LGPD e as mudanças na comunicação

O que mudou na Comunicação com a implementação da LGPD

Nova legislação mostrou que não apenas grandes empresas, mas também as assessorias de comunicação precisam readequar processos e serviços visando a segurança e a privacidade dos usuários

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) entrou em vigor em setembro de 2020 e, com isso, houve a necessidade da comunicação se adaptar às novas normas. A aboutCOM, agência especializada no atendimento a empresas de tecnologia, traz algumas considerações sobre o impacto da nova legislação para o trabalho de assessorias de comunicação e, também, como a tecnologia foi afetada por essa novidade, que ainda exige muitas adequações por parte das empresas.

É inevitável citar que, antes, empresas de telemarketing faziam uso dos dados pessoais, como telefone de contato ou mesmo e-mail, para chegar até os usuários e ofertar pacotes e serviços que poderiam ser do interesse desse cliente em potencial. Quem nunca precisou deixar uma reunião importante para atender a uma chamada que, no fim, era mais uma dessas ofertas? A principal reclamação, por parte dos usuários, era sobre como as empresas conseguiam os dados das pessoas para efetuar as propostas. Com a implantação da LGPD, isso mudou. O principal propósito da lei é justamente proteger os direitos de liberdade e privacidade dos usuários, por meio da monitoração das ações das organizações em relação às informações de cada pessoa. Isso quer dizer que o trabalho de profissionais de telemarketing está passando por muitas mudanças. Mais que isso, a comunicação como um todo precisa se readequar.

Os impactos para os profissionais de comunicação, especialmente assessores, foram diversos, principalmente na forma como o dado é analisado, pois as agências precisam ser ainda mais estratégicas e transparentes no uso dessas informações sensíveis. O impacto na compra de mídia digital e na inteligência artificial também é notável. As organizações têm o desafio de investir mais em User Experience Research para encontrar novos caminhos, no intuito de reduzir o atrito que pode ser causado na etapa da experiência dos usuários. Houve, também, um aumento dos custos com tecnologia nas empresas, já que passou a ser imprescindível garantir ferramentas de bancos de dados, monitoramento e segurança de acordo com as disposições da nova lei.

“Podemos perceber uma mudança muito significativa na captação de leads, pois existe, agora, uma preocupação muito maior com relação ao preenchimento de formulários por parte dos usuários, que atentam para os riscos de exposição de dados pessoais e desconfiam do que pode acontecer caso aceitem participar deste tipo de iniciativa”, comenta Flavia Sobral, diretora da aboutCOM.

Outro ponto que pode ser destacado é em relação ao envio de press releases, uma prática tão comum a assessores de comunicação. A partir de agora, as plataformas que atuam como banco de dados ou criação de mailings precisam que o jornalista dê seu consentimento para receber esses materiais, conforme orienta a LGPD. A exceção é quanto a fotos feitas em eventos, já que, se forem realizadas para fins exclusivamente jornalísticos e artísticos, não se aplica o direito do uso de imagem ao tratamento de dados pessoais.

Portanto, com a LGPD, o usuário tem a oportunidade de assumir o comando de seus dados e escolher como e para quem eles serão expostos. Isso significa que o controle sobre como dados pessoais são transmitidos na internet está nas mãos de cada indivíduo e não mais das empresas. Além disso, o direito ao esquecimento dá aos usuários a oportunidade de controlar a maneira como os dados são expostos, enquanto que o direito ao acesso permite escolher quais conteúdos determinada empresa pode ter armazenados sobre ele.

Com base nisso, as agências de comunicação, devido à necessidade de lidar com diferentes marcas e organizações, precisam levar em conta a importância de um movimento proativo que busca auxiliar essas empresas, além de ter seus processos de adequação e estrutura de governança de dados. A lei demonstra a necessidade de nomear um encarregado de proteção de dados, responsável por aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos, receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências, além de orientar os funcionários a respeito das práticas a serem tomadas sobre a proteção de dados pessoais.

Essas orientações visam proteger, cada vez mais, os usuários no ambiente digital. Com uma crescente expansão do uso de recursos virtuais, seja para o trabalho ou mesmo para o lazer, é fundamental que exista uma reflexão e, neste caso, uma readaptação quanto a maneiras de realizar uma comunicação saudável, segura e efetiva para ambos os lados. Assim como o mundo é transformado pela comunicação, também ela acaba por ser transformada pelas mudanças que ocorrem na sociedade.

Fonte: aboutCOM

Taboola lança o Taboola High Impact

Taboola lança o Taboola High Impact, uma nova solução de Brand Awareness para agências e anunciantes

Nova ferramenta traz inovação em formatos de publicidade de alto impacto, controle completo de ad adjacency e dados únicos e exclusivos de leitura

A Taboola, líder global em recomendações e descoberta de conteúdo na open web, anunciou o lançamento do Taboola High Impact, uma nova solução de publicidade desenvolvida para publicitários e agências, para impulsionar ainda mais os esforços de brand awareness.

De acordo com dados da indústria, no ecossistema diverso de hoje e na batalha constante pela atenção do usuário, as marcas estão priorizando as campanhas de brand awareness, com 70% dessas empresas mundo afora, tendo os sites de notícias, como seu canal mais importante para alcançar esse objetivo.

Complementando as soluções de performance, o Taboola High Impact foi projetado especificamente para aprimorar as campanhas de brand awareness. Com ele, os anunciantes podem alcançar com eficácia mais de 500 milhões de usuários ativos diários nos principais publishers do mundo. Taboola High Impact inclui:

Inovação em formatos de anúncio de alto impacto: ads presentes em homepages, em mid-article (em breve disponível no Brasil) e no Taboola Feed. Os formatos incluem vídeos publicitários, rich-media ads e formatos similares aos de social, como Carrossel e Stories.

Adjacency e controle: os ads estarão apenas em meio a um conteúdo editorial de qualidade. Estes controles funcionam através de integrações e parcerias com IAS e Moat by Oracle Data Cloud, além de outras para aprimorar ainda mais a transparência e segurança do ecossistema.

Dados exclusivos de leitura em tempo real, que até agora, estavam disponíveis somente às equipes editoriais: Pela primeira vez, agências e marcas anunciantes que fizerem parte do Taboola High Impact terão acesso às informações de interesse e leitura online, baseadas em mais de 500 milhões de usuários ativos diariamente. Seja para auxiliar suas estratégias de conteúdo, entender mais sobre os interesses de consumo ou até mesmo para se preparar para um futuro, em um ambiente sem third -party cookies, o contexto dos usuários na open web, importa mais do que nunca.

Adam Singolda, founder e CEO da Taboola

Para os publishers, o Taboola High Impact possibilita uma série de novos benefícios, incluindo novas oportunidades de geração de receita. Permite um maior acesso a mais anunciantes premium com foco em brand awareness, permitindo que os publishers diversifiquem suas fontes de receita em publicidade, vindas tanto de brand awareness quanto de peformance. Além disso, o Taboola High Impact possibilita formatos inovadores e mais atraentes, que oferecem aos publishers formas mais ricas de engajamento com seus leitores e melhor experiência do usuário.

“Nós passamos a última década construindo uma solução incrível e, nos últimos dois anos, trabalhando com nossas marcas e agências parceiras de maneira muito próxima. Ouvimos e aprendemos sobre a necessidade de criar um pacote totalmente focado em brand awareness e que seja seguro, de alta visibilidade, impactante e impulsionado pela inteligência de dados”, apontou Adam Singolda, fundador e CEO da Taboola. “As pessoas passam 25% do tempo online na open web, tempo semelhante ao das redes sociais e plataformas de busca – a oportunidade de reinventar a open web e gerar ainda mais crescimento para agências, marcas e para o jornalismo de qualidade é enorme.”

Para mais informações sobre a Taboola High Impact e quais soluções estão disponíveis para você hoje, visite o site da Taboola e entre em contato com a equipe local.

Fonte: Sherlock Comunications

Era Multidirecional e o consumo de mídia

por Josué Brazil

Estamos vivendo a chamada Era Multidirecional quando consideramos o cenário de comunicação, mídia e marketing. Iniciado no ano de 2003 (segundo especialistas) este período caracteriza-se por algumas características ou fatos:

  • Cada pessoa é um canal
  • Não importa o que a marca fale, o consumidor sempre sabe mais através dos seus contatos
  • Os filtros mais comuns são rede de amigos e/ou contatos via redes sociais e os buscadores
  • Embora tenha havido uma grande evolução, algumas marcas ainda tem medo de entrar neste mundo
  • Mas, querendo ou não, entrando ou não, as pessoas já estão falando sobre sua marca ou produto
  • Marcas precisam criar engajamento, para ganhar alcance. Maior engajamento, maior alcance. Marcas precisam dialogar com o consumidor.

Dentro deste cenário de mídias multidirecionais e multicanalidade, como fica o consumo de mídia? E mais! Como fica o consumo de mídia de acordo com as diferentes gerações?

Um estudo muito interessante da GWI colocou luz sobre estas questões e apresentou resultados bastante interessantes para a análise de anunciantes e agências. O estudo foi conduzido também para detectar o consumo de mídia no período pandêmico do Covid 19. Veja só:

Começando pelos Baby Boomers, pessoas nascida entre 1946 e 1964.

E a chamada Geração X, que agrupa os indivíduos nascidos entre meados da década de 1960 e o início da década de 1980, como consome mídia? Olhe só:

A geração que sucedeu a X é chamada de Geração Y ou Millennials e é formada pelas pessoas nascidas entre 1980 e 1996. E elas se comportam assim em relação às mídias:

Para finalizar temos a Geração Z, que reúne aqueles que nasceram entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010. Portanto, é a geração totalmente nativa digital.

Fica evidente que as diferentes gerações consomem mídia de maneira diferenciada dentro deste universo de múltipla oferta de plataformas e veículos. O domínio de plataformas digitais é fator decisivo para as gerações Baby Boomers e X, assim como o desejo de consumir conteúdo sem interrupção é determinante para as gerações Y e Z.

O estudo traz insights interessantes para marcas e agências tomarem decisões estratégicas na condução da comunicação dentro da realidade multicanal e multidirecional.

Marketing de cortes: conheça a principal tendência da comunicação para 2021

*por Cezar Augusto de Lima Choptian

Dois movimentos vêm se destacando em 2021 e merecem a atenção de quem está buscando ganhar mais espaço e visibilidade: os podcasts e os canais de corte. Já não é de hoje que falamos sobre a tendência crescente dos conteúdos em formato podcast. O Spotify surfa em um espaço negligenciado pelo Youtube, com três pilares principais: mais leve que vídeo, permite fazer outras atividades durante o consumo e é muito mais fácil para o produtor de conteúdo. Mas e esse tal “canal de corte”, o que é?

Cezar Lima

Os canais de cortes publicam trechos de materiais maiores, atraindo pessoas com vídeos de poucos minutos, conquistando a atenção e promovendo o conteúdo principal. Mais do que um novo formato de vídeo, ele se tornou uma estratégia de marketing e de monetização para criadores de conteúdo. Porém, antes de falarmos sobre essa mega tendência, vamos contextualizar como chegamos até aqui.

Tamanho dos Conteúdos

Uma crença quase indiscutível num passado recente era que os conteúdos deveriam ser curtos, já que ninguém despende de longos períodos livres, e isso faria com que a taxa de visualização fosse baixa, prejudicando o desempenho junto aos algoritmos. Outra característica que reforçava o tempo reduzido era o limite que as próprias redes impunham, como o Instagram, que limitava o feed em apenas 1 minuto e o IGTV em no máximo 15 (para contas normais).

Nessa mesma linha, uma das referências em conteúdo para o Youtube desde os primórdios, Rafinha Bastos, criou um canal chamado 8 minutos, em que fazia entrevistas rápidas de, no máximo (como o próprio nome do canal já diz) 8 minutos. Em 2021, o humorista se alinhou à tendência dos conteúdos longos, que passaram a ter mais destaque, chegando muitas vezes a mais de duas horas de duração (uma mudança bastante relevante em relação às convicções do passado).

Nugget Vídeo

Dentro da linha dos “lançamentos” e do marketing de afiliados, surgiu a denominação “Nugget Vídeo”, que se refere a trechos menores de um conteúdo maior. Por exemplo, neste segmento, as lives e palestras são algo comum para atrair a atenção de novos seguidores/clientes em potencial, no entanto, nem todas as pessoas estão dispostas a dedicar logo de cara horas do seu tempo para assistir uma live ou uma longa palestra. Pensando nisso, e em se adaptar às limitações de tempo de cada plataforma, assim como ter uma frequência mais intensa de postagens, os conteúdos longos começaram a ser desmembrados em pequenos cortes, com um trecho, tema ou dica relevante. Dessa forma, o interlocutor tinha a chance de capturar a atenção do seu público em potencial em apenas alguns minutos, não mais em horas.

Canais de Cortes

Foi a partir destas mesmas deduções, adquiridas a partir do comportamento dos usuários, que criadores de conteúdo começaram a separar os “melhores momentos” de seus episódios (seja de podcast ou vídeo) em pequenos cortes para chamar a atenção de novos usuários de forma mais eficiente. O passo seguinte desse movimento foi criar um canal diferente do original apenas para o compartilhamento dos cortes. Entre outros motivos, a criação de um novo canal está relacionada ao aumento da exposição do conteúdo e à monetização destes vídeos dentro da plataforma.

Video on mobile screen, video sharing and marketing

O canal Inteligência Limitada, do humorista Rogério Vilela, inovou no segmento dos cortes, criando um “corte exclusivo”, um conteúdo captado juntamente ao podcast longo, porém que não vai ao ar nas demais mídias, nem faz parte do conteúdo original, indo apenas para o canal de cortes. Com isso, os usuários passaram a ter que seguir ambos os canais para assistir todo o conteúdo original.

Tendência

Apesar de ser uma tendência ainda pouco difundida, se comparada aos podcasts, os canais de corte vieram para ficar e já mostram resultados expressivos para quem vem testando a estratégia. Assim como outras novidades do segmento, é importante lembrar que a chance de ganhar visibilidade em novos formatos é sempre maior no início, devido à falta de concorrência. Sabendo disso, o que você me diz: vai testar ou vai deixar essa tendência passar?

* Cezar Augusto de Lima Choptian é sócio fundador da agência de marketing digital Stardust (https://stardust.digital)