A cidade de São José dos Campos recebe, no dia 03 de março de 2026, o evento Doses de Mercado — Mídia Programática, que será realizado no auditório do Sincomércio. A iniciativa da Associação de Profissionais de Propaganda do Vale do Paraíba (APP Vale) é voltada a profissionais e estudantes de propaganda, marketing e comunicação, e propõe um mergulho prático e estratégico em um dos temas mais relevantes da publicidade contemporânea.
O encontro tem como foco ampliar a compreensão sobre o que é, de fato, a mídia programática, conceito que vem transformando a forma como marcas planejam, compram e distribuem publicidade. Mais do que uma tendência, trata-se de um modelo consolidado de compra automatizada de mídia, baseado em dados, tecnologia e algoritmos, capaz de tornar a comunicação mais eficiente e direcionada.
De maneira didática, a mídia programática pode ser entendida como a negociação de espaços publicitários realizada por meio de plataformas tecnológicas, em tempo real, substituindo processos manuais por sistemas que analisam perfis, comportamentos e contextos para exibir o anúncio mais relevante a cada usuário. É a lógica do “anúncio certo, para a pessoa certa, no momento certo”, operando em milissegundos.
O evento também destaca um ponto essencial: a mídia programática já ultrapassou os limites da internet tradicional. Hoje, ela está presente em ambientes como TV conectada (CTV) e plataformas de streaming, onde anúncios são segmentados com base em dados de audiência; no áudio digital, incluindo serviços de música e podcasts; e na mídia out of home digital (DOOH), como painéis eletrônicos em ruas, shoppings e aeroportos, que podem adaptar mensagens conforme horário, localização, clima e fluxo de pessoas.
Quem vai falar sobre o tema são os profissionais Hérika Luquete e Gustavo Gobbato. Hérika está à frente do escritório regional da Publya, trading desk especializada em mídia programática, onde desenvolve estratégias multicanais conectando dados, tecnologia e inteligência para gerar resultados reais aos anunciantes. Já Gustavo é Fundador e Membro do Conselho na MIDAX Holding, empresa situada em SJCampos e usuária dos serviços da Publya.
Essa expansão mostra que o conceito de mídia programática não está restrito ao canal, mas à lógica de automação e uso inteligente de dados aplicada a meios digitalizados. O tema ganha ainda mais relevância diante de um cenário em que a mensuração de resultados, a personalização da mensagem e a eficiência dos investimentos se tornaram prioridades para marcas e agências.
O Doses de Mercado — Mídia Programática surge, assim, como um espaço de atualização e troca de conhecimento, aproximando o público das práticas, ferramentas e oportunidades que estão redesenhando o ecossistema publicitário. A proposta é traduzir a complexidade técnica do tema em uma linguagem acessível, conectando teoria, mercado e aplicação real.
Com foco em formação e visão de futuro, o evento reforça a atuação da APP Vale como uma promotora de discussão sobre inovação em comunicação, oferecendo a profissionais e estudantes a oportunidade de compreender como a mídia programática está moldando o presente — e o futuro — da publicidade.
O que antes era uma disciplina praticamente restrita ao Trade Marketing, se tornou um dos pilares mais estratégicos do marketing digital. O Retail Media não é mais somente uma nova frente de mídia; ele representa uma transformação profunda na forma como marcas, indústrias e varejistas se conectam aos consumidores. E, além de uma tendência, é realidade com crescimento acelerado.
De acordo com um estudo recente da Nielsen sobre o futuro do setor, o mercado de Retail Media deve atingir a impressionante marca de US$100 bilhões em investimentos globais até 2026, colocando-o como um dos segmentos que mais cresce dentro da publicidade digital. Em paralelo, relatório da WARC intitulado The Future of Commerce Media 2025 projeta que esse mercado chegará a US$ 196,7 bilhões em 2026, indicando que o Retail Media ultrapassará os modelos tradicionais de mídia em impacto e escala.
Esse crescimento reflete uma mudança estrutural na lógica de como a publicidade é feita no ambiente de varejo – tendência confirmada também pelo eMarketer, que projeta que o Retail Media representará mais de 20% de todo o investimento em publicidade digital até 2029.
E a América Latina já aparece como protagonista nesse movimento. Segundo o eMarketer, os investimentos em Retail Media na região devem mais que dobrar entre 2025 e 2029, passando de US$2,64 bilhões para US$6,76 bilhões – um Compound Annual Growth Rate (CAGR) de 29,9%, quase o dobro da média global, que vai de 15,6% em 2025 para 10,6% em 2029. Pela primeira vez, a mídia de varejo já ultrapassa 10% do total de mídia digital investida em 2025 e deve chegar a 18,6% até 2029.
Do Trade Marketing ao Retail Media: uma nova era de conexão e dados
Historicamente, as relações entre indústria e varejo sempre foram pautadas no Trade Marketing. A lógica era relativamente simples: a indústria investia no ponto de venda – prateleiras, ilhas promocionais, tabloides e, mais recentemente, banners no site do varejista – como uma forma de ajudar o varejo a escoar o estoque disponível. Era uma estratégia centrada no produto, na visibilidade dentro do ponto de venda e na conversão imediata.
O Retail Media surgiu como uma evolução natural, porém disruptiva, desse modelo. O que antes era uma negociação de espaço físico (ou digital) no ponto de venda, se transformou em um ecossistema de mídia altamente tecnológico, baseado em dados, inteligência artificial e ativação de audiências qualificadas por meio de hipersegmentações e histórico de compras.
Essa transformação muda profundamente a relação entre indústria e varejo. Não se trata mais apenas de “vender espaço”; trata-se de construir audiências, gerar relevância e impactar o consumidor certo, no momento certo, dentro e fora do ambiente do varejista. Com isso, o Retail Media deixa de ser uma extensão do Trade e passa a dialogar diretamente com os investimentos de branding, performance e mídia.
Dados como diferencial competitivo
Se há um elemento que explica o crescimento do Retail Media, é o valor dos dados first-party dos varejistas. Em meio às conversas sobre o fim dos cookies de terceiros, esses dados se tornaram ouro para a indústria.
Graças às informações transacionais, hábitos de compra e padrões de consumo, o varejo se posiciona como um dos players mais estratégicos do ecossistema publicitário. Isso permite que as marcas criem campanhas hipersegmentadas, otimizem a entrega de anúncios e conectem as ativações de mídia diretamente aos resultados de vendas – algo que nenhuma outra mídia entrega com tanta precisão.
A Nielsen aponta que 56% dos profissionais de marketing pretendem aumentar seus investimentos em Retail Media nos próximos 12 meses, justamente pela capacidade que esse canal oferece de mensurar resultados reais e de trabalhar todas as etapas do funil: do awareness até a conversão, fidelização e recompra.
Complementando esse olhar, o estudo da eMarketer destaca ainda que Brasil e México devem concentrar cerca de 80% de todo o investimento da região nos próximos anos. O México, inclusive, vai ultrapassar a Índia em 2027 e se tornar o segundo mercado mais penetrado do mundo em Retail Media, atrás apenas da China. Já o Brasil é o motor de crescimento absoluto, liderando em volume de expansão.
Muito além do on-site
Outro dado relevante da pesquisa da Nielsen é que o Retail Media está rapidamente ultrapassando os limites dos sites e aplicativos dos próprios varejistas. A mídia não está mais restrita aos banners na home do e-commerce ou às vitrines patrocinadas na busca interna.
Hoje, a expansão do Retail Media para ambientes off-site, como mídia programática, redes sociais e Connected TV (CTV), permite que as marcas impactem os consumidores em qualquer ponto da jornada, mesmo quando eles não estão navegando diretamente no site do varejista.
Isso amplia significativamente o poder do Retail Media, que se consolida como um dos canais mais eficientes para unir branding e conversão dentro de uma mesma estratégia.
Desafios que o mercado ainda precisa enfrentar
Apesar de toda essa evolução, o Retail Media ainda enfrenta desafios importantes. Segundo a Nielsen, os três principais pontos de atenção para os anunciantes são:
Falta de padronização nas métricas: cada varejista possui sua própria metodologia de atribuição, dificultando a comparação de resultados entre plataformas;
Baixa interoperabilidade: muitas soluções não se conversam, tornando complexa a operação de campanhas em múltiplos ambientes;
Exigência crescente por mensuração: marcas querem mais clareza sobre incrementalidade, brand lift, ROI e impacto direto nas vendas (tanto online quanto em loja física).
Esses desafios não anulam o potencial do Retail Media, mas apontam claramente os próximos passos que o setor precisa percorrer para consolidar-se como um pilar confiável dentro das estratégias de mídia.
Retail Media é muito mais que mídia: é negócio
Quando olhamos para a essência do Retail Media, percebemos que ele não é somente um canal de mídia, mas também uma nova forma de conectar os negócios do varejo e da indústria. Ele ajuda o varejista a rentabilizar seus ativos de dados e inventário, ao mesmo tempo em que auxilia a indústria a direcionar seus investimentos de marketing de forma muito mais eficiente – ajudando, inclusive, a performar melhor o estoque que o próprio varejista já comprou.
É um ciclo virtuoso: quanto melhor a estratégia de Retail Media, mais o consumidor é impactado por ofertas e produtos que fazem sentido para ele, mais vendas são realizadas, e maior é o giro de estoque e a rentabilidade para ambas as pontas, indústria e varejo.
Uma transformação sem volta
O Retail Media já deixou de ser promessa e se consolidou como um pilar central na estratégia de marketing de grandes marcas e varejistas. Se antes ele era visto como uma extensão do Trade, hoje ocupa um lugar estratégico no budget de mídia, lado a lado com social, search e programática.
E o que vem pela frente? A tendência parece estar bem definida: Retail Media cada vez mais conectado a todo o ecossistema de mídia, com modelos mais integrados, métricas mais robustas, maior uso de inteligência artificial e expansão constante para canais como CTV, mídia out-of-home digital e social commerce.
O que estamos vendo é o surgimento de uma nova disciplina, que conecta indústria, varejo e consumidor, além de ter o poder de transformar toda a lógica de como marcas constroem relacionamento, ativam vendas e constroem valor.
Para quem souber usar, o Retail Media é um grande diferencial competitivo. E, mais do que nunca, é sobre dados, inteligência e conexão real com o consumidor.
*Caroline Mayer possui mais de 20 anos de experiência na área comercial internacional com forte atuação na França e no Brasil, atuando principalmente na abertura de novos negócios e subsidiárias, reforço de marca, liderança de times e estratégias de vendas com parceria com grandes agências. Desde 2021, é VP Brazil da RelevanC, especialista em soluções de Retail Media que, no Brasil, atua nas ações do GPA.
Iniciativa oferece automatização na compra de espaço publicitário pensada para o meio Cinema e garantindo audiência e 100% de atenção
A FLIX Media, maior empresa especializada em mídia cinema do país, acaba de anunciar sua estreia na mídia programática. A companhia é a pioneira no Brasil – e uma das primeiras do mundo – na integração de sua rede, com a programação de mais de 2.150 salas de cinema brasileiras, a uma SSP (Sell-Side Platform). Além da mídia em tela, o novo formato de venda acessará as demais propriedades da FLIX, como DOOH e ações especiais.
A integração do inventário e do sistema de programação da FLIX acontecem por meio de uma parceria com a Magnite, que opera no projeto como SSP (Sell-Side Platform) integrada à uma plataforma que opera como DSP (Demanda Side Platform). A estratégia da empresa foi desenvolver uma programática que respeitasse as características e atributos do meio cinema. A venda será feita no modelo de “deals garantidos” onde o time comercial da Flix Media define antecipadamente com agências e clientes a negociação, inventário e segmentação da campanha. Trata-se de uma programática que acessa todo o inventário da mídia em cinema negociado pela FLIX, incluindo espaços premium.
Com esse passo, os anunciantes e agências podem usar ferramentas programáticas para terem uma solução mais completa, acessando um inventário único de vídeo premium e com níveis de atenção sem paralelo, além da possibilidade de acompanhamento do andamento das suas campanhas. Além disso, a programática de cinema, assim como já é feito com as vendas diretas da FLIX, contará com views garantidos e otimização de campanhas, feitos utilizando dados de audiência reais e consolidados pela Comscore.
“Percebemos que esse passo era importante para oferecermos aos nossos clientes mais uma alternativa de compra do nosso inventário premium, ainda garantindo todos os atributos exclusivos da mídia cinema. Queremos através desta iniciativa facilitar e trazer marcas que ainda não contemplam o meio cinema em seus planos de mídia, mas precisam de uma solução mais completa para sua comunicação,”, afirma Adriana Cacace, diretora geral Brasil e Latam da FLIX. “Além da garantia de audiência, a questão da atenção possibilitada por uma experiência imersiva e pela maior e melhor tela de vídeo, diferenciam a nossa mídia e fazem com que as mensagens sejam melhor compreendidas e muito mais lembradas”.
A operação começa com a equipe da FLIX, que vai até agências e clientes, entende suas necessidades e executa uma proposta. Uma vez aceita, tudo pode ser realizado digitalmente. “O inventário disponibilizado via programática é o mesmo que já oferecíamos antes, mas com todas as funcionalidades que esse modelo permite. Esse é mais um passo que estamos dando na direção de responder aos anseios do mercado, especialmente no que diz respeito a digitalização e métricas. Cada vez mais enxergamos o cinema como o melhor player de vídeo que existe, onde marcas conversam com sua audiência com a máxima qualidade de som e imagem e, especialmente, com atenção exclusiva”, complementa Cristiano Persona, Vice Presidente Comercial e de Operações da FLIX Media.
A mesma automatização também permite agilidade na hora de avaliar uma campanha e seus resultados, otimizar recursos e de receber relatórios precisos sobre o alcance de cada anúncio. Ao final do trabalho, como já acontecia antes, o cliente recebe um relatório de pós-venda com um nível de transparência acima da média do mercado, já que o meio cinema conta com os relatórios de venda de ingressos feitos pela Comscore para entregar e garantir a audiência prometida nas campanhas.
“Na Magnite, estamos extremamente entusiasmados com a nossa nova parceria com a FLIX, que possui impressionantes 91% de market share na capital paulista e 93% na cidade do Rio de Janeiro. Esse trabalho colaborativo inovador reforça nosso compromisso contínuo de melhorar a automação do processo de compra e venda entre anunciantes e veículos. Os resultados alcançados até agora têm sido muito positivos e estamos orgulhosos de cumprir, mais uma vez, a missão de transformar o mercado publicitário com soluções avançadas e eficientes”, afirma Salomão Júnior, Vice Presidente de Vendas da Magnite para a América Latina.
Alguns clientes que já estão negociando espaço com a FLIX nesse novo formato são Itaú, GM, Pic Pay, Colgate, MRV e Americanas. E a expectativa é de que esse número cresça, já que muitas empresas atualmente destinam boa parte de sua verba de publicidade a plataformas de mídia programática.
Sobre a FLIX Media
Empresa brasileira especializada na comercialização de publicidade para o mercado de entretenimento, a FLIX Media foi criada em 2011 com o intuito de estruturar e explorar a mídia de cinema de uma forma eficaz, aproveitando todo o potencial e encantamento desse universo. Atualmente, oferece ao mercado soluções inteligentes para proporcionar experiências completas e relevantes tanto para o público, quanto para marcas. Com mais de 2.000 salas espalhadas pelo Brasil, a empresa unificou o mercado da mídia cinema e tem parceria firmada com as redes de exibição Cinemark, Kinoplex, Cinesystem, Centerplex, GNC, Cinépolis, UCI, Moviecom, Reserva Cultural, Cine Araújo, Cineart e PlayArte. Entre as soluções criadas pela empresa está o Flix Channel, canal de conteúdo exibido antes do início de cada sessão e ideal para branded content.
Integração inédita entre Google, Magnite e Flix Media permitirá que anunciantes contem com ainda mais cobertura, assertividade e flexibilidade nas estratégias de negócios
Os anunciantes agora podem exibir seus anúncios digitais, por meio de mídia programática, em mais de duas mil salas de cinemas em todo o Brasil. Em iniciativa pioneira no mundo, o Google e a Flix Media anunciam a chegada do inventário de cinema ao Display&Video 360 (DV360). A integração será possível por meio da Magnite, que vai operar como SSP (sell-side platform).
A partir dessa integração, os anunciantes que optarem por apostar no Projeto Halley, iniciativa que conta com visão única e usa a inteligência artificial do Google para tornar as campanhas ainda mais eficientes por meio do DV360. Lançado em 2023, o Projeto Halley, batizado em homenagem ao famoso cometa que pôde ser visto a olho nu, unifica esforços em YouTube, TV Conectada, Digital Out-of-home (DOOH) e diversos formatos de vídeo, áudio, display, e agora cinema, em uma só plataforma integrada.
“Agregar o inventário da Flix Media marca um novo capítulo para anunciantes e agências que agora podem potencializar o alcance e a sinergia com os demais formatos disponíveis a partir de uma solução omnicanal, permitindo que o Projeto Halley se torne ainda mais efetivo para nossos clientes”, afirma Breno Barcelos, líder de produtos para DV360 no Google Brasil.
“Queremos facilitar o acesso das marcas e também trazer as que ainda não contemplam o meio cinema em seus planos de mídia e gostariam de contar com uma solução completa de comunicação”, afirma Adriana Cacace, diretora geral para Brasil e América Latina da Flix Media. “Além da garantia de audiência, a atenção possibilitada por uma experiência imersiva e pela maior e melhor tela de vídeo diferenciam a nossa mídia e fazem com que as mensagens sejam melhor compreendidas e muito mais lembradas”, avalia a executiva.
“Estamos extremamente entusiasmados com a nossa nova parceria. Os resultados alcançados até agora têm sido muito positivos e estamos orgulhosos de cumprir, mais uma vez, a missão de transformar o mercado publicitário com soluções avançadas e eficientes”, afirma Salomão Júnior, Vice Presidente de Vendas da Magnite para a América Latina.
Além de acesso ao inventário de vídeo premium da Flix Media, a integração ainda permite acompanhamento de campanhas e ativações, e correções de rotas, caso seja necessário. A integração via mídia programática também responde aos anseios do mercado publicitário no que diz respeito a digitalização e métricas de mensuração.