Como será investido o 13° salário

Pesquisa recebida pela ACIT aponta expetativas de gastos com a primeira parcela 13º salário

Uma pesquisa recebida pela Associação Comercial e Industrial de Taubaté (ACIT) realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), aponta que o percentual de brasileiros que pretende gastar a primeira parcela do 13º salário com presentes de fim de ano subiu de 5% para 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a quantidade de consumidores que planejam viajar com o dinheiro extra saltou de 2,5% para 8,6%.

O comércio vem demonstrando um comportamento mais otimista com as vendas para esse período de natal, baseado nas vendas ao longo de datas comemorativas de 2017. A expectativa é de que os consumidores adquiriam uma quantidade maior de presentes e com valores um pouco mais elevados para esse natal. No entanto, mesmo com esse possível aumento, as vendas não devem atingir o patamar de compras realizadas em 2014, último ano considerado excelente para o comercio varejista.

“Estamos esperando uma venda superior ao ano anterior, o que já dá uma ânimo bem maior aos lojistas e comerciantes, que esperam que o natal seja mais aquecido em 2017. Todos estamos acreditando que a economia está retomando seu rumo, mesmo que lentamente.” ressalta José Saud, presidente da ACIT.

Mesmo com o otimismo sobre as vendas, os comerciantes estão cautelosos e devem oferecer boas oportunidades aos consumidores, como facilidade no pagamento e descontos nas negociações.

Apesar do aumento na vontade de consumir, a pesquisa aponta que dois terços dos brasileiros ainda vão usar o dinheiro do 13º para pagar dívidas ou poupar (42,9% e 22,9%, respectivamente), praticamente os mesmos níveis do ano passado. O levantamento ainda indica que os indecisos caíram de 22,5% para 17,1%, o que reforça a tendência de maior consumo nos próximos meses.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ipsos com 1.200 pessoas em todas as regiões do Brasil entre os dias 1º e 15 de outubro.

“Apesar da pesquisa da ACSP mostrar um panorama nacional, podemos usar esses indicadores para nossa região e nossa cidade, pois os comportamentos são bem parecidos e tem pouca perspectiva de mudanças. Diante dos dados, aliado às nossas promoções e capacitações, estamos confiantes que teremos um período de vendas com saldo positivo” afirma Saud.

Fonte: Acontece Comunicação e Eventos

Perspectiva de um bom Natal

73% dos brasileiros devem ir às compras no Natal; data vai movimentar R$ 51,2 bi na economia, projetam SPC Brasil e CNDL

Neste ano, brasileiro vai desembolsar, em média, R$104 por presente. Lojas online ultrapassam shopping center como principal local de compras e 52% dos consumidores vão fazer pagamento à vista. Roupas encabeçam ranking de presentes

Os sinais mais recentes de uma lenta e gradual recuperação econômica já se refletem nas perspectivas para a data mais importante em faturamento e volume de vendas no varejo: o Natal. Uma pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 110,8 milhões de consumidores brasileiros devem presentear alguém no Natal de 2017. Se as expectativas forem confirmadas, o Natal deste ano será um pouco melhor que o do ano passado, quando a projeção havia sido de 107,6 milhões de consumidores nas lojas. Em termos percentuais, 73% dos brasileiros pretendem comprar presentes para terceiros no Natal deste ano, número que se mantém elevado em todas as faixas etárias e classes sociais. Apenas 8% disseram que não vão presentear, ao passo que 18% ainda não se decidiram.

Considerando somente a aquisição de presentes natalinos, a movimentação de dinheiro na economia deverá ser de R$ 51,2 bilhões no comércio, cifra que representa um leve crescimento nominal na comparação com 2016, ano em que a projeção girou em torno de R$ 50 bilhões.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a injeção desse volume de recursos na economia mostra porque o Natal é o período mais aguardado do ano para consumidores e comerciantes e dá indícios de que a disposição dos brasileiros para consumir está retornando. “De um lado, milhões de consumidores investem tempo e recursos financeiros na compra de presentes e na preparação das celebrações; do outro, muitos empresários se preparam para contratar mão de obra e aumentar a produção, na esperança de que as vendas compensem o resultado tímido ao longo do ano”, afirma Pellizzaro Junior.

Brasileiro vai comprar entre quatro e cinco presentes; gasto médio será de R$ 103,83 por item adquirido

Em média, os consumidores ouvidos na pesquisa pretendem comprar entre quatro e cinco presentes – no ano passado, esse número era de quatro aquisições. O valor médio com cada item será de R$ 103,83, mas considerando a compra de todos os presentes, o brasileiro deve desembolsar, em média, R$ 461,91, cifra muito próximo a observada em 2016, que era de R$ 465,59. Nas classes A e B, o valor desembolsado no total de presentes sobe para R$ 630,96 e cai para R$ 414,25 entre as pessoas da classe C. Há, contudo, uma parcela considerável de 43% de consumidores que ainda não se decidiu quanto ao valor a ser desembolsado.

Outro dado que sugere uma disposição maior de consumo para o Natal deste ano, é que a maioria dos consumidores irá gastar individualmente a mesma quantia (33%) ou um valor superior ao desembolsado em 2016 (19%). Os que pretendem gastar menos representam 26% da amostra.

Considerando os que vão gastar mais no Natal de 2017 que no de 2016, um quarto (25%) garante que irá adquirir um presente melhor, enquanto 17% reclamam do aumento dos preços. Há ainda, 14% de pessoas que economizaram ao longo do ano para poder gastar mais com os presentes natalinos. Em contrapartida, quase um terço (32%) dos consumidores que planeja diminuir os gastos dá como justificativa a situação financeira ruim e o orçamento mais apertado. Outros 23% querem economizar, enquanto 13% possuem outras prioridades de compra, como a casa própria ou um automóvel.

64% estão animados com Natal; falta de hábito, pouco dinheiro e desemprego estão entre as razões para não presentear

Ter o hábito de presentear (64%) e considerar o gesto importante (31%) são as razões mais comuns entre aqueles que decidiram comprar presentes neste Natal. Entre aqueles que não irão presentear terceiros no Natal de 2017, 20% não o fazem por falta de hábito ou porque não gostam. As demais razões estão mais ligadas à crise, como a falta de dinheiro (17%) e o desemprego (15%). Os que não vão comprar presentes porque estão endividadas e precisam pagar contas somam 10% desses consumidores.

De acordo com a pesquisa, 64% dos consumidores se declaram empolgados com o Natal, contra 27% de consumidores que estão desanimados ou menos empolgados que na mesma data do ano passado. “Tradicionalmente, há muita expectativa em torno do Natal. Embora os brasileiros estejam enfrentando tempos difíceis, com altos patamares de desemprego e uma grave crise política e social, o simbolismo e a atmosfera emocional dessa época do ano parecem predominar e despertar sentimentos positivos na maioria das pessoas”, observa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

83% vão pesquisar preços, principalmente pela internet

Em tempos de recessão, mesmo com a inflação controlada, é comum que o consumidor tenha a sensação de que o orçamento está mais apertado e que a renda não acompanha o ajuste de preço dos produtos. Tanto é que entre a maioria dos consumidores ouvidos, predomina a impressão de que os presentes de Natal estão mais caros em 2017 do que no ano passado (58%). Para 22%, os produtos estão na mesma de preço, enquanto apenas 7% falam em preços menores.

Investir tempo para fazer pesquisa de preço será novamente um hábito frequente entre os compradores: 83% garantem que vão adotar a prática e a internet (76%) será a principal aliada para fazer esse tipo de comparação. Outros 50% vão pesquisar em lojas de shopping e 48% vão comparar preços indo de porta em porta nas lojas de rua.

Compras online ultrapassam shopping center; preços, promoções e descontos são levados em conta para escolha do local de compra

Neste ano, pela primeira vez as lojas online ultrapassaram os shopping centers como o local de maior concentração das compras de Natal. Em cada dez compradores, quatro (40%) concentrarão as compras na internet, o que representa um crescimento de oito pontos percentuais em relação a 2016. Na sequência estão os shopping centers (37%), lojas de departamento (37%) e lojas de rua (26%). Os endereços online preferidos são os sites das grandes redes varejistas (68%), sites de classificados de compra e venda (42%) e lojas especializadas em vestuário e acessórios (34%).

Para quem vai comprar online, o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’ faz um alerta: “É preciso ter cuidado para realizar compras pela internet. O ideal é fazer os pedidos com certa antecedência para que os presentes cheguem a tempo das festas. O atraso na entrega de encomendas é um problema que os consumidores costumam enfrentar nesta época do ano, mas que podem ser evitados se houver planejamento”, alerta Vignoli.

Na opinião dos entrevistados, os fatores que mais pesam na escolha do ponto de venda são o preço (58%), ofertas e promoções (50%), diversidade dos produtos (27%) e a qualidade do atendimento (20%).

Roupas serão os produtos mais procurados no Natal e os filhos os mais agradados com presentes

De acordo com o estudo, por mais um ano as roupas permanecem na primeira posição do ranking de produtos que os consumidores pretendem comprar para presentear no Natal (56%). Os brinquedos (43%), perfumes e cosméticos (32%), calçados (31%) e acessórios, como bolsas, cintos e bijuterias (24%), completam a lista de produtos mais procurados para a data. Presentes de maior valor agregado como celulares (12%), jogos e videogames (10%), eletrônicos (8%) e joias (8%) ficaram menos bem posicionados neste ano.

No ranking daqueles que serão agradados com presentes neste Natal, os filhos aparecem em primeiro lugar (63%). Em seguida, os mais mencionados são os maridos ou esposas (49%), mães (47%), irmãos (27%) e pais (21%).

Na hora de escolher os presentes, o fator que os consumidores mais levam em conta é o perfil do presenteado (28%), seguido do desejo de quem vai receber o presente (20%), da qualidade do item (16%) e das promoções ou descontos (13%).

52% vão pagar presentes à vista; para quem parcela, dívidas vão durar, em média, até o próximo Dia das Mães

Neste ano, o pagamento à vista será o meio mais utilizado pela maioria dos entrevistados ouvidos (52%), seja em dinheiro (34%) ou no cartão de débito (19%). Os que vão se utilizar de alguma modalidade de crédito somam 43% dos compradores, sendo que o cartão de crédito parcelado lidera, com 31% de menções, seguido do cartão de crédito em parcela única (9%) e do crediário (2%).

Na média, as compras parceladas serão divididas em cinco vezes. Isso significa que esses consumidores vão comprometer parte de sua renda com prestações natalinas que só deverão ser totalmente quitadas na Páscoa ou no mês do Dia das Mães. “O brasileiro chega ao fim deste ano com a impressão de que o pior momento da recessão ficou para trás, mas deve ter cuidado em não dividir compras com prestações a perder de vista. Se a inflação controlada e a queda dos juros servem de alento, os altos níveis de desemprego ainda são um problema. É hora de controlar gastos, organizar prioridades e conduzir o orçamento de modo responsável, sem se levar pelo emocional ou assumir compromissos acima da capacidade”, orienta a economista Marcela Kawauti.

Metodologia

Inicialmente foram ouvidos 730 consumidores nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal e, depois, a partir de 611 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de no máximo 3,6 e 4,0 p.p, respectivamente. A uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas
Informações à Imprensa

Fonte: SPC Brasil – Vinicius Bruno

Levantamento feito pela Adobe traz dados importantes

Conteúdo personalizado e marketing orientado por dados são base para boa experiência de compra no varejo, aponta levantamento da Adobe
Após experiências personalizadas em diferentes canais de uma marca, 78% dos consumidores dizem que estão propensos a comprar – saiba mais

Cada vez mais, a experiência de compra tem que ser rápida, fluida e personalizada. Um levantamento da Adobe mostra que, no varejo, não há mais espaço para conteúdo sem relevância e marketing intuitivo: 78% dos consumidores dizem que a personalização influencia suas decisões de compra; 71% preferem comprar produtos com boa nota nos rankings on-line; e 75% esperam uma experiência consistente com uma marca independentemente do canal.

Nesse contexto, a personalização deve ser profunda: 70% dos consumidores consideram a personalização superficial quando ela se restringe ao e-mail marketing; 66% dizem que trocariam uma marca se sentissem que estão sendo tratados como um número; e 73% estão dispostos a substituir uma marca se a experiência de compra não for boa.

Empresas inovadoras estão atentas a esse momento e vêm transformando a forma de se conectar com o público: 78% dos varejistas consultados combinam marketing digital com Analytics; 72% aumentarão o investimento em mobile marketing; e 75% investirão em personalização no contexto mais robusto do marketing orientado por dados, ou seja, personalização multicanal.

O fato é que a boa experiência de compra garante conversão: dos varejistas que apostam em data-driven marketing com foco nas necessidades dos consumidores, 73% aumentam o engajamento de seus clientes nos canais digitais; 53% ampliam as taxas de conversão; 45% registram aumento das taxas de aquisição de novos clientes; e 34% relatam crescimento da receita de seus e-commerces.

“Basta de conteúdo sem sentido. É preciso apostar em conteúdo personalizado, com velocidade, independentemente do canal. O marketing intuitivo morreu. As empresas, hoje, devem investir em marketing orientado por dados. Essa é a melhor maneira de saber o que o cliente espera e precisa”, afirma Gabriela Viana, diretora de Marketing na Adobe Brasil para América Latina.

Confira o Infográfico

Fonte: RMA Comunicação – Vanessa Domingues

Brasileiro estoura o pacote de dados

Pesquisa da Deloitte detalha uso de smartphones; oito em cada dez brasileiros estouram pacote de dados

· 87% dos participantes do estudo têm smartphones, sete pontos percentuais a mais do que em 2016;
· 45% dos jovens entre 18 e 24 anos checam suas mídias sociais na madrugada;
· Interesse pela compra de tablets recua de 32% para 28%.

Oito em cada dez brasileiros que possuem smartphone acabam estourando seus pacotes de dados antes do final do período programado para utilização. Essa é uma das conclusões da pesquisa Global Mobile Consumer Survey 2017, realizada pela Deloitte com 2.000 entrevistados no Brasil. O estudo destaca as características de uso intenso dos celulares, assim como a costumeira falta de planejamento de gastos dos consumidores.

De acordo com o levantamento, mais da metade (51%) das pessoas consultadas que contratam serviço de dados para acessar a internet possuem pacotes limitados, menores que 3GB de capacidade, enquanto 20% dos participantes não sabem sequer qual é o tamanho do plano contratado com sua operadora.

Diante do uso intenso, três de cada cinco brasileiros que responderam à pesquisa disseram que tentam reduzir ou limitar o uso de seus smartphones. Vinte e nove por cento afirmaram que desligam a conectividade de dados de seus aparelhos para economizar. Outros 28% desativam as notificações de áudio, enquanto que um percentual idêntico simplesmente desliga os aparelhos durante a noite.

“O fenômeno da afinidade e do apego do brasileiro em relação às tecnologias móveis realmente merece estudo. Com os resultados da Global Mobile Consumer Survey 2017, constatamos que nossa sociedade vive mudanças de hábitos e costumes que têm transformado a maneira como as pessoas se comportam, como trabalham, estudam, se divertem e se relacionam. Para além das curiosas conclusões de nosso estudo, traçamos um importante retrato dos tempos atuais, das potencialidades e perspectivas que se abrem para o futuro”, afirma Marcia Ogawa, sócia-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicação da Deloitte no Brasil.

A atual edição do estudo foi feita concomitantemente pela Deloitte em 22 países, incluindo o Brasil. A consulta foi feita por meio de questionários eletrônicos com mais de 40.000 pessoas, das quais 2.000 brasileiras, sobre seus hábitos de consumo de tecnologias móveis.

Smartphone segue como “sonho de consumo”

Apesar de 87% dos participantes da pesquisa terem revelado já possuir ou ter acesso a um smartphone – parcela sete pontos percentuais maior do que a registrada na edição do ano passado (80%) e dez pontos acima da apurada em 2015 (77%) –, esse tipo de aparelho continua sendo o principal “sonho de consumo” entre os brasileiros, como indicam os resultados do levantamento.

Sessenta e dois por cento dos participantes afirmaram que o smartphone é o equipamento móvel mais citado entre aqueles que as pessoas pretendem adquirir no próximo ano (alta de três pontos percentuais ante os 59% de 2016). O segundo aparelho mais desejado é o notebook (com 31% de citações em 2017, pequeno recuo ante os 32% no ano passado), seguido pelo tablet (cujo interesse foi o que mais se retraiu em 12 meses, chegando a 28%, ante 32% do ano anterior).

Brasileiros conectados em todos os momentos

Mais uma vez, os brasileiros que foram consultados pela Global Mobile Consumer Survey 2017 deram mostras de seus hábitos excessivos na utilização dos smartphones. Quase metade (45%) dos jovens entre 18 e 24 anos disse que checa notificações de mídias sociais no meio da noite. Na média geral, entre os participantes de todas as idades, esse hábito noturno afeta 33% dos participantes.

Fazendo a comparação com outros países, 22% dos jovens britânicos até 24 anos têm o costume de checar suas notificações de mídias sociais no meio da noite. Já na média geral de todos consultados na pesquisa do Reino Unido, esse percentual fica abaixo de um terço (10%) do demonstrado pelos brasileiros. Os jovens canadenses (24%) e os australianos (31%) também ficam atrás dos usuários do Brasil quando o assunto é mexer nos smartphones em plena madrugada.

O uso excessivo dos smartphones é notadamente um fator de atrito entre muitos casais. De acordo com a pesquisa da Deloitte, 56% das pessoas que têm um relacionamento estável consideram que seu parceiro ou parceira utiliza demasiadamente seu celular.

A opinião sobre excessos é ainda mais marcante entre os pais, já que 63% deles avaliam que seus filhos usam muito os smartphones. Porém, quando a questão é autocrítica, um percentual menor reconhece seus próprios excessos: exatamente metade (50%) dos participantes do estudo reconhecem hábitos exagerados no uso de seus aparelhos.

Smartphone no trabalho

Quase dois terços (64%) dos brasileiros participantes reconhecem utilizar com frequência seus aparelhos para uso pessoal em pleno horário de serviço. Apenas 4% afirmam nunca fazer esse uso e 31% o fazem eventualmente.

No Reino Unido, metade (50%) dos britânicos consultados pelo estudo reconhece utilizar com frequência seus aparelhos para uso pessoal em pleno horário de serviço, enquanto que 10% afirmam nunca fazer esse uso e 40% o fazem eventualmente.

Já no Canadá, o percentual daqueles que usam seus smartphones no serviço com finalidades pessoas é ainda mais baixo (46%). Somente 10% dizem nunca fazer esse uso e 44% usam esporadicamente. Também os australianos demonstram respeitar mais o ambiente de trabalho que os brasileiros, já que pouco menos da metade (48%) dos participantes tem esse hábito, 44% fazem uso eventual do celular no trabalho e 8% nunca recorrem a seu aparelho nesse ambiente.

Na ponta oposta dessa equação, 48% dos brasileiros consultados afirmaram utilizar por razões profissionais seus smartphones com alguma frequência fora do horário de trabalho. Trinta e nove por cento agem assim eventualmente e 13% não utilizam essa ferramenta para fins de trabalho durante seus períodos de folga.

Os britânicos evitam “levar trabalho para casa”. Apenas 19% deles disseram que consultam seus smartphones por razões profissionais com frequência fora do horário de trabalho, 34% agem assim eventualmente, enquanto que 47% nunca usam essa ferramenta em suas folgas.

Canadenses (22%) e australianos (26%) também são mais reticentes a tratar sistematicamente de questões profissionais fora do ambiente de serviço. Quarenta por cento dos consultados no Canadá e 42% na Austrália levam eventualmente trabalho para casa com seus smartphones, enquanto que 37% e 32%, respectivamente, nunca fazem isso.

Mensagens instantâneas no topo

Os aplicativos (APPs) de troca de mensagens instantâneas são os mais utilizados pelos participantes da pesquisa da Deloitte, e quase totalidade deles (94%) confirmou usar esse tipo de solução em seus smartphones. O segundo grupo de APPs mais lembrado é o de redes sociais, com 89% de citações. Pouco abaixo, vêm os aplicativos de e-mails (com 82% das referências) e as ligações de voz tradicionais (80%).

Já o avanço no acesso às redes de dados móveis de quarta geração (ou 4G) entre os usuários brasileiros de telefonia móvel foi considerável nos últimos dois anos, partindo de 25% dos participantes da pesquisa de 2015 para 44% no ano passado, e chegando aos 61% em 2017 – ou 36 pontos percentuais a mais em 24 meses.

Mesmo assim, o meio de conectividade com a internet preferido pelos brasileiros consultados segue sendo a conexão Wi-Fi, apontada como a mais utilizada por 84% dos que responderam ao estudo. As redes de dados móveis são apontadas como preferenciais por apenas 16% das pessoas.

Outro fator que demonstra o uso intenso das funcionalidades permitidas pelos smartphones e também pelos aplicativos de troca de mensagens instantâneas é o hábito de compartilhar com frequência fotos ou vídeos. Mais de dois terços dos brasileiros participantes (82%) afirmam compartilhar imagens nesses aplicativos ao menos uma vez por semana e 75% compartilham semanalmente vídeos pelo smartphone.

“Pouco interesse” por APPs

Os brasileiros consultados pela Global Mobile Consumer Survey 2017 parecem não demonstrar grande interesse em acumular uma quantidade grande de aplicativos em seus aparelhos. Quase metade deles (48%) indicou “não ver necessidade de ter mais APPs”. Outro fator que restringe a aquisição de APPs, citado por 39% dos consultados, é a falta de memória para armazenamento. Outros 10% dizem utilizar-se do navegador de internet para ter acesso a facilidades oferecidas por alguns APPs e 5% não querem gastar mais com isso.

Hábitos de compra de aparelhos

Apesar de estar constantemente conectado, o brasileiro ainda prefere adquirir seu smartphone em lojas físicas. De acordo com a Global Mobile Consumer Survey 2017, 42% (mesmo percentual de 2016) dos participantes da pesquisa compraram seu aparelho atual em lojas físicas, contra 33% (35% no ano passado) daqueles que o adquiriram em estabelecimentos online.

Entre os estabelecimentos físicos, a preferência foi por lojas varejistas de produtos eletrônicos (33%), seguidas por lojas de departamentos (24%), vendedores exclusivos de telefonia celular (12%), pontos de vendas dos fabricantes (9%), operadores de telefonia móvel (também 9%) e supermercados (6%). Já os estabelecimentos online preferidos foram: lojas de departamentos (38%); lojas varejistas de produtos eletrônicos (25%); sites de e-commerce (10%); supermercados (8%); lojas dos fabricantes (5%); vendedores exclusivos de telefonia celular (4%); e operadores de telefonia móvel (1%).

Em relação aos hábitos gerais de compras, 56% dos brasileiros consultados afirmaram realizar pesquisas online sobre produtos ou serviços pelo menos uma vez por semana. Já 18% do total de respondentes efetivamente realizam no mínimo uma compra de produto por semana.

Smartphone “financeiro”

O estudo detalha a tendência de crescimento do uso do smartphone para realização de operações bancárias pelos brasileiros, já apurada pela Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2017 – produzida pela Deloitte em parceria com a Federação Brasileira de Bancos –, que concluiu que o mobile banking é atualmente o canal preferido pelo brasileiro para realizar transações, com 34% do total.

De acordo com Global Mobile Consumer Survey 2017, quando as pessoas pretendem fazer transferências de dinheiro, os aplicativos de bancos são os preferidos (com 67% das citações). A seguir, vêm os provedores de transferências online de recursos (28%), aplicativos de outras instituições financeiras (19%) e solução do Facebook (11%).

Quando a questão apresentada aos participantes foi relacionada a seus hábitos de uso de serviços financeiros pelo navegador de internet ou pelos aplicativos de seu smartphone, 46% das pessoas disseram que consultam seu saldo, 31% realizam algum outro tipo de operação, 20% concluem uma transferência de dinheiro para outra pessoa no Brasil e 13% realizam transferências internacionais de recursos ao menos uma vez por semana.

Sobre a pesquisa

Além do Brasil, a Global Mobile Costumer Survey 2017 foi realizada concomitantemente em outros 21 países: Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Reino Unido, Rússia, Suécia e Turquia.

Para apurar os resultados sobre hábitos de consumo de tecnologias móveis, a Deloitte consultou por meio de questionários eletrônicos mais de 40.000 pessoas, de 18 a 55 anos, das quais 2.000 do Brasil

Fonte: Assessoria de Comunicação da Deloitte – In Press Porter Novelli – Carlos Brazil