Arrumar a casa antes de comunicar

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Existe uma cena clássica no universo do marketing: a empresa troca a logomarca, cria um slogan emocionante, investe em anúncios impecáveis nas redes sociais… mas, quando o cliente entra em contato, ninguém responde. Ou pior: o produto atrasa, o atendimento falha e a experiência prometida simplesmente não existe. É como convidar visitas para um jantar sofisticado enquanto a cozinha ainda está pegando fogo. Comunicação sem estratégia pode até gerar atenção, mas dificilmente sustenta reputação.

O problema é que muitas organizações ainda confundem marketing com propaganda. Segundo Philip Kotler, considerado um dos maiores nomes do marketing moderno, marketing é um processo de geração de valor para o cliente e para a empresa — e não apenas divulgação. Ou seja: antes de pensar no post bonito, no vídeo emocionante ou na campanha “criativa”, é preciso entender quem é o público, qual problema será resolvido e se a empresa realmente entrega aquilo que promete.

Na prática, isso significa “arrumar a casa” antes de abrir o megafone. O marketing estratégico começa muito antes da comunicação. Ele passa por análise de mercado, definição de posicionamento, entendimento de concorrência, precificação, experiência do consumidor e alinhamento interno. Afinal, não adianta vender inovação com processos internos jurássicos ou prometer agilidade enquanto o cliente espera três dias por uma resposta no WhatsApp. O consumidor percebe rapidamente quando existe um abismo entre discurso e realidade.

De acordo com pesquisas da PwC sobre experiência do consumidor, boa parte dos clientes abandona marcas após poucas experiências negativas, mesmo quando gostam do produto. Isso mostra que comunicação forte até atrai pessoas, mas é a experiência consistente que constrói relacionamento. Em outras palavras: marketing pode trazer o cliente até a porta, mas é a operação que decide se ele entra, volta e ainda recomenda.

Outro ponto importante é o alinhamento interno. Muitas empresas querem parecer modernas para o mercado, mas ainda possuem culturas organizacionais desorganizadas, equipes desalinhadas e processos improvisados. Segundo Peter Drucker, “a cultura come a estratégia no café da manhã”. A frase virou um clássico porque traduz uma verdade simples: nenhuma comunicação externa consegue sustentar, por muito tempo, uma realidade interna caótica. O público pode até ser impactado por uma campanha; os colaboradores convivem diariamente com a verdade da empresa.

E aqui entra um detalhe curioso: o consumidor atual investiga marcas quase como um detetive particular. Ele lê avaliações, consulta redes sociais, compara experiências e conversa em grupos. Um relatório da Nielsen aponta que recomendações e experiências reais têm enorme influência nas decisões de compra. Ou seja, não basta dizer que sua marca é incrível. As pessoas querem provas — e, de preferência, provas entregues sem filtro, sem roteiro e sem efeito especial.

Talvez por isso algumas das campanhas mais eficientes do mercado sejam justamente aquelas sustentadas por coerência. Quando produto, atendimento, cultura, experiência e posicionamento caminham juntos, a comunicação deixa de ser maquiagem e passa a ser amplificação. A propaganda funciona melhor quando ela apenas revela algo que já existe de verdade. É quase como aquele amigo naturalmente engraçado: ele não precisa forçar piada o tempo todo para ser interessante.

No fim das contas, marketing estratégico é menos sobre “falar muito” e mais sobre “fazer sentido”. Antes de comunicar, é preciso estruturar, organizar, alinhar e entregar valor real. Porque nenhuma campanha salva uma experiência ruim por muito tempo. E, convenhamos, é muito mais inteligente arrumar a casa antes de chamar todo mundo para entrar.

Branding Emocional: a nova relação do consumidor com o produto

Por Gustavo Tavares*

A História do Branding, como parte das ações de Marketing e Negócios das marcas, tem um novo capítulo nos últimos anos com a consolidação do Branding Emocional no papel central de interface simbólica e conceitual dos produtos para os consumidores. Isto é, em última análise, as marcas deixaram de ser criadas e gerenciadas como uma ferramenta de uma transação comercial, para apresentar, e mais do que isto, representar a essência, valores e personalidade das instituições, aqui colocadas de forma cada vez mais tangíveis como e em uma marca.

Se na origem, o Branding estava focado em demonstrar a procedência de um produto, suas características funcionais e diferenciais frente à concorrência, hoje as marcas também precisam se presentificar no dia a dia de uma vivência de imagens nas redes sociais, tal qual fazem os seus consumidores.

É neste modo de ser, como uma experiência viva, em que as marcas conseguem uma fina sintonia com o que nós somos, com aquilo que mostramos e também com o que queremos ser. As marcas atuam como experiência e linguagem, que toca, vibra e se mistura e não mais com o propósito de nos cercar para gerar conhecimento, lembrança e efetividade no ato de compra. As marcas devem buscar uma adequação com o “espírito do tempo” atual e principalmente com as identidades, interesses e afetos dos seus consumidores e também dos consumidores potenciais, para poder gerar pertencimento. Afinal o que sentimos, vemos e desejamos nas marcas, de alguma forma é sentido, visto e desejado por elas de volta.

A primeira camada desse fenômeno está na construção de identidade. Se o problema da marca era ser conhecida e reconhecida por meio de uma cor, logo, som, frase de assinatura (slogan) ou demais itens que constituem a identidade visual e identidade verbal, hoje, estamos em outra fase em que a demonstração clara dos manifestos da marca destrincham em detalhes a sua essência e os valores desta marca. O sistema de representação e presentificação das marcas construiu um espelho simbólico para o consumidor se ver e se reconhecer em sua identidade, em lugar de uma janela com vistas para o que era interno ao produto e/ou empresa.

Um outro ponto importantíssimo é o foco no reflexo e não mais na troca entre consumidores e marca. As pessoas estão dispostas e propiciam um vínculo afetivo forte de “ser com” uma marca em vez de “ter” um produto de tal marca. Mas vale ressaltar que esta virada está ligada à transformação da vida (em termos mais amplos e corriqueiros) por meio das tecnologias digitais, em especial as redes sociais, que por vezes podem atuar de maneira antissociais. O digital foi o catalisador dessa nova relação.

A proximidade constante entre marcas e consumidores instaura uma sensação de intimidade que nenhuma campanha de TV de 30 segundos seria capaz de sustentar sozinha. No feed, a marca fala, responde, reage, erra e pede desculpas como uma persona viva. As marcas ganharam rosto, humor, e emoção quando se tornaram personagens. E no Instagram, no TikTok ou no X, a marca responde, se emociona, compartilha, comenta, posta com a voz de quem vive.

A frieza institucional do Marketing deu lugar à vulnerabilidade performática das brand personas encarnadas. O jogo não se trata mais apenas sobre uma estrutura de consumo de produtos, mas fala muito sobre um convívio como presença digital. As marcas que riem e choram, que celebram e postam stories como se fossem a gente, estão na verdade vivenciando o dia a dia em outra escala que as permite ser, viver e sentir.

Enxergamos muito da legitimidade das marcas, porque estas são construídas de fora para dentro, pelos likes, reviews, fanpages, reacts, remixagens e memes dos consumidores, como um tipo de coautoria de construção de identidades. A audiência não é mais audiência, também é autora, editora e distribuidora de significados co-criadores. O Branding Emocional reconhece isso, pois: entender o afeto é também ceder o controle, abrir espaço para que as pessoas co-criem, contestem e ampliem o sentido da marca.

O “pai do branding” Walter Landor dizia que “[…] os produtos são criados na fábrica. As marcas são criadas na mente”, e eu não tenho dúvidas para complementar que atualmente as marcas vivem no coração dos fãs e ganharam alma presentificada nas telas e pontas dos dedos dos clientes. Em termos práticos, a marca é uma promessa que ganhou voz, um símbolo que carrega (boas) memórias e é aquilo que sobra quando o produto acaba e o eco que continua ressoando quando o consumo termina. A marca é uma ficção co-criada e compartilhada que se tornou mais que real porque acreditamos (e queremos acreditar) nela. Ela é feita de histórias, de sensações, de narrativas que se entrelaçam com nossas identidades individuais e coletivas.

Vale lembrar que no ecossistema digital surgiram os influenciadores digitais que atuam como pontes emocionais e operam como mediadores afetivos das marcas, traduzindo o discurso das marcas em cotidiano. O que era um comercial de tv, hoje é um potentíssimo “Get ready with me” no TikTok. A aspiracionalidade não está mais nos castelos de mármore, mas na vida compartilhada, nas falhas editadas, na emoção crua e próxima. A influência se tornou o novo campo de legitimação da verdade das marcas e o mais potente combustível da emoção.

Mas por que nós sentimos tanto por certas marcas? Porque, no fundo, elas aprenderam a nos narrar. Não amamos as marcas por aquilo que elas vendem, mas por aquilo que nos fazem sentir, quando uma marca toca nossas histórias de infância, de pertencimento e de futuro, ela aciona memórias e desejos que vão muito além da lógica de compra. Sentimos porque também fomos escritos dentro desta trama. O Branding Emocional é a arte de construir essas tramas com empatia, verdade, escuta e a fala no tom certo, na hora certa e do jeito certo. E talvez o grande segredo não esteja em fazer o público amar as marcas, mas em permitir que as marcas aprendam, humildemente, como amar o público.

*Gustavo Tavares é professor do Centro de Comunicação e Letras (CCL), na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

Raiz Latina lança Linha Premium RL Carbono Amazônico para cabeleireiros profissionais

Da embalagem aos ativos, uma abordagem luxuosa e premium para tratamento capilar com Carbono Amazônico com resultados imediatos e aprovados por cabeleireiros

A primeira indústria de cosmética capilar do Vale do Paraíba, a Raiz Latina, com 23 anos de atividades e com sede em São José dos Campos, no interior de São Paulo, lança sua primeira Linha Premium Professional: a RL, com o produto Carbono Amazônico nas versões shampoo, máscara e sérum finalizador.

Essa linha luxo Carbono Amazônico repõem os cabelos que passam ou passaram por processos químicos, quem explica é a farmacêutica responsável da Raiz Latina, Daniela Souza.

“O carbono repõe os cabelos que passaram por processos químicos. Ele restaura as ligações carbônicas dos cabelos com aminoácidos. O produto entra dentro da fibra capilar e recupera os pontos quebrados. É uma linha para o cabeleireiro profissional e a hidratação pode ser feita de 15 em 15 dias. É uma hidratação que deixa os cabelos leves, com seu balanço natural”, explicou a farmacêutica.

O carbono está presente em quase metade da composição dos fios de cabelo, fazendo parte dos aminoácidos responsáveis pela formação da queratina. Todos os cabelos perdem carbono com o passar do tempo, com a ação do calor e com o uso de produtos químicos, sendo assim o tratamento de recuperação de carbono é indicado para todos os tipos de cabelo, desde os saudáveis até os tratados quimicamente.

A reposição de carbono capilar fortalece a ligação entre estes aminoácidos formadores de queratina, o que resulta em uma hidratação mais potencializada, melhora da absorção de ativos pelos cabelos, além de corrigir a porosidade da fibra capilar, trazendo como resultado maior brilho e maciez. Na primeira aplicação do tratamento já é possível notar os resultados em relação a recuperação hídrica dos fios desgastados com o uso de tratamentos químicos ou em ação do tempo. O tratamento proporciona ao fio maior resistência a trações mecânicas (pentear ou escovar), evitando assim quedas e calvícies.

Em São José dos Campos uma das primeiras cabeleireiras a experimentar a Linha Premium Professional RL foi Elaine Ramalho, do salão que leva o seu nome, com 50 anos de experiência no mercado, ela comentou sua impressão sobre o produto.

“ Usei o produto em vários cabelos, as pessoas amaram o resultado. O produto foi maravilhoso tanto para cabelo fino quanto para grosso. Achei o Carbono Amazônico um produto incrível. Ótimo para se trabalhar e virou um queridinho entre as clientes, um verdadeiro frisson”.

A indústria da Raiz Latina sempre valorizou ativos brasileiros e produtos naturais e para a Linha Premium Professional RL não seria diferente. Confira:

Queratina Vegetal – Ação reconstrutora, protege e fortalece os fios, deixando o cabelo mais saudável, forte e bonito. O ativo atua na estrutura capilar, com o fechamento das cutículas, tendo como resultado um cabelo mais firme e homogêneo. Com isso o fio se torna menos exposto ao efeito da umidade (reduzindo o frizz) e menos vulnerável aos efeitos negativos das fontes de calor como chapinha e secador.

Óleo de Jojoba – As vitaminas presentes neste óleo (A, B e E) auxiliam na restauração do cabelo, além de hidratar e trazer brilho aos fios. Muito indicado no tratamento de cabelos ressecados, tratando e evitando a volta do problema.

Proteína Hidrolisada de Soja – Ativo com função reconstrutora, selando o fio, mantendo o tratamento nos fios mesmo após a lavagem. Resultando em um fio mais macio e maleável ao toque. (presente na máscara e sérum).

Manteiga de Manga –Proporciona grande ação umectante, emoliente e nutritiva para os fios de cabelo, o que impede a perda de água, resultando em cabelos mais hidratados ainda. A manteiga de manga compensa a perda da queratina, preenchendo as partes da fibra capilar danificadas. (presente na máscara)

Óleo de Pracaxi – Regula as propriedades do cabelo e promove aumento da elasticidade, maciez e brilho, além de facilitar a finalização do fio. (presente na máscara e sérum).

Atuação da Linha Premium Carbono Amazônico

O Shampoo Carbono Amazônico faz um tratamento suave, desembaraçando os cabelos, sem agredir os fios.

A máscara Carbono Amazônico, recupera os fios de dentro para fora.

O sérum finalizador Carbono Amazônico tem densidade mais líquida e não pesa os fios, atuando por inteiro nos cabelos fragilizados e dando um extra brilho.

“Realizamos vários estudos e testes para colocar a nossa primeira Linha Premium RL no mercado. A partir de agora, os profissionais cabeleireiros terão mais uma opção para trabalhar nos salões de todo o Brasil. E o consumidor final poderá contar com um produto de qualidade que atua intensivamente nos fios”, declarou a CEO da Raiz Latina, Telma dos Santos.

Fonte:
Raiz Latina
Solução Textual Assessoria – Renata Vanzeli

Creator Economy: uma nova era muito além do “publi”

Por Camilo Barros*

Até pouco tempo atrás para que uma marca divulgasse seus produtos/serviços o caminho mais assertivo era uma grande campanha pelos principais meios de comunicação como TV, jornais ou revistas, num processo que pulverizava a campanha para alcançar o público-alvo. Hoje, os influenciadores digitais entraram em cena e seus perfis nas redes sociais se tornaram o melhor “veículo de comunicação” para que as marcas criem proximidade com esse público. Isso porque entenderam o valor de uma campanha com influenciadores para gerar engajamento.

Segundo um levantamento da Business Insider, até o final deste ano o mercado de marketing de influência deve movimentar em torno de U$15 bilhões. Esse dado deixa clara a importância dos influenciadores para a indústria do marketing. Mas, para além do óbvio, esses influencers têm contribuído para a criação de um novo momento que, hoje, podemos chamar de Creator Economy, a economia dos criadores em português.

Essa nova economia tem movimentado todo o mercado, gerando novas oportunidades para diversos setores. Mas o que temos de tão diferente? De um lado, estão as empresas descobrindo que a estratégia de focar apenas em influenciadores que promovem seus produtos em páginas próprias pode não ser o único e nem o melhor caminho para promover sua marca. Do outro, temos as plataformas de vídeo, como o TikTok, Twitch, o Shorts, do YouTube, reels, do Instagram, Kwai etc., que privilegiam a produção autoral de conteúdos daqueles que deixaram de ser apenas influenciadores para se transformarem em creators, e investem neles porque entendem como são capazes de impulsionar as redes.

Todos os envolvidos perceberam o quão valiosa é essa estratégia de se unir a esses criadores de conteúdo para desenvolverem vídeos em parceria para serem compartilhados nas páginas das empresas, ao invés de trabalhar peças que são publicadas nos perfis desses influenciadores apenas como uma “publi” ou um “recebido”. Até porque, a estratégia de co-criação entre marcas e creators pode agregar valor às peças publicadas, uma vez que usam a linguagem nativa de cada plataforma, fazendo com que o algoritmo entregue a mensagem a quem, de fato, deve entregar.

Estamos entrando na terceira era da comunicação, que é a era da produção de conteúdo pelo usuário e da ascensão da Creator Economy. Um levantamento recente que fizemos, mostrou que vídeos com criadores geram 71 vezes mais vendas, provando como essa nova estratégia tem trazido grandes resultados.

Esse novo cenário nos mostra que, cada vez mais, o valor está nas peças e ações autênticas. Quanto mais natural aquele conteúdo for, sem “plastificação”, pasteurização ou retoques, mais vai dialogar com o seu público, seja ele qual for. Até porque, o bom conteúdo é aquele que entretém, não o que interrompe. Assim, no momento em que ele está vendo vídeos de interesse, encontra um anúncio que também conversa com as suas preferências.

É claro que existem alguns elementos que combinados com os criadores de conteúdo contribuem para o sucesso dos vídeos e deixam a peça mais orgânica para o usuário da plataforma, como presença humana, cores quentes, entre outros fatores.

O fato é que as marcas precisam se preparar e estudar para entenderem de que forma essa nova estratégia pode contribuir com o seu tipo de negócio. Há uma empolgação para entrar de cabeça em algo novo e promissor, mas é preciso ir com calma para entender esse novo universo de possibilidades que está se apresentando. Meu principal conselho para elas é: não forcem um conteúdo só para entrar no hype. As peças autênticas continuam sendo as que trazem mais engajamento do consumidor, já que se conectam com ele de forma genuína.

*Camilo Barros – Head of Sales and Partnerships Latam da VidMob, plataforma líder mundial em Inteligência Criativa que fornece uma solução tecnológica de ponta a ponta para ajudar as marcas a melhorar seus resultados de marketing