Nos corredores movimentados do varejo, onde os consumidores buscam produtos e experiências, a loja perfeita emerge como uma peça fundamental no quebra-cabeça do sucesso comercial. É nesse ambiente que a mágica acontece e onde as marcas têm a oportunidade não apenas de vender produtos, mas de criar conexões emocionais com os clientes.
A experiência do cliente é o ponto de partida. Cada elemento da loja, desde o layout até a música ambiente, desempenha um papel crucial na formação da impressão do consumidor. Uma loja bem projetada não apenas atrai os clientes, mas também os envolve em uma jornada memorável. O design de interiores, a disposição dos produtos e até mesmo o aroma no ar contribuem para uma atmosfera acolhedora que os convida a explorar e descobrir.
Engajar o shopper é o próximo passo. É preciso ir além de simplesmente mostrar produtos nas prateleiras. A loja perfeita é aquela que transforma a compra em uma experiência envolvente e interativa. De exposições e instalações criativas a experiências sensoriais, as marcas estão constantemente buscando maneiras de capturar a atenção dos clientes e mantê-los interessados. A tecnologia desempenha um papel cada vez mais importante nesse aspecto, com realidade aumentada, telas interativas e outras inovações que elevam a experiência do cliente a novos níveis.
No entanto, nada disso é suficiente se o cliente não encontrar aquilo que deseja (ou que ainda nem sabe que deseja). Por esse motivo, garantir o sortimento e abastecimento adequados por canal são primordiais para que a experiência do shopper seja realmente completa.
O verdadeiro teste de uma Loja Perfeita está na conversão de vendas. É aqui que o intangível se transforma em resultados. Uma loja bem planejada e executada não apenas atrai clientes, mas os orienta, naturalmente, pelo processo de compra e fidelização. Estratégias inteligentes de merchandising, apresentação de produtos cuidadosamente planejada e equipes de vendas bem treinadas são essenciais para garantir que cada visita resulte em uma compra.
Na minha experiência, em sete meses (maio a dezembro de 2023), crescemos 200% com o foco em Lojas Perfeitas, o que resultou em uma nota 44% maior e aumento de mais de 7 pontos percentuais de share de gôndola nos varejos que abraçaram o projeto. Ele não apenas impulsiona vendas, mas encanta e fortalece os laços entre a marca e o cliente.
Em um cenário de varejo cada vez mais competitivo e digital, a importância da loja física como um ponto de contato tangível com os clientes nunca foi tão evidente. Portanto, investir na criação da loja perfeita é mais do que uma decisão estratégica, é um investimento no futuro do varejo.
*Camila Couto é diretora executiva de Shopper Mkt Global da The Fini Company
O gargalo na formação de profissionais de comunicação e publicidade digital
Por Josué Brazil
Imagem de JK_Studio por Pixabay
Dados recentes do Cenp Meios mostram que o investimento publicitário cresceu 10,4% em 2023. O mesmo estudo mostra que as verbas em Internet cresceram e que agora ela quase empata com a TV aberta, tradicional líder do ranking de investimentos em mídia no Brasil.
A TV Aberta ainda está na liderança, com 39,6% do total de investimentos feitos no Brasil no ano passado. A Internet, entretanto, abocanhou uma fatia bem próxima, chegando a 38,2% de share.
O crescimento é claro e evidente
O crescimento dos investimentos em mídia e publicidade digital como um todo não para de crescer.
O relatório Digital AdSpend 2023 H1 publicado pelo IAB Brasil em parceria com o Kantar Ibope Media mostra que entre o H1 de 2022 e de 2023 houve crescimento expressivo do investimento em publicidade digital tanto dentro quanto fora dos top 50 anunciantes.
De acordo com o mesmo relatório, 16,4 Bilhões foram investidos em publicidade digital no H1 2023. Os valores representam um crescimento absoluto de 11%.
O relatório de 2024 ainda não saiu, mas deve mostrar a sequência de crescimento sólido do investimento em digital.
Cresce o número de funções, profissões e atividades
Em uma pesquisa rápida no ChatGPT, pudemos levantar alguns “tipos básicos” de marketing digital. São eles:
Marketing de Conteúdo: Envolve a criação e distribuição de conteúdo relevante e valioso para atrair, envolver e conquistar um público-alvo específico. Isso pode incluir blogs, vídeos, infográficos, eBooks, podcasts, entre outros.
Marketing de Mídias Sociais: Foca na utilização das redes sociais para aumentar a visibilidade da marca, interagir com o público-alvo, promover produtos/serviços e construir relacionamentos. Inclui plataformas como Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn, entre outras.
Marketing de Busca (SEM e SEO): O Marketing de Busca envolve estratégias para melhorar a visibilidade nos resultados de pesquisa. Isso inclui o Search Engine Optimization (SEO), que se concentra em otimizar o conteúdo e o site para classificações orgânicas, e o Search Engine Marketing (SEM), que envolve publicidade paga nos mecanismos de busca.
E-mail Marketing: Consiste no uso do e-mail para enviar mensagens promocionais, informativas ou relacionadas à marca para uma lista de contatos. Pode incluir newsletters, campanhas de vendas, atualizações de produtos, entre outros.
Marketing de Influenciadores: Envolve o uso de pessoas influentes em mídias sociais para promover produtos ou serviços. Os influenciadores têm um público dedicado e podem ajudar a aumentar o alcance e a credibilidade da marca.
Marketing de Afiliados: Nesse modelo, afiliados promovem produtos ou serviços de terceiros e recebem uma comissão por cada venda ou ação realizada através de seu esforço de marketing.
Marketing de Conteúdo Visual: Concentra-se na criação e compartilhamento de conteúdo visual atraente, como imagens, vídeos e infográficos, para envolver e atrair a atenção do público.
Marketing de Automação: Envolve o uso de software e tecnologia para automatizar tarefas de marketing, como nutrição de leads, segmentação de público-alvo, personalização de campanhas e análise de resultados.
Ao mesmo tempo, também podemos apontar novas áreas de atuação dentro do digital, tais como:
Especialista em SEO (Search Engine Optimization): Responsável por otimizar o conteúdo e o site para melhorar a classificação nos resultados de pesquisa orgânica dos mecanismos de busca.
Especialista em SEM (Search Engine Marketing): Gerencia campanhas de publicidade paga nos mecanismos de busca, como Google Ads, para aumentar a visibilidade do site e direcionar o tráfego qualificado.
Analista de mídia social: Encarregado de gerenciar e otimizar a presença nas redes sociais de uma empresa, criando estratégias, publicando conteúdo relevante e interagindo com a comunidade.
Gestor de conteúdo: Responsável pela criação, curadoria e gestão de conteúdo para diversos canais digitais, como blogs, sites, redes sociais e e-mail marketing.
Especialista em e-mail marketing: Planeja, executa e analisa campanhas de e-mail marketing para envolver clientes e prospects, geralmente utilizando softwares de automação de marketing.
Analista de dados:Coleta, analisa e interpreta dados relacionados ao desempenho das campanhas de marketing digital para identificar tendências, oportunidades de melhoria e insights para otimização.
Designer gráfico digital: Cria elementos visuais para campanhas de marketing digital, como imagens para redes sociais, banners de anúncios, infográficos, etc.
Copywriter:Escreve textos persuasivos e criativos para anúncios, posts em redes sociais, e-mails, páginas de destino e outros materiais de marketing digital.
Gerente de comunidade: Responsável por construir, gerenciar e interagir com a comunidade online em torno de uma marca ou produto, facilitando conversas e engajamento.
Especialista em automação de marketing: Configura e gerencia plataformas de automação de marketing para automatizar processos, como nutrição de leads, segmentação de público-alvo e personalização de campanhas.
A formação
O mercado cresce, o número de funções, profissões e atividades igualmente cresce. Mas… a formação de profissionais qualificados acompanha esse galopante ritmo do mercado?
Em linhas gerais podemos afirmar que não.
As universidades e faculdades, o ensino superior de comunicação social e marketing, tem enorme dificuldade em trazer para suas matrizes curriculares disciplinas que contemplem essa diversidade de possibilidades de atuação e linhas de conhecimento.
Há também dificuldade em encontrar professores que possuam conhecimento teórico-prático suficiente para atender à demanda. A atualização é bastante complicada, uma vez que o ritmo das mudanças e novidades no segmento da comunicação, publicidade e marketing digital é incrivelmente veloz.
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
O catálogo de cursos do MEC não contempla a possibilidade de cursos nesta área. Mais recentemente houve a recomendação da aprovação de um curso de Mídias Sociais Digitais, ainda não homologado no catálogo.
Aqui é importante frisar que as universidades têm autonomia para criar cursos fora do catálogo desde que justifiquem que há demanda no mercado de trabalho. Várias Instituições de Ensino Superior (IES) lançaram, por exemplo, cursos de Marketing Digital, principalmente na modalidade de Curso Superior de Tecnologia (dois anos de duração).
Tais dificuldades das IES abre espaços para formações rápidas, cursos de curta duração, cursos a distância e outras modalidades. O problema aqui é que nem sempre essas possibilidades de formação oferecem a capacitação ideal. E há muita coisa de baixa qualidade ofertada a preços baixíssimos. Existe até espaço para os famosos “gurus da internet”. Os vendedores de fórmulas prontas e imediatistas.
Há, claro, muitas boas exceções.
Já há reclamação do mercado empregador quanto a qualidade da mão de obra que chega para ocupar as vagas no segmento digital. E, a seguir o ritmo de crescimento do digital e os problemas de formação, poderemos enfrentar sérios problemas nos próximos anos.
Está na hora de encarar o problema de frente e pensar em saídas e soluções. Um bom diálogo entre mercado e academia para detectar as reais necessidades e demandas de formação será essencial para a superação do impasse que já se apresenta.
Neste ano, pela primeira vez desde 2021, a Microsoft superou a Apple em valor de mercado, se tornando a empresa mais valiosa do mundo. A grande alavanca do feito foi a colaboração da multinacional de Bill Gates com a OpenAI, a criadora do ChatGPT. Esta e outras ferramentas similares, como o GEMINI, anunciam o início de uma revolução na forma como as buscas são realizadas na web. Enquanto passamos décadas nos acostumando a fazer buscas bastante objetivas pelo Google, o ChatGPT, que realiza suas consultas via Bing, trouxe uma nova dinâmica para como interagimos com a internet para resolver problemas. Esta nova relação oferece uma visão do futuro combate entre gigantes tecnológicos como Google, Microsoft e Apple pela hegemonia no espaço digital, especialmente quando as buscas potencializadas por inteligência artificial (IA) chegarem aos smartphones.
A ascensão da IA no domínio dos motores de busca já está redefinindo as estratégias de marketing digital e presença online. Diferentemente dos métodos de busca tradicionais, em que os usuários muitas vezes consultam apenas as primeiras páginas dos resultados, o ChatGPT adota uma abordagem mais abrangente. analisando uma quantidade substancial de conteúdo dos resultados orgânicos para construir suas respostas. Esta habilidade de consultar e sintetizar informações de uma ampla gama de fontes o torna uma ferramenta particularmente poderosa. No entanto, essa metodologia sublinha a importância crítica para as marcas se posicionarem bem no Bing, buscador da Microsoft, ponto de partida para todos os resultados trazidos pelo ChatGPT.
Ou seja, por trás da possível quebra de monopólio do Google está um enorme desafio e oportunidade para empresas que trabalham com SEO (Search Engine Optimization), já que uma boa posição no Bing e não mais no Google é o que tornará a marca relevante no ChatGPT. Nessa dinâmica, cabe frisar ao especialista em SEO que o ranqueamento do site será fundamental, uma vez que a tendência será o desaparecimento dos cliques em páginas diversas.
Se por um lado o SEO experimentará um boom, a mídia paga (SEM – Search Engine Marketing), por outro, estará diante de uma possível crise, uma vez que a maneira como o ChatGPT e outras ferramentas baseadas em IA realizam pesquisas leva a uma redução significativa na visibilidade dos anúncios. Como essas tecnologias favorecem o conteúdo dos resultados orgânicos, a pressão sobre as marcas para otimização de sua presença no Bing se intensificará. As empresas precisarão ajustar suas estratégias de SEO para garantir que estejam entre as fontes consultadas pela IA, mudando assim o paradigma tradicional de marketing digital.
A próxima grande batalha tecnológica na palma da mão
Além das mudanças imediatas nas práticas de SEO e marketing digital, o ChatGPT e o GEMINI representam apenas a ponta do iceberg na disputa pela hegemonia no ecossistema digital. A verdadeira batalha no horizonte diz respeito ao controle total dos dispositivos pela IA, especialmente os smartphones. Imagine um futuro onde perguntar ao seu telefone “Quais são os smartphones 5G mais pequenos, mais confiáveis e mais baratos ao meu redor?” desencadeie uma série de ações automatizadas pela IA, tais como abrir aplicativos, instalar novos softwares, navegar na web e consultar múltiplos sites para reunir um conjunto de dados abrangente e fornecer a resposta mais precisa possível.
Antecipar o controle total dos dispositivos pela IA requer uma revisão das estratégias de marketing digital. Os profissionais da área precisam se preparar para um futuro onde as buscas e consultas na web serão intensificadas pelo uso desta tecnologia, marcando uma mudança significativa na forma como o marketing online é concebido. Será essencial diferenciar entre tráfego gerado por humanos e por IA e adaptar o conteúdo a fim de torná-lo relevante e atraente para ambos.
A integração da IA nos motores de busca e o controle sobre dispositivos digitais representam um desenvolvimento significativo que redefine as regras de presença online e do marketing digital. Para permanecerem competitivas, as marcas devem não apenas otimizar seu SEO para o Bing, como antecipar as implicações mais amplas do domínio da IA no espaço digital. O êxito neste novo cenário exigirá um profundo entendimento das tecnologias emergentes e capacidade de inovar na forma de engajar tanto usuários humanos quanto algoritmos de IA.
* Florian Bessonnat é cofundador e CIO da startup franco-brasileira Simplex e professor de SEO da Universidade de Genebra, no programa de MBA, em parceria com a Universidade de Columbia (NY/EUA), o Google e a Microsoft.
Se você leu essa pergunta imaginando que basta ter um site e algumas redes sociais para ser considerado presente na internet, saiba que, infelizmente, a sua marca pode não ser tão marcante para as pessoas. Hoje, a competição pela atenção do público exige estratégias simples, porém sofisticadas, de marketing digital.
Construir uma presença digital sólida envolve investir em algumas ferramentas importantes para que as empresas entendam os comportamentos dos seus consumidores, adaptem novas abordagens nas redes sociais e estejam sempre presentes nos canais certos, no momento certo. E a protagonista desses processos é a inteligência artificial (IA).
Um estudo recente da Twilio, intitulado “Relatório de Engajamento do Cliente 2023”, revelou que 78% dos consumidores brasileiros deixariam de comprar em empresas caso sua experiência não fosse personalizada. Inclusive, em 2022, 38% dessas pessoas reportaram frustração após interagir com uma marca. Esses números evidenciam a importância de se manter uma experiência de comunicação agradável e relevante.
Em primeiro lugar, é preciso aproveitar a inteligência artificial (IA) em seu modo mais simples, descobrindo tendências emergentes no setor. A IA generativa, por exemplo, pode não apenas analisar dados de desempenhos passados, como prever e antecipar mudanças no comportamento do cliente, seus padrões de consumo e suas preferências.
O atendimento ao cliente também pode servir insights valiosos em plataforma com chatbots que, além de personalizar cada diálogo, podem coletar feedbacks dos consumidores. Uma simples análise automática de sentimento é possível identificar como as interações estão alterando a percepção da empresa e quais medidas corretivas ela precisa tomar em cada serviço.
Além disso, e o que considero o principal para reforçar a existência de uma marca, é o uso da inteligência artificial na internet e nas redes sociais. Junto aos insights de atendimento ao cliente e às pesquisas de mercado, as empresas que investem em IA especializada na criação de conteúdo e na adequação de cada publicação para a mídia tendem a obter uma taxa de conversão muito maior do que qualquer outro concorrente que, assim como você imaginou no início do texto, acredita ser o suficiente uma conta logada nas redes sociais.
Isso porque a frequência de publicações, por exemplo, depende também de um planejamento de conteúdo engajador, que consegue reter a atenção dos consumidores em segundos e, por fim, conectá-los com o que a marca tem a oferecer. Por isso, a mistura de respostas rápidas aos clientes, interações alinhadas com as preferências do público-alvo e a produção de mídia criativa, com uma mãozinha da IA, pode ser decisiva para uma marca memorável.
No entanto, é importante ressaltar que o uso da IA no marketing digital não se trata de aproveitar os dados como bem entender. É necessário um cuidado ético e transparente no tratamento das informações dos consumidores, garantindo a privacidade e a segurança de seus dados. Além disso, a IA deve ser vista como uma ferramenta complementar, que auxilia na tomada de decisões, mas não substitui a criatividade, a empatia e o olhar humano.
Em um mundo saturado de informações, a competição pela atenção online é feroz, e uma marca que não sabe se comunicar não é uma marca ativa na vida das pessoas. Por isso, quando as empresas incorporam estratégias de marketing digital pensando, principalmente, em conhecer o seu cliente e ouvir seus interesses, elas têm utensílios para se destacar em meio ao ruído digital e se assegurar de que a internet não apenas saiba de sua existência, como também reconheça sua relevância e valor.
*Paulo Pereira é especialista em Data Digital Science e CEO da Desbrava.ai