Quatro tendências para o e-commerce

Por Larissa Lopes*

O consumidor moderno se adequou à comodidade e praticidade do e-commerce. Os benefícios para ambos os lados foram inegáveis – mas, exigiu grande estratégia de adaptação do empreendedor frente ao alto nível de exigência em sua jornada de compra.

Novos critérios e valores de compra se destacaram no mercado. Dentre eles, a empatia e bem-estar se tornaram características decisivas durante a experiência para 50% dos clientes, segundo o estudo Life Reimagined. Isso, sem falar dos enormes avanços tecnológicos aplicados para o melhor desempenho do e-commerce.

A Inteligência Artificial e o Big Data foram alguns dos maiores aliados, contribuindo para o gerenciamento do alto volume de dados dos consumidores e, como utilizá-los a favor de uma maior taxa de conversão, gestão de estoque e direcionamento das estratégias mais assertivas às necessidades de cada perfil.

Todas essas ferramentas, aliadas e utilizadas em conjunto, favoreceram o crescimento de 27% do comércio online em 2021 – resultando em um faturamento de R$ 161 bilhões ao longo do ano.

Após conquistas extraordinárias, certas tendências vêm despontando rumo ao próximo salto do e-commerce. Veja as principais:

#1 Metaverso: alvo de grandes investimentos, o metaverso é o ambiente perfeito para os negócios online. As empresas estão diante de uma grande oportunidade de marketing, podendo proporcionar aos clientes um lugar com foco em experiência e conveniência. Em uma expectativa feita pela Allied Market Research, o ambiente está projetado para atingir US$ 455 bilhões em 2030 – mas, demandará certos desafios em criar um ambiente funcional e relevante, onde o consumidor possa escolher e provar produtos, finalizar a compra e receber da forma mais adequada para ele.

#2 Super apps: mesmo não sendo um tema novo, é uma excelente oportunidade de crescimento para o e-commerce. Os super apps são funcionalidades e novos serviços nos quais as empresas vão inserindo outros aplicativos no mesmo ambiente, englobando novas vertentes de negócio que vão muito além de seu core business. Neles, os clientes terão acesso a múltiplas funcionalidades em uma mesma plataforma, oferecendo praticidade e agilidade na aquisição de serviços e produtos.

#3 Alt-commerce: o comércio alternativo, em uma tradução livre, é um conceito que faz muito sentido para o novo consumidor. Trata-se de uma experiência social, gamificada e ao vivo, com canais não-tradicionais, misturados com o social commerce. Esses novos consumidores buscam uma experiência fluida, onde a compra está completamente inserida dentro do ambiente em que ele vive. Para o e-commerce, pode ser extremamente vantajoso ao permitir que os usuários possam conduzir sua jornada de compras em seu meio predileto, elevando seu faturamento.

#4 Entregas por drone: pode parecer uma realidade distante, mas a entrega de produtos por drones deve se consolidar muito em breve. O serviço é essencial em cidades com problemas de mobilidade urbana, como São Paulo, sendo uma solução para os desafios que os varejistas enfrentam diariamente nas rotinas de entrega. Caso bem-sucedida, os benefícios para a lucratividade do e-commerce serão certeiros – mas, também trarão um maior nível de exigência e menos paciência pelos consumidores, em relação ao tempo de entrega de um produto.

Todas essas tendências tecnológicas aplicadas nas operações do e-commerce, trarão uma experiência cada vez melhor para o usuário, dentro do ambiente ao qual ele está inserido.

Investir nestes recursos será uma estratégia indispensável para o destaque do negócio em meio à concorrência, assim como se aproximar constantemente do público mais jovem, para conhecer seus hábitos e acompanhar as mudanças de comportamento e rotina.

As empresas precisam estar prontas para se adaptar de maneira rápida às exigências do mercado. Apenas assim, conseguirão acompanhar o alavanco do comércio online e suas incríveis vantagens competitivas para seu crescimento.

*Larissa Lopes é Head of Marketing e especialista em estratégias para o mercado de varejo na Pontaltech, empresa especializada em comunicação omnichannel.

ABRADI no Vale

Primeiro evento

A ABRADI, através de seus embaixadores regionais Giuliana Torres e  Victor Lymberopoulos (ambos da Greeky Company), realizou seu primeiro evento regional. Um café da manhã realizado em SJCampos que contou com a presença de dois representantes da ABRADI SP, Rodrigo e Leticia (presidente e coordenadora).

Foto do Café da Manhã ABRADI

O encontro reuniu alguns representantes do setor de comunicação e negócios digitais de nossa região e serviu de pontapé inicial para os trabalhos que estão na agenda para esse ano.

A APP Vale marcou presença no evento com Josué Brazil, um de seus diretores e responsável por este blog. APP Vale e ABRADI devem fazer várias ações em conjunto.

Novos encontros e eventos virão, sempre através dos embaixadores regionais ABRADI.

 

Coluna Propaganda&Arte

O Criolo era Doido: as incógnitas do artista que vira pop.

por Ricardo Guerra

“Quando eu conhecia (tal artista) ele nem era famoso. Agora tá todo pop aí, perdeu a essência, não curto mais.” Alguma vez você já se deparou com essa afirmação? Ela pode até estar sendo proferida por você e com razão. Mas a comercialização/popularização de um artista pode nos render belas pérolas, sabia?

Sommelier de bandas indies vs. Fã de ícones pop

Algumas pessoas possuem dons. Por exemplo, descobrir grandes artistas antes de todo mundo. A estas pessoas foram dados vários nomes: o diferentão, que escuta som de doido, hipster musical, vanguardista fora da caixa, sommelier de banda indie e por aí vai. Fato é que a digitalização da indústria musical facilitou a criação independente, tornando o trabalho de nosso sommelier muito mais rápido e diversificado. Hoje, o indie é um termo mais amplo, quase pop (olha o perigo!). Tem até lista no Spotify de banda indie, mas não é mais aquele indie, sabe? – Eles dirão. Sommelier indie que se preze não segue estas listas, ele cria as listas e descobre antes de todo mundo, quiçá até dos próprios caras da banda que estão apenas fazendo um som no fundo do quintal. Mas essa busca pelo diferente, único, incomum e original é o melhor jeito de curtir um bom som? O que diria um fã de Anitta quando dizem que o som é ruim, pois foi feito para vender? Existe música comercial boa ou não? São muitas incógnitas, então baixe o som do seu fone de ouvido e reflita comigo.

O popular não presta? Uma elitização de bom gosto.

A indústria musical vive de nichos. Vive da fama de seus artistas. Antigamente, com a venda de discos, shows, hoje, nem sempre. A fama é relativa e nichada: quantas músicas foram baixadas legalmente? Quantos views no vídeo? Quantos seguidores você tem? Nesse novo cenário, com tantas formas de consumo de música, mais pessoas podem fazer sucesso e chegar ao estrelato sem uma produtora ou selo, o que poderia por si só ser um filtro de qualidade, mas não é. Só porque algo é independente ele merece mais atenção e respeito que algo produzido para agradar mais gente e com altos investimentos? Não. Prova disso é minha relação com o músico e compositor Criolo. Ele é um dos idealizadores da Rinha dos MCs e indicado ao Grammy Latino de 2019. Mas, eu conheci ele antes da fama (ha-ha). Bem antes, com o nome artístico de Criolo Doido, quando era mais um rapper do cenário independente com músicas bem malucas/críticas, inclusive que hoje são censuradas por ele mesmo, por exemplo, ao falar de pessoas trans de forma pejorativa, mas que na época era o jeito que ele falava. Tudo muda. Até o Criolo Doido, que não é mais Doido e virou só Criolo. Muito mais comercial, certo? As gravações caseiras foram trocadas por músicas bem produzidas, com mais influências musicais além do rap, até chegarmos ao famoso álbum: Convoque seu Buda. Aí, ele mostrou todo um repertório passando por rap, samba, reggae, falando de crítica social, anime e cultura pop, religião e tudo que você pode imaginar. Essa eu posso dizer que foi uma bela popularizada, pois ele conseguiu evoluir musicalmente e manter muito da sua originalidade, que no começo, parecia doido, mas era ele. E ele mudou bastante. Agora não é mais um músico pobre que passa aperto. Nem financeiramente e nem musicalmente. Bom pra todo mundo!

Quem é você no rolê? #TEAMIndie ou #TEAMPop

Eu considero que como publicitário preciso consumir de tudo um pouco, mesmo que não goste. Além de ouvir música, eu também escrevo e componho alguns sons e posto na rede. Um dos meus projetos chamado Rick Foraztine (imagem que ilustra esse texto) tem zero intenção de virar sucesso e poderia tranquilamente ser chamado de “indie”, pois sou eu quem faz tudo ali, escrevo, gravo em casa etc. Mas eu lanço porque sei que alguém pode ouvir e gostar, sempre tem alguém que curte alguma coisa no mundo. Então, acho que todos devemos abrir mais a cabeça para sair da nossa zona de conforto musical. E isso inclui ouvir com a mesma atenção a banda desconhecida do Uruguai que é um experimento universitário até a música mais bombada do Xamã, que vai explodir no Verão. Todos deveriam se arriscar um pouco mais, do sommelier indie ao fã de pop. Assim, podemos curtir com todas as tribos, qualquer som e dizer daqui alguns anos: “Eu lembro desse som e tenho boas recordações”.

No final, é isso que importa: encontrar uma banda incrível desconhecida é tão legal quanto curtir um som pop no churrasco com os amigos. As experiências individuais e coletivas em equilíbrio possuem importâncias iguais e nos fazem ser quem nós somos… Doido isso, né?

Indicação musical, Criolo – Convoque seu Buda

Moderno e dinâmico, novo portal Creativosbr já está no ar

Novo portal aborda conteúdos do mercado de comunicação e opiniões de colunistas da área.

O Creativosbr – que teve início em 2009 como Blog do Crespo e se tornou também uma agência em 2017 – levou ao ar seu portal no último dia 17 com uma nova proposta. Reunindo diversas notícias sobre o mercado publicitário e de comunicação em geral, o portal também destaca opiniões e até mesmo crônicas em uma área especial disponibilizada para colunistas convidados.

“O novo portal tem nova disposição e um formato mais organizado, clean e moderno. Isso faz com que o leitor tenha uma experiência única e ainda mais agradável. Esse é o objetivo do nosso novo portal”, diz Filipe Crespo, idealizador e mantenedor do site Creativosbr.

Na seção de colunistas, grandes nomes do mercado figuram entre os convidados, como Marcos Braga (CEO do Amigos do Mercado), Rafael Garey (Globo), Thiago Cruz e Victor Amerio (ACC Advogados), Erick Messa (FAAP) e Fernando Russel “Tucano” (Nerdcast).

As novidades não param por aí. O Creativosbr também conta com uma nova editora-chefe, a jornalista Maria Souza, que chega para contribuir com o crivo dos conteúdos diários do portal.