Estudo da BrandLovers mostra que criadores recorrentes trazem mais previsibilidade, eficiência e retorno sobre investimento no marketing de influência
A prática comum de “tentar um novo influenciador em cada campanha” pode estar custando caro às marcas. Um estudo recente da BrandLovers, empresa por trás do Creator Ads, a primeira plataforma de anúncios para mídia de creators do mundo, revela que a recorrência não apenas simplifica o processo, como também gera maior eficiência. Isso porque, segundo o levantamento, criadores que participaram de múltiplas campanhas entregaram mais visualizações por seguidor, custos mais baixos e desempenho mais consistente em até 80% dos casos analisados.
Para chegar a essas descobertas, foram estudados mais de 2.300 conteúdos publicados por 1.500 creators entre janeiro e março deste ano. Do total, 39% dos criadores participaram de mais de uma campanha.
Na comparação deste grupo com os estreantes, constatou-se que, além de um engajamento mais previsível, os creators recorrentes apresentaram uma redução média de 9% no custo por visualização (CPV) e uma média 54% maior de views por seguidor. “As marcas precisam entender que repetir creator não é repetir ideia, é investir na eficiência. Só que, hoje, o que vemos no mercado é um uso pouco estratégico da recorrência, guiado mais por tentativa e erro do que por dados”, analisa Rapha Avellar, CEO da BrandLovers.
De acordo com o executivo, a lógica de “vamos testar outro nome” pode até parecer criativa, mas frequentemente é só dispersão. “O que a ciência dos dados nos mostra é que, quando você já tem um creator validado, os resultados são melhores, o risco é menor e, consequentemente, a entrega é mais precisa. Chega de rodar campanhas no escuro. Influência também é um canal de mídia, e mídia se otimiza com histórico”, afirma.
O estudo reforça que a recorrência constrói familiaridade entre marca e creator — e, claro, seu público. Outros benefícios têm a ver com a melhora da entrega dos conteúdos, redução do número de ajustes solicitados e a facilidade do público em assimilar melhor a mensagem. E, o que é ainda melhor, tudo isso sem aumento de custo. Pelo contrário: o histórico permite negociar valores com mais clareza e previsibilidade.
“A repetição estratégica transforma o creator em um canal de mídia com inteligência acumulada. É assim que a BrandLovers está redefinindo como se faz marketing de influência: com base em dados, recorrência e escala”, completa Avellar.
Além dos dados robustos e da inteligência preditiva, fazem parte dessa transformação, ferramentas como Creator Ads. Trata-se de uma plataforma de mídia com creators, que permite escalar campanhas com milhares de criadores e entregar performance de forma automatizada e mensurável. Com recursos como Smart Match AI e Campaign Manager, o Creator Ads torna possível não apenas selecionar os perfis ideais com base em dados de performance, mas também repetir os creators certos ao longo do tempo, otimizando alcance, engajamento e eficiência.
Ao transformar recorrência em estratégia, a BrandLovers oferece às marcas uma forma de construir familiaridade, eficiência e relevância no canal de mídia mais poderoso da atualidade: a influência.
Levantamento do Reportei com dados de mais de 44 mil contas mostra como o investimento em mídia redefiniu as estratégias de crescimento na rede social em 2024
Após um período de desaceleração que se estendeu por boa parte de 2023 e início de 2024, a curva de crescimento de seguidores no Instagram foi retomada, mas com um perfil diferente. Segundo uma análise realizada pelo Reportei, plataforma de relatórios e dashboards de marketing e vendas, esse avanço ficou concentrado principalmente nas contas que operam com estratégias contínuas de tráfego pago. Agências, freelancers e empresas apresentaram desempenho inferior quando comparados a esse grupo.
O levantamento analisou dados de mais de 44 mil contas na plataforma e aponta que perfis gerenciados por especialistas em mídia, como gestores de tráfego, foram os que mais cresceram em 2024. Na prática, isso significa que perfis que contratam profissionais ou utilizam estratégias de mídia paga conseguem ampliar sua base de seguidores de forma mais consistente, em contraste com estratégias exclusivamente orgânicas, como a publicação recorrente de conteúdo sem impulsionamento.
A pesquisa também avaliou o desempenho dos formatos de conteúdo. Entre mais de 10 mil publicações analisadas, os reels seguem como o formato que mais gera engajamento, seguidos pelos carrosséis e pelos posts no feed.
Para Renan Caixeiro, cofundador e CMO do Reportei, o cenário reflete uma mudança estrutural na dinâmica das plataformas. “Fazer anúncios nas redes sociais é uma prática bastante recente. Atuamos nesse mercado desde 2015 e, até pouco tempo, o investimento em mídia era uma possibilidade, mas não necessariamente determinante. O que vemos agora é que, para muitas empresas e criadores, esse investimento se tornou decisivo para garantir crescimento, alcance e competitividade dentro da plataforma”, explica.
Esse movimento também pressiona o orçamento de mídia de pequenos negócios, agências e criadores. À medida que o crescimento orgânico perde força, o investimento se torna uma linha fixa mais relevante nas estratégias de marketing. “Na prática, quem reduz ou interrompe a compra de tráfego sente uma desaceleração mais acentuada na expansão da base de seguidores, enquanto aqueles que mantêm investimento consistente conseguem sustentar e até acelerar seu ritmo de crescimento”, contextualiza o executivo.
O estudo “Trade Guide OOH 2025” reforça o interior paulista como um dos mercados mais promissores para ações de mídia exterior no Brasil – Crédito: Divulgação
Com apoio da Central de Outdoor Seccional Interior de São Paulo, levantamento feito pela agência Zero19 MKT Design revela dados econômicos, produtivos e demográficos das quatro principais macrorregiões do interior paulista e destaca o alto potencial da mídia OOH na região
A Central de Outdoor Seccional Interior de São Paulo, em parceria com a agência Zero19 MKT Design, apresenta o estudo “Trade Guide OOH 2025”, que comprova a relevância estratégica do interior do Estado de São Paulo para o setor de mídia out of home. A pesquisa reúne dados das macrorregiões Norte, Oeste, Centro-Sul e Leste, revelando um território marcado por dinamismo econômico, força produtiva, infraestrutura logística e uma população altamente ativa, condições que reforçam o interior paulista como um dos mercados mais promissores para ações de mídia exterior no Brasil.
Segundo Julio Souto, diretor de criação da ZERO19, o estudo é estruturado com base em informações concretas, oferecendo uma visão estratégica e regionalizada para quem investe ou atua com mídia exterior: “O foco foi trazer dados que ajudem as empresas a entender o ambiente econômico e produtivo do interior paulista e, a partir disso, pensar em ações mais eficientes de comunicação”.
O Trade Guide destaca que o interior paulista reúne importantes polos de agronegócio, indústria e tecnologia. A população é majoritariamente economicamente ativa, com presença de profissionais qualificados e infraestrutura logística consolidada, o que favorece a efetividade da mídia OOH.
Na Macrorregião Norte, municípios como Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Franca se sobressaem pela força agroindustrial, com destaque para a cana-de-açúcar e a citricultura. São Paulo é responsável por mais da metade da produção nacional de cana e gera mais de R$ 10 bilhões com laranja. A região tem PIB per capita de R$ 46,6 mil e IDH de 0,783.
A região Oeste, formada por cidades como Araçatuba, Marília, Birigui e Presidente Prudente, combina atividades agroindustriais e industriais. Araçatuba se destaca pelos biocombustíveis e Birigui é líder na produção de calçados infantis.
“Esse trabalho técnico talvez nunca tenha sido feito antes com tanta profundidade. Estamos finalmente apresentando o interior como ele merece, com inteligência de dados, foco comercial e uma narrativa estruturada que coloca nossas cidades no radar dos grandes investimentos”, afirma Jota Cruz, diretor da Central de Outdoor Seccional Interior de São Paulo e sócio proprietário da All Door Mídia.
Na região Centro-Sul, cidades como Sorocaba, Piracicaba, Bauru e São Carlos concentram polos de autopeças, agroindústria, pesquisa e educação. A presença de universidades como ESALQ/USP e UFSCar impulsiona a qualificação e a inovação. A média do PIB per capita é de R$ 51,7 mil e o IDH é 0,790. Já a Macrorregião Leste, que incluem Campinas, São José dos Campos, Jundiaí e Americana, tem forte vocação industrial e tecnológica. Campinas (com PIB de R$ 72,9 bilhões) e São José dos Campos (R$ 45,2 bilhões) estão entre as maiores economias do estado. O PIB per capita da região é de R$ 59,9 mil, com IDH de 0,778.
Em Campinas, a área da educação lidera com 24,1% dos empregos formais, seguida pelo comércio varejista (13,1%) – Crédito: Trade Guide OOH 2025
Além do retrato socioeconômico, o estudo traz informações valiosas para o planejamento estratégico das campanhas. Foram mapeadas sazonalidades de cadeias produtivas como cana, laranja, milho, soja, boi e frango, identificando os ciclos de alta e baixa da produção, diretamente ligados ao aquecimento da economia local. Esse dado é essencial para que as marcas aproveitem os períodos de maior concentração de renda e consumo nas diferentes regiões, potencializando a performance das ações de OOH.
“Conhecer os ciclos produtivos ajuda a planejar melhor as campanhas e potencializar os resultados”, explica Julio Souto. Eventos como a Agrishow, a Expo Araçatuba e a Fenasucro & Agrocana são apontados como grandes oportunidades para ações de OOH, por terem um alto fluxo de visitantes e impacto regional”.
O setor cafeeiro em Franca, localizada na região da Alta Mogiana, desempenha um papel significativo na economia local – Crédito: Trade Guide OOH 2025
O estudo também revela a força da cadeia produtiva do café no interior paulista, com destaque para Franca, na Macrorregião Norte. Reconhecida como uma das principais áreas produtoras de café arábica do país, a cidade abriga a cooperativa Cocapec, que recebeu 1,1 milhão de sacas em 2024. Em Franca, o café representou 61,2% das exportações no último ano, superando inclusive o tradicional setor calçadista local. O turismo rural e gastronômico ligado aos cafés especiais da região desponta como uma nova frente econômica, ampliando as possibilidades para ações de mídia OOH focadas em experiências, valorização da produção local e conexão com um público qualificado.
89% da população brasileira é impactada por publicidade OOH – Crédito: Kantar IBOPE Media
Segundo dados da Kantar Ibope Media, o OOH alcança 89% da população brasileira. No interior paulista, esse alcance se potencializa. “A mídia exterior é um meio que acompanha a rotina da população, principalmente em regiões com tanta mobilidade e atividade econômica”, reforça o diretor de criação da ZERO19.
A diretoria da Seccional Interior da Central de Outdoor destaca que o estudo é mais do que uma análise econômica, é uma ferramenta prática para fortalecer a atuação comercial das exibidoras afiliadas. “Estamos unindo forças para mostrar, de forma didática, todo o potencial do interior paulista. O Trade Guide vem para apoiar as empresas afiliadas com dados sólidos, fortalecendo a atuação comercial e atraindo mais investimentos”, diz Luiz Fernando de Oliveira, diretor financeiro da associação.
Jerusa Silva, vice-presidente da Seccional, complementa: “O interior de São Paulo é um dos maiores mercados do Brasil, e agora temos um guia que evidencia essa força com clareza e profundidade. Essa é uma ferramenta poderosa para fortalecer a atuação das exibidoras locais”.
“Mais do que dados, esse estudo oferece inteligência regional. Quando compreendemos as particularidades econômicas, sociais e culturais de cada região, conseguimos criar estratégias de OOH que realmente dialogam com as pessoas e geram conexões verdadeiras”, afirma Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor.
A Central de Outdoor Seccional Interior, em parceria com a agência Zero19 MKT Design, apresenta um estudo que destaca o interior paulista como um dos mercados mais promissores para a mídia OOH no Brasil.
Crescimento da desconfiança reforça a importância da autenticidade, da transparência e da profissionalização dos creators
Uma pesquisa realizada pela Typeform revelou um dado preocupante: 71% dos consumidores já se arrependeram de uma compra feita com base na recomendação de um influenciador digital. O levantamento acende um alerta sobre a crescente desconfiança entre o público e os criadores, mesmo em um cenário onde o marketing de influência segue em expansão.
De acordo com o estudo, as maiores reclamações que, consequentemente, estão gerando esse arrependimento estão ligados à falta de autenticidade no engajamento (380 respostas) e a falta de transparência (294 respostas), seguidas pelo excesso de postagens patrocinadas (237 respostas) e pelo uso excessivo de conteúdo gerado por IA (215 respostas).
Outro dado que chama atenção no levantamento é que 56% dos influenciadores admitiram divulgar produtos que, na verdade, não gostam. Para Fabio Gonçalves, diretor de talentos internacionais da Viral Nation e especialista no mercado de marketing de influência há mais de dez anos, esses dados refletem uma transformação no comportamento dos consumidores e um alerta para o setor.
“O público amadureceu. As pessoas estão mais críticas, mais informadas e muito mais conscientes do seu poder de escolha. O problema é que ainda existem muitos influenciadores que não entenderam que audiência não é sinônimo de influência. Quando o criador faz publicidade sem critério, sem conexão real com a marca e sem pensar na dor ou na necessidade da audiência, o resultado é esse: frustração, quebra de confiança e arrependimento de compra”, explica.
Fabio também pontua que parte desse problema tem a ver com o despreparo de certas marcas e vem de uma prática excessiva de publis que não fazem sentido para o nicho do criador. “Existe uma visão equivocada, por parte de alguns influenciadores e até de algumas marcas, de que basta ter números altos para vender qualquer coisa. Só que o consumidor de hoje é muito mais exigente. Ele percebe quando é só uma publicidade vazia. E isso não só prejudica a conversão, como também desgasta a imagem do influenciador no longo prazo. É importante ressaltar que nem sempre o erro é do influenciador; em muitos casos, as marcas não estão atentas ao mercado e, dessa forma, erram na escolha dos creators que não fazem sentido para a campanha desejada”, destaca.
Segundo o especialista, o mercado vive um ponto de virada, em que não basta mais ter seguidores ou entregar alcance. Na opinião do profissional, o que vai sustentar o marketing de influência daqui pra frente são três pilares: relevância, credibilidade e coerência. Ele explica que o criador precisa entender profundamente o seu público, escolher com responsabilidade as marcas com as quais se associa e priorizar parcerias que façam sentido na vida dele e na dos seguidores.
Na visão de Gonçalves, esse cenário tem levado as agências e plataformas do setor a adotarem uma postura muito mais criteriosa na gestão de campanhas e na curadoria de talentos. “Aqui na Viral Nation, nosso trabalho é garantir que os criadores que representamos estejam preparados para esse novo cenário, onde construir comunidade, gerar valor e ser relevante vem antes de qualquer conversão. Trabalhamos para que cada campanha faça sentido na vida do creator e, principalmente, na jornada do consumidor. O mercado vai continuar crescendo, mas quem não entender que influência é sobre confiança, e não só sobre alcance, vai ficar para trás”.
METODOLOGIA
A pesquisa realizada pela Typeform, plataforma de criação de formulários e questionários online, obteve 1.300 respostas de influenciadores digitais, profissionais de marketing e consumidores. O estudo completo pode ser acessado aqui