Como conquistar novos clientes para sua agência?

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Alguns caminhos práticos para transformar prospecção em novas contas.

Conquistar novos clientes é uma das tarefas mais constantes – e desafiadoras – dentro de uma agência de propaganda. Entre reuniões, campanhas e prazos apertados, a prospecção muitas vezes acaba ficando para depois. Mas a verdade é que novos negócios dificilmente surgem apenas por acaso. Eles são resultado de posicionamento claro, relacionamento ativo e, claro, boas ideias. A boa notícia é que existem alguns caminhos relativamente simples que ajudam a tornar esse processo mais natural e eficiente.

Defina seu território

Antes de sair tentando falar com qualquer empresa, vale fazer uma pergunta importante: em que tipo de projeto sua agência realmente é boa? Algumas agências têm força em varejo, outras em branding, outras em comunicação digital ou produção criativa. Definir esse território ajuda a construir autoridade e facilita muito o processo de abordagem. Afinal, empresas tendem a confiar mais em quem demonstra especialização do que em quem tenta fazer absolutamente tudo.

Mostre o que você sabe fazer

Portfólio não foi feito para ficar parado em uma pasta ou escondido em um link antigo do site da agência. Cases precisam circular. Mostrar bastidores de campanhas, explicar estratégias e compartilhar resultados são formas inteligentes de demonstrar competência. No mercado de comunicação, quem não aparece simplesmente não entra no radar.

Produza conteúdo e compartilhe conhecimento

Cada vez mais empresas procuram parceiros que demonstram conhecimento sobre mercado, comunicação e comportamento do consumidor. Produzir conteúdo — seja em artigos, posts ou análises — ajuda a posicionar a agência como referência. Além disso, cria oportunidades naturais de contato com potenciais clientes que começam a acompanhar esse conteúdo e reconhecer valor no que está sendo apresentado.

Ative sua rede de relacionamentos

Muitos novos clientes chegam por meio de indicações. Ex-clientes, parceiros, fornecedores e profissionais do mercado podem abrir portas importantes. Por isso, manter relacionamentos ativos é uma estratégia poderosa de prospecção. Às vezes, um café, uma conversa ou um reencontro em um evento pode render algo mais valioso do que dezenas de e-mails frios enviados sem contexto.

Estude o cliente antes de abordá-lo

Abordagens genéricas dificilmente geram bons resultados. Antes de entrar em contato com uma empresa, vale pesquisar seu mercado, observar sua comunicação atual e identificar possíveis oportunidades de melhoria. Uma abordagem baseada em diagnóstico demonstra preparo e interesse real pelo negócio do potencial cliente — dois fatores que fazem toda a diferença na primeira conversa.

Mostre ideias, não apenas serviços

Empresas raramente procuram apenas fornecedores. Elas procuram parceiros capazes de trazer soluções, insights e novas perspectivas para seus desafios de comunicação. Por isso, muitas vezes uma boa ideia apresentada no momento certo abre mais portas do que uma longa apresentação institucional. No fim das contas, no universo da propaganda, boas ideias continuam sendo uma das moedas mais fortes.

Prospecção, portanto, não é apenas uma tarefa comercial: é um processo contínuo de posicionamento, relacionamento e demonstração de valor. Quando esses três elementos caminham juntos, as chances de novos clientes aparecerem aumentam — e os próximos

Uma ideia, muitos palcos: como a multicanalidade está reinventando a criação publicitária

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

A multicanalidade deixou de ser diferencial e virou condição básica do jogo. O consumidor já não percorre uma jornada linear, do tipo “vi um anúncio, entrei na loja e comprei”. Ele descobre uma marca no Instagram, pesquisa no Google, vê reviews no YouTube, recebe um remarketing, compara preços em um marketplace e, às vezes, finaliza a compra no ponto de venda físico. Segundo a própria Google, o processo de decisão atual é cheio de idas e vindas, com momentos de exploração e avaliação contínua. Isso muda profundamente a forma como pensamos estratégia e criação publicitária.

Da campanha ao ecossistema: a nova lógica da estratégia

Do ponto de vista estratégico, a primeira grande mudança é que não existe mais “a campanha” isolada, mas sim um ecossistema de comunicação. De acordo com Philip Kotler, o marketing contemporâneo é cada vez mais integrado e orientado por dados, o que exige coerência entre pontos de contato. Isso significa que TV, redes sociais, mídia programática, e-mail, influenciadores, PDV e atendimento não podem falar línguas diferentes. A marca precisa ter uma espinha dorsal clara — propósito, tom de voz, proposta de valor — que se desdobra de forma consistente em todos os canais.

Ideias que nascem para se espalhar, não para se encaixar

Para a criação, o impacto é direto: a ideia criativa já não nasce para um único formato. Ela precisa ser “adaptável por natureza”. Um conceito forte hoje é aquele que funciona em vídeo curto, banner, post estático, experiência interativa e até num chatbot. Segundo a Meta, campanhas com variações criativas pensadas para diferentes posicionamentos e formatos tendem a performar melhor do que peças únicas replicadas mecanicamente. Ou seja, não é só cortar o filme de 30 segundos: é pensar a ideia desde o início como modular e expansível.

Cada canal é um momento diferente da mesma pessoa

Outro ponto essencial é o papel do contexto. Na multicanalidade, a mesma pessoa é impactada em momentos emocionais e racionais diferentes ao longo do dia. Segundo a Nielsen, a atenção e a receptividade à mensagem variam conforme o ambiente, o dispositivo e a situação de consumo de mídia. Isso exige uma criação mais sensível ao momento: o tom de um anúncio em streaming pode ser mais imersivo e emocional, enquanto um anúncio em busca paga precisa ser direto, funcional e orientado à solução de um problema imediato.

Dados que medem, insights que moldam a criação

A multicanalidade também transforma a forma como medimos resultados — e isso retroalimenta a criação. Com dados vindos de múltiplos pontos de contato, as marcas conseguem entender quais mensagens funcionam melhor em cada etapa da jornada. De acordo com a Salesforce, consumidores esperam experiências conectadas entre canais, e marcas que usam dados para personalizar comunicações tendem a gerar maior engajamento. Para o criativo, isso significa trabalhar cada vez mais próximo de mídia, BI e performance, ajustando narrativas com base em comportamento real, e não apenas em intuição.

Da explosão de mídia à presença contínua de marca

Por fim, talvez a maior mudança seja cultural: sai o pensamento de campanha pontual e entra o de presença contínua. A marca passa a ser uma conversa permanente, distribuída em vários espaços, e não um discurso concentrado em um único grande momento. Para estudantes e profissionais de publicidade, isso exige uma visão mais sistêmica: entender jornada, dados, plataformas e comportamento é tão importante quanto ter uma boa sacada criativa. No cenário da multicanalidade, a grande ideia ainda é rainha — mas só reina de verdade quando sabe circular bem por todos os reinos onde o consumidor está.

Onde termina o marketing e começa a propaganda?

Por Josué Brazil (com uma ajuda da IA)

A pergunta “onde termina o marketing e começa a propaganda?” é comum entre estudantes e jovens profissionais da área de comunicação. Em muitos contextos, os dois termos são usados como sinônimos, o que gera confusão. Embora estejam profundamente conectados, marketing e propaganda não são a mesma coisa — e entender essa diferença é essencial para quem deseja atuar de forma estratégica no mercado.

O marketing pode ser entendido como um processo mais amplo e contínuo. Ele envolve estudo de mercado, análise de comportamento do consumidor, definição de público-alvo, posicionamento de marca, desenvolvimento de produtos, estratégias de preço, canais de distribuição e, claro, comunicação. Ou seja, o marketing começa muito antes de qualquer campanha ir ao ar e continua mesmo depois que ela termina.

Já a propaganda é uma das ferramentas do marketing. Ela entra em cena quando a estratégia já foi pensada e o objetivo é comunicar uma mensagem de forma criativa e persuasiva. A propaganda transforma dados, insights e decisões estratégicas em narrativas, peças, campanhas e experiências capazes de gerar atenção, desejo e lembrança de marca.

Como entender melhor essa relação?

Uma boa forma de visualizar essa relação é pensar que o marketing decide o que será dito, para quem, por quê e em qual momento. A propaganda, por sua vez, define como isso será dito: o tom, a linguagem, o conceito criativo, os formatos e os canais. Quando a propaganda não está alinhada ao marketing, o risco é criar campanhas bonitas, mas ineficazes.

No dia a dia do mercado, especialmente em agências e departamentos de comunicação/marketing, essas fronteiras nem sempre são tão visíveis. Profissionais de propaganda precisam entender de marketing para criar mensagens mais relevantes, assim como profissionais de marketing dependem da criatividade da propaganda para dar vida às suas estratégias. É uma relação de interdependência, não de oposição.

Entender é importante

Para quem está iniciando a carreira, compreender onde termina um campo e começa o outro ajuda a construir repertório, dialogar melhor com diferentes áreas e tomar decisões mais conscientes. Não se trata de escolher um “lado”, mas de entender o papel de cada disciplina dentro do ecossistema da comunicação.

Um único objetivo!

No fim das contas, marketing e propaganda caminham juntos rumo ao mesmo objetivo: gerar valor para marcas e consumidores. O marketing pensa o caminho; a propaganda ajuda a contar essa história. Quando ambos trabalham em sintonia, o resultado é mais do que visibilidade — é relevância.

Doses de Mercado estreia em alto nível

“Doses de Mercado” estreia com insights valiosos sobre comunicação, dados e negócios

Por Mario Toledo*

Nesta manhã (31/03), a APP Vale realizou a 1ª edição do Doses de Mercado, um evento inovador que promove conhecimento, troca de experiências e networking para profissionais do mercado publicitário e de negócios no Vale do Paraíba.

O encontro contou com apresentações de grandes players do setor: a Rede Vanguarda, que apresentou seu projeto ESG de comunicação estratégica, integrando TV e Internet, com insights do gerente de marketing Renata Yago e do Supervisor de Inteligência de Mercado, Fabiano Pereira; e a Comscore, empresa global de análise e medição de mídia, representada por Fabiana Uckus e Bianca Scatamburlo, que trouxeram o tema “Os dados definindo o rumo do social”.

Com um público engajado e discussões de alto nível, o evento marcou o início de uma série de encontros que conectarão profissionais e empresas em torno de tendências, desafios e oportunidades do mercado.

Se você perdeu essa edição, acompanhe as redes sociais da APP Vale e fique ligado nos próximos eventos!

*Mario Toledo é Diretor Comercial na Rede Record Litoral Paulista e Vale do Paraíba e diretor da APP Vale