Relatório de visão das redes sociais na América Latina aponta que credibilidade cultural e transparência são essenciais para os consumidores da GenZ

Estudo feito pela Labelium, consultoria de performance digital, ressalta comportamento dos clientes na região e o desempenho das mídias sociais

Imagem de Gerd Altmann do Pixabay

A próxima geração de consumidores de luxo busca credibilidade cultural e criação de comunidades online, visto que estes movimentos estão em ascensão, principalmente no TikTok. Atualmente, as dicas de cultura vão além da qualidade do produto e estão diretamente atreladas a como a marca se posiciona em seus conteúdos de mídias. Portanto, é um quesito fundamental para atrair novos consumidores. As informações foram extraídas do estudo “Visão das redes sociais: setor de luxo na América Latina”, promovido pela Labelium, consultoria de performance digital focada em empresas de moda, beleza, turismo e luxo.

“Não podemos deixar de fora a colaboração e a participação que marcam a GenZ – a troca cultural acontece quando as marcas se conectam com as vozes reconhecidas por essa geração e o luxo, por si, é um setor que tem a ver com tradição e história, no entanto, a participação é fundamental para impulsionar o envolvimento destes novos consumidores. Usar uma marca é usar uma causa.”, detalha Gustavo Franco, Country Manager da Labelium.

Para as marcas, a atenção do consumidor é um dos recursos mais importantes disponíveis nas redes sociais. Ao mesmo tempo, torna-se cada vez mais difícil para as marcas criarem disponibilidade mental nos clientes. Nessa linha, o TikTok se mostra como detentor do maior engajamento de todas as redes sociais, isso indica que os criadores de conteúdo são importantes, principalmente com comunicações descentralizadas e co-criação com os consumidores.

Outros valores importantes são a autenticidade e a transparência. A credibilidade nas mídias é fator fundamental ao redor do mundo. Em países com cenários políticos mais complexos, por exemplo, existe uma maior dificuldade em alcançar a atenção do consumidor. Criadores, storytelling e conexões profundas podem ajudar as marcas a obterem sucesso. E, por último, quanto mais curto o conteúdo, melhor. Com as pessoas cada vez mais sobrecarregadas com vídeos, textos e anúncios, qualidade também significa ter um material rápido e direto.

O novo papel das agências de comunicação social

O relatório da Labelium ainda traz uma reflexão sobre o novo papel das agências de comunicação: anteriormente a estratégia e o tático eram misturados tendo em vista as necessidades de negócios, de marketing e de mídia com o intuito de melhorar o desempenho das empresas por meio de gerenciamento ativo, recomendações táticas e conhecimento especializado de canais. Hoje, a estratégia é separada do tático, porém ainda respeitando os pontos de negócios, marketing e mídia, porém com o objetivo de entender os motivadores de negócios, os insights de cada categoria e os propósitos de marketing para fornecer informações precisas para mídias sociais orientadas por IA.

Desempenho das redes sociais

O estudo ainda aponta que mais usuários da internet usam as redes sociais na região da América Latina do que em qualquer outro lugar do mundo. O relatório também indica que, principalmente em países como Brasil e Colômbia, as plataformas sociais representam a maior parte do mix de anúncios digitais.

Dados de 2023 da empresa de pesquisa de mercado e-marketer apontam dados semelhantes: a mídia social está florescendo na América Latina: quase 400 milhões de pessoas usarão redes sociais na região até o final de 2023, isso representa 59,0% da população total da região.

Quanto às redes sociais, o Facebook continua sendo a plataforma líder, por enquanto. Em 2023, a base de usuários na América Latina será 1,4 vezes maior que a do Instagram e mais que o dobro da do TikTok. Porém, a estimativa é que o Instagram ultrapassará o Facebook no Brasil, seu maior mercado na América Latina, em 2025. E, em 2023, a taxa de penetração do Facebook entre os utilizadores de redes sociais cairá para 85,3% – o nível mais baixo desde 2012.

Já o Twitter, entre 2022 e 2024, perderá 5,4 milhões de usuários na América Latina. Plataformas como o aplicativo de mídia social indiano Koo são as que mais se beneficiam à medida que os usuários procuram alternativas ao Twitter. O TikTok, por sua vez, será a rede social que mais crescerá até o final deste ano, apesar da desaceleração do crescimento frente à concorrência regional com o Instagram e no Brasil com o Kwai.

Tendência nova no mercado das redes, o threads mobilizou 101 milhões de usuários em apenas 5 dias. “Para as marcas, é aconselhável ter uma presença orgânica na rede para testar as novidades e entender o que os usuários buscam neste canal.”, finaliza Franco.

Sobre a Labelium:

A Labelium é um ecossistema de soluções para performance digital especializada em gerar receita e valor para empresas no setor de beleza e luxo, principalmente. A companhia de origem francesa tem atuação em 23 países por meio de 15 empresas que oferecem consultoria de campanhas no ambiente on-line. Ao adotar valores como transparência, sustentabilidade e governança, a empresa se destaca por oferecer uma rede colaborativa que atua como parceiro estratégico e operacional para seus clientes a nível global. A Labelium aposta na utilização de inteligência artificial para melhoria de determinação de público-alvo e personas e previsibilidade de vendas nas empresas. Além disso, também é realizado um estudo da maturidade dos diferentes canais onde estão presentes os clientes das companhias. Nomes como Dior, Shopluxo, Kenzo, Lacoste, Arbonne e MSC Cruzeiros são clientes da Labelium no Brasil.

Vaga para analista de marketing em shopping

Shopping Jardim Oriente contrata

O Shopping Jardim Oriente, localizado em SJCampos, está em busca de um analista de marketing para compor seu time.

Veja tudo sobre a vaga na arte abaixo.

Gad Insights 2023 apresenta 10 reflexões sobre os desafios das marcas em um cenário de intensa transformação tecnológica

Estudo do Gad chega à quarta edição e mapeia os caminhos que orientam a tomada de decisão sobre marcas e experiências

Barbie brands. A tecno-lógica das marcas. Conexões humanas ou artificiais? Estes e outros temas apresentados no Gad Insights 2023 indicam como as empresas devem se comportar ou se orientar em um futuro não muito distante, ou ainda, na atualidade.

Intitulado “Marcas Inteligentes – Bem-vindo à revolução da experiência”, o estudo desenvolvido pela consultoria de marca e experiência Gad, que chega à sua 4ª edição, é resultado de um trabalho que mapeou, ao longo dos últimos 6 meses, o comportamento de diversas marcas nacionais e internacionais, visando apoiar empresas e gestores em suas tomadas de decisão.

O Gad Insights, desde sua primeira edição, em 2020, tem apresentado importantes reflexões e recomendações preliminares para o mercado. Nos últimos quatro anos, serviu de bússola para apontar as constantes transformações sociais, econômicas, tecnológicas e humanas, e as rápidas mudanças de rota em diversos segmentos.

Desde o conceito do “novo normal”, aflorado durante a pandemia da Covid-19, com seus desafios e oportunidades; passando pela consistência, coerência e consciência como paradigma na gestão das marcas, em 2021; até chegar a um novo Zeitgeist (espírito da época), no estudo de 2022, embasado na polarização, no storydoing e na reputação das marcas, o relatório tem apresentado, ao longo das últimas edições, novos conceitos e cases globais que exemplificam cada insight.

Nessa 4ª edição do Gad Insights, o time de estratégia da consultoria investigou como o advento tecnológico tem revolucionado o universo das marcas e a maneira como elas buscam se relacionar com seus públicos, clientes e consumidores.

Sob esse contexto, como construir jornadas da marca à experiência, capazes de responder plenamente a um público hoje hiper midiático, multicanal e permanentemente conectado?

O novo relatório aponta para uma nova relação entre as pessoas, empresas, produtos e serviços, onde a inteligência artificial, a IoT (Internet das Coisas), a Realidade Virtual, as biotecnologias, o 5G, entre outras tecnologias, vêm se tornando ferramentas decisivas no aprimoramento ou mesmo na redefinição das experiências que vivenciamos. Nesse novo contexto, as marcas são inevitavelmente tecnológicas e ao mesmo tempo, “humanas”. Não há contradição aqui, mas sim, convergência. Esse ponto, por exemplo, é aprofundado no capítulo “Conexões humanas ou artificiais?”.

Já o capítulo “A tecno-lógica das marcas” discute como a tecnologia vem redefinindo o discurso, as entregas e as experiências de marcas que não são nativas digitais e atuam em segmentos variados, como o da moda, de bens de consumo e o da saúde – e até que ponto as ferramentas tecnológicas podem ser um pilar de diferenciação de uma marca.

Por fim, o tópico “Barbie Brands” aponta que em um mundo de mudanças aceleradas, com novos ideais e mentalidades nascendo a todo momento, as marcas inteligentes conseguem se questionar sobre a necessidade de uma nova visão de mundo ou até uma transformação da marca e do próprio negócio, assumindo eventuais inadequações para iniciarem um novo ciclo a partir daí. Muito parecido com o movimento da Barbie e sua empresa-mãe Mattel, que começou a produzir novas linhas de produtos mais inclusivos nas últimas décadas, culminando no lançamento do filme, em 2023, que selou a transformação da boneca.

“Nesse ambiente integrado, as marcas precisam ser inteligentes, de fato. Saber fazer e refazer as perguntas certas para (re)definirem suas abordagens e produzirem experiências impactantes, que revolucionam, enfim, a sua construção de valor e transformam positivamente o negócio”, destaca André Chuí, Partner e Head de Estratégia do Gad.

A seguir, confira os títulos dos insights que ilustram esse conteúdo. O material completo está disponível no site do Gad

  1. Conexões humanas ou artificiais?
  2. Ultra experiências
  3. Brand Insperience
  4. A tecno-lógica das marcas
  5. O risco da incoerência
  6. Escuta ativa
  7. Confiança antes de tudo
  8. Influência virtual, mas não artificial.
  9. Uma por todas, todas por uma
  10. Barbie brands

Fonte: Assessoria de Imprensa – Andrea Martins

Pesquisa revela o perfil dos influenciadores brasileiros

Dados da Influency.me destacam que 96% dos influenciadores produzem conteúdo para o Instagram. Ainda, 37% atuam profissionalmente apenas como influenciadores

Pesquisa realizada pela Influency.me, empresa de marketing de influência brasileira com mais de 1 milhão de perfis de influenciadores cadastrados em sua plataforma, revela as principais características do influenciador brasileiro.

Foto de Diggity Marketing na Unsplash

O diagnóstico aponta que 96% das ativações com influenciadores são realizadas com influenciadores que atuam no Instagram. “O Instagram acaba sendo uma rede coringa, utilizada em basicamente todas as ações. O TikTok ainda é uma rede nova, e mostra um alto crescimento de adesão das marcas em relação aos anos anteriores. Já as outras redes possuem particularidades: a publicidade no Youtube costuma ser mais cara; no Linkedin, mais profissional; na Twitch, mais voltada para games”, explica Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me.

Influência no Instagram

De acordo com a plataforma Influency.me, a rede social preferida pelas marcas é o Instagram, que também concentra influenciadores de todos os segmentos. A pesquisa revela o perfil mais frequente desses profissionais:

  • 57% dos influenciadores no Instagram são mulheres;
  • 50% dos influenciadores do Brasil residem nos estados do Sudeste;
  • 62% têm idade entre 25 e 34 anos;

Influenciadoras com idade entre 25 e 34 estão em maior número em todos os tamanhos de perfil (micro, meso, macro, mega e celebridade).

“A maior parte dos creators são mulheres, moram no Sudeste e têm entre 24 e 34 anos. Porém, na entrega do conteúdo, muitos desses influenciadores alcançam outras regiões do país e até brasileiros no exterior. Por isso, é essencial valorizar a diversidade de perfis na hora de escolher influenciadores para uma campanha”, acrescenta o CEO.

Influenciadores no Norte e Nordeste

Já nas regiões Norte e Nordeste, também predominam influenciadoras mulheres. A produção de conteúdo de parte desses profissionais é focada na divulgação da cultura local, abarcando receitas, tradições e festas regionais.

“É importante destacar a variedade da produção cultural nas regiões Norte e Nordeste do País. Diversos influenciadores têm como foco a difusão cultural, o que agrega muito no reconhecimento e engajamento do público. Na hora de fazer uma publi, esses influenciadores já têm uma linguagem e tom de voz definidos, que geram proximidade com que os acompanha”, acrescenta Azevedo, CEO da Influency.me.

Recorte do número de seguidores dos influenciadores

O levantamento também destaca que predominam influenciadores com quantidade de seguidores entre 10 mil e 50 mil, conforme os dados abaixo.

  • 33% dos influenciadores têm de 2 mil a 10 mil seguidores
  • 40% dos influenciadores têm de 10 mil a 50 mil seguidores
  • 10% dos influenciadores têm de 50 mil a 100 mil seguidores
  • 14% dos influenciadores têm de 100 mil a 500 mil seguidores
  • 3% mais de 500 mil seguidores

“Com metade da quantidade de seguidores, o meso influenciador é aquele que tem entre 10 mil e 100 mil pessoas em suas plataformas. São considerados intermediários em termos de audiência e costumam ter público diverso e engajado, podendo pertencer a um nicho específico. Além disso, podem ser uma opção mais acessível na hora das marcas contratarem”, finaliza Azevedo, CEO da Influency.me

Fonte: Trama Comunicação – Flávia Salmázio