Transformação digital do varejo

A oportunidade para o varejo na reinvenção das lojas físicas

*por Maurício Trezub

A transformação digital do varejo foi impulsionada pelos próprios consumidores, que mudaram a forma de fazer as suas compras. O mundo digital tem grande potencial para os negócios, principalmente quando temos uma população que fica cerca de nove horas online (média acima até dos Estados Unidos). Neste mesmo cenário, há levantamentos de mercado que mostram retração de 12,46% no fluxo de visitantes no varejo físico, no primeiro bimestre de 2017, em relação ao mesmo período no ano passado – em shopping centers, esse número vai para 13,59%. Em contrapartida, estudos recentes da FecomercioSP apontam que o faturamento do comércio varejista deve crescer este ano. Como explicar essa equação?

Uma das razões está no empoderamento do e-commerce, que deve representar fatias cada vez maiores do mercado, seja pelo fator preço, comodidade ou necessidade de uma experiência digital. Porém, o consumidor Geração Z (nascidos a partir de 1995) se relaciona de maneira única com a marca e não percebe separação entre os canais de compra, seja online ou offline.

Diria que este é o desafio do novo varejo: fazer ambientes físico e virtual terem significado e coerência entre si. O problema é que vemos muitos esforços direcionados apenas às ações digitais, sem conexão com outros canais, enquanto as mudanças para o espaço físico ocorrem em uma velocidade muito menor. O varejista precisa entender que deve reinventar as suas lojas físicas, se quiser que elas sobrevivam, e que isso também faz parte da sua estratégia omnichannel.

O que vemos é uma grande oportunidade para o varejo usufruir dos benefícios (e encarar os desafios) do comércio digital, ao mesmo tempo em que trabalha a inovação no conceito das suas lojas físicas para agregar valor e proporcionar experiências únicas. Neste ponto, o fator humano é um dos grandes atrativos. Há diversas lojas que já integram tecnologias para interagir com os clientes, como beacons, realidade aumentada, robótica, RFID, self check-out, entre outras. Claro que tudo isso faz parte do que este consumidor moderno espera receber nas suas idas às lojas, porém, o atendimento passa a ser o principal diferencial. A Nike, por exemplo, inaugurou a sua flagship store, na Quinta Avenida, em Nova York, super tecnológica, mas com um atendimento personalizado, focado na experimentação. O mais interessante é usar a tecnologia e, ao mesmo tempo, fazer a visita extremamente interativa e agradável. Claro que estamos falando de uma grande e valiosa marca, mas podemos levar esses conceitos para qualquer porte de varejo.

Outro exemplo, agora nacional, é a Livraria Cultura. A rede importou conceitos do e-commerce para o seu ambiente offline. Ao invés de fazer saldões generalizados, a empresa faz a análise do histórico de compras de cada consumidor que entra nas unidades físicas e, a partir desses dados, direciona ofertas personalizadas. O cliente sente que a marca se importa muito mais com ele, o vendedor consegue fazer uma interação proativa e, consequentemente, as taxas de conversão crescem.

O e-commerce tem a inteligência sobre o comportamento do consumidor digital e a capacidade de fornecer informações valiosas, também, para o ambiente físico. O empreendedor pode usar esses dados para definir a melhor estratégia na construção do seu novo modelo de negócios. Aos poucos, o mercado vai perceber que, em muitos segmentos, não há mais a necessidade de ter lojas em todos os bairros ou todos os shoppings (ocupação caríssima). Alguns varejistas vão transformar os seus espaços em showrooms, ambientes de convivência e interação, pontos de entrega, entre tantos outros formatos. Não há regra sobre o que é o certo. A única certeza é que a transformação digital criou novas oportunidades de negócios e quem souber aproveitar vai garantir um importante espaço e ganhar mais competitividade.

Nesse contexto de inovação, também existem as pop up stores: elas surgem e desaparecem para uma ação específica e com tempo determinado para acabar. A ideia é explorar um local com concentração momentânea de público para apresentar uma linha especial, um tema da moda ou para causar impacto de merchandising. Elas vêm com uma identidade visual e arquitetônica normalmente bastante arrojadas e podem ser em um espaço exclusivo, dentro de centros comerciais ou eventos. Apesar do conceito ter chegado ao Brasil recentemente, no exterior já é difundido há um bom tempo – a japonesa Uniqlo, por exemplo, tem lojas pop up ao redor do mundo há mais de dez anos.

Outra tendência é o “same day delivery”, ou “entrega no mesmo dia”. A ideia une as vantagens do e-commerce (com melhores preços, comodidade e autonomia) à conveniência das lojas físicas de sair com o produto em mãos. Este seria o mundo dos sonhos para qualquer consumidor, mas, ainda existe um enorme desafio para as operações logísticas. Algumas gigantes, como Google, Amazon, Ebay e Walmart, já deram passos nessa direção, mas, pensando na realidade brasileira, em que o modal predominante do transporte é o rodoviário, ainda há importantes obstáculos a serem vencidos. No Brasil, já vemos essa movimentação na Livraria Saraiva, Netshoes e Magazine Luiza – e o brasileiro revelou em pesquisas que está disposto a pagar até 8% do valor final da compra pela entrega D+0 (no mesmo dia).

Para finalizar, um estudo feito pela Deloitte, nos EUA, mostra que quando o consumidor entra em uma loja física, tendo pesquisado anteriormente as informações sobre o produto na Internet, o índice de efetivação da compra é de 86%, mas, quando ele vai à loja física sem ter passado por outros canais, a chance cai para 60%. Isso reafirma a necessidade e importância de canais físico e virtual estarem totalmente interligados. Acrescento ainda um dado da Universidade de Harvard, sobre Neuromarketing, que diz que 95% das decisões de compra ocorrem motivadas por sensações.

Fica a conclusão de que está na hora de repensarmos a experiência proporcionada ao consumidor, não apenas por ser um conceito de mercado, mas por observarmos índices que mostram que este é o único caminho para o sucesso dos negócios na Era Digital.

*Maurício Trezub é diretor de e-commerce da TOTVS.

Vaga para atuar em mídias sociais

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Dia dos Namorados rima com presentes

Pesquisa ACI-Unitau mostra que maioria dos consumidores de São José dos Campos planeja comprar presentes neste Dia dos Namorados

O amor está em alta: apesar da crise, a maioria dos consumidores de São José dos Campos planeja comprar presentes neste Dia dos Namorados.

Isso é o que aponta a nova rodada de pesquisas feita pela Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos em parceria com a Universidade de Taubaté, feita por intermédio da Fapeti (Fundação de Apoio à Pesquisa, Tecnologia e Inovação). Segundo o levantamento, 52,2% dos consumidores da cidade pretendem comprar presentes nesta data. Dos 47,8% restantes, quase 60% tem um só motivo: disseram não estar em um relacionamento sério.

A pesquisa ACI-Unitau ouviu 382 consumidores entre os dias 29 e 31 de maio no Calçadão da Rua 7, rua 15 de Novembro e nos shoppings CenterVale e Vale Sul. O nível de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 5 pontos para mais ou para menos.

“O Dia dos Namorados é uma das datas mais importantes do ano para o comércio. E os números da pesquisa deixam o setor otimista” disse Humberto Dutra, presidente da ACI. Para ele, o trabalho da ACI-Unitau ajuda o setor a ajustar suas estratégias de venda nesta reta final de compras para o Dia dos Namorados.

A pesquisa ACI-Unitau mostra que roupas e acessórios são os presentes preferidos neste Dia dos Namorados (36,1%), seguidos de calçados (11,3%) e perfumes e cosméticos (10.9%). E que o tíquete médio a ser gasto pelos consumidores deve ficar entre R$ 100,1 e R$ 200, valor considerado positivo pelos lojistas.

O levantamento revela também que 67,7% dos consumidores planeja pagar suas compras à vista, utilizando dinheiro ou cartão de débito (68,2%). Compras em cartão de crédito são opção para outros 31,3% dos consumidores. Apenas 0,5% disseram que preferem pagar utilizando o crediário das lojas. Não houve citação sobre uso de cheques. Mas, comprar mesmo, só depois de pesquisar preços, segundo 62,8% dos entrevistados.
Na geografia das compras, as lojas dos shoppings são preferidas por 58,6% dos consumidores, seguidas do centro da cidade, com 26,8% das citações.

Fonte: Matéria Consultoria & Mídia – Hélcio Costa – Nathália Barcelos

Pesquisa mostra como foi o dia das mães

Consumidor opta por cartão de crédito no Dia das Mães

Pesquisa ACI-Unitau revela perfil das compras feitas no comércio de São José dos Campos neste Dia das Mães; levantamento sobre o Dia dos Namorados sai na próxima semana

Os consumidores de São José dos Campos optaram por comprar apenas um presente no Dia das Mães e gastaram um tíquete médio de R$ 100,1 a R$ 200. Mais: apesar de terem dito que pagariam as compras em dinheiro, a maioria deles optou pelo cartão de crédito.

Esse é o perfil é revelado pela nova rodada de pesquisas feita pela Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos em parceria com a Universidade de Taubaté, por intermédio da Fapeti (Fundação de Apoio à Pesquisa, Tecnologia e Inovação). O levantamento foi realizado entre 22 e 25 de maio. Foram entrevistados 194 empresários de lojas que vendem produtos ligados ao Dia das Mães, localizadas no Calçadão da Rua 7, rua 15 de Novembro e nos shoppings CenterVale e Vale Sul. A margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais oi para menos.

Os dados sobre o Dia das Mães são uma prévia da pesquisa principal, focada no Dia dos Namorados, que será divulgada pela ACI na próxima segunda-feira.

Em relação ao desempenho geral para o Dia das Mães, 38,1% dos comerciantes classificaram as vendas como regulares e 35,6% definiram as vendas como boas. Para 19,1% dos empresários, no entanto, o nível de vendas foi ruim, seguidos de 6,2% que classificaram as vendas como péssimas. Na outra ponta, 1% dos lojistas definiu o movimento como excelente. Na somatória geral, 36,6% aprovaram o resultado (bom + excelente) e 25,3% consideram o desempenho negativo (ruim + péssimo).

“De modo geral, a pesquisa mostra o consumidor receoso, o que é natural em relação ao momento do país. Isso exige que o comerciante inove cada vez mais em estratégias para estimular as vendas”, disse Humberto Dutra, presidente da ACI.

Em relação ao ano passado, houve um equilíbrio: enquanto 34,1% dos empresários classificaram as vendas de 2017 acima do patamar de 2016 (melhor + muito melhor), 35,1% disseram que as vendas foram abaixo de 2016 (pior + muito pior). Para 25,3%, as vendas foram iguais e 5,7% não souberam ou não quiseram responder.

A pesquisa revela também que a grande maioria dos lojistas não contratou mão de obra extra para o Dia das Mães: dos 194 pesquisados, 163 não contrataram temporários (84%) e apenas 31 lojistas disseram ter contratado pessoal para a data (16%).

Dois lados

A comparação entre as duas pesquisas realizadas pela ACI-Unitau este ano, uma com consumidores e outra com lojistas, mostra uma divergência. Na pesquisa feita em abril, a maioria dos consumidores disse que faria compras em dinheiro ou com cartão de débito (70%), com apenas 25,4% optando pelo cartão de crédito. Na pesquisa mais recente, feita após o Dia das Mães e com lojistas, o retrato foi outro: o cartão de crédito foi usado em 79,4% das compras. As compras em dinheiro ou cartão de débito ficaram em 16,5% das transações.

“Isso nos leva a acreditar que muitos consumidores tiveram a intenção de não contraírem dívidas com a data, mas, não tendo dinheiro, acabaram indo para o cartão de crédito”, disse o professor Laureano Rosa, um dos coordenadores da pesquisa, ao lado do diretor da Fapeti, Eduardo Enari.

Fonte:Matéria Consultoria & Mídia – Hélcio Costa/Nathália Barcelos