É melhor divulgar a marca

Estrategicamente é melhor divulgar uma marca do que centenas de produtos, diz especialista

Na era da informação, é necessário escolher o melhor canal e as ferramentas adequadas para divulgar os produtos e serviços do seu negócio.

Foto: divulgação

Você já ouviu falar na expressão “zapear”? O termo significa ficar trocando de canal constantemente, ou seja, mudar de forma rápida e repentinamente o canal de televisão ou a frequência de rádio, até encontrar algo interessante para assistir ou ouvir. Hoje em dia, a expressão ganhou as redes sociais, onde os usuários passam o feed de publicações até encontrar algo que gostem e que chamem a sua atenção.

Na era da informação, as pequenas e grandes empresas precisam otimizar o tempo para conseguir alcançar os potenciais consumidores de seus produtos e serviços. E isso não é uma tarefa fácil. O empresário e consultor em gestão de marcas, Maka Werner, explica que, estrategicamente os resultados são muito mais satisfatórios quando as empresas se voltam a divulgar a sua marca, e não, centenas de produtos. “Além do valor investido ser menor, após a fidelização de um consumidor por determinada empresa, todos os produtos acabam virando sinônimo de qualidade. Em vez de divulgar mil produtos, divulgamos apenas uma única marca”, diz.

Para isso se tornar realidade, a estratégia precisa ser pensada com muito cuidado. A escolha das melhores ferramentas e canais para divulgar uma marca, deve ser escolhida após uma série de análises, verificando tanto a estrutura interna da empresa, a capacidade de gerar conteúdo, e, também a mídia mais conveniente ao seu publico e ao tipo de conteúdo do negócio. “Muitas empresas acreditam que precisam estar em todas as plataformas, acho que isso dificulta o trabalho e acaba tomando um tempo desnecessário, onde este tipo de esforço poderia gerar um conteúdo mais adequado e profundo em outro canal”, explica Werner.

Para conquistar a atenção do público, as marcas precisam remodelar o seu modelo de propaganda. Para isso, torna-se necessário entender que os consumidores não são todos iguais. Diante disso, o Branded Content está cada vez mais em alta no mercado. “Ainda assim, as empresas precisam entender que o termo não é a nova propaganda, mas sim, uma poderosa ferramenta para auxiliar neste mix de marketing. A propaganda se reinventou muito nos últimos anos e vem se atualizando mais e mais a cada dia, disseram que ela morreu, quando na verdade ela se atualizou e ganhou novas ferramentas que vieram para somar”, comenta.

O consultor ainda destaca que o Branded Content possui uma força especial para trabalhar a relação entre os consumidores e as marcas, já que quanto mais investimentos em conteúdo, menos é necessário investir em divulgação de produtos, porém, ainda sim as empresas precisam divulgar os produtos.

Para elaborar uma estratégia para divulgar a sua marca no mercado, o especialista explica que a parte principal é ter propósito. “Não se pode mais vender apenas um produto, isso todo mundo vende. O mesmo produto que você vende, está em todas as esquinas, isso eu garanto. O que precisamos é saber vender a nossa essência, a nossa imagem. Isso precisa ser verdadeiro, ter propósito e ser real, não pode ser uma mentira. Uma padaria vende pãozinho, assim como todas as outras, mas o que te leva a ir em determinada padaria comprar aquele pãozinho? Não pode ser o pão, pois se trocarmos o paradeiro podemos fechar a padaria, certo? Precisa ser algo a mais, algo único, algo que transmita uma experiência verdadeira para seus consumidores e que tenha um propósito maior do que somente vender pãozinho”, conta Werner.

Para alcançar o sucesso e firmar o nome no mercado, as empresas precisam se comunicar mais com seus consumidores, pensarem mais em experiências do que em produtos. Isso pode ser difícil e doloroso no começo, mas, o resultado a longo prazo é mais assertivo. “As marcas precisam começar a plantar essa ”raiz” da experiência e do conteúdo de marca com propósito e posicionamento sempre alinhado ao DNA da empresa, e, desde o início, fazer um trabalho mais próximo aos consumidores que possuem a mesma essência”, revela Maka.

Para finalizar, a dica do especialista é investir na sua marca. “Ela é o bem ativo mais valioso que uma empresa possui, depois dos seus colaboradores, é claro”, conclui.

Fonte: Presse Comunicação Empresarial – Bruna Gabriela Ziekuhr

Via Vale promove Liquidação de Verão com descontos de até 80%

Via Vale promove ‘Liquida Garden Verão’ com descontos de até 80% nas compras

Quem deixou para realizar as compras no início do ano pode aproveitar a tradicional “Liquida Garden Verão”, liquidação realizada pelo Via Vale Garden Shopping com descontos em pelo menos 20 lojas do mall. A Campanha tem início no dia 03 e vai até o dia 06 de janeiro. No mix de variedades estão roupas, acessórios, decoração, joias, alimentação e academia, entre outros produtos com preços atrativos. “A ‘Liquida Garden Verão’ é uma ótima oportunidade de comprar aquele produto tão desejado por um valor mais acessível”, destaca Bruna Marcon, Coordenadora de marketing do Shopping.

A liquidação não tem como foco apenas o público feminino, os homens também têm desconto garantido em bermudas, camisetas, jeans, óculos, perfumes e muito mais. A recém-inaugurada, Simulassão, oferecerá descontos de até 80% em peças selecionadas. Já a Havan, Renner, Ilha do Mel e a Academia Black Fit, estarão com descontos de até 50%. Descontos imperdíveis também na Riachuelo, Loja Benetti, Inovar, Gold Finger, Cenário Kids One Store, Companhia do Churrasco, Miroa, Impera e Constance.

As promoções são válidas para produtos selecionados. A ‘Liquida Garden Verão’ acontece em horário normal de funcionamento do shopping.

Fonte: Marketing Via Vale – Aline Duarte

Consumo consciente em pesquisa

Conteúdo em áudio traz pesquisa

O conteúdo em áudio do Publicitando desta vez traz informações de uma recente pesquisa que mostra o quanto o consumidor brasileiro está ligado ao consumo consciente de produtos e serviços.

Confere aí:

 

Coluna Propaganda&Arte

O que Dolly, Chaves e guarda-chuva de chocolate têm em comum?

Além do famoso Dollynho, do programa do Chaves e daqueles chocolatinhos em formato de guarda-chuva, o seriado La Casa de Papel, faz parte de um seleto grupo de coisas ruins que adoramos.

Quando falo que algo é ruim, não estou entrando no mérito de uma avaliação artística, no caso dos programas de TV, ou uma análise de qualidade técnica, no caso dos alimentos. Por isso, para que nosso texto seja produtivo e minha linha de raciocínio fique clara, vamos considerar as seguintes questões:

1- O que significa dizer que algo é “ruim”?
Não estamos pensando nos campos morais ou éticos, de algo bom e ruim. E sim, de algo simples, com poucos elementos em sua composição, barato, com baixos investimentos e, por esse motivo, de baixo valor final.

Esse conceito explicaria as propagandas e os comerciais de baixo custo do refrigerante Dolly, assim como sua mascote que até meme virou, tamanha proximidade esse personagem tem com o público brasileiro.

Já os guarda-chuvas de chocolate, docinhos de décadas atrás, assim como as moedinhas de chocolate e os polêmicos cigarrinhos, oferecem um chocolate comum e barato, com um gosto característico, se diferenciando pelo formato. O resultado é um sucesso gigante com o grande público que consome o que é barato ou se afeiçoa por algum ponto desse produto.

2- Tudo o que é ruim é simples? E tudo que é simples é ruim?
Esse outro conceito precisa ser quebrado. O artista Romero Britto é bastante criticado por apresentar um estilo bastante colorido, simples e até infantil. Ele fez sucesso assim e agradou pessoas de todas as classes sociais. Esse é um feito que precisa ser reconhecido.

Outros artistas também usaram a simplicidade para expressar sua arte e, no meio artístico, são consagrados e colocados no hall da arte moderna. É o caso do movimento Minimalista que surgiu na década de 60 em New York e até hoje faz muito sucesso.

3- Eu preciso ter vergonha de gostar de algo “ruim”?
Claro que não. Cada um tem um tipo de gosto e cada pessoa aprecia um tipo de complexidade da arte ou produto. Seja de um seriado, como La Casa de Papel, que apresenta um roteiro forçado em algumas cenas e personagens estereotipados, mas agrada pelo conjunto da obra e o carisma de certos personagens. Ou então, o seriado mexicano Chespirito (Chaves e Chapolin) que conta com poucos atores, cenários baratos e personagens planos para conseguir cativar o público e gerar empatia de seus telespectadores.

É interessante, porém, saber que existem sempre produtos de melhor qualidade, seja um tipo de bebida, um chocolate, filmes ou séries, que demandaram mais tempo, investimento e raciocínio de seus criadores para conseguir chegar ao seu produto final. Isso também precisa ser valorizado.

4- E se eu não ligar para essas coisas de ruim ou bom?
Eu coloquei essa questão aqui, pois sei que cada um tem o direito de considerar ruim ou bom algo que viu, consumiu ou gosta. A análise aqui é mais no mérito de entender os motivos que levam algo de baixo investimento a fazer tanto sucesso. E o ponto que eu acredito responder à pergunta é a SIMPLICIDADE, que gera uma unidade mais palpável e comunica com mais pessoas.

Uma propaganda ruim, uma mascote comum, um programa de baixo investimento, um alimento extremamente barato e com sabor exagerado. Todos estes são caminhos que indústrias e profissionais escolheram para trilhar e, pelo jeito, sempre vai existir mercado para esse tipo de produto. Ruim ou não, o importante é que a gente consome, adora e não esquece. No final, é disso que trata a propaganda, não é?