Os 5 principais desafios das marcas na era da baixa atenção – e como a IA pode resolvê-los

Vidmob lista os principais obstáculos na criação, que vão desde divergência entre os times envolvidos até o tempo gasto para personalizar criativos para diversas plataformas

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Enquanto as equipes de marketing levam meses para desenvolver e lançar um anúncio, as pessoas podem perder o foco em segundos. Segundo uma pesquisa liderada pela psicóloga americana, Gloria Mark, professora da Universidade da Califórnia, em Irvine, o tempo que as pessoas permanecem em uma única tela antes de mudar para outra diminuiu de 2,5 minutos para 47 segundos nas últimas duas décadas.

A chamada síndrome do cérebro de pipoca, termo utilizado por psicólogos para descrever a tendência de saltar rapidamente de uma tela para outra – como grãos de milho estourando –, tornou-se ainda mais comum com a popularização das redes sociais. Em um cenário desafiador, é natural que as marcas se perguntem se realmente vale a pena investir tanto tempo na criação de campanhas, mas a Inteligência Artificial (IA) se torna uma forte aliada.

“É fundamental identificar os obstáculos e desenvolver estratégias que aprimorem a qualidade criativa e otimizem o tempo. Uma campanha bem-sucedida não precisa ser algo complicado”, diz Miguel Caeiro, Head Latam da Vidmob, plataforma global líder em desempenho criativo com base em IA. “A Inteligência Artificial é capaz de decifrar a criatividade e reconhecer os elementos que fazem um vídeo se destacar em uma rede social, mas não em outra.”

Para acelerar e aprimorar o trabalho criativo, a Vidmob, que usa análise de dados para impulsionar os resultados de marketing de grandes marcas, identificou os cinco principais gargalos enfrentados por profissionais da área. Confira:

1 – Dúvidas sobre qual tipo de anúncio engaja o consumidor
Novas plataformas surgem a todo momento e cada uma delas tem um perfil específico de conteúdo. Outro ponto é que existem diversos formatos de anúncios. Embora os “marqueteiros” saibam onde querem chegar, nem sempre sabem qual é o melhor caminho a percorrer. Afinal, é preciso pensar em quais tipos de anúncios alcança os seus objetivos e qual plataforma conversa melhor com o seu público.

2 – Divergências entre o time criativo e os profissionais de marketing
Estrategistas de marketing e criativos geralmente têm prioridades diferentes. Enquanto os estrategistas são movidos pelos resultados, os criativos se preocupam mais com a produção de ideias legais e menos sobre como podem, de fato, gerar lucro.

3 – Excesso de tempo gasto com a personalização de anúncios para cada plataforma
Cada rede social tem seus algoritmos e bases de usuários com preferências únicas, isso significa que os times criativos devem gastar mais tempo analisando as preferências e personalizando anúncios para cada uma plataforma. Muitas vezes, a equipe de criação só tem tempo para redimensionar os recursos, não para considerar cuidadosamente como um determinado anúncio deve ser ajustado para obter os melhores resultados.

4 – Tendência a refazer o projeto durante a revisão final
É normal que ao final do processo de criação o anúncio não atenda às expectativas dos estrategistas de marketing. O instinto de alguns profissionais é começar todo o projeto do zero, quando pequenos ajustes são suficientes para transformar completamente uma campanha.

5 – Revisões do cliente levam dias ou semanas
Um dos aspectos mais demorados para ter anúncios criativos aprovados e prontos para inclusão em campanhas é a revisão do cliente. Isso porque, muitas vezes, não consideram explicações e dados que comprovam a eficiência de cada elemento na peça e acreditam ser um capricho ou “achismo” do criativo.

A IA permite desconstruir uma peça criativa, como um vídeo, em um conjunto de dados sequenciais, gerenciáveis e capazes de interpretação. Como a existência ou não de pessoas, a posição delas, se estão ao ar livre ou em um ambiente fechado, se estão sorrindo, chorando, se há plantas, animais, quais as cores utilizadas e todas as possíveis informações da imagem que, mais tarde, podem ser cruzada com dados sobre o comportamento da audiência enquanto assiste ao mesmo vídeo em diferentes redes sociais.

“Para resolver todos esses gargalos, temos que usar a força dos dados que a tecnologia consegue transformar em insights, que empoderam o criativo humano em suas decisões. O grande poder dos algoritmos de IA é a capacidade de, finalmente, abrir o que geralmente é chamado de caixa preta da criatividade”, diz Caeiro.

CHICOOH+ passa a atuar em Retail Media com a criação da RX Experience, nova área para atuar no atendimento de agências publicitárias

Com a RX Experience, a CHICOOH+ amplia as possibilidades da Retail Media e ativação de branding no Brasil, entregando soluções inovadoras que garantem maior engajamento e resultados

CHICOOH+ amplia as possibilidades de Retail Media e ativação de branding no Brasil – Crédito: Divulgação

A CHICOOH+, trading desk de mídia OOH e DOOH, anuncia a criação da RX Experience, nova empresa focada em Retail Media e ativação de branding, que busca integrar dados, tecnologia e criatividade. Com foco em agências publicitárias, a RX Experience surge como uma solução completa, pronta para atender às demandas do mercado publicitário em todas as regiões do Brasil. A nova área será dirigida por Rogério Barreto, especialista em varejo e com passagens por grandes empresas do setor.

Com mais de duas décadas de experiência no varejo, Rogério Barreto, diretor de operações da RX Experience, reforça o potencial desse novo segmento. “Retail Media como conceito é uma área muito ampla, é um ecossistema com uma série de particularidades, áreas específicas e muita análise de dados. Vamos consolidar as ativações de marca no ponto de venda e oferecer para as agências publicitárias um leque de possibilidades para que as marcas tenham contato com o público direto”. Sua trajetória inclui passagens marcantes pelo Carrefour, onde liderou a área de visual merchandising nacional e ajudou a implementar estratégias que alinham branding e performance no varejo físico.

Rogério Barreto, diretor de operações da RX Experience – Crédito: Divulgação

A Retail Media é reconhecida por sua capacidade de combinar dados primários com personalização, oferecendo uma abordagem focada na jornada de quem o consome. Segundo o estudo “Latin America Retail Media Advertising Trends 2023”, publicado pelo e-Marketer, a América Latina está ultrapassando US$ 1 bilhão em investimentos com anúncios em mídia de varejo. Esse dado é referente a 2021, e a expectativa é que alcance $ 1,66 bilhão até o final de 2025. Segundo Barreto, o diferencial da RX está na integração completa da experiência de marca: “A RX será um braço de ativação do desdobramento das campanhas para as marcas. As agências vão contar com a nossa expertise”.

Chico Preto, CEO da CHICOOH+, ressalta a importância dessa iniciativa: “Estamos construindo soluções que valorizam o papel das agências no processo criativo e de execução. Nosso foco é oferecer inovação e segurança para que as campanhas aconteçam em qualquer lugar do Brasil”.

Chico Preto, CEO da CHICOOH+ – Crédito: Divulgação

Com a RX Experience, a CHICOOH+ reafirma seu compromisso com o mercado publicitário, ampliando as possibilidades de Retail Media e ativação de marca em todo o Brasil. Seja no varejo físico ou digital, a RX Experience está pronta para transformar o ponto de venda em uma plataforma de engajamento.

Sobre a CHICOOH+

A CHICOOH+ é a primeira consultoria trading desk do Brasil. Parceira das agências publicitárias, veículos de comunicação e marcas, a CHICOOH+ oferece consultoria e novas soluções de comunicação em mídia OOH e DOOH, se destacando com planejamento de mercado e ferramentas de inteligência artificial para otimizar as entregas.

Francisco S. Xavier, publicitário conhecido como Chico Preto no mercado, com mais de 40 anos de experiência em mídia exterior, criou a CHICOOH+, para oferecer consultoria e novas soluções de comunicação em mídia OOH e DOOH.

Site: https://chicooh.black/

Fonte: Agência ERA® – Mariana Cruz

Vaga para Assistente de Criação

A DO•HA está procurando Assistente de Criação Pleno

O profissional será responsável pelo desenvolvimento de criativos em diferentes aplicações Web e institucionais.

Requisitos:

• Ensino superior completo ou cursando nas áreas de publicidade e/ou design;

• ⁠Experiência com os softwares da Adobe (Ps, Ai, Id, Pr, Ae);

• Residir em Taubaté ou proximidades.

Horário:

• Segunda a quinta das 08h às 18h;

• Sexta das 08h às 17h.

Enviar currículo + portfólio para sac@dohaprofessional.com

2025 na indústria audiovisual

Por Alexandre Luppi*

O mercado audiovisual vive em uma constante evolução, impulsionada por avanços tecnológicos, mudanças nos hábitos de consumo e novas demandas do público. Acredito que o segmento passou a ser dominado pelo streaming, além do fortalecimento de pautas sobre sustentabilidade e inclusão e o protagonismo da inteligência artificial, que automatiza os processos de produção e distribuição de conteúdos e amplia experiências imersivas. Estamos entrando no último mês de 2024, desejando aumentar cada vez mais o alcance do audiovisual brasileiro, e iniciando os planejamentos para 2025.

No próximo ano, o setor tende a ficar mais dinâmico, inovador, diversificado e brasileiro (O Oscar vem?). Por meio de tecnologias, práticas sustentáveis ou narrativas mais inclusivas, o audiovisual continuará a moldar a forma como experimentamos histórias, conhecemos informações e vivenciamos o entretenimento. Com isso, a primeira tendência que eu gostaria de ressaltar é a ascensão do consumo de conteúdo por streaming. Veremos um aumento de serviços especializados em gêneros variados, como esportes, animes e documentários, que devem atender públicos que buscam produções mais personalizadas dentro das plataformas.

Não é novidade para ninguém que a inteligência artificial e a realidade virtual e aumentada também estão impactando significativamente a indústria. Destaco, ainda, que o uso dessas ferramentas no audiovisual reflete a necessidade de atender um público viciado no hábito acelerado e fragmentado da era digital. E é preciso ter muito cuidado com esta velocidade. Percebo que as empresas e influenciadores estão desenvolvendo conteúdos cada vez mais curtos, dinâmicos e diretos, com o intuito de aumentar o engajamento e democratizar o acesso à informação. Entretanto, esse modelo pode reduzir a profundidade das narrativas, dificultando o desenvolvimento de histórias e temas que promovam uma reflexão crítica. Essa nova forma de filmagem pode gerar problemas futuros na nova geração. O cérebro apodrecido, a palavra do ano em uma época que IA parece querer substituir tudo e todos.

Por último, em 2025, a pressão social e a preocupação com pautas socialmente relevantes no mercado audiovisual têm estado muito presentes no dia a dia das produtoras e empresas. Os estúdios passaram a repensar as produções, com iniciativas que promovam práticas sustentáveis e reduzam o impacto ambiental nos sets de filmagens, por exemplo. Além disso, a diversidade e a inclusão no segmento é um tema que tenho debatido muito ao longo de todo ano, pois é imprescindível que narrativas com maior representatividade sejam produzidas. Espera-se também que a diversidade não esteja somente em frente às câmeras, mas em todos os bastidores. Nos temas criatividade, sustentabilidade e audiovisual, o Brasil é um terreno fértil a ser cultivado. Na verdade, é um dever! Lotar as salas de cinema de filmes brasileiros é outro dever!

Alexandre Luppi é co-fundador e CCO da Compasso Coolab