se destacou ao trazer uma receita de pão de queijo, do noroeste mineiro, tornando-se referência na gastronomia e na qualidade do produto, sendo uma das delícias mineiras de maior sucesso em todo o país.
Além da qualidade já citada anteriormente, o foco das novas peças publicitárias da marca é a praticidade de se ter os pães de queijo sempre prontinhos, quentinhos e em qualquer hora do dia, desenvolvendo o marcador somático na mente do consumidor que já memorizou o sabor, o aroma e a sensação prazerosa de experimentar os produtos.
Outro fator decisivo para alcançar a tão sonhada fidelização do consumidor, é o marketing sensorial.
Para isso, é necessário criar mensagens que traduzem fielmente a usabilidade do produto ou do serviço, seus benefícios, as vantagens em relação a concorrência e a importância de se adicionar o que foi oferecido no dia a dia, a fim de superar as expectativas do seu target.
Um exemplo de marketing sensorial são as peças publicitárias que precisam apresentar um novo sabor de pão de queijo da marca Forno de Minas, já citada anteriormente.
É bem provável que alguém saboreará a nova guloseima, caso o anúncio contenha só o texto, a redação tem o papel fundamental de descrever a sensação irresistível de saborear o pão de queijo.
A imagem ou até mesmo a descrição minuciosa dessa cena, ativa os marcadores somáticos, que trazem a memória o sabor e o aroma do pão de queijo em si, além de evidenciar a estratégia dos neurônios-espelho, mostrando a vontade do consumidor em estar no lugar da pessoa representada na propaganda. Em uma única peça, consegue-se ativar a visão, o olfato e o paladar do target.
É importante sempre trabalhar os cinco sentidos para despertar o desejo no consumidor, principalmente a visão. ‘’A verdadeira vitrine de seus produtos são os olhos de seu público-alvo.’’
Procure sempre colocar o seu principal objeto de interesse no topo do anúncio, isso fará com que o seu comprador decida mais rápido efetuar a compra.
*Tatiana Lacaz
Graduanda em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda no Centro Universitário Teresa D’Ávila
Redatora na PsPonto – Agência de Comunicação e Marketing