International Advertising Association (IAA) chega ao Brasil

International Advertising Association (IAA) chega ao Brasil com parceria global do LinkedIn e liderança de Fabiana Schaeffer, da Netza&CO

Primeiro capítulo na América Latina visa conectar o mercado brasileiro à rede global de criatividade, desenvolvimento de carreiras e sustentabilidade; Brasil é destacado como “melhor exportador de criatividade”

A International Advertising Association (IAA), entidade global fundada em 1938 em Nova York, acaba de ser lançada oficialmente no Brasil – o primeiro país da América Latina a receber um braço da organização. Em parceria global com o LinkedIn, o capítulo nacional ficará a cargo de Fabiana Schaeffer, vice-presidente de Sustentabilidade da IAA global e integrante do conselho mundial, bem como co-CEO da Netza&Co, ecossistema de soluções de marketing há mais de 25 anos no mercado com forte atuação em inovação, conexão de negócios e impacto social.

Fredrik Borestrom, presidente global da IAA e executivo de publicidade digital do LinkedIn, destaca o potencial criativo do mercado brasileiro e ressalta a importância estratégica da expansão: “Quando você entra em uma agência criativa em qualquer lugar do mundo – de Estocolmo a Sydney –, a pessoa mais criativa costuma ser a brasileira. O Brasil é um dos melhores exportadores de criatividade, e queremos trazer essa rede global para cá, mas também levar o Brasil para o mundo”.

Já Fabiana Schaeffer enfatiza o propósito colaborativo do braço brasileiro da associação: “Nosso objetivo é construir pontes entre marcas, agências, universidades e instituições. Queremos ser um espaço de aprendizado, ação e protagonismo de boas ideias, gerando valor real para o setor”.

A atuação da IAA no Brasil está estruturada em três pilares estratégicos interconectados: para a indústria, a entidade atuará como uma bússola global para guiar as transformações do setor por meio de debates, pesquisas e promoção de boas práticas; para as marcas, buscará ampliar visibilidade e engajamento com os diferentes atores da cadeia publicitária, fortalecendo oportunidades de reputação e negócios; e para os profissionais, promoverá o desenvolvimento de carreiras por meio de uma rede internacional de networking, educação e trocas profissionais entre líderes e jovens talentos do mercado.

Com presença em 56 países, a IAA representa todos os segmentos de marketing e comunicação e busca, por meio do novo capítulo brasileiro, potencializar a troca de conhecimento, impulsionar a sustentabilidade e conectar o ecossistema local às tendências e oportunidades globais.

Mais resultado, menos investimento: o novo mantra do marketing inteligente

Imagem de Anand KZ do Pixabay

Por Gabriel Chaves, sócio da AlwaysON*

Durante muito tempo, o marketing operou sob uma lógica quase inquestionável por muitos: quanto maior o investimento, maior o retorno. Essa relação funcionou enquanto o ambiente digital era menos competitivo e as margens mais confortáveis. Mas o jogo mudou. O público está mais exigente, o custo de aquisição subiu e a margem de erro diminuiu drasticamente. O novo marketing, aquele que realmente cria valor, é aquele que transforma dados em decisões e resultados, mesmo com orçamentos mais enxutos.

Fazer mais com menos não significa cortar verbas, mas sim aumentar eficiência. Isso passa por compreender profundamente o comportamento do consumidor, usar dados como bússola estratégica e ajustar o rumo constantemente. Quando a estratégia é guiada por informação, e não só por intuição, cada real investido ganha propósito. O marketing deixa de ser um custo operacional e se torna um motor previsível de crescimento.

Na minha experiência à frente de times de performance e estratégia, percebi que o verdadeiro ganho está em eliminar desperdícios. Campanhas eficientes não dependem apenas de impulsos maiores, mas de leituras mais inteligentes. Testar, medir e otimizar deixou de ser uma etapa final: é parte da cultura. É o que diferencia quem cresce de quem apenas anuncia.

O marketing inteligente pede análise e rotina. Análise para medir e ajustar constantemente, e rotina para também identificar rápido o que não entrega. Nesse contexto, criatividade e dados não competem, mas se completam. O dado aponta o caminho, a criatividade o torna relevante. É dessa parceria que surgem campanhas que performam e constroem marca ao mesmo tempo.

Essa mentalidade também exige uma virada cultural. Marcas que continuam operando no modo “campanha por campanha” acabam reféns da intuição. Já aquelas que integram dados, CRM, mídia e conteúdo de forma estratégica conseguem crescer de forma sustentável, mesmo com menos investimento. Criatividade e dados não são opostos; são aliados indispensáveis.

Gabriel Chaves Foto: Divulgação

O futuro do marketing não pertence a quem gasta mais, mas a quem entende melhor. E entender significa mergulhar em dados sem perder a sensibilidade humana, planejar com método sem engessar o olhar criativo e agir com propósito sem abrir mão de resultado. Fazer mais com menos é um exercício de disciplina, inteligência e visão e esse é o verdadeiro diferencial competitivo das marcas que vão liderar o próximo ciclo do mercado.

*Gabriel Chaves é sócio da AlwaysON, hub de marketing que integra dados, performance e propósito para impulsionar resultados de marcas em diferentes segmentos.

Economia criativa e marketing estratégico: como transformar criatividade em valor de marca

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (apoiado por uso de IA)

Descubra como a economia criativa impulsiona o marketing das marcas, gera valor de mercado e conecta com o público. Estratégias, tendências e exemplos práticos para aplicar na sua marca.

No cenário atual, a economia criativa coloca a criatividade como insumo essencial para os negócios — considerando cultura, conhecimento e design como fatores-chave de geração de valor. Empresas que entendem esse movimento estão à frente, envolvendo público e construindo relevância.

Dentro desse contexto, o marketing torna-se o elo entre as ideias criativas e a experiência do consumidor. Ele faz com que um produto ou serviço se torne mais que um item de compra: transforme-se em significado, cultura e conexão. O uso inteligente de storytelling, branding e plataformas digitais ajuda a ativar esse potencial.
Keepo

A chamada “creator economy” ou economia dos criadores reforça esse cenário: criadores independentes, plataformas e novas formas de monetização estão mudando a lógica das marcas tradicionais. Neste ambiente, marcas que apostam em co-criação, experiências autênticas e parceria com criadores estão se destacando.

Para aplicar isso estrategicamente, vale focar em alguns vetores essenciais: (1) autenticidade e marketing de propósito; (2) personalização e experiências imersivas com uso de dados e tecnologia; (3) território cultural e identidade de marca; (4) campanhas integradas em múltiplas plataformas; (5) medir não apenas alcance mas engajamento e impacto. Exemplos de mercado mostram que esses elementos fazem a diferença.

1. Autenticidade e Marketing de Propósito

Conceito: A Economia Criativa exige que os negócios e marcas sejam intrinsecamente autênticos. A criatividade deve refletir uma verdade e um propósito claros (social, ambiental, cultural).

Ligação Estratégica: O Marketing Estratégico focado em Propósito de Marca (Purpose-Driven Marketing) e ESG (Ambiental, Social e Governança).
Os consumidores, especialmente as novas gerações, buscam marcas que apoiam causas relevantes, exigindo transparência e ética.

2. Creator Economy e Marketing de Influência Estratégico

Conceito: A Economia Criativa é amplamente impulsionada pela Creator Economy (Economia dos Criadores), onde indivíduos monetizam suas criações (conteúdo, arte, produtos digitais, etc.) através de plataformas.

Ligação Estratégica: O marketing não é apenas sobre criatividade, mas é feito com criadores.

  • Micro e Nano-Influenciadores: O foco não está apenas no alcance massivo, mas no engajamento autêntico e na construção de comunidades com criadores menores, mas mais nichados e confiáveis.
  • UGC (User Generated Content): O conteúdo gerado pelo usuário ganha força, pois é visto como mais autêntico.

3. Hiperpersonalização e Experiência do Cliente (CX) Criativa

Conceito: A criatividade, aliada à tecnologia, permite criar produtos, serviços e experiências altamente personalizadas e únicas.

Ligação Estratégica: Uso de Big Data, Machine Learning e IA (Inteligência Artificial) para:

  • Hiperpersonalização de Conteúdo: Usar a IA para criar variantes criativas de anúncios e mensagens que ressoam individualmente com diferentes segmentos.
  • Experiências Imersivas: Criação de experiências de marca que vão além do produto, como o Turismo de Experiência (roteiros personalizados, atividades culturais) ou eventos de marca imersivos.

4. Cultura, Localismo e o Marketing de Território

Conceito: A Economia Criativa está intrinsecamente ligada à cultura, identidade e desenvolvimento regional. Valoriza-se o que é local, único e culturalmente rico.

Ligação Estratégica: O Marketing deve focar na valorização do território, da diversidade e da inclusão.

  • Marketing Cultural: Patrocínio e apoio a festivais, artes visuais, música e design locais para construir uma imagem de marca engajada com o ecossistema criativo.

Em mercados cada vez mais saturados, a criatividade se torna vantagem competitiva. Marcas que conseguem combinar ideia criativa, execução estratégica e narrativa cultural transformam inovação em valor de marca e receita. A economia criativa não é mais apenas uma tendência — é uma exigência para quem quer permanecer relevante.

User Generated Content já não lidera engajamento, mas continua relevante para pequenos negócios, aponta pesquisa da Photoroom

Só 7% das marcas veem o UGC como motor de engajamento nas redes, mas ele segue gerando confiança e conversões em segmentos como beleza e moda

Ao longo dos anos, as mídias sociais sempre defenderam a ideia de que User Generated Content, conhecido como UGC, seria a força vital do engajamento digital. A ideia de que clientes reais dariam autenticidade às páginas das marcas e construiriam comunidades fiéis era quase um consenso no marketing. Porém, um novo levantamento da Photoroom, plataforma líder em edição de imagens com IA, revela que essa crença já não se sustenta.

De acordo com a pesquisa, apenas 7% das marcas ainda consideram o UGC um dos principais motores de engajamento nas redes sociais, apesar de quase um terço continuar a utilizá-lo em páginas de e-commerce. O levantamento ainda indica que 77% das empresas incorporam o UGC em algum ponto de sua comunicação, como nas listagens de produtos (30%), em ativos de marketing (21%) e em ambos (26%), mas menos de 10% avaliam que ele contribui de forma significativa para interações nas redes.

Para Matt Rouif, CEO da Photoroom, a percepção das marcas nem sempre corresponde ao impacto real do UGC. “O conteúdo gerado por usuário já foi sinônimo de autenticidade, mas as redes estão saturadas e até fotos amadoras podem parecer roteirizadas. Isso não significa que perdeu valor, e sim que precisa ser usado no contexto certo, com qualidade visual que valorize o produto”, pontua.

A queda de eficácia está ligada à supersaturação de conteúdo e à mudança nas expectativas do público. Consumidores mais jovens, como millenials e Geração Z, são expostos a tantos formatos que deixaram de ver o UGC como algo espontâneo. Além disso, imagens amadoras muitas vezes não mostram os produtos em seu melhor ângulo, criando uma barreira visual que desestimula cliques e interações.

O estudo revela, porém, que o UGC mantém relevância em setores específicos, como beleza e cuidados com a pele, que são categorias em que ele segue impulsionando conversões. Nesses casos, consumidores valorizam ver texturas, cores reais e resultados práticos, ou seja, fatores que fotos de clientes costumam mostrar melhor do que imagens de estúdio. Em contrapartida, nichos como joias e acessórios dependem de imagens profissionais, pois os consumidores exigem alta resolução para avaliar detalhes e acabamento.

Para pequenos varejistas, o UGC segue sendo um recurso estratégico e acessível. Muitos contam com orçamentos reduzidos para fotografia ou campanhas profissionais e aproveitam as fotos enviadas por clientes como ponto de partida para divulgar produtos.

Rouif conta que, segundo relatos recebidos de pequenos lojistas, avaliações com fotos feitas por clientes aumentam o clique e a intenção de compra. Quando combinadas a fotos de estúdio, essas imagens ajudam os consumidores a se verem no produto e contribuem para a conversão. Ele acrescenta que, com editores de fotos baseados em IA, mesmo lojas de menor porte conseguem redimensionar e ajustar a qualidade dessas fotos para garantir consistência visual nas páginas e campanhas.

Entre 2015 e 2020 sabe-se que o Instagram favoreceu imagens mais elaboradas e estéticas, enquanto o TikTok popularizou vídeos curtos e crus, considerados mais autênticos. Durante a pandemia, por exemplo, o uso de UGC cresceu quando as marcas recorreram a ele para suprir restrições orçamentárias e operacionais. Isso mostra que a importância do conteúdo gerado por usuário oscila conforme as plataformas, as tendências culturais e as condições do mercado.

A análise da Photoroom reforça que, mesmo com a perda de protagonismo nas redes sociais, o UGC continua sendo um recurso eficaz para construir confiança, reduzir barreiras de compra e fortalecer marcas menores, especialmente quando combinado com ferramentas de edição de fotos que melhoram a qualidade visual sem comprometer a autenticidade.

Metodologia

O relatório é baseado em duas fontes de dados: uma pesquisa interna da Photoroom entre os usuários e uma pesquisa externa entre proprietários de pequenas empresas e gerentes do setor. A Photoroom realizou a pesquisa com clientes em um painel de 1.131 usuários nos EUA, no Reino Unido e no Brasil, de 5 de dezembro de 2024 a 13 de janeiro de 2025. A pesquisa externa foi realizada via Centiment em um painel de 1.575 profissionais de 12 de dezembro de 2024 a 31 de dezembro de 2024.