Um papo bom com o Alexandre

De volta com as entrevistas

Após um longo tempo sem conseguir realizar entrevistas – a correria diária nos priva de algumas boas coisas, as vezes – o Publicitando volta ao formato.

E desta vez batemos um ótimo papo com o Alexandre Lemes. Ele é formado em publicidade e propaganda pela Unitau na turma de 2004. Fez graduação em 2012 e rodou um tempo pelo mercado de Sampa. Agora é Diretor de Criação na Verge.

Confira a entrevisa:

1 – Você esteve um bom tempo no mercado de S.Paulo e resolveu voltar ao Vale do Paraíba. Como foi sua carreira na capital?

Foram oito anos trabalhando em São Paulo. Logo que saí de Taubaté tive uma passagem rápida pela FAV Ogilvy, agência especializada no mercado imobiliário, onde participei do desenvolvimento de campanhas para empresas como Lopes e Rossi a nível nacional.

Após essa experiência, trabalhei três anos na agência interna da Artefacto Móveis, onde desenvolvi campanhas para a marca a nível internacional, materiais de comunicação, anúncios e revistas, além do desenvolvimento e gestão dos sites e portal da marca. Foi um momento muito inspirador para minha carreira, pois tive contato com grandes players do mercado, entre veículos e anunciantes, além de profissionais com larga experiência em direção de arte, fotografia, tratamento de imagem e eventos.

Em busca de novos desafios entrei para a equipe de Tecnologias Aplicadas à Educação do Senac São Paulo, o TAE, na função de designer multimídia. Foram cinco anos e durante esse período trabalhei no desenvolvimento dos cursos EAD. Foi um mergulho no desenvolvimento multimídia para a área de educação incluindo a produção de vídeos em estúdio, edição, design de interface, design da experiência do usuário, acessibilidade, branding, design de produto e business intelligence.

Além das experiências de trabalho fixo, também desenvolvi trabalhos como freelancer incluindo o desenvolvimento de campanhas, identidades visuais, catálogos, interfaces, apresentações e publicações impressas.

Em julho de 2018, aceitei a proposta de entrar para a equipe de criação da Verge, em Taubaté, como diretor de criação.

2 – Você voltou para uma agência regional em uma posição de liderança criativa. Quais têm sido os principais desafios?

Fui contratado pela Verge em um momento de expansão da agência com o objetivo de organizar e implementar técnicas de processos e projetos na criação, além de estruturar os cargos e salários da equipe.

Meu principal desafio tem sido criar uma mentalidade interna de gestão, através da captação e análise de dados do ínício ao fim do processo, para toda a agência. Isso implica em uma mudança de metodologias, além de crenças e valores.

Um outro fator que tem se mostrado como um desafio é a expansão da equipe de criação. Tenho tido dificuldades na captação de profissionais qualificados para atender contas de grandes players nacionais e multinacionais. A formação de um bom banco de talentos tem exigido olhares para outras cidades do Vale e região.

Um dos trabalhos do Alexandre

3 – Em um mundo repleto de formatos criativos novos e plataformas que mudam o tempo todo como fazer para continuar sendo relevante?

A comunicação de mão única perdeu sua eficiência e deu lugar à experiência, e a tecnologia é o meio pelo qual essa experiência acontece. Isso pode ser percebido através da crescente importância que as empresas estão dando para o design centrado no usuário. Técnicas como storytelling, user experience, arquitetura da informação, design thinking e afins, são cada vez mais presentes nos processos de desenvolvimento de produtos e na divulgação dos mesmos.
Portanto, para ser relevante, a empresa ou produto precisa criar uma relação de empatia com seu consumidor e saber coordenar, de forma eficiente, os formatos e plataformas disponíveis a favor dessa empatia. Hoje, não basta entender o público-alvo. É preciso vivê-lo.

Confira o portfólio do Alexandre Lemes aqui

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Mais um conteúdo em áudio

Publicitando trata da evolução das agências

O novo drops para rádio do Publicitando aborda a evolução do papel das agências de propaganda ao longo das últimas três décadas.

Confira:

 

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Entrevistamos Victor Riolfi

Batemos um papo com Victor Riolf

O entrevistado da vez do Publicitando é o publicitário Victor Riolfi, o profissional que responde pela área comercial da Decoli Mídia. E é sobre o que e como a Decoli faz que nossa conversa se deu. Acompanhe:

 

Publicitando – Que pacote de veículos e soluções de comunicação a Decoli pode oferecer para agências e anunciantes?

Victor – A Decoli Mídia é uma agência especializada em mídia Out of home e mídia digital. Possuímos outdoor, empenas e painéis. Focamos em pontos estratégicos, em locais de grande fluxo que possam aumentar o ROI do cliente. Em parceria também oferecemos busdoor em linhas industriais e de turismo. Em mídia digital temos Totens de propaganda digital em shoppings, que fornecem um canal dinâmico, com alto índice de impacto e segmentação de publico, número elevadíssimo de inserções e possibilidade de conteúdo maleável, possibilitando campanhas diárias, semanais, progressivas. Além de atuar no gerenciamento de redes sociais, desde a concepção de campanhas até a veiculação estratégica. Atuamos nesses mercados, além de termos parceria com os shoppings na comercialização dos produtos internos, que oferecemos no mix de produtos.

Publicitando – Como o mercado anunciante do Vale do Paraíba tem reagido? A Decoli tem encontrado boa aceitação?

Victor – Já somos referência no mercado de outdoor. Essa mídia é muito querida pelas agências e marcas. Temos clientes regionais e nacionais. A mídia digital indoor estamos iniciando os processos de inbound e outbound, aperfeiçoando, mas temos uma aceitação interessante até o momento. Tem muito a ser feito, mas temos muito otimismo para 2018.

Publicitando – Quais as principais vantagens no uso da mídia exterior ou do OOH?

Victor – Cada campanha tem um objetivo. Oferecemos mídias de grande impacto que podem fixar uma marca ou uma ideia, alcançar um público elevado para posicionamento da marca, assim como podemos gerar um impacto grande para eventos pontuais. A gente procura entender e escutar o cliente, identificar quais suas “dores” para oferecer qual a melhor solução. Muitas vezes, o cliente quer fazer outdoor de qualquer jeito, mas não é o caso. A Decoli orienta e busca direcionar o cliente para obter os resultados que precisa, seja fixação e posicionamento de marca, seja impacto promocional pontual, seja uma necessidade específica a longo ou médio prazo.

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Uma ótima entrevista

Das grandes agências a dono de emissora de rádio

O Publicitando entrevistou Maurício Guisard, Diretor Geral da SPRIO FM (101,5 FM). Dono de uma trajetória única no mercado de comunicação, o Mauricio passou por várias das principais agências de propaganda do país até resolver empreender e ter sua própria emissora de rádio.

Confira tudo que ele contou para o Publicitando:

Publicitando – Você trabalhou em grandes agências de propaganda no mercado paulistano. Fale um pouco desta experiência para os leitores do Publicitando.

Mauricio – Iniciei minha carreira na publicidade em 1993 como assistente de Diretor de Arte, passando por várias funções numa empresa familiar, a Guisard Faria Propaganda.

Já formado sempre tive como objetivo me transferir para grandes agências e minha primeira posição foi na McCann Erickson, hoje WMcCann. No fim dos nos 90 a McCann era a maior agência do pais, ingressei no Grupo GM participando de inúmeros lançamentos da indústria nacional.

Após quatro anos fui convidado para atender a conta do Unibanco na WBrasil, no começo mal acreditava que ia encontrar o Washington todos os dias, o mito da publicidade da minha geração. Fiquei na W até migração da conta do Unibanco para a F/Nazca, mas como na época W e Lew/Lara eram sócias na Holding Prax, acabei indo para a Lew/Lara. Considero essa a fase da virada na minha carreira.

Luiz Lara e Marcio Oliveira, hoje presidente da DM9DDB, me colocaram num novo patamar de Atendimento. Na Lew/Lara atingi meu primeiro cargo de direção, dirigindo a conta do SECOM BR, coordenando a maior PPP de Publicidade que o país já produziu, a campanha de Autoestima do Governo Lula “O Melhor do Brasil é o Brasileiro”, que ajudou nos índices de popularidade do seu governo e se tornou parte da cultura popular.

Em 2006 me transferi para o Grupo Talent para atender a ainda pequena Cacaushow, um ano depois recebi um convite para atender o Bradesco na NeoGama/BBH, uma outra inesquecível experiência. Alexandre Gama estava no auge, lá permaneci por dois anos, só então passei a trabalhar no meio rádio.

Vivi uma época que trabalhávamos e éramos contratados pelos donos das agências, a agência do Celso Loducca, do Júlio Ribeiro, do D do P ou do Z ou do Ale Gama. Um Diretor de Atendimento bem relacionado, com boas contas atendidas não ficava fora do jogo. Tive muita sorte atendendo a GM, Unibanco, Bradesco entre outras contas, o que me proporcionou conhecer clientes maravilhosos, os melhores Diretores de Criação e Produtoras.

Só produzíamos com os Tops, conheci Breno Silveira, Flavia Moraes, Clovis Mello e Julinho Xavier, o Diretor do filme da Valisère, que privilégio. Uma campanha para um novo carro era uma verdadeira saga, da reunião de pré-produção até a sua primeira veiculação, na maioria das vezes no Fantástico.

Hoje as agências são grupos, BBDO, Interpublic, Dentsu, TBWA, os interesses são diferentes, mas o bom produto criativo feito por publicitários geniais sempre vai prevalecer, no Digital, no Off-Line no Live Marketing.

Publicitando – Como surgiu a ideia de empreender no Vale do Paraíba? E por que escolheu o meio rádio?

Mauricio – Uma mistura de coisas.

Filho de taubateanos, família fundadora da primeira emissora de rádio no Vale, meu avô foi contador da Rádio Difusora, meu pai uma das vozes mais marcantes da Rádio Bandeirantes – Celso Guisard Faria – eu cresci nos corredores da antiga Rua Radiantes 13, vendo verdadeiras lendas do rádio brasileiro. O meio rádio já estava no meu sangue.

Após 16 anos trabalhando em agências, decidi migrar minha carreira e me tornar um executivo de veículo e ingressei na RBS. Como Gerente Comercial comercializava oito emissoras Gaúchas e Catarinenses, agora para os meus amigos mídias das agências (kkkk).

Em 2009 fui convidado pelo Mario Baccei VP da Band até hoje, outra pessoa que mudou os rumos da minha carreira, para assumir a gerência comercial da recém-criada Rádio SulAmérica e seis meses depois me promoveu a Diretor Comercial, mas como acontece em todos as empresas, em 2011 a Band fez vários cortes e entrei na lista, não imaginava que uma oportunidade estava nascendo.

Havia acabado de chegar dos Estados Unidos da “Radio Show” em Washington, lá conheci o segmento de rádio estrada. Com quase 40 anos, vontade de empreender, fortes origens no meio rádio e no Vale do Paraíba – situado entre São Paulo e Rio – nasceu a SP/Rio FM.

O primeiro ano foi extremamente difícil, comecei alugando um prefixo, pensei em desistir várias vezes, mas aí minha vivência na indústria da publicidade me ajudou, alguns meses após o lançamento da SP/Rio FM, trouxe a bandeira Conectcar do Grupo Ipiranga para patrocinar o projeto.

A emissora passou a se chamar Conectcar SP/Rio FM. Neste momento meus 20 anos de mercado valeram muito, as histórias do Seu Altino de Barros da McCann (recém-falecido), as inúmeras conversas com Luiz Lara e a oportunidade dada por Mario Baccei, me trouxeram até aqui.

O patrocínio permaneceu na operação por 5 anos até o Itaú assumir a gestão da marca em 2017, o que nos ajudou a manter e consolidar a operação nos anos de recessão. Em poucos meses completaremos sete anos de vida, com a saída da ConectCar eu e meus sócios da Rede DS desde 2012, decidimos não procurar um novo “naming”, por entender que a nossa marca tem enorme potencial para um voo solo.

Publicitando – O meio rádio está enfrentando dificuldades junto a anunciantes e agências?

Mauricio – Esta como todos, mas ao mesmo tempo é o que mais se reinventou.

Veja a repercussão dos excelentes programas de rádio, eles fazem parte das nossas rodas de conversa.

As convicções do Reinaldo Azevedo na Band News, o comentário do Villa na JP, as brigas do Datena na Rádio Bandeirantes, a entrevista do João Dória para Renata Lo Prete na CBN ou as alfinetadas do Paulo Skaf nos Tucanos na Rádio SP/Rio, e sabe o que é o mais legal? Estamos seguindo o conteúdo do rádio nas mídias sociais, no app e também no dial obviamente.

Nós, gestores de rádio, se entendermos como rentabilizar todas estas plataformas no nosso negócio, nunca deixaremos de ter nossos anunciantes e de estar na estratégia e no radar das agências.

Publicitando – Como você vê o futuro do rádio em nossa região?

Mauricio – Meu pensamento é bem claro neste sentido.

O Eixo SP/Rio, Alto Tietê, Vale do Paraíba e Vale Histórico, está separado em dois segmentos únicos, a rádio jovem não existe mais.

De um lado, a enorme maioria que escolheu a audiência popular, essas emissoras irão se matar eternamente pela audiência, promoções, shows, música, música e música.

Do outro, as rádios formadoras de opinião, a grande minoria, que buscam a audiência qualificada e querem prestar um bom serviço. Falando particularmente da SP/Rio é a nossa escolha há quase sete anos, nunca mudamos nossa linha editorial, nem o nosso posicionamento “A rádio que viaja com você”.

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