Mais do Festup Tendências

O Publicitando contou com um enviado especial no Festup Tendências 2018. Convidei a ainda estudante de jornalismo Fernanda Paiva para acompanhar o evento e traçar seu ponto de vista. Confira o que ela viu e ouviu por lá!

Fest’up muda para provocar mudanças

De maneira inovadora, as instalações da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em São Paulo, receberam no dia 29 de setembro de 2018 a 30ª edição do Fest’up, evento produzido pela APP (Associação dos Profissionais de Propaganda). O cronograma de atrações contou com 24 palestras de 50 minutos cada.

Fernanda Paiva

A edição deste ano recebeu o título de “Tendências”. De acordo com o diretor da APP e organizador do evento, André Porto Alegre, a nomeação do Fest’up vem diferente em 2018 para cumprir com a tentativa de trazer novos ares ao evento. “Essa é também uma das razões pela qual nós trouxemos o Fest’up para a ESPM”, explica André. Nas edições anteriores a FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), em São Paulo, era sede do evento, que ocorria em dois dias.

De modo simultâneo, três auditórios divididos em cores contavam com convidados ministrando palestras durante todo o sábado. Com base no cronograma de palestrantes disponibilizado pela organização do evento, o público pôde escolher o local de interesse para acompanhar às apresentações. Após comunicar os organizadores sobre a escolha, os visitantes recebiam um crachá com a cor do respectivo auditório que fora escolhido, possibilitando o acesso.

Os principais temas expostos referiam-se às inovações do mercado de trabalho para o publicitário bem como as transformações digitais nas agências de propaganda, palestras com temáticas para compreender a relação das tendências com o comportamento dos consumidores também fizeram parte da abordagem do evento. Porém, a organização não se restringiu às apresentações de conteúdos de cunho apenas publicitário, profissionais de diferentes áreas da comunicação ministraram palestras.

Patricia Santos da Empregueafro

Além da presença de debates técnicos e tecnológicos, convidados, como Patricia Santos da Empregueafro e Neiva Justa #ondeestãoasmulheres, conscientizaram o público quanto a importância da presença de profissionais negros e de mulheres nos grandes cargos das empresas. Palestrantes como elas agregaram um ar social ao evento, abordando a necessidade de mudança no ponto de vista empregador e empregado. Mudanças as quais o Fest’up já se habituou e colocou em prática nessa edição de 2018. Como estudante de jornalismo, acredito que o evento tenha muito a agregar às diversas áreas de atuação no campo da comunicação. Mal posso esperar para visitar o Fest’up Tendências 2019.

Fernanda Paiva
Estudante de Jornalismo – UNITAU.

Um pouco do que foi o Festup Tendências

Mudar para tratar de mudança

Josué Brazil

No último sábado tivemos a volta do tradicional evento da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) voltado para os estudantes de comunicação, o Festup. Depois de um hiato em 2017, o Festup voltou repaginado. E com novo nome: Festup Tendências.

Mudou basicamente em dois aspectos: o local e o número de dias (e por consequência o número de palestras). O festival que tradicionalmente acontecia na FAAP foi realizado na ESPM. Eram dois dias, sábado e domingo, e agora ocorreu apenas no sábado.

Eu, Gerson Mario (professor) e a turma de alunos que compareceram aos Festup Tendências

Permaneceu o modelo de auditórios identificados por cores, cada um com uma grade de palestras que ocorrem simultaneamente. Só que neste ano tivemos três auditórios (amarelo, azul e vermelho). O line up estava bem equilibrado, de modo que os três auditórios eram igualmente atraentes.

A ideia, expressa no novo nome, é tratar de tendências do mercado de comunicação. Para tanto, palestrantes de outras áreas e atividades foram escalados para palestrar. Como disse André Porto Alegre, diretor da APP, na abertura: “o Festup sempre tentou mostrar como a propaganda era feita, agora queremos mostrar como ela deverá ser feita”.

Como tenho o privilégio, como professor, de usar um crachá branco e poder circular livremente por todos os auditórios, fiz uma costura que julguei interessante entre os diferentes conteúdos. Vou tentar falar um pouquinho do que vi e ouvi.

Comecei pelo auditório azul com a palestra de Marcelo Tripoli, da MCKinsey. Ele focou sua palestra no cenário digital, no uso de dados e numa comunicação assertiva e de performance. Mostrou que o big data e a inteligência de negócios vão conduzir a comunicação a outro nível de atuação.

Marcelo Tripoli, MCKinsey

Na sequência troquei de auditório e fui acompanhar a fala de Luis Renato Lui, da Tribal Worldwide. E foi muito bom! Ele abriu o jogo. Mostrou todo o “modus operndi”de sua agência e como seu modelo de atuação tem atraído novos clientes. Ele disse que a Tribal é uma agência “end to end”: comunicação para além do plano de mídia, construindo plataformas de negócio. A Tribal promove a junção, a síntese de stories+systems, apostando em ser uma agência líquida.

Luis Renato Lui da Tribal

Ainda pela manhã acompanhei a interessante palestra de Tati Oliva e sua Cross, agência de parcerias. Uma proposta de atuação muito interessante e calcada na construção de parcerias entre marcas para a geração de novos negócios. E também a palestra de Patricia Santos, do Empregueafro, que baseou sua apresentação no projeto desenvolvido junto a uma grande agência de propaganda para a inserção de jovens negros e no quadro de desigualdade racial do país. Conheça aqui o Empregueafro.

Almoço com meus alunos…

Depois presenciei a melhor palestra do dia: Ana Cortat da Hybrid Colab dando um show de lucidez e discurso fluído e rico. Ela tratou dos quatro fatores impulsionadores da nova economia e mostrou que aspectos como igualdade e diversidade são urgentes e necessários para um maior desenvolvimento econômico e social. Um show. Nem consegui fazer anotações…

Ana Cortat, Hybrid Colab

Logo depois vieram Alessandre Siano do Finacial Times e Thabata Guerra da Must Music Academy. Misturei as duas assistindo um pouco de cada, mas estava cansado pós almoço e pouco aproveitei. Falha minha…

Acordei com a palestra da Wieden+Kennedy. Vitor Abud apresentou o projeto Os Kennedys e trouxe o grupo que atualmente usufrui da oportunidade de inclusão gerada pelo programa. Muito bacana ver jovens de origens tão distintas apaixonados pelo universo da propaganda.  A Wieden+Kennedy marcou um golaço!

Fábio Tachibana e os Kennedys 2018

Para fechar o dia fui assistir a fala de Fábio Tachibana da Grey Brasil. O tema da palestra foi “Mídia que não tem cara de mídia”. Fábio é profissional de mídia por origem, mas mostrou que a Grey fundiu as áreas de Mídia, Data e Conteúdo. Explicou os desafios que virão com o novo modelo e apresentou cases excelentes da agência, como este aqui.

Para finalizar só resta dizer: novo modelo de Festup 100% aprovado. E que venha o Festup Tendências 2019!

Por que as pessoas deixam de comprar pela internet?

8 motivos pelos quais as pessoas não compram um produto na internet

Conhecer as principais objeções dos clientes do mundo online é um dos principais passos que o empreendedor pode dar em direção ao aumento de vendas e faturamento

Foto: Pixabay

Aquela história de “nadar, nadar e morrer na praia” é um pesadelo para quem empreende, ainda mais pela internet; no entanto, não deixa de ser comum. Muitas vezes, mesmo que o empreendedor circule um conteúdo de qualidade, possua uma audiência consistente e seja visto como autoridade no negócio em que trabalha, o momento da venda ainda tem um final infeliz. E isso acontece porque “costumamos esbarrar nas objeções dos compradores e não convertemos nossas vendas”, explica Samuel Pereira, publicitário e especialista em tráfego e audiência na internet.

Motivado a entender sobre onde caía a responsabilidade desse insucesso em um momento tão crucial, que é o da compra, Samuel desvendou as 8 principais objeções do consumidor e ensina como driblar cada uma delas a seguir:

1º Isso não funciona

É comum que o consumidor “duvide”, ou ao menos questione se o produto ou serviço realmente cumpra tudo o que está prometendo. “Você mata essa objeção mostrando estudos de caso. Mostre como você ou alguém que já tenha usufruído do seu produto ou serviço conseguiu alcançar o resultado que está mostrando”, detalha o especialista.

Samuel dá o próprio exemplo: no lançamento do primeiro curso online criado por ele, o prestigiado “Segredos da Audiência”, o especialista mostrou vários casos de como alcançou 300 mil visitas por mês em alguns dos sites em poucos meses. “Gravei um vídeo com as métricas e compartilhei na internet. Esse conteúdo mostrou que o método que usei funciona e gerou bastante autoridade para mim”, conclui.

2º Não confio no vendedor

Mais uma vez, a dúvida se faz presente na mente do consumidor, ainda mais se for o primeiro contato com o produto ou com a marca. Quem não gosta de conhecer a procedência do que está comprando, não é mesmo? Desse modo, Samuel recomenda: “Ter muitas pessoas falando sobre você no mercado gera autoridade. Pode ser desde gente interessada no assunto que você aborda até profissionais do seu mercado que admiram seu trabalho”.

A partir do momento em que um especialista analisa o serviço ou produto de outro especialista da mesma área de forma positiva, uma parcela da autoridade dele é transferida para o outro, e isso gera confiança e segurança ao consumidor.

3º Isso não funciona pra mim

Nesta objeção, Samuel traz duas estratégias que podem ser usada tanto juntas como separadamente. A identificação com o outro é o primeiro passo. É comum que as pessoas encontrem motivos para diferenciar o negócio delas do restante e, desse modo, gerar a impressão de que aquela fórmula não é a melhor opção para ela. “Apesar de termos um conhecimento a mais, não somos melhores ou mais espertos que ninguém”, explica Samuel. É preciso lembrá-la que negócios bem-sucedidos são construídos através de riscos tomados e, especialmente, de erros cometidos. “Quanto mais você mostra que é uma pessoa comum, mais identificação e conexão você gera”, continua o especialista.

A segunda estratégia é mostrar estudos de caso mais uma vez. No entanto, é hora de partir para algum caso extremo. Desse modo, a pessoa se convence que, se deu certo “até” com tal negócio, é mais provável que o dela também tenha um final feliz.

4º Eu não vou conseguir implementar

Não há argumentação mais valiosa que o “baseado em fatos reais”. É por isso que Samuel bate na tecla dos estudos de caso. Exemplos de pessoas que se deram bem com o produto em um contexto “pior” do que o do consumidor que ainda não comprou é a chave para convencê-lo. “O objetivo é fazer seu público ter a seguinte sensação: ‘se ele conseguiu, eu também consigo!’”, completa o publicitário.

5º Não preciso disso agora

Uma das frases ditas pelo consumidor e mais ouvidas por quem tem um negócio é “Vou deixar para o mês que vem!”. As pessoas tendem sempre a postergar a compra de algo que ela julga não tão urgente por um motivo simples: elas sabem que poderão voltar para comprar quando quiserem. Samuel resume a solução desta objeção em uma só palavra: escassez. “Fechar as suas inscrições ou um evento mudar de lote, isso faz com que o cliente tenha vontade de aproveitar antes que aumente o preço ou se encerrem as inscrições – senão, vai perder a oportunidade”, são algumas das sugestões do especialista.

Contudo, Samuel ressalta que este recurso deve ser sempre usado com integridade.

6º Não tenho dinheiro

Essa objeção parte da mesma premissa da frase “Não tenho tempo”. Mas essas não são verdadeiras questões. A questão aqui é prioridade. Desse modo, o segredo é transformar a oferta do produto ou serviço em prioridade para o consumidor. Primeiro passo: ressaltar como o preço está bom. Segundo passo: trazer de volta a estratégia da escassez. Samuel dá um exemplo: “você já deixou de fazer um trabalho de escola ou de estudar para uma prova porque a data de entrega do trabalho ou da prova ainda estava longe, mas um dia antes da data você deu prioridade máxima ao tema? Portanto, gere senso de prioridade no seu cliente”.

Foto: Pixa

Essa sensação de escassez pode ser trabalhada com eficiência no texto de venda, a chamada “copy”, no marketing digital. Produzida tanto em formato de vídeo como em formato de texto, a estratégia é tornar a oferta o mais irresistível possível. É válido mostrar o quanto a pessoa vai perder no futuro por ter deixado escapar a oportunidade agora.

Quando a questão do consumidor é não ter, de fato, dinheiro para pagar, a ideia é concentrar-se nas formas de pagamento possíveis e, se for o caso, “ancorar o preço”, sugere Samuel, mas com a ressalva de que “se a pessoa tem prioridade, ela pega o cartão de crédito do vizinho emprestado e compra”.

7º E se eu não gostar?

O medo do arrependimento. A pessoa pode até estar convencida que conseguiria implementar o que foi planejado e vai dar um jeito de pagar, mas há algo que ainda a impede: o medo de não gostar do produto ou serviço. Para esta objeção, Samuel recomenda aplicação de garantias. É necessário encontrar a que mais combine com o negócio em questão e oferecê-la aos clientes. “Geralmente, a garantia para venda de produtos digitais é de trinta dias. Funciona da seguinte forma: se em trinta dias o seu cliente não conquistar um resultado proporcional ao que seu produto oferece, ou por qualquer desaprovação dele, você devolve o dinheiro”, exemplifica o especialista.

Outras garantias que, segundo ele, são mais fortes ainda: a devolução do dinheiro investido, caso o consumidor não tenha o resultado esperado em trinta, sessenta dias; ou a cobertura da passagem de deslocamento do consumidor até o serviço comprado. É possível lançar garantias ainda mais ousadas, mas também é preciso ter segurança para fazê-las.

8º Objeção na hora da compra

Após vencer todos os obstáculos descritos acima, o consumidor só precisa dar o clique da compra. Mesmo assim, algumas vezes, isso não acontece. É hora de entender os motivos específicos da marca. Samuel sugere manter sempre um feedback e coletar depoimentos das pessoas que compraram o produto ou serviço; certamente houve quem hesitou na hora de efetivar a compra. “Ter esses depoimentos pode ajudá-lo até a pensar em estratégias de persuasão com futuros clientes”, explica o especialista em marketing digital. “Você pode usar a experiência de seus clientes e incluí-la num vídeo de venda: ‘Eu estava pensando em comprar, mas achava que o cara era picareta. Mas, decidi e comprei assim mesmo. Percebi que eu estava totalmente errado e ter comprado foi a melhor decisão que tomei’”, continua Samuel. A pessoa que está assistindo ao depoimento pode se identificar com a opinião daquele cliente e ser motivada a comprar.

Quando o assunto é empreender, é preciso atentar-se não apenas às estratégias para atrair o cliente, como também às situações que podem dificultar a venda e que gerarão efeitos indesejados. Dessa maneira, aquele medo de “morrer na praia”, como foi comentado no início, tende a desaparecer e os bons resultados vêm naturalmente. Todas as estratégias para o sucesso de um negócio estão reunidas no livro “Atenção: o maior ativo do mundo”, escrito por Samuel Pereira e considerado uma referência quando o assunto é tráfego e audiência na internet.

Mais sobre Samuel Pereira:

Samuel Pereira é autor de “Atenção: o maior ativo do mundo”, livro que chegou a best seller da Revista Veja e Top1 na Loja Kindle da Amazon.com.br. Samuel também é o idealizador do maior evento anual de tráfego e audiência, o “Segredos da Audiência Ao Vivo”, que já teve 5 edições, reúne grandes empresários brasileiros e um público de quase 3 mil pessoas para revelar as estratégias mais inovadoras do segmento.

Fonte: Sigma Six Comunicação Integrada – Taiana Bueno

Santo de casa fazendo milagre

Alunas de Publicidade e Propaganda criam campanha de vestibular da UNITAU

A campanha do Vestibular de Verão 2019 da Universidade de Taubaté (UNITAU) é assinada por três alunas do curso de Publicidade e Propaganda. Clara Ribeiro, Rafaela Rojas e Débora Carvalho, estudantes do 8º semestre. Elas foram as responsáveis pela criação e pela produção de todo o projeto.

O conceito da campanha é “Sinta o que é ser UNITAU”, e foi traduzido a partir de palavras-chaves que representam alguns cursos.

Foto: Leonardo Oliveira/ACOM

De acordo com Débora, a escolha pelas cores e palavras utilizadas na campanha tem o objetivo de transmitir um sentimento de força e determinação “Com as frases e palavras que colocamos, em cada detalhe das fotos, das cores, quisemos mostrar o que é ser UNITAU”.

“A gente batia muito na tecla de como iríamos representar os cursos. Nós vamos ter que falar com um público que está começando, então o que podemos fazer é mostrar para eles o que a UNITAU significa para nós”, destaca Rafaela.

A iniciativa surgiu por meio da disciplina de Criação e Produção Digital, ministrada pela Profa. Esp. Renata Monteiro, que, a princípio, produziria peças publicitárias voltadas apenas para o Departamento de Comunicação Social. “Tivemos a participação de onze grupos, entre as turmas de matutino e noturno. É um envolvimento bem legal dos alunos com a instituição. Além disso, ter no portfólio uma campanha desse porte é bem interessante para eles que estão entrando agora no mercado de trabalho”, comenta a professora sobre a prática pedagógica inovadora desenvolvida pelo Departamento.

O anúncio do projeto vencedor aconteceu durante a 38ª edição da Semana da Comunicação (Secom), e Clara explica como foi a sensação de ter o trabalho escolhido para produzir a campanha da Universidade. “O sentimento mais forte que me vem é o de orgulho, de poder fazer parte disso. Sentir o que é ser UNITAU é sentir orgulho de poder fazer parte de tudo isso”.

Após o anúncio, a campanha foi apresentada para a Reitora da Universidade, a Profa. Dra. Nara Lucia Perondi Fortes, e para a Pró-reitora Estudantil e de Graduação, Profa. Ma. Angela Popovici Berbare. “É um orgulho ver que nossas alunas desenvolveram um trabalho de excelente qualidade e que, hoje, divulgam a Instituição. Isso é reflexo da formação oferecida pelo curso por meio dos professores”, afirma a Reitora.

As peças da campanha já estão estampadas nos outdoors da cidade, no site e nas outras mídias sociais da UNITAU.

Fonte: ACOM/UNITAU – Felipe Rodrigues