O futuro já chegou

Nosso futuro com robôs inteligentes já começou. E isso é ótimo!

por Luiz Alexandre Castanha*

Há pouco tempo, vi um vídeo do Will Smith tentando flertar com a robô Sophia. Eles estavam nas Ilhas Cayman, com uma paisagem fantástica, digna de filme de Hollywood. Will serviu espumante, disse algumas frases românticas, olhou nos olhos dela e tentou um beijo. O resultado? Sophia ficou olhando para ele com uma feição desconcertada e ofereceu para, no máximo, incluí-lo na lista de amigos dela. Will Smith acabou na friendzone de um robô.

Para quem não conhece, a Sophia é um robô desenvolvido pela empresa Hanson Robotics. Com mais de 62 expressões faciais, ela é apontada atualmente como a andróide de inteligência artificial mais avançada do mundo. Em outubro de 2017, Sophia fez história sendo apresentada para a Organização das Nações Unidas e, no dia 25 de outubro, recebeu a cidadania da Arábia Saudita, tornando-se o primeiro robô a ter uma nacionalidade. Além disso, Sophia apareceu em diversos sites e programas de TV e virou, inclusive, capa de uma famosa revista de moda brasileira.

Luiz Alexandre Castanha, diretor geral da Telefônica Educação Digital

Desde que assisti ao vídeo dela com o Will Smith, fiquei perturbado. Ou melhor, inquieto. Uma coisa é você assistir “Blade Runner – O Caçador de Andróides”, ou ver o próprio “Eu, Robô” do Will Smith. Você está confortavelmente sentado no seu sofá e pensa: “Bom, é só um filme. Pura ficção!”. Mas ao ver Sophia enfrentando uma plateia, participando de debates e comprovadamente aprendendo a cada interação… Bom, isso é um pouco desconcertante.

Por um lado, você já começa a pensar em como os robôs realmente vão dominar o mundo do trabalho, já que trabalham 24 horas, sete dias por semana sem necessidade de descanso, estão sempre de bom humor, não ficam doentes, etc. Mas eu, pessoalmente, prefiro olhar esse novo mundo pelo lado positivo. Um bom exemplo é o fato dos algoritmos e robôs já serem capazes de identificar e tratar diversos tipos de câncer, com habilidades que seriam impossíveis para um grupo de médicos humanos.

Hoje mesmo, quase sem perceber, usei os serviços de vários bots e seus algoritmos. O primeiro me recomendou um livro e um tênis esportivo. De fato, estou precisando mesmo me exercitar… Depois, eu precisava fazer uma visita, então utilizei um serviço de táxi que usou um algoritmo para localizar o motorista mais próximo e outro algoritmo para conseguir traçar a rota mais rápida para o destino. Mal comecei meu dia e mais de cinco algoritmos já foram utilizados ativamente. Fora os que nos monitoram e nós nem ficamos sabendo…

Novas tecnologias e a Educação

Na educação, também vejo com bons olhos a participação de bots, algoritmos e as outras novas tecnologias. A Inteligência Artificial e os robôs vão revolucionar desde a alfabetização básica até o ensino superior, sem esquecer, é claro, da educação corporativa.

Imagine se cada um de nós tiver um robô que possa ajudar a conduzir os estudos? Em um piscar de olhos, ele poderia apresentar pesquisas, calcular probabilidades, montar protótipos, cruzar dados, etc. São muitas possibilidades! As experiências de aprendizagem serão, com certeza, muito mais enriquecedoras e divertidas no futuro.

Antigamente, os robôs eram valorizados porque podiam fazer um trabalho pesado muito melhor e mais rápido do que um ser humano. A grande diferença é que hoje esses mesmos robôs podem aprender a pensar cada vez mais como um humano, aprendendo a tomar as melhores decisões e transformando nosso bom e velho “feeling” em dados reais e tangíveis.

Certamente teremos muitas questões a serem debatidas, como qual o limite da utilização de um robô e suas questões éticas. Para que criaremos um robô: para a paz ou para a guerra? E os robôs autônomos, quem seria o responsável em caso de acidentes? Mas apesar de tudo isso, é fato que também viveremos um tempo muito interessante.

Ainda estamos engatinhando. A Sophia, que é o exemplar mais avançado de robôs autônomos, não entendeu quando Will Smith esticou o braço e lhe ofereceu uma taça de espumante. Ela provavelmente não se deu conta daquele gesto, culturalmente tão natural para um ser humano. Mesmo com toda a tecnologia, ela ainda não sabe diferenciar o sabor de uma pizza napolitana ao uma de quatro queijos. Mas acredito que tudo está no caminho para o bem, pelo menos é o que eu espero.

E você: já imaginou para que você gostaria de ter o seu próprio robô ou assistente pessoal? Muito em breve eles estarão caminhando entre nós, provavelmente passando despercebidos.

Agora vou para casa para treinar meu robot.

* Luiz Alexandre Castanha é diretor geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais. Mais informações você pode obter aqui

Fonte: Conecte – Eliane Tanaka

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Assessoria na definição de estratégias de lançamento de novos produtos, indicando os métodos e meios de comunicação a serem utilizados em cada etapa. Criação e manutenção de conteúdo para mídias sociais sites e blogues;
Acompanhamento diário, criar novas campanhas e fazer manutenções rotineiras no Google AdWords, Facebook/instragram Ads, postagem, posicionamento orgânico e impulsionamento para o público alvo.
Elaboração de relatórios gerenciais e acompanhamento da performance de vendas.

Cursando ativamente o curso.
Formação entre 2019 á 2021.
Residir em Taubaté de preferencia.

Estudo da Adobe mostra o cenário dos anúncios digitais nos EUA

Adobe Digital Insights: gerações Y e Z veem maior relevância nos anúncios em redes sociais

Também são destaques da pesquisa o contraste entre relevância de anúncios / intenção de clique e o aumento das notificações por push

O poder das redes sociais para impactar consumidores por meio de anúncios é grande – sobretudo para usuários nascidos após os anos 80. É o que mostra o estudo State Of Digital Advertising, elaborado pela Adobe Digital Insights (ADI), divisão de pesquisas da Adobe, nos Estados Unidos. De acordo com o relatório, as gerações Y e Z veem maior relevância em anúncios veiculados por meio das redes sociais, enquanto as gerações anteriores, como a X e os Baby Boomers, consideram mais importante a publicidade da TV. Anúncios em banners na internet e vídeos por streaming (como o YouTube) são os menos relevantes, de acordo com o levantamento (Figura 1).

“Hoje, com a massificação dos dispositivos móveis, os pontos de contato com consumidores foram multiplicados e as redes sociais certamente são um importante meio de interação. Naturalmente, estes meios se revelam uma grande oportunidade de conversão para as marcas e os números do ADI atestam que o conteúdo apresentado em anúncios nessas plataformas tem atendido às expectativas do público, revertendo em boa experiência”, afirma Fernando Teixeira, head de publicidade digital da Adobe para a América Latina.

De acordo com Teixeira, o estudo da Adobe chama a atenção para a importância da TV, mesmo entre o público com menos de 40 anos. “Ainda que as mídias digitais (com banners, mídias sociais e vídeos por streaming) estejam ganhando cada vez mais terreno para a entrega de boas experiências, o off-line, em especial a TV, ainda se mostra relevante para todas as gerações dentro de uma estratégia de marketing 360. Isso não elimina a necessidade de as marcas, cada vez mais, terem de evoluir em suas estratégias, antes focadas em mídia de massa, para personalização em massa, que é o caminho para entregar experiências realmente incríveis e que fidelizem o consumidor”, observa o executivo.

Figura 1- Canais mais relevantes, de acordo com diferentes gerações

O State Of Digital Advertising constata ainda que a TV – ao mesmo tempo que é definida pelo público como um canal relevante para os anúncios – claramente passa a ser contestada no que se refere à importância das publicidades veiculadas (Figura 2). Entre os entrevistados que a enxergam como uma fonte de conteúdo relevante, quando questionados sobre a mudança de relevância nos últimos tempos, mais da metade pensa que os anúncios televisivos se tornaram “menos relevantes”.

Figura 2- Mudança de relevância vs. Canais mais relevantes para anúncios

Redes sociais: o topo do funil para as varejistas

A pesquisa da Adobe também aponta que a relevância dos anúncios nas redes sociais desempenha um grande papel na atração de clientes para o setor varejista. Este tipo de mídia gera três vezes mais tráfego de não-clientes no e-commerce do que de clientes. “No funil de marketing, a atração de visitas ou geração de tráfego é o ponto de partida para construir uma jornada que resulte em consumidores fiéis e estimule um círculo virtuoso. Se as redes sociais se revelam uma grande força de atração, sabemos que elas também são importantes meios de mensuração da reputação das marcas, com consumidores que utilizam seus perfis para falar bem ou mal das suas experiências de compra. Por isso, é preciso dar importância igual a todas as etapas da jornada de compra e atenção total com todos os pontos de contato”, avalia Fernando Teixeira.

Relevância vs. Intenção de clique

De uma forma geral, grande parte do público tem a percepção de que os anúncios estão cada vez mais relevantes. A exceção é a geração com idade superior aos 71 anos (Figura 3).

Figura 3-Percepção de melhoria da qualidade dos anúncios nos últimos dois anos

No entanto, para uma considerável parcela de consumidores norte-americanos, relevância não significa intenção real de clique: entre os que clicaram sem intenção num anúncio, 35% o consideravam relevante, enquanto entre a parcela dos que se negaram a clicar, 24% notaram relevância no conteúdo (Figura 4).

“O consumidor atual é exigente. Por isso, é preciso unir as pontas entre criatividade e o uso inteligente da enorme quantidade de dados gerados por ele, bem como os múltiplos pontos de contato disponíveis, para realmente se aproximar do cliente durante a jornada de compra”, destaca o executivo.

Figura 4- Intenção de clique vs. Relevância

Notificações por push: o futuro dos anúncios?

Outra descoberta importante: em janeiro de 2018, a participação dos smartphones nas visitas online cresceu 21% em comparação há dois anos em todas as faixas etárias e indústrias. O State Of Digital Advertising feito pela Adobe mostra que os profissionais de marketing estão acompanhando esse movimento: as notificações por push aumentaram mais de 300% nos últimos nove meses, superior ao crescimento dos envios de e-mail e SMS, que se mantiveram estáveis.

“Notificações por push tem o enorme potencial de aproveitar dados e, por exemplo, tecnologias de geolocalização. São uma forma criativa de as marcas realmente evoluírem o conceito de mídia de massa para personalização em massa. Assim como qualquer anúncio, o push precisa ser assertivo e relevante para o consumidor”, ressalta Fernando Teixeira, da Adobe.

State Of Digital Advertising

O estudo da Adobe Digital Insights avaliou mais de 350 bilhões de dados agregados e anônimos da Adobe Experience Cloud, do Adobe Campaign, da Adobe Analytics Cloud e da Adobe Advertising Cloud. A ADI também entrevistou 1 mil consumidores e 250 profissionais de marketing digital nos EUA entre fevereiro e março sobre seus pontos de vista sobre publicidade digital. A pesquisa completa está disponível aqui.

Fonte: RMA Comunicação – Alisson Costa