Covid-19, influenciadores e e-commerce

Os influenciadores digitais e os desafios do e-commerce em tempos de isolamento social

por Thiago Cavalcante *

A cada decisão anunciada pelas autoridades como forma de combater a pandemia do COVID-19 cresce a importância do e-commerce no cenário nacional. Com a restrição aos shoppings e o fechamento das lojas de rua este canal começa a despontar como destino natural para suprir as necessidades cotidianas.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Neste sentido, certamente num primeiro momento haverá um aumento do número de consumidores que serão praticamente obrigados a optar pelas compras on-line à medida que evitam locais públicos. Por outro lado, também pode ser uma fonte de preocupação a existência de problemas na cadeia de suprimentos como a escassez de produtos ou dificuldades de logística.

Seja como for, a verdade é que o país está entrando num momento no qual a empatia, a sensibilidade e a solidariedade serão muito valorizadas. Presas em suas casas, as pessoas desejarão ouvir vozes conhecidas, ver pessoas amadas e buscar informações de alguém em quem possam confiar.

As marcas mais atentas a este sentimento poderão corresponder às expectativas de seus clientes com soluções que agreguem inteligência artificial a influenciadores digitais. Nelas a tecnologia teria a função de evitar a superexposição e a sensação de que alguém está querendo tirar vantagem de um momento tão difícil para o país. Para isso, seria necessária a inserção do influenciador apenas no momento certo e com a mensagem corretamente adaptada a cada situação.

Mandar vídeos com algum famoso sugerindo algum produto para um mailing geral seria um suicídio de imagem tanto para a marca como para o famoso. Então a Inteligência artificial entra fazendo sua mágica de entender o comportamento do consumidor por meio de sua navegação nos e-commerces e detectar o momento e a forma de fazer com que a participação do influenciador seja recebida como uma ajuda bem vinda na hora certa e não como uma exploração comercial insensível.

Mas como se faz isso?

É possível, por exemplo, detectar que alguém se interessou por um produto no site, avançou no processo para sua compra, mas quando chegou na parte do pagamento, achou o preço muito alto e desistiu, deixando o carrinho virtual abandonado.

Imagem de rottonara por Pixabay

Então, somente as pessoas que passaram por todo este ciclo seriam abordadas em seus canais de comunicação (redes sociais ou próximas visitas ao e-commerce) com vídeos de influenciadores digitais relembrando seu interesse por aquele produto e oferecendo insumos para que a compra seja executada.

Estes insumos podem ser desde informações sobre os benefícios do produto, depoimentos sobre seus efeitos até descontos no preço, oferta de condições de pagamentos diferenciadas em relação à exposta a todos no site e isenção de cobrança de frete, por exemplo.

Uma pesquisa recente do Ibope Inteligência mostrou que 52% dos internautas brasileiros seguem influenciadores digitais em redes sociais. O estudo diz ainda que 50% dos que responderam confessaram que se sentem influenciados em relação aos produtos e serviços que essas personalidades indicam nas plataformas.

A distância das famílias e amigos durante o período de isolamento social tem um potencial de fazer com que este poder de influência cresça muito nas próximas semanas. Que ele seja usado na hora certa, da melhor forma possível e com a máxima empatia, sensibilidade e a solidariedade.

* Thiago Cavalcante é diretor e sócio-fundador da Inflr, startup especializada em ações com influenciadores digitais que consegue atingir 100% dos seguidores, multisegmentar e direcionar as entregas dentro da audiência de cada influenciador.

Fonte: Compliance Comunicação – Assessoria de Imprensa – Rachel Cardoso

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Coluna Propaganda&Arte

Financiamento Coletivo: você precisa saber o que é Whuffie

O financiamento coletivo no Brasil está crescendo. É o tal do Crowdfunding (do inglês, financiamento pela multidão) que está ganhando o gosto dos brasileiros. E por que não aproveitar para arrecadar uma grana e tirar grandes ideias do papel?

O que já é um ecossistema de apoios bem forte nos Estados Unidos, agora parece estar ganhando raízes nas terras tupiniquins. Principalmente com o site Catarse.me, que já ajudou a financiar milhares de projetos em sua história recente, movimentando mais de R$50 milhões.

Achou pouco? Muito? Fato é que alguns projetos estão conseguindo arrecadar mais de R$500 mil para colocar suas ideias na rua. Como o caso da MOLA, um projeto de engenharia que foi um sucesso acima da média em suas duas campanhas até então, que somadas chegam a R$1,3 milhão.

Se você se interessou, preciso lhe avisar que não é tão simples assim fazer um projeto bombar e ultrapassar 100% de arrecadação. Você precisa primeiro entender o que é whuffie e ter um planejamento de longo prazo.

Tara Hunt, expert em mídias sociais, colocou que o whuffie ou capital social, seria uma moeda on-line, um valor que você adquire na sociedade digital, mediante sua contribuição, redes de contatos e ações que sejam valorizadas por algum grupo.

Podemos dizer que os influenciadores digitais, como youtubers e blogers, possuem um alto whuffie, já que conseguem movimentar vendas e influenciar opiniões. Mas não só eles. Aquela pessoa que você respeita profissionalmente e até segue nas redes sociais, pois sempre posta material relevante, também deve ter um ótimo whuffie (pelo menos para você e para um nicho especializado).

Em uma campanha de financiamento coletivo você fica sabendo exatamente o “valor” que você tem para a sociedade. Claro, não estou entrando no mérito da ideia do projeto em si, que precisa ser no mínimo de interesse público, mas é muito bom saber que ao compartilhar uma informação, conversar em grupos e comunidades virtuais, você está agregando whuffie à sua pessoa e fazendo o seu nome. Com o passar do tempo tudo isso poderá se tornar apoios virtuais. Isso mesmo, apoios financeiros para uma ideia útil, criativa ou divertida sua.

Já pensou tirar aquela sua ideia do papel? Um livro, quadrinho, filme, música, projeto social, produto ou jogo? O ambiente do crowdfunding brasileiro está cada vez mais competitivo e o seu capital social pode fazer a diferença quando lançar a sua campanha. Pense no whuffie, mas não se esqueça de ser você. Não faça tudo isso pelo reconhecimento, pois as pessoas percebem quando algo não é real, mesmo no meio digital.

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Maior do Brasil em vídeos

Zoomin.TV se tranforma na maior Multiplatform Network em vídeo no Brasil

Empresa conta com mais de 500 influenciadores digitais com forte atuação no YouTube

Paulo Leal, diretor geral da Zoomin.TV Brasil

A Zoomin.TV, empresa sueco-holandesa com o mais completo modelo de negócios baseado em vídeos online, acaba de anunciar a criação de uma Multiplataform Network (MPN). A rede é composta por 500 influenciadores digitais brasileiros com forte atuação no YouTube. Juntos, os canais próprios da Zoomin.TV e dos youtubers contabilizam mais de 30 milhões de inscritos e 300 milhões de views mensais. Com esses números, a empresa se transforma na maior plataforma de integração de redes em vídeo.

A MPN é um sistema de inteligência de recomendação de conteúdo. Entre seus objetivos está promover o crescimento dos canais, por meio da alavancagem de audiência entre os influenciadores no YouTube, redes sociais e nos mais de 100 publishers associados à Zoomin.TV. Além disso, oferecerá serviços de curadoria e venda publicitária. “Os criadores de conteúdo mudaram a forma como as pessoas consomem vídeos e isso está atraindo cada vez mais o mercado publicitário. Os influencers têm grande potencial de entregar bons resultados em campanhas, gerando engajamento”, relata Paulo Leal, diretor geral da Zoomin.TV.

O modelo de negócio oferecido pela empresa é totalmente inovador e diferente do que muitas outras praticam. Segundo Leal, não é cobrada comissão ou curadoria, todo o agenciamento dos influencers é focado apenas na estratégia de visibilidade. O ganho da Zoomin.TV é designado apenas da monetização dos canais. “Dessa forma, tornamos nosso negócio mais atraente e acessível para os anunciantes na contratação de influenciadores para uma campanha”, explica.

Com apenas um mês de funcionamento da MPN, comandada por Rafael Arty e Eduardo França, já foram veiculados anúncios de grandes empresas como Caixa Econômica, Banco do Brasil, Itaú, Sebrae, Petrobras, Ferreiro Rocher, Uninove e GM. “Temos capilaridade e o maior inventário horizontal de vídeo premium com geração de audiência referendada pelo comScore, o que nos garante oferecer o target certeiro para qualquer tipo de campanha”, finaliza o diretor.

Foco nos influenciadores – A criação da MPN faz parte de uma série de projetos envolvendo influenciadores. Recentemente, a Zoomin.TV lançou a Rede de Influenciadores Zoomin.TV. O núcleo reúne nomes dos principais segmentos, incluindo Drauzio Varella, Catia Fonseca, Maurício Meirelles, Fabrizio Fasano, Julio Cocielo, Carol Fiorentino, Cid Cidoso, Nathalia Arcuri, Pedro do Amaral, Torcida Alviverde, O Fuxico, Simone Abravanel, Loucos de Refri, entre outros.

Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Tatiane Oliveira

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