Tenho ouvido, assistido e lido muita coisa sobre comunicação e marketing neste período difícil de isolamento social e luta contra a pandemia de Covid 19.
É muito conteúdo bom. Lives, podcasts, webinares, artigos e textos. Separei algumas coisas que estão aparecendo com constância e com as quais concordo.
1 – Posicionamento e/ou propósito – empresas e marcas que já tinham um propósito claro e bem definido e que o praticavam, estão em posição de vantagem. Quem adaptou ou reposicionou seu posicionamento/propósito mantendo-o verdadeiro e válido para o cenário de crise também saiu na frente e colhe e colherá frutos.
2 – Digitalização – quem já estava com os dois pés fincados no mundo digital enfrentou um pouco menos de dificuldades. Quem estava em processo de transformação digital e conseguiu acelerar de modo minimamente organizado também;
3 – Empatia – esse parece ser o item fundamental e definitivo desta crise. Praticar empatia pra valer, de verdade. Entender que na outra ponta há pessoas. Entender suas necessidades e aflições. Apoiar. Explicar. Colaborar.
4 – Customização –de tudo: serviços, produtos, distribuição, embalagem, atendimento, marketing e comunicação. Entender para atender. Dados aqui são importantes. Muito importantes. O consumidor seguirá sendo exigente depois da crise. Ele vai entender que as marcas podem e devem fazer mais.
5 – Verdade, transparência, ética – precisa mesmo explicar? Discurso falso ou atitudes contraditórias levam e levarão à rejeição.
Muitas outras coisas importantes e interessantes têm sido colocadas e discutidas. Essas, na minha modesta opinião são aquelas que se destacam. O fato é que o momento é de um repensar constante apoiado numa contínua análise de como as coisas estão se desenrolando. É um intensivão de compreensão do cenário VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade) no qual o mundo já estava inserido.
O novo normal corporativo e o investimento em comunicação assertiva
*por Vera Moreira
Somos agentes de uma mudança histórica na jornada humana. Estamos vivendo a disrupção econômica, social, digital e pessoal.
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Um analista de comunicação ilustra muito bem o atual momento: “Estamos numa tempestade em barcos diferentes. Não interessa se está num bote ou num iate porque todos precisamos nos salvar”. É isso!! A pandemia fechou os países e vai mudar a economia e a sociedade.
Você já sacou que não existe mais “voltar ao normal”? Não existe mais a rotina antes do lockdown. Não iremos voltar ao escritório, abraçar nossos amigos, apertar a mão do cliente ou fazer longas reuniões. O novo normal é assegurar a integridade de seus colaboradores, promover reuniões em aplicativos eficazes, implantar home office ou teletrabalho, mudar as métricas de produtividade, mudar o layout dos escritórios e adotar um protocolo que garanta saúde e bem estar na empresa, no deslocamento, nos intervalos e no atendimento eficaz ao cliente.
A comunicação nunca foi tão importante para a retomada dos negócios. Quebrar paradigmas de marketing e da equipe de vendas. A ordem é ser transparente, fazer as alterações com leveza, estratégia de sustentabilidade da cadeia e informar com qualidade e assertividade.
A digitalização não inclui a inteligência e a flexibilidade diante da nova realidade da economia, dos serviços e da demanda do cliente/consumidor. As habilidades para manter o cliente e expandir os negócios estão alicerçados em empatia, eficácia e qualidade.
Não sabemos o tempo necessário para manter nossa saúde e evitar mortes, mas vamos sobreviver com novas estratégias e o olhar mais holístico sobre os desafios que a pandemia nos impôs. E essa mudança tem que ser encarada como oportunidade de melhorar.
Como você quer ser lembrado nessa crise?
Empresários, profissionais liberais, entidades representativas, executivos, atletas, artistas, educadores, cientistas e empreendedores estão inovando e repensando formas sustentáveis de manter sua expertise e construir um “novo normal”.
Marcas e empresas devem valorizar o que podem solucionar, apresentar uma identidade e “vender” sua imagem com comunicação integrada e que atinja os objetivos em cada público de atuação.
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A comunicação é decisiva nesse momento para ser relevante e impactar seu cliente. Ser inovador e valorizar a carga de experiência que conquistou, mas ser humilde para aprender e entender esse novo momento da jornada da humanidade.
A nova sociedade quer uma vida melhor, mais saudável, mais sustentável e mais honesta.
Mude, conecte-se e mantenha conexões com essa nova realidade.
A comunicação é o investimento prioritário no novo modelo de negócios. Esteja atento a esse movimento.
*Vera Moreira é jornalista, especialista em comunicação corporativa integrada, fundadora da Vera Moreira Comunicação e empreendedora da startup Organics News Brasil.
Hoje, 27 de abril, é comemorado o Dia Mundial do Designer Gráfico. E, para marcar a data, Pâmela Rosa, sócia da Batuca – agência gaúcha de publicidade com sete anos de expertise no mercado nacional – e especialista na área, dá 10 dicas valiosas sobre a profissão.
01. Você vai aprender mil coisas, mas ainda terá mil para aprender
O mundo está em constante modificação e não tem profissional que não fique sedento por atualização. Atualmente, a formação em design é capaz de nos dar a base, mas a vivência e a curiosidade são a chave para sermos bons profissionais. Seja sempre curioso. Escutou uma palavra nova ou observou uma técnica diferente: pare, reflita e pesquise. Curiosidade é a chave da criatividade.
02. Tenha um passatempo para desligar o cérebro, mas fique de olhos abertos
Filmes, viagens, fotos, livros, jogar conversa fora com seus amigos, tudo isso é importantíssimo para relaxar e permitir que o nosso cérebro tenha espaço para sermos criativos. Mas, tudo que vivenciamos pode ser referência e constrói nosso repertório, por isso, seja presente e quando conseguir, faça análises e conexões com o que está vendo. Uma situação inusitada pode trazer muita inspiração.
03. Use as redes sociais para se inspirar
Não é novidade para ninguém que as redes sociais cada vez mais ganham espaço nas nossas vidas e consomem mais tempo do nosso dia. Mas, você também pode utilizar elas como fonte de inspiração, faça uma limpa no que não te faz bem e não te agrega e traga mais conteúdo sobre o que te inspira. Tenha o costume de salvar e compartilhar com seus amigos projetos que podem servir de referência em projetos futuros.
04. Design é prática, não tem espaço para (muita) preguiça
No dia a dia, tarefas de design precisam de exercício. Algumas ideias ou pensamentos só conseguem se materializar testando. Exercite fazer os mais distintos projetos e aprenda fazendo. Use projetos paralelos para exercitar, destreza se ganha com prática e não tem outro caminho. Tudo isso ajudará você a ter soluções rápidas quando um desafio chegar.
05. Saber trabalhar junto é um dos maiores segredos para crescer mais rápido
Sempre que possível trabalhe em equipe. Construa grupos com profissionais de diferentes bagagens e vá aprendendo um pouco com cada um deles. Seja um bom ouvinte e se interesse pelas vivências, por mais diversas que elas sejam. Claro que é possível, sim, aprender muita coisa sozinho, mas é muito mais rápido aprender com a experiência e os conhecimentos do outro.
06. Aceite também as tarefas que você não quer fazer
Todos têm suas preferências e seus pontos fortes, e precisamos sempre conhecê-los e potencializá-los. Mas, por atrás de um projeto incrível, há muitas tarefas que não são tão incríveis. Precisamos estar dispostos a fazer algumas daquelas tarefas chatas para chegar ao resultado desejado. Faz parte do processo e, podemos sim, nos divertir com elas.
07. Aceite desafios e não se apegue ao que você sabe ou não sabe
Vontade de aprender e esforço para fazer são muito mais importantes que um longo repertório e vivências. Todo profissional passará por momentos em que será preciso confiar na capacidade de aprendizagem e de execução de novos desafios. Seja sempre transparente, mas se coloque em novos projetos. Só assim haverá crescimento.
08. Ache o seu espaço. Faça seu espaço
Muitas pessoas buscam achar a vaga dos seus sonhos. Vagas que nem sempre estão disponíveis em fartura no mercado. Nesse momento é importante considerarmos que trabalhamos em um mercado que, normalmente, nos dá liberdade profissional. É possível começarmos desempenhando determinada tarefa e, aos poucos, ir criando oportunidades para mostrar mais sobre as suas principais preferências e habilidades.
09. Não existe mercado perfeito, tempo e orçamento fazem parte do problema
Em nossa profissão sempre existirá baixos orçamentos e prazos curtos. O que precisamos encarar é que somos resolvedores de problemas e, às vezes, essas restrições precisam também ser os nossos balizadores. Como solucionar uma embalagem de maneira barata e criativa para o cliente? Como consigo criar algo que tenha um tempo de produção e adaptação necessários para esse projeto? Essas são perguntas que também fazem parte do problema e não podemos deixar que isso limite a nossa criatividade.
10. Trabalhe com amor e se divirta
A base do design é a paixão. Produzimos muito melhor de bom humor, nos agrega vontade e nos tira da pressão criativa. Não se cobre se o dia não está produtivo da maneira que você gostaria. Dê uma pausa, respire e, principalmente, se inspire com coisas que te fazem bem. Quando se sentir melhor, volte a trabalhar com carinho e amor. O design pode e deve ser divertido, e o resultado é ainda melhor!
(*) Pâmela Rosa é sócia da agência Batuca, mestre em design pelo PGDesign-UFRGS (2018) e possui graduação em Design pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) (2016). Tem também formação de nível técnico em Programação Visual pelo Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (2010).
Ainda estamos no olho do furacão. Alguns dizem que as coisas vão piorar, outros ainda acreditam que tudo é uma conspiração, mas afinal: a propaganda e toda nossa compreensão do mercado vai realmente mudar após a covid-19?
Nós aprendemos na faculdade que a propaganda mostra aquilo que as pessoas querem, desperta desejos e nos oferece soluções, certo? E se todo o sistema que conhecemos estiver mudando, não só por uma mudança brutal da economia, mas por mudanças nas pessoas, como seres humanos? Isso pode mudar a regra do jogo e mudar DE jogo.
Eu trabalho com marketing e publicidade há mais de 10 anos e sinto que a partir de 2020, as pessoas vão começar a valorizar outros aspectos, muito além de produtos e marcas. As pesquisas de comportamento apontam a segurança como o principal atributo das marcas do futuro. Na verdade, já é do presente.
Ninguém está mais vendendo, ninguém mais quer falar de produto e com razão
Todas as campanhas que estou vendo/produzindo são ou 100% comerciais (como o serviço de delivery) ou 100% conteúdo para informar, entreter, auxiliar as pessoas. No final, as marcas estão tendo que ser mais humanas na marra. Claro, estamos revendo nossa Humanidade, nosso papel e nossa força como grupo.
Marcas globais e regionais estão buscando soluções, tanto comerciais como de comunicação. A hora da grande virada da propaganda parece que chegou, principalmente a digital. Quem está no celular nesse momento? Em casa? Todos nós (ou deveríamos). Quem está vendo mais séries do que nunca, vídeos no Youtube e canais pagos cheios de propagandas? Nós. Isso mesmo.
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As agências estão revendo formas de trabalhar, os clientes delas também. Todo mundo quer entender o momento, quer superar essa fase, ver um cenário melhor. E tudo só vai melhorar quando a comunicação for eficiente. Das marcas, governos e pessoas. As mensagens de união e esperança parecem disputar espaço com as manchetes de desespero e angústia. A voz de uma marca agora não parece mais alta do que de uma pessoa. Todos têm valor, mas o que dizer nessa hora?
(Silêncio)
Desafio: pense em uma marca que está se sobressaindo nesse momento
Conseguiu pensar em alguma? Provavelmente você ficou sabendo de alguma empresa fazendo doações para hospitais, famílias, etc. Ou então ajudando de alguma forma filantrópica, mas nem todas estão divulgando. Parece que agora a propaganda percebeu que precisa ser real. Propaganda para mostrar que ajuda não pode ser mais importante que a própria ajuda. Ou seja, o marketing pensando na imagem só pela imagem não se sustenta.
Marcas mais humanas para pessoas mais humanas
Eu sei que muita coisa ainda vai acontecer e está acontecendo na vida de cada um. Estamos mais conectados, mais ligados, mais próximos e distantes. Esse dicotomia é reflexo de uma transição que já estava acontecendo e só vai acelerar daqui pra frente. Você quer se relacionar com marcas verdadeiras e com pessoas reais. Mesmo que esse contato seja virtual, pois agora, mais do que nunca, o virtual nunca foi tão real. Que esta mudança seja um ótimo motivo para nos tornarmos pessoas melhores. Assim, as marcas vão precisar acompanhar, afinal, para quem nós vendemos mesmo?
Fique seguro, cuide dos outros e se comunique melhor.