Primeiro livro nacional sobre o tema é escrito por Edvaldo Silva, diretor da ZEFR na América Latina, empresa líder global em Brand Safety no TikTok, YouTube e Facebook
“A revolução do streaming mudou o consumo do entretenimento como um todo e eu vou te contar como chegamos até esse cenário no mundo e no Brasil, além do que você precisa levar em consideração para não deixar novas oportunidades passarem.” É o que afirma Edvaldo Silva, mestre em Artes e Multimeios pela Unicamp, na introdução de Da válvula ao pixel – A revolução do streaming. Com 20 anos de experiência no universo das mídias digitais, o escritor é diretor da ZEFR na América Latina, empresa líder global em Brand Suitability e Brand Safety nas principais plataformas de vídeo do planeta como TikTok, YouTube e Facebook.
Com o apoio de Henry Jenkins e Lúcia Santaella, Edvaldo aprofunda o contexto que abriu espaço para revolução do conteúdo audiovisual e, consequentemente, o surgimento de empresas como a Netflix. Da válvula ao pixel ganha ainda mais força e credibilidade com a experiência única do escritor no universo das mídias digitais: ele começou em 1998 na Editora Peixes (empresa parte do Grupo Abril), época em que foi responsável pelo lançamento de todas as revistas da editora no Uol, maior portal de internet da América Latina.
Aposto que você reconhece essas cenas: na hora do almoço, por exemplo, você recebe uma indicação de um amigo sobre uma série nova que entrou na Netflix ou, no seu feed do Instagram, seu ator favorito posta que o novo filme em que ele atua, já está disponível na HBO Max. Sem pensar muito, imediatamente, você abre outra tela em seu celular, acessa os aplicativos e coloca as duas produções na sua lista para assistir mais tarde, ou no final de semana. (Da válvula ao pixel, p. 19)
Um dos exemplos nacionais da ascensão do streaming no Brasil citados por Edvaldo é a transmissão pela TV Oi, do Rio de Janeiro, da série transmídia “Castigo Final” – a produção concorreu na categoria Internacional Digital na edição dos prêmios de 2010 do Emmy. Outro impacto nacional destacado pelo autor é mudança no tipo de contrato da Rede Globo, que passou a seguir o mesmo tipo de contratação da Netflix.
Netflix, Amazon Prime, HBO, Disney+… para os interessados em saber a origem dos streamings mais queridinhos da modernidade e também para estudantes e profissionais da comunicação: Da válvula ao pixel é registro da transformação digital. Ainda no meio literário, Edvaldo também é co-autor de Mídia Programática, primeiro livro sobre o tema no Brasil e colaborador do livro Avanca Cinema 2011, com as principais teses sobre o setor audiovisual.
Ficha técnica:
Título: Da válvula ao pixel – A revolução do streaming
Autor: Edvaldo Silva
Editora: Lisbon Press
Número de páginas: 108
ISBN: 978-989-37-3102-4
Formato: 14 x 22 cm
Preço: R$ 33,00 (físico) R$ 20,00 (eBook)
Link de venda: Martins Fontes
Seis dimensões foram utilizadas para analisar a influência das marcas
A nona edição do estudo “The Most Influential Brands” no Brasil, realizado pela Ipsos e divulgado nesta terça-feira, 12, comprova a força das empresas de tecnologia na vida das pessoas: oito das dez primeiras posições do ranking são ocupadas por marcas ligadas ao universo digital, com Google encabeçando a lista e levando o título de marca mais influente entre os brasileiros.
Completam o top 10: Samsung (2º), YouTube (3º), Netflix (4º), Lojas Americanas (5º), Amazon (6º), Facebook e Mastercard (7º), Natura e Nestlé (8º), Mercado Livre (9º) e Microsoft (10º). Destas marcas, quatro não apareceram entre as 10 no ano passado: Netflix, Lojas Americanas, Amazon e Natura.
Ao todo, seis dimensões foram utilizadas para avaliar a influência das marcas: Inovação, Confiança, Presença, Responsabilidade social, Engajamento On-line e o desempenho das marcas durante a pandemia por meio de uma dimensão Covid.
Para o CEO da Ipsos no Brasil, Marcos Calliari, a influência vai muito além da posição das marcas no mercado. “Marcas influentes são aquelas que são vistas e ouvidas. Ser vista faz parte do caminho para criar influência, inspirar as pessoas e estimular o engajamento do seu consumidor. Estas marcas não vendem apenas serviços ou produtos, mas, também, formam opinião e estabelecem modelos de comportamento a serem seguidos”.
Marcas nacionais também se destacam
Neste ano, o ranking do estudo traz não apenas um, mas dois nomes nacionais de peso entre as marcas mais influentes: Lojas Americanas, que foi um dos maiores destaques na dimensão de Engajamento On-line, e Natura, marca mais associada à Responsabilidade Social, entre todas as analisadas na pesquisa.
E, apesar de todo a força demonstrada pelo setor de tecnologia, os bens de consumo, que desempenharam um papel essencial na vida dos consumidores durante a crise de Covid-19, marcam presença com a própria Natura, ao lado da Nestlé, empatadas na oitava posição. O ranking das marcas mais influentes no Brasil foi divulgado em um evento on-line na manhã desta terça-feira, 12, com painel de discussão moderado pelo CEO da Ipsos no Brasil e com a participação do Executive Chairman da WMcCann, Hugo Rodrigues, a Diretora de Sustentabilidade, Comunicação & Branding da Nestlé, Bárbara Sapunar e a Head de Marketing Insights e Content do Google na América Latina, Maria Clara Fleury. A apresentação da pesquisa ficou a cargo de Ana Hashizume, Diretora de Brand Health Tracking, Paula Soria, Diretora Sênior de Clientes da Ipsos no Brasil e Steve Levy, Storyteller na Ipsos no Canadá e idealizador do estudo.
Buser Tech vai formar 39 talentos na área de TI, reforçando um dos setores que mais cresce e carece de mão-de-obra especializada
Com um auditório cheio de jovens estudantes de todo o Brasil e que agora vão morar, estudar e trabalhar em São José dos Campos, a startup de mobilidade Buser realizou nesta segunda-feira (4) a cerimônia de abertura do Buser Tech, novo programa universitário que irá formar profissionais de TI de alto desempenho. O boas-vindas aconteceu no Parque Tecnológico e contou com os 39 alunos escolhidos para o programa, entre eles a Clara Santos, de 27 anos, que veio da Paraíba e trocou a carreira de advogada pela área de tecnologia.
“Eu me mudei para São Paulo há alguns anos para trabalhar com o Direito, que é a profissão em que me formei. Porém, eu percebi que queria outra vida, algo em que eu pudesse trabalhar de qualquer lugar e que pudesse exercer de forma remota, se quisesse. Como o meu pai é engenheiro e programador, quando pensei em uma transição de carreira, eu soube que era esse o meu caminho.”
Voltado para jovens talentos que queiram se profissionalizar na área de TI, esta é a primeira edição do Buser Tech, que recebeu mais de 5 mil inscrições de estudantes de todo o Brasil. Do total de selecionados para o programa, 60% cursaram o Ensino Médio em escolas públicas e 40% são mulheres.
“A Buser está mudando a mobilidade no Brasil e agora vai mudar também a educação. Eu tenho certeza de que, após os quatro anos do programa, nós vamos ter os melhores profissionais do mercado de tecnologia porque eles já vão sair na frente, já que vão aprender enquanto trabalham na área. Essa ideia de unir teoria e prática já com oferta de emprego fez jovens que já tinham passado em faculdades renomadas desistirem desses cursos para fazer parte do Buser Tech”, explica o CEO da Buser, Marcelo Abritta. “Antes nós tínhamos 120 profissionais trabalhando na área de tecnologia na Buser. A partir de hoje nós temos 160”, acrescenta.
Estudo e Trabalho
O estágio, para os 39 novos contratados da Buser, já começa nesta semana e será remunerado, com salário mensal de R$ 3 mil. Além do salário, os estudantes recebem benefícios como plano de saúde, vale-refeição e um adicional pela prática de esportes que pode chegar a 10% da remuneração.
Com o programa, os jovens farão parte do dia a dia da equipe de tecnologia da Buser com um estágio de seis horas diárias em que devem assumir desafios individuais e em equipe dentro da empresa. Além da experiência profissional, os participantes também deverão escolher um dos oito cursos acadêmicos oferecidos pela Faculdade Descomplica, que é a maior plataforma de ensino online do Brasil com certificação aprovada pelo MEC com foco em cursos de tecnologia.
“Nós acreditamos que uma pessoa que passa o dia todo estudando, muitas vezes, não tem tempo de fazer um estágio. Então, como ela vai entrar no mercado de trabalho? Isso separa o que a gente aprende da realidade, como se a vida acadêmica e o mercado de trabalho não andassem juntos. E essa parceria vai trazer o conhecimento de ensino superior já aplicado no mercado e, por isso, esses profissionais vão se formar muito mais preparados para o mercado que mais cresce no momento, o da tecnologia”, ressalta Francisco Borges, vice-presidente da Faculdade Descomplica.
O programa terá a duração de quatro anos e, segundo a Buser, a ideia é que novas turmas sejam formadas no futuro.
Sobre a Buser
A Buser nasceu com a missão de promover serviços de transporte melhores e a preços mais acessíveis. Nos três primeiros anos de atividade, a empresa promoveu o fretamento colaborativo com uma plataforma para conectar viajantes a empresas de ônibus no qual os passageiros dividem a conta final do fretamento. Nos últimos meses, a startup evoluiu, passando a ser uma plataforma de mobilidade coletiva multisserviços, atuando também como marketplace de passagens, em parceria com grandes companhias, e agora com o Buser Encomendas. Já são quase 7 milhões de pessoas na plataforma digital. A empresa conta com mais de 350 parceiros (entre fretadores e viações maiores), utilizando mais de 1.200 ônibus. Para mais informações, acesse: www.buser.com.br
No início da criação de uma nova categoria no mercado, normalmente, são poucos os que acreditam nela. As oportunidades parecem pequenas e o caminho para o sucesso distante. Porém, quando essa nova divisão começa a criar forma, geralmente após anos de muito trabalho, todas essas coisas parecem mudar! A descrença dá lugar à lógica e à obviedade, expandindo drasticamente a aposta nas oportunidades geradas por essa categoria.
Alex Collmer, CEO da VidMob
Para simplificar sobre o que estamos falando, temos o exemplo clássico da ascensão dos aplicativos de mobilidade urbana. No começo, as opiniões se dividiam e as empresas de táxis não viam a categoria como uma ameaça. Porém, o modelo de negócios foi ganhando novos adeptos e hoje não conseguimos mais nos imaginar sem essa solução. A lógica começa a se tornar óbvia (por exemplo, é claro que as pessoas gostariam de uma alternativa acessível e mais transparente aos táxis tradicionais). Estamos diante da ascensão de negócios disruptivos criados com um propósito bem definido e com foco em inovação.
Isso também aconteceu dentro do universo do marketing nos últimos anos. À medida que a categoria continua evoluindo, fica mais claro para mim quais tendências que podem servir de diretrizes dentro desse cenário nos próximos anos.
Vou exemplificar cada uma delas a seguir e tenho certeza de que elas servirão como norte para quem busca se basear no conceito de inteligência criativa dentro do segmento da comunicação.
1) A comunicação no marketing ficará cada vez mais complexa com o tempo
O tempo aponta sempre para uma maior complexidade. Não vamos voltar a uma era da internet dominada por texto estático, ou mesmo por imagens. O vídeo permanecerá crescendo até que seja substituído por algo mais complexo, possivelmente AR (realidade aumentada) primeiro, e depois algo mais interessante. À medida que esse processo avance, ficará cada vez mais difícil para os profissionais de marketing se comunicarem de forma eficaz se não forem evoluindo e buscando inovações. Isso porque continuaremos vendo uma expansão de canais (já se foram os dias só da TV, ou mesmo só Google e Facebook), fragmentação de formato e muito mais. Se manter atualizado é preciso!
2) O objetivo da comunicação é conectar-se de uma forma única e a tecnologia pode ajudar com isso
A razão pela qual os softwares têm sido tão bem-sucedidos pelo mundo é que a maioria das tarefas e processos no mundo dos negócios são melhores quando substituídos por uma tecnologia infinitamente escalável, repetível e com custo muito baixo. Porém, quando se trata de marketing, o único objetivo da comunicação é apresentar um ponto de contato único e emocionalmente ressonante para seu produto ou marca. Você pode imaginar se a Nike, Adidas, Under Armour, Reebok e Vans usassem a mesma ferramenta criativa de modelo infinitamente repetível para fazer anúncios com a mesma identidade visual? Isso seria um desastre!
Quando se trata de marketing criativo, utilizar somente uma solução tecnológica e seus benefícios de repetibilidade e escala não é o ideal. Afinal, se você tem um anúncio ruim, a última coisa que um profissional de marketing deve querer é escalá-lo.
Mas, isso não significa que a tecnologia não possa ter um papel na criatividade. Longe disso! O caminho é uma plataforma de tecnologia que potencializa as criações humanas, automatizando tarefas operacionais e fornecendo dados importantes para que a tomada de decisões criativas seja feita de forma mais inteligente. Ou seja, agregar tecnologia ao dia a dia dos profissionais de marketing pode ser muito positivo!
3) O atrito criativo se tornará um fator onipresente por décadas
Os primeiros 25 anos da web moderna foram definidos por atritos de pagamento e segurança onipresentes. Acredito que nas próximas décadas veremos o atrito criativo aumentar em todas as comunicações globais. A dificuldade de criar todos os ativos necessários para o sucesso (entre pago, orgânico, merchandising, a jornada completa de comércio e todo o ciclo de vida do CRM) torna-se esmagadora para qualquer empresa sem a utilização da tecnologia criativa adequada.
4) Agências de marketing e publicidade continuarão lucrando
Anualmente, aproximadamente US$ 100 bilhões são investidos em holdings de marketing e publicidade e isso tende a aumentar. Isso porque essas empresas são valorizadas pelo mercado pela sua expertise. Veremos cada vez mais essa ascensão e novas parcerias sendo formadas com outras empresas que tenham soluções diferenciadas para esse mercado.
5) Empresas de software para o mercado criativo terão valores de mercado de US$ 2 a 3 trilhões
Antes de entrar nisso, quero deixar claro que não estou dizendo que uma única empresa capturará todo (ou mesmo a maioria) desse valor. Também não estou dizendo que toda essa receita sairá das holdings. Porém, veremos cada vez mais empresas trabalhando como nós, ou seja, atuando com marcas, holdings, agências independentes, entre outros players, desenvolvendo parcerias que beneficiarão todo o ecossistema, aumentando seu valor de mercado.
6) Os recursos de Inteligência Artificial e Machine Learning continuarão seguindo a Lei de Moore.
Veremos cerca de 100 vezes mais avanços nos próximos 10 anos do que vimos nos últimos 10 anos. O que isso significa para IA e ML é que elas serão quase infindavelmente mais poderosas em um futuro não muito distante. As empresas que constroem sistemas hoje para capturar dados exclusivos crescerão em valor à medida que a capacidade de gerarem análises estratégicas amadurecer, podendo muito bem se encontrarem em uma posição privilegiada para fornecer significativamente mais valor aos seus clientes e parceiros mais cedo do que o esperado.
Então, o que tudo isso significa? Na minha experiência, acredito que uma API totalmente focada em Inteligência Criativa se tornará uma das plataformas mais valiosas do mundo. Embora certamente esteja em debate quem preencherá essa oportunidade, acho que é indiscutível que alguém o faça.
*Alex Collmer é CEO da VidMob, plataforma líder mundial em Inteligência Criativa que fornece uma solução tecnológica de ponta a ponta para ajudar as marcas a melhorar seus resultados de marketing