ABRADI no Vale

Primeiro evento

A ABRADI, através de seus embaixadores regionais Giuliana Torres e  Victor Lymberopoulos (ambos da Greeky Company), realizou seu primeiro evento regional. Um café da manhã realizado em SJCampos que contou com a presença de dois representantes da ABRADI SP, Rodrigo e Leticia (presidente e coordenadora).

Foto do Café da Manhã ABRADI

O encontro reuniu alguns representantes do setor de comunicação e negócios digitais de nossa região e serviu de pontapé inicial para os trabalhos que estão na agenda para esse ano.

A APP Vale marcou presença no evento com Josué Brazil, um de seus diretores e responsável por este blog. APP Vale e ABRADI devem fazer várias ações em conjunto.

Novos encontros e eventos virão, sempre através dos embaixadores regionais ABRADI.

 

Brasil é o 3º pais que mais consome podcast no mundo

País tem mais de 30 milhões de ouvintes e ultrapassa até os Estados Unidos

O podcast é o formato de conteúdo que cada vez mais tem ganhado participação de mercado global. A praticidade e a característica de se poder ouvir em qualquer situação, são vantagens que atrai cada vez mais público.

Os brasileiros também têm aderido cada vez mais o uso do podcast no dia a dia. Atualmente o Brasil é terceiro país que mais consome podcast no mundo. O país só fica atrás da Suécia e Irlanda, primeiro e segundo colocado, respectivamente.

É o que revela um estudo realizado pela plataforma CupomValido.com.br com dados da Statista e IBOPE sobre o consumo de podcast.

No Brasil são mais e 30 milhões de ouvintes, e mais de 40% dos brasileiros escutaram podcast pelo menos uma vez nos últimos 12 meses. Só como comparação, a Suécia (primeiro no ranking), possui uma taxa de de somente 7% acima do Brasil – 47% no total.

Podcast no mundo

No ranking mundial, o Brasil fica na frente de até países como os Estados Unidos e o Reino Unido – com 34% e 31%, respectivamente.

Na América Latina, o México e o Chile são dois países que também se destacam com percentuais entre 30% e 39%.

Na ponta oposta, os países que menos escutam podcasts são: Japão, Taiwan, Malásia e Paquistão – com aproximadamente 5%.

Com relação às plataformas para escutar podcast, o Spotifty segue na liderança com 25% da participação de mercado. O Apple Podcasts fica em segunda posição com 20%. E por fim o Google Podcasts fica em terceira colocação com 16%.

Ao se levar em consideração todos os podcasts a nível mundial, o podcast The Joe Rogan Experience (do apresentador Joe Rogan) fica em primeira posição, seguido pelo Call Her Daddy em segundo colocado, e o Crime Junkie em terceiro.

Os preferidos dos brasileiros

O Horóscopo Hoje, que conta diariamente sobre previsões dos signos, foi podcast mais ouvido do Brasil no último ano. Em segundo lugar ficou o podcast Mano a Mano, um podcast de entrevistas do Mano Brown. Os podcasts: Flow, Primocast e Café da Manhã, ficaram na 3ª, 4ª e 5ª colocação, respectivamente.

A grande maioria dos ouvintes de podcast, consomem o conteúdo em paralelo com outras atividades, como em tarefas domésticas, ao navegar com a internet e enquanto trabalham/estudam.

Com relação ao formato de conteúdo, os brasileiros preferem as entrevistas com convidados, com 55% da preferência. A narrativa de histórias reais e mesa redonda, seguem em segunda e terceira posição.

Fonte: Statista, CupomValido.com.br, IBOPE

Confira o infográfico completo:

Investimentos em mídia crescem 38,8% em 2021

Cenp-Meios divulga os números de 2021

por Josué Brazil, com dados de Cenp_Meios e Meio&Mensagem

A partir de uma base de 298 agências o painel Cenp-Meios chegou ao valor de R$ 19,7 bilhões de investimento em compra de mídia em 2021.

O destaque no levantamento referente ao ano passado foi a internet que obteve crescimento de 74,2%.

Confira os valores e os meios:

No ano de 2020 um número menor de agências (217) haviam participado do painel.

Veja como ficou a distribuição da participação dos meios no total dos investimentos (share):

A TV Aberta segue firme na liderança, mas já ostenta um share bem menor em relação a anos anteriores (o menos da série histórica). E a Internet conseguiu um share histórico, o maior de toda a série do painel do Cenp-Meios: 33% do total dos investimentos.

Os dados são bastante positivos e mostram a recuperação da indústria da propaganda mesmo em uma ano ainda muito marcado pela pandemia do Covid 19.

Dia Internacional da Mulher: qual a evolução sobre elas na publicidade?

por Shirlei Camargo*

Hoje, dia 8, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Em reflexão a essa data, você já parou para pensar como as mulheres foram e são atualmente representadas no contexto do marketing e da publicidade? Ao longo da história, podemos observar algumas conquistas e transformações nas campanhas publicitárias das marcas e meios de comunicação. Vamos lá a um breve histórico.

Entre os anos 50 e 60, as mulheres eram representadas nas propagandas geralmente como frágeis, submissas, incapazes e até inferiores. Trago como exemplo, uma propaganda clássica da época de uma famosa marca de carro com o para-choque amassado mostrando os seguintes dizeres: “Mais cedo ou mais tarde, sua esposa vai dirigir […] Caso a sua mulher venha bater em algo com seu carro, isso não lhe custará muito”. Hoje em dia seria impensável ver na mídia uma propaganda com conteúdo tão misógino.

Já nos anos 80 e 90, as mulheres, na maioria das vezes, surgiam como objetos sexuais, onde suas características físicas eram enaltecidas em detrimento de sua capacidade intelectual, fato ocorrido principalmente na indústria cervejeira. Foram décadas de revistas recheadas com imagens de corpos femininos ultra expostos, segurando uma garrafa de cerveja.

O mais contraditório, é que já faz alguns anos que as mulheres se tornaram consumidoras de cerveja. Tanto é que, em uma pesquisa recente da Kantar, realizada no terceiro trimestre de 2021, mostrou que a participação das mulheres no consumo de cervejas subiu de 14,5% para 21,2% em locais públicos, e de 14,3% para 18,3% em casa de familiares e amigos. Porém, apenas recentemente parece que as empresas “acordaram” e começaram a colocar a mulher em suas peças publicitárias como consumidoras, e não mais como objeto sexual.

Outra mudança que podemos notar nos últimos anos, é a representação da mulher por parte da indústria cosmética. Normalmente as marcas deste setor utilizavam apenas mulheres jovens, magras, brancas – inclusive muitas vezes com corpos irreais manipulados por Photoshop. Tal fato colocava uma pressão cruel em mulheres e meninas, que se frustravam em não atingir tais padrões, ou tentavam a todo custo se enquadrar no que o mercado estabelecia.

Felizmente, nos dias de hoje vemos grandes empresas do ramo cosmético inserindo em seus comerciais, mulheres das mais diversas etnias, com diferentes formatos de corpos e de várias idades. Tais atitudes ainda são minoria, mas é um movimento importante, um primeiro passo rumo a uma sociedade mais igualitária.

Apesar de serem a “passos de formiga”, temos motivos sim para comemorar, e de preferência bebendo uma cervejinha bem gelada!

*Shirlei Camargo é doutora em Estratégia de Marketing e professora do Centro Universitário Internacional Uninter.