RD Station lidera ranking de plataformas CRM mais utilizadas por empresas

Imagem gerada pela IA do Canva

Levantamento do Reportei revela que soluções nacionais têm forte presença no mercado, enquanto ferramentas internacionais ainda são amplamente usadas em estratégias de automação

A RD Station é a plataforma de CRM e automação de marketing mais integrada pelas empresas analisadas na pesquisa realizada pelo Reportei, empresa de relatórios e dashboards de marketing. O levantamento, que avaliou mais de 178 mil contas e mais de 1 milhão de integrações ativas, mostra larga liderança da RD Station, com 7.888 integrações, seguida por RD CRM (1.712), Mailchimp (1.178) e Pipedrive (405).

“A presença da RD Station no topo do ranking mostra a força das soluções nacionais em atender à realidade das empresas brasileiras, que buscam automação, relatórios e acompanhamento de performance de forma integrada”, comenta Renan Caixeiro, cofundador do Reportei. O estudo aponta ainda que as plataformas de CRM e automação representam cerca de 14,8% das integrações do Reportei, um indicativo do crescimento dessas soluções no mercado brasileiro.

Na sequência, aparecem Active Campaign, Kommo, Phonetrack, HubSpot Marketing, HubSpot CRM, e E-goi. A presença dessas ferramentas evidencia a variedade de soluções utilizadas por empresas de diferentes portes e graus de maturidade digital, mesclando plataformas especializadas em automação, CRM e comunicação com leads.

Os dados apontam para o protagonismo das plataformas de origem brasileira, especialmente em estratégias de automação e funil de vendas, ainda que soluções globais sigam relevantes entre empresas de médio e grande porte. “O avanço dessas plataformas reflete também a maturidade do marketing de performance no Brasil e a demanda crescente por tecnologias que otimizem a tomada de decisão”, comenta.

Influenciadores mais procurados de 2025: esportistas e gamers dominam o ranking

Pietro Fittipaldi, Caroline Scarpa e Goularte estão no topo do ranking
Crédito: reprodução/Instagram

Levantamento da Influency.me mostra que, de janeiro a agosto de 2025, cerca de 5 milhões de buscas foram realizadas na plataforma. Mais procurados incluem nomes como Victor Augusto (Coringa), com 15.5 milhões de seguidores, e Denilson Show, com 8.1 milhões de seguidores

Ao longo de 2025, profissionais de marketing, agências e marcas realizaram mais de 5 milhões de buscas na plataforma Influency.me por perfis de influência. A partir dessas pesquisas, a companhia elaborou levantamento que revela os 20 perfis mais populares do período. O destaque está na pluralidade de nomes, que vão de influenciadores com mais de 15 milhões de seguidores a criadores com públicos de cerca de 68 mil pessoas.

“O levantamento evidencia que o mercado de influência está cada vez mais diversificado e estratégico. Esportistas, gamers e produtores de conteúdo do segmento lifestyle se destacam entre os mais buscados justamente por sua conexão direta com o público, o que se traduz em engajamento real. Nesse cenário plural, nosso papel é transformar esses dados em inteligência para que as empresas possam identificar, avaliar e se conectar com os criadores ideais para cada estratégia”, afirma Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me.

Abaixo, compartilhamos os influenciadores mais procurados. O número de seguidores considera exclusivamente o público de cada perfil no Instagram.

1 – Pietro Fittipaldi – 350 mil seguidores
Piloto brasileiro de automobilismo, neto do bicampeão mundial Emerson Fittipaldi. Com passagens pela Fórmula 1 como piloto de testes e competições internacionais, representa a nova geração da tradicional família de pilotos brasileiros.

2 – Goularte2 – 1.3 milhões de seguidores
Criador de conteúdo e streamer brasileiro, conhecido pelo canal no YouTube onde mistura entretenimento, humor e críticas sociais de forma leve e bem-humorada. Também faz lives na Twitch, comentando cultura pop, games e cotidiano.

3 – Caroline Celico Scarpa – 1.1 milhão de seguidores
Empresária, influenciadora digital e ex-cantora. Ganhou notoriedade ao lado do ex-jogador Kaká, mas construiu trajetória própria em projetos sociais e de comunicação, com forte atuação em moda, lifestyle e causas humanitárias.

4 – Juliana Sana – 146 mil seguidores
Jornalista e apresentadora brasileira, atua na área de comunicação com destaque para o rádio e a televisão. Conhecida por seu carisma, já apresentou programas na Rádio CBN e em outros veículos de grande audiência. Já foi atleta profissional e acrobata.

5 – Gustavo Kuerten – 653 mil seguidores
Ex-tenista brasileiro, conhecido mundialmente como Guga. Tricampeão de Roland Garros, foi número 1 do ranking da ATP e é considerado um dos maiores ídolos do esporte nacional. Fora das quadras, atua em projetos sociais voltados para crianças e jovens.

6 – Ale Guerra – 68.2 mil seguidores
O perfil Cuecas na Cozinha, criado por Ale Guerra, é um dos pioneiros na cena gastronômica digital brasileira. Atuando como blogueiro, produtor de conteúdo e palestrante, Ale compartilha receitas, dicas de gastronomia, tendências do setor e experiências de viagem ligadas à culinária.

7 – Cris Arcangeli – 1.7 milhões de seguidores
Empresária, apresentadora e investidora brasileira, conhecida por sua atuação no programa Shark Tank Brasil. Tem longa trajetória em inovação e beleza, sendo referência em empreendedorismo e negócios.

8 – Juliano Floss – 4.4 milhões de seguidores
Criador de conteúdo e dançarino brasileiro que viralizou nas redes sociais, especialmente no TikTok, com coreografias e vídeos criativos. Tornou-se uma das referências da nova geração digital.

9 – Victor Augusto (Coringa) – 15.6 milhões de seguidores
Streamer e criador de conteúdo da organização LOUD, conhecido pelo apelido Coringa. Popular entre os fãs de Free Fire e outros games, também se destaca pela forte presença digital e lifestyle compartilhado com seus seguidores.

10 – Caroline Ribeiro – 135 mil seguidores
Modelo brasileira de projeção internacional. Desfilou para grandes grifes e foi uma das principais representantes do Brasil nas passarelas nos anos 2000, mantendo presença marcante no mundo da moda.

11 – Thaís Braz – 3.6 milhões de seguidores
Personalidade da mídia e influenciadora digital, ganhou notoriedade ao participar do Big Brother Brasil 21. Desde então, consolidou carreira como criadora de conteúdo e parceira de marcas em campanhas de moda e lifestyle.

12 – Bia Figueiredo – 155 mil seguidores
Pilota brasileira de automobilismo, foi a primeira mulher da América Latina a competir na Fórmula Indy. Com carreira sólida em categorias nacionais e internacionais, é reconhecida por sua perseverança e por abrir caminhos para outras mulheres no esporte a motor.

13 – Marcelo Medici – 333 mil seguidores
Ator e humorista brasileiro, reconhecido por seu trabalho no teatro, cinema e televisão. Ficou famoso por personagens marcantes em programas de humor, além de atuar em novelas e peças de teatro.

14 – Thiago Pasqualotto – 91 mil seguidores
Jornalista e roteirista, criador do blog Miga, Sua Louca! e ex-editor do Morri de Sunga Branca. É conhecido por seus comentários ácidos e bem-humorados sobre cultura pop, televisão e celebridades.

15 – Denilson Show – 8.1 milhões de seguidores
Ex-jogador de futebol e campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, Denilson se reinventou como comentarista, apresentador e criador de conteúdo. Carismático e irreverente, conquistou o público ao unir humor e opinião no universo esportivo.

16 – Rafa e Janda (Cabine Secreta) – 109 mil seguidores
Dupla de criadores de conteúdo que se destaca com vídeos bem-humorados, desafios e interações criativas. Compartilham novidades e análises sobre o universo do cinema, festivais e eventos.

17 – Guilherme Damiani Limoeiro – 462 mil seguidores
Um dos pioneiros no universo gamer no YouTube Brasil. Fundador do canal Damiani, é conhecido por transmissões ao vivo, gameplays e análises bem-humoradas que dialogam com o público jovem.

18 – Ivan Moré – 798 mil seguidores
Jornalista e apresentador esportivo brasileiro, com passagem marcante pela TV Globo, onde esteve à frente do Globo Esporte. Hoje, além da comunicação esportiva, também é palestrante e produtor de conteúdo digital, falando sobre carreira, inspiração e performance.

19 – Priscilla Freire – 290 mil seguidores
Comunicadora e apresentadora na Record RN, com trajetória consolidada na televisão e no rádio. É reconhecida por sua simpatia, proximidade com o público e estilo versátil, conduzindo programas de variedades e entretenimento.

20 – Kim RosaCuca – 3 milhões de seguidores
Criadora de conteúdo digital brasileira, ganhou notoriedade no YouTube com vídeos de humor, desafios e lifestyle. É seguida principalmente pelo público jovem, com linguagem divertida e próxima.

O leão virou mico (não é somente mais um texto sobre Cannes)

Por Eduardo Spinelli

Hoje acordei com uma vontade inquietante de escrever sobre o maior festival de criatividade do mundo: o Cannes Lions, realizado em Cannes, na França.

Depois de anos sem escrever no meu blog e sem atuar no mercado publicitário do Vale do Paraíba, achei emblemático voltar a dissertar sobre o assunto bem no ano em que o Brasil foi homenageado como “Creative Country of the Year”.

Eu sei, o Festival já acabou há semanas e você já deve ter tido uma overdose de informações, análises e pitacos sobre os resultados, as dores e as delícias da 72ª edição do Cannes Lions, o Festival Internacional de Criatividade.

Mas ainda assim é necessário fazermos uma análise mais profunda. Agora que a poeira baixou (ou não) e o calor da discussão esfriou (ou não), acho um bom momento para que, juntos, possamos refletir sobre o futuro da nossa profissão.

Primeiramente, gostaria de dizer que gostei muito do nível dos trabalhos premiados e fiz até um ranking dos meus cases favoritos. Confira agora o meu Top 10 (se você ainda não viu, recomendo que veja e estude cada um deles):

1. “Tree Words”, da Publicis Conseil para Axa;

2. “Better on a Better Network”, da Bear Meets Eagle on Fire de Sydney para Telstra;

3. “Caption With Intention”, da FCB Chicago para Academy of Motion Picture Arts & Sciences, Rakish e Chicago Hearing Society;

4. “Night Fishing”, da Innocean Seoul para a Hyundai da Coreia do Sul;

5. “Lucky Yatra”, da FCB India para Indian Railways;

6. “Price Packs”, da Serviceplan Munich para Penny;

7. “The best place in the world to have herpes”, da Finch Sydney e Motion Sickness Auckland para New Zealand Herpes Foundation;

8. “Call of Discounts”, da GUT São Paulo para o Mercado Livre (BRASIL);

9. “Pedigree Caramelo”, da AlmapBBDO para Pedigree, da Mars (BRASIL);

10. “Bad Bunny”, da DDB Latina Puerto Rico para Rimas Music.

Acho emblemático também que no ano em que só se fala em Inteligência Artificial, tanto nos eventos de comunicação quanto na mídia, nas redes sociais, nos almoços de família e nas conversas de bar, o case que levou o Grand Prix de Film Draft foi o “Better on a Better Network”, um stop-motion criado para a operadora australiana Telstra. Repito: um stop-motion (técnica de animação feita à mão) ganhou o GP! Percebem a relevância disso? É o mercado da comunicação passando uma poderosa mensagem: o artesanal tem mais valor que o tecnológico e o artificial. O toque humano ainda resiste em um mundo dominado pela I.A.

Voltando ao assunto principal desse texto: a criatividade brasileira. O Brasil é uma potência criativa. Sempre foi. E não tô falando só na propaganda. Na música, na moda, no cinema. Mas, nessa edição de Cannes, o país voltou a ser assombrado por alguns fantasmas, literal e metaforicamente falando.

Segura essa informação aí que já, já eu a trago de volta para a discussão.

Nos últimos dias, consumi muito sobre o festival. Li artigos, ouvi podcasts e assisti a inúmeros videocases. E duas mulheres que admiro muito defenderam muito bem a criatividade brasileira: a Chiara Martini, diretora sênior de estratégia criativa na The Coca-Cola Company, em artigo publicado no Meio & Mensagem; e a Juliana Nascimento, da FCB, no Braincast, o podcast da B9.

Vou tentar resumir: por causa da escassez de recursos e oportunidades, o Brasil é bom em fazer muito com pouco. O brasileiro é mestre em gambiarras, que nada mais são que soluções improvisadas para problemas do cotidiano.

Só que aí eu lembro você, leitor, você, leitora, que existe um outro fantasma na nossa história: o tal do “jeitinho brasileiro”. Essa expressão tem duas leituras: é uma expressão cultural brasileira que se refere a uma forma de improvisação e adaptação, buscando soluções práticas, informais e criativas para desafios do dia a dia. É a tal da gambiarra. Mas tem outra leitura – e aí reside o perigo – para a expressão: jeitinho brasileiro é desonesto, malandro, amoral e corrupto.

Voltamos à questão das peças-fantasmas, trabalhos criados pelas agências única e exclusivamente para festivais. Ou seja: fantasmas são mais irreais do que a própria Inteligência Artificial. Este ano, a polêmica toda começou com a campanha “Efficient Way to Pay”, da DM9 para a Consul. Mas vamos combinar: essa é apenas a ponta do iceberg e o buraco é bem mais embaixo.

É muito triste que o Brasil, que deveria ser lembrado neste ano como o “Creative Country of the Year”, acabou virando o “Fake Country of the Year”. Infelizmente, o leão de ouro acabou virando um mico dourado (e sim, a imagem que ilustra esse artigo foi criada pelo meu “dupla” de criação, o ChatGPT).

Mas passado esse mico internacional, a pergunta que fica é: você quer ser reconhecido como um profissional que usa a criatividade para criar soluções criativas reais ou aquele que usa o famoso “jeitinho brasileiro” para alcançar o sucesso a qualquer preço, mesmo que para isso falte com a verdade?

Não precisa responder pra mim. Apenas reflita. Você e a sua consciência.

Bom, é isso. Joguei a bomba na sua mão e saí correndo. Até a próxima.

*Eduardo Spinelli é redator publicitário, diretor de criação, cineasta e diretor da APP Vale – Associação de Profissionais de Propaganda do Vale do Paraíba.

O digital ultrapassou a TV e lidera a corrida pelo investimento em mídia

Foto de Alejandro Barba na Unsplash

Por Josué Brazil

O que já era esperado há algum tempo finalmente aconteceu. Pela primeira vez na história do estudo CENP-Meios, os investimentos reportados em mídia digital foram maiores do que a TV aberta, que até então – e historicamente – liderava o ranking.

No período entre janeiro e setembro de 2024, mais de R$ 7,04 bilhões de reais foram alocados à internet por empresas anunciantes, o que representa um share de 39,5% do bolo total publicitário. A TV aberta apresentou um total de R$ 6,72 bilhões, dando ao meio um share de 37,7% do total.

O que explica esse movimento?

A preferência crescente de anunciantes e agências de propaganda pela mídia online em relação ao offline deve-se a diversos fatores que tornam o ambiente digital mais atraente e eficaz para campanhas publicitárias. Um dos principais motivos é a capacidade de segmentação precisa que a mídia online oferece. Por meio de dados detalhados sobre comportamentos, interesses e demografia dos usuários, é possível direcionar anúncios para públicos específicos, aumentando a relevância e a eficácia das campanhas. Além disso, a mídia online permite a medição em tempo real dos resultados, possibilitando ajustes imediatos nas estratégias com base no desempenho apresentado. Essa flexibilidade é menos viável na mídia offline, onde a mensuração de resultados é mais demorada e menos precisa.

Outro aspecto relevante é o custo-benefício. As campanhas on-line tendem a ser mais acessíveis, permitindo que empresas com orçamentos variados alcancem seus públicos-alvo de maneira eficiente. A interatividade proporcionada pelo ambiente digital também é um diferencial significativo. Os consumidores podem interagir diretamente com os anúncios, seja por meio de cliques, comentários ou compartilhamentos, promovendo um engajamento mais profundo e uma relação mais próxima entre a marca e o público.

A abrangência global da internet é outro fator que contribui para essa preferência. Enquanto a mídia offline, como jornais, revistas e televisão, geralmente possui um alcance limitado a determinadas regiões ou públicos, a mídia online permite que as mensagens publicitárias tenham alcance de audiência em qualquer parte do mundo, sem barreiras geográficas.

Evolução constante

Dados recentes reforçam essa tendência. De acordo com o Cenp-Meios, o mercado publicitário brasileiro registrou um investimento de R$ 10,6 bilhões em mídia no primeiro semestre de 2024, representando um aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. Embora a TV aberta ainda liderasse – neste recorte do estudo – com 39,5% dos investimentos, a participação da internet vinha crescendo de forma significativa, refletindo a migração dos investimentos para o ambiente digital (Fonte:cenp.com.br)

Em resumo, a capacidade de segmentação precisa, a mensuração em tempo real, o custo-benefício, a interatividade e o alcance global são fatores determinantes que levam anunciantes e agências de propaganda a optarem cada vez mais pela mídia online em detrimento do offline.