Dicas para um evento virtual de sucesso

Sete dicas para fazer eventos virtuais de sucesso

Com o isolamento social, um dos setores que mais teve impacto direto foi o de eventos. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc Brasil), 98% das empresas foram impactadas com a crise, tendo uma média de 12 eventos cancelados e sete remarcados.

Neste cenário, alternativas foram encontradas para que alguns acontecimentos tivessem continuidade, como lives no Youtube feitas por cantores no mundo inteiro. Isso mostrou que os shows podem ser feitos diretamente de suas casas, alcançando e arrecadando milhões em doações. O universo acadêmico se adequou para promover aulas on-line, gravadas e ao vivo, permitindo aos alunos o andamento de seu semestre letivo e a continuidade dos estudos. Os eventos corporativos e acadêmicos passam a se reinventar neste ambiente on-line, por meio de lives, videochamadas e conteúdos gravados e escritos.

Segundo Flávia Roberta Fernandes, professora tutora do curso de Assessoria Executiva Digital do Centro Universitário Internacional Uninter, para que estes eventos mantenham qualidade e atratividade ao público, fatores como a qualidade da transmissão e etiqueta virtual devem ser levados em consideração.

1 – Selecione uma plataforma que permita a transmissão ao vivo e a interação dos participantes via chat, já que isso gera proximidade. Lembre-se de, ao longo da transmissão, incentivar os participantes para que interajam.

2 – A conexão com a internet, tanto dos palestrantes quanto do público deve ser estável, para que não haja cortes e interrupções (se possível, opte por uma conexão via cabo e não wifi).

3 – O microfone e a webcam devem estar configurados para a recuperação do som e imagem. Cuidado com os ruídos e tente um bom ângulo.

4 – A iluminação do ambiente deve ser equilibrada, nem clara ou escura demais, porque reflete diretamente nesta recuperação da imagem. Cuidado redobrado com as transmissões que começam no fim da tarde, pois a alteração de luz pode atrapalhar. Adapte sua iluminação ao horário escolhido do dia.

No que diz respeito à etiqueta virtual, Rafaela Aparecida de Almeida, professora tutora do curso de Secretariado da Uninter, ressalta outros cuidados:

5 – Caso não tenha um escritório em casa, reserve um espaço para realizar a transmissão. Evite locais onde poderá ser interrompido, que tenha interferências sonoras externas, quarto de dormir ou dos filhos. Lembre-se de evitar a exposição de sua vida pessoal. Embora as lives sejam informais, é preciso ter cautela.

6 – Cuidado com a aparência. Não é porque estamos em home office, que devemos descuidar da imagem. Para homens, cabelo penteado, barba feita e uma roupa adequada. Para mulheres, cabelo penteado, roupas discretas, maquiagem compatível.

7 – Postura diante da câmera. Escolha um local confortável, evitando movimentos bruscos, risadas altas ou comentários inoportunos e escolha o melhor enquadramento, se possível mais fechado mostrando mais o participante que o ambiente ao seu redor.

Para as professoras e especialistas da Uninter, o momento exige uma adaptação no modo de se trabalhar a organização de um evento, seja ele empresarial, acadêmico ou artístico. “Mas o que parece ser uma solução pontual e momentânea para reuniões de todos os tipos e a troca de ideias entre estes grupos, pode ser também uma prática que permaneça nos próximos anos e modifique muitos de nossos encontros”.

Fonte: Página 1 Comunicação – Lola Dias

Plataforma promove live em apoio a empreendedores

Helpis promove live para ajudar empreendedores na crise

A Helpis, plataforma de comunicação online sediada em Taubaté, organiza nesta quinta (21) o primeiro episódio da série “Help On Live”, criada para dar aquela mãozinha aos empreendedores nesse período de crise.

A live será transmitida pelo Instagram da plataforma, @helpisbr, e contará com a presença de Suélen Corrêa, diretora comercial da Aprimore Assessoria Empresarial, empresa do Vale do Paraíba focada em auxiliar outras organizações a crescerem de forma saudável.

A transmissão será feita a partir das 20h e será apresentada por Patrik Melero, diretor de criação da Helpis. O tema do debate será a produtividade das empresas mesmo em época de pandemia. “Acreditamos que esse é o momento ideal em que a Helpis pode fazer sua missão principal, de ajudar as pessoas e empresas a se comunicarem melhor, chegar ainda mais longe”, comenta Melero.

Serviço

Help on live com Suélen Corrêa

Quinta-feira, dia 21, a partir das 20h

Transmissão no Instagram @helpisbr e @aprimore.assessoria

Fonte: Isadora Scama – Helpis Comunicação

CX: lições da pandemia para melhorar a experiência do cliente

Com a continuação do distanciamento social e a dependência maior do e-commerce em detrimento dos pontos físicos, experiência se torna essencial

É possível dizer que a pandemia da COVID-19 terá consequências para atuação das marcas mesmo depois que o vírus for controlado. Primeiramente, fica visível a importância de um propósito maior do que apenas vender, com empresas em todo o mundo se solidarizando com as vidas dos seus colaboradores e consumidores. E por último, a necessidade de uma presença digital forte, por meio de conteúdo e um e-commerce preparado.

Mas depois que muitas empresas tentaram melhorar sua estrutura – ou mesmo “correr atrás do prejuízo”, um novo desafio surge: o da experiência. Em época de distanciamento social, com lojas fechadas e menos viagens aos varejistas, e uma vez que as emoções são mais do que nunca responsáveis ​​por gerar as melhores experiências e satisfação do consumidor, o que as marcas devem fazer?

“Para qualquer estratégia de experiência do cliente, há três desafios: primeiro, projetar as jornadas; depois, absorver os dados entre esses pontos e, no final, elaborar uma estratégia entre esses pilares de contatos principais, sempre seguindo o objetivo da marca”, afirma Daniel Machado, diretor de CX da Kantar para a América Latina. “Uma experiência bem pensada fornece resultados de curto e longo prazo para qualquer empresa.”

Em tempos de emoções e preocupações fortes, torna-se ainda mais vital colocar o consumidor no centro. De acordo com os estudos que realizamos com a Kantar os clientes preferem até 10 vezes mais a uma marca quando percebem que ela é centrada no cliente e as chances de recomendar essa marca para as pessoas próximas são dobradas.

Para Machado é preciso analisar a experiência em três níveis: na sua indústria; no commerce (dos varejistas, empresas digitais e mesmo da indústria) e entre seus colaboradores.

Repensando seu mercado

Com a pandemia, muitas marcas precisaram repensar o jeito tradicional como faziam seus negócios. A jornada do cliente muda completamente quando lojas estão fechadas e pessoas estão se isolando. O desafio, então, se torna entender as novas jornadas e pontos de contatos das pessoas e como se inserir nelas – ou mesmo ajudar a criar novas jornadas.

Isso pode significar criar conteúdos e interações novas, assim como novas parcerias para driblar todos os desafios criados pela crise do coronavírus.

O uso da tecnologia de forma humanizada

A pandemia tornou-se um período para compradores digitais de primeira viagem, além de ter proporcionado um crescimento no e-commerce como um todo.

E apesar de 47% dos brasileiros acharem que a compra no digital é mais satisfatória que a física, segundo a onda mais recente do nosso Barômetro COVID-19, ainda há muito o que fazer em termos de experiência. Com a progressão da pandemia, tempo e dinheiro perdem relevância para a conveniência e energia gasta no processo de compra digital. “Os e-commerces ainda são complexos para a maioria das pessoas. Trabalhar fluidez é fundamental”, diz Machado.

Para o especialista, no caso do e-commerce é preciso tomar três importantes passos:

1 – Melhorar ainda mais o que é positivo;
2 – Entender as dores dos compradores de primeira viagem;
3 – Tentar transpor pontos positivos da experiência física para o digital.

O bem-estar em primeiro lugar

O ponto final de uma boa estratégia de CX é garantir uma boa experiência interna, para os colaboradores da empresa. Sob uma crise como a atual, saber o que os funcionários sentem, pensam e como estão lidando com a situação é vital para as empresas. Segundo nosso Barômetro COVID-19, 83% dos brasileiros esperam que essas companhias se preocupem com a saúde de seus colaboradores; 65% esperam que elas flexibilizem o modelo de trabalho.

Modelo de trabalho, por sinal, é uma das maiores mudanças ocasionadas pela pandemia, já que levou a um crescimento do trabalho remoto. Segundo o projeto Stay-At-Home da Kantar, 24% dos entrevistados puderam passar mais tempo com a família com um modelo mais flexível proporcionado pela quarentena; 15% focaram em seu bem-estar; 15% falaram que conseguiram manejar melhor sua rotina.

“A empresa precisa garantir as condições para que o trabalho remoto funcione da melhor maneira possível”, diz Machado. “Isso inclui metodologias para administração de tempo, financiamento para uma estrutura ideal – como internet e hardware -, avaliações constantes e outros.”

Fonte: Karina Rodrigues – Assessora de Imprensa

Os fatores de comunicação e marketing que mais se destacam

Intensivão de VUCA

por Josué Brazil

Tenho ouvido, assistido e lido muita coisa sobre comunicação e marketing neste período difícil de isolamento social e luta contra a pandemia de Covid 19.

É muito conteúdo bom. Lives, podcasts, webinares, artigos e textos. Separei algumas coisas que estão aparecendo com constância e com as quais concordo.

1 – Posicionamento e/ou propósito – empresas e marcas que já tinham um propósito claro e bem definido e que o praticavam, estão em posição de vantagem. Quem adaptou ou reposicionou seu posicionamento/propósito mantendo-o verdadeiro e válido para o cenário de crise também saiu na frente e colhe e colherá frutos.

2 – Digitalização – quem já estava com os dois pés fincados no mundo digital enfrentou um pouco menos de dificuldades. Quem estava em processo de transformação digital e conseguiu acelerar de modo minimamente organizado também;

3 – Empatia – esse parece ser o item fundamental e definitivo desta crise. Praticar empatia pra valer, de verdade. Entender que na outra ponta há pessoas. Entender suas necessidades e aflições. Apoiar. Explicar. Colaborar.

4 – Customização – de tudo: serviços, produtos, distribuição, embalagem, atendimento, marketing e comunicação. Entender para atender. Dados aqui são importantes. Muito importantes. O consumidor seguirá sendo exigente depois da crise. Ele vai entender que as marcas podem e devem fazer mais.

5 – Verdade, transparência, ética – precisa mesmo explicar? Discurso falso ou atitudes contraditórias levam e levarão à rejeição.

Muitas outras coisas importantes e interessantes têm sido colocadas e discutidas. Essas, na minha modesta opinião são aquelas que se destacam. O fato é que o momento é de um repensar constante apoiado numa contínua análise de como as coisas estão se desenrolando. É um intensivão de compreensão do cenário VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade) no qual o mundo já estava inserido.