Dizer uma coisa e ser outra? Não quando o endomarketing é levado a sério

Por Liu Ferrari*

Tem muita empresa que ainda trata endomarketing como apoio. Uma campanha interna aqui, uma ação de engajamento ali, um calendário de comunicação para manter o time “conectado”. Isso é reduzir um sistema poderoso a uma simples ferramenta. Só que o Endomarketing, quando levado a sério, alinha a empresa toda.

Falta planejamento, propósito e alinhamento de discurso adequados em muitas empresas? Sim. Mas grande parte delas tem o básico minimamente estruturado. O problema é a distância entre o que a liderança define, o que a marca promete e o que as pessoas realmente vivem no dia a dia. Quando essa distância é ignorada (ou nem percebida) a empresa se torna inconsistente. E uma empresa inconsistente pode até crescer por algum tempo, mas dificilmente de forma saudável. É por isso que falar de endomarketing, no fundo, é falar de coerência.

Vamos subir alguns degraus. O Branding define a identidade da empresa: quem ela quer ser, que valor pretende entregar e que direção escolheu seguir. Aí vem a Cultura e transforma isso em comportamento. Mostra como a empresa decide, lidera, reconhece, cobra e tolera. O resultado dessa equação é a Marca Empregadora construída a partir da experiência real de quem trabalha ali. Isso não se constrói com discurso, mas com vivência.

Se a empresa fala de autonomia, mas centraliza tudo, isso aparece. Se fala de desenvolvimento, mas não cria ambiente para crescimento, isso aparece. Se fala de colaboração, mas premia apenas competição interna, isso aparece também. A reputação como lugar para trabalhar não nasce de campanha, mas vaza da operação.

O Endomarketing sustenta tudo isso, garantindo que identidade, comportamento e percepção não entrem em choque. Esse ponto costuma ser ignorado e os efeitos raramente são associados às causas. Isso já explica por que endomarketing não pode ser reduzido a comunicação interna.

Liu Ferrari, especialista em endomarketing da Octopus

Sem dúvida, comunicar é parte importante da disciplina, mas está longe de representá-la por completo. O papel do endomarketing é traduzir direção estratégica em entendimento coletivo, ativar comportamento coerente e sustentar a empresa no mesmo caminho. Em outras palavras, é o sistema que conecta o que a marca diz, o que a liderança quer e o que a operação pratica.

Nesse processo, entram agentes determinantes.

O CEO aponta o objetivo. A alta administração define o rumo. Mas quem consolida (ou destrói) a coerência no cotidiano é a liderança intermediária. É nela que a cultura ganha corpo. É nela que o discurso vira prática ou cinismo. Quando a média liderança não reforça prioridades, não vive os valores e não toma decisões alinhadas com a direção da empresa, o endomarketing vira decoração.

Quem perde muito com isso é a cultura organizacional. Ela não brota. Mora nos rituais, nas metas, nos critérios de promoção, na forma como se dá feedback, no que se reconhece e no que se tolera. A empresa sempre se torna mais parecida com o que ela incentiva do que com o que ela declara. Se há desalinhamento entre mensagem e incentivo, o incentivo vence. Sempre.

Mais clareza, menos contradição. Desde o onboarding, passando pela forma como a estratégia é desdobrada, pela cadência da liderança, pelos rituais internos, reconhecimentos, experiência de desenvolvimento e até pela saída das pessoas, lá está o Endomarketing. Não como campanha, mas estrutura.

O clima ganha muito com isso. Mas os benefícios extrapolam: a empresa reduz ruído, acelera decisões, fortalece a confiança interna, transformando-se em consistência na experiência entregue para fora.

Não existe marca forte lá fora quando é confusão o que reina lá dentro.

*Liu Ferrari, especialista em endomarketing da Octopus, agência de publicidade e propaganda com quase cinco décadas de atuação e operações nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Paraná e Minas Gerais

Publicidade estratégica acompanha geração Z mais consciente e ligada ao wellness

Marcas passam a incorporar o bem-estar como nova linguagem de campanhas e diferencial estratégico de posicionamento

A publicidade segue por um momento importante e atento de transformação impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, especialmente da geração Z. Mais atentos à saúde física e mental, esses jovens têm influenciado marcas a repensarem produtos, narrativas e posicionamentos. Nesse cenário, o chamado mercado wellness deixou de ser apenas uma tendência e passou a se consolidar como uma verdadeira linguagem social, impactando diretamente a forma como empresas se comunicam e se posicionam.

Cada vez mais, campanhas publicitárias dialogam com valores ligados ao equilíbrio, autocuidado, alimentação consciente, prática de atividades físicas e bem-estar emocional. O resultado é um movimento que vai além da estética fitness e trata-se de uma nova cultura de consumo, na qual as marcas precisam demonstrar coerência entre discurso, produto e propósito.

Para Caroline Ferrari, Diretora de Novos Negócios Corporativos da Octopus, agência de publicidade e propaganda, essa mudança reflete um novo momento da publicidade. “A geração Z trouxe uma mudança importante para o mercado, ela não quer apenas consumir produtos, mas experiências alinhadas ao seu estilo de vida. O wellness virou um código cultural que influencia desde o desenvolvimento de produtos até a narrativa das campanhas. Hoje, marcas que conseguem integrar bem-estar, socialização e propósito em suas estratégias conseguem dialogar de forma muito mais autêntica e eficiente com esse público”, afirma.

Um exemplo recente dessa mudança foi a chegada da Heineken 0.0 Ultimate, nova versão da cerveja sem álcool da Heineken. A bebida amplia essa linha e chega ao mercado com a proposta de oferecer uma experiência ainda mais leve, eliminando álcool, açúcar e calorias. O lançamento começa pelos Estados Unidos e a Polônia, com testes em outros mercados, como a Holanda, acompanhando o crescimento da categoria de cervejas sem álcool entre consumidores que desejam participar de momentos sociais sem os efeitos do álcool.

Fonte: Máxima Assessoria de Imprensa

Natal reforça convergência “phygital” e consolida novo papel da mídia na jornada de compra

Caroline Ferrari, especialista da Octopus, destaca que anúncios em sites influenciam decisões mantendo relação importante dos marketplaces e varejo físico

Em mais um ano de uma das épocas mais aguardadas do calendário, o Natal confirma a consolidação de uma jornada de consumo cada vez mais ‘figital’, em que estímulos digitais e experiência física se complementam na decisão de compra. A data, considerada a mais importante do varejo e que reúne diversas tendências de consumo, traz cada vez mais um consumidor informado e exigente, em busca de novas experiências.

Para Caroline Ferrari, Diretora de Novos Negócios Corporativos da Octopus, agência de publicidade e propaganda, o Natal deste ano evidencia a maturidade da omnicanalidade no varejo brasileiro. O consumidor transita entre o clique e o físico sem perceber barreiras, encontrando no digital conveniência, comparação e influência, e no ponto de venda a confiança, o imediatismo e a experiência que a data proporciona.

“A publicidade digital se tornou o gatilho da intenção. O cliente é impactado, navega, compara preços e só então conclui a compra, seja online ou presencialmente. O papel da comunicação é garantir que essa jornada seja contínua e sem atrito”, comenta. Segundo a profissional, a convergência entre esse estímulo digital e experiência física é o que deve impulsionar o desempenho do varejo neste fim de ano.

Essa navegação do consumidor entre o digital e o físico também foi apresentada recentemente na pesquisa Consumer Insights 2025, da UOL, e aponta que a internet segue como elemento central na formação de intenção, com 41% dos consumidores afirmando que anúncios em sites e portais influenciam diretamente o processo de escolha, enquanto 39% reconhecem que esses ambientes determinam quais marcas ou lojas entram na sua lista de possibilidades. Os dados reforçam o papel estratégico da publicidade digital como ponto de partida dessa jornada, que começa no impacto e na pesquisa online, mas se desenrola em múltiplos canais, marketplaces, e-commerces próprios, lojas físicas e, especialmente, shoppings centers.

“O grande desafio também está na atenção do consumidor, exigindo campanhas capazes de unir criatividade, dados e eficiência. O digital assume protagonismo na fase de descoberta, enquanto os shoppings e marketplaces se fortalecem como ambientes de conversão, cada um cumprindo um papel complementar no ecossistema de compra”, complementa Ferrari.

Caroline Ferrari

Caroline destaca que as grandes tendências para o Natal deste ano e próximas datas importantes do calendário do varejo se resumem a uma omnicanalidade madura, uma mídia digital como base da descoberta, aumento da competição por atenção, shoppings e marketplaces que complementam jornadas e pressão por eficiência.

“O Natal deste ano não é sobre onde o consumidor compra, mas sobre como ele se move entre os canais. As marcas que entenderem essa jornada fluida vão capturar participação de mercado e valor de marca ao mesmo tempo”, finaliza a especialista.

De mudança

Partiu

A bela, jovem e competente publicitária Renata Pieroni juntou seus pertences e partiu de mala e cuia para Santo André.

A publicitária que atuava no setor de mídia da Max Propaganda em Taubaté agora dará expediente na Octopus Comunicação como Coordenadora de Mídia, apoiando também o trabalho da agência em licitações de grandes contas públicas.

Renata Pieroni passa a atuar como Coordenadora de Mídia na Octopus Comunicação em Santo André

Renata Pieroni passa a atuar como Coordenadora de Mídia na Octopus Comunicação em Santo André