Seis dicas para evitar crises de imagem ao trabalhar com influenciadores

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Devido a evolução das redes sociais, criou-se um mercado que tem se mostrado bastante diversificado e lucrativo: o de influenciadores digitais. De acordo com uma pesquisa realizada pela Nielsen, o número de brasileiros que trabalham na área, no Instagram, já passa de 500 mil. O dado coloca o país em primeiro lugar no ranking mundial, com influenciadores cobrindo praticamente todos os nichos e temáticas.

Neste cenário, ao desenvolver uma estratégia de influência para uma marca, Flávio Santos, CEO e co-fundador da MField, especializada em estratégias de ativação de influenciadores e conteúdos nas redes sociais, entende que, na hora de fechar uma parceria, é preciso encontrar aqueles que possuam os valores alinhados com a empresa. “Trabalhar com criação humanizada não é simples, especialmente quando o objetivo é influenciar a massa. Assim, colocar um produto ou serviço nas mãos de um criador de conteúdo precisa ser muito bem pensado. É necessário que a empresa converse com o público desse creator, pois qualquer erro pode desgastar a imagem de ambos”, pontua.

Pensando nisso, o executivo aponta seis dicas de como evitar crises na hora de escolher um influenciador para atrelar a uma marca, ou vice-versa:

1. Monitoramento contínuo

Acompanhar o conteúdo do criador e compreender a forma de interação e engajamento com seus seguidores é o ponto de partida, afinal, é preciso saber se as opiniões e o modo de se comunicar se encaixam com o que a marca espera. Assim, ferramentas de monitoramento de mídias ajudam a identificar tendências negativas ou comentários críticos.

2. Planejamento e comunicação

Antes de iniciar uma parceria, é preciso definir um planejamento interno, já prevendo possíveis crises. É crucial a criação de um canal de comunicação transparente com o público caso ocorra algum problema. Uma forma de se precaver é deixar mensagens e respostas dos mais diferentes cenários já preparadas.

3. Plano de Gestão de Crise

É essencial que seja elaborado um plano de gestão de crise bastante detalhado, incluindo etapas como a identificação do problema e avaliação do impacto; comunicação interna e externa; resposta rápida e transparente ao público; tomada de medidas corretivas e preventivas; monitoramento contínuo da situação; e avaliação dos resultados.

4. Escolha do influenciador

Para ter certeza de que o produto ou serviço estará em boas mãos, é preciso pesquisar a história do influenciador antes de fechar o contrato. Assim, verificar se o perfil está alinhado com os valores e com a identidade da marca é o determinante. Provavelmente, o criador de conteúdo fará o mesmo em relação a marca. Dessa forma, é garantido que o público poderá confiar tanto no creator, quanto na empresa.

5. Transparência e autenticidade

Ter uma boa comunicação é extremamente importante quando se lida com pessoas, especialmente em grande escala. Ser transparente com o que se espera da parceria e como a marca gostaria de ser apresentada ao público é crucial. Além disso, também é imprescindível que isso seja feito com os seguidores caso ocorra algum imprevisto. Assim, priorize a autenticidade nas campanhas, evitando a manipulação ou produção de um conteúdo enganoso.

6. Resiliência e aprendizado

Por fim, quando se trabalha com a mídia, é impossível ter o controle sobre comentários e a reação alheia. Sendo assim, crises são muito comuns. É importante aprender com elas, buscando entender as causas para que não ocorram novamente. Adaptar a estratégia de acordo com a resposta do público melhora a gestão de crise e protege a reputação da marca.

Rafael Giupponi inaugura sede da startup InCicle em São José dos Campos

A InCicle, startup brasileira especializada em soluções inovadoras para gestores e profissionais de Recursos Humanos, está de casa nova. O especialista em gestão de pessoas focada em resultados e CEO Rafael Giupponi, de Cruzeiro, acabou de inaugurar a sede no Jardim Esplanada, em São José dos Campos.

O município paulista foi escolhido como parte do plano de expansão de negócios, marcando a fase de crescimento e novos projetos. O novo espaço, agora completo, foi planejado para ser moderno, acolhedor e colaborativo, reforçando a missão da InCicle em transformar os RHs das empresas de todo o país.

Giupponi celebrou o novo endereço ao lado de colaboradores e parceiros, destacando o potencial da cidade e o alinhamento estratégico da startup. “São José oferece um ambiente inovador, universidades de excelência e forte conexão com empresas dos mais diversos setores e a InCicle vem com uma camada de serviços, consultoria e soluções inovadoras para gestores e especialistas de RHs. As expectativas estão altas e temos muitos projetos pela frente. Que venham os novos voos”, disse.

Metade das startups brasileiras não sobrevivem aos desafios

O investidor anjo e mentor empresarial, Luis Namura*, acredita no potencial desse ecossistema e aponta caminhos para o sucesso.

O ecossistema de startups brasileiro cresce em visibilidade, mas ainda enfrenta um desafio estrutural preocupante: metade das startups não sobrevive nos primeiros anos de operação. Segundo dados do Observatório Sebrae Startups, dentre 18.458 startups cadastradas na plataforma Sebrae Startups, 56,56% delas não possuem faturamento no Brasil.

Conhecido como “vale da morte”, esse é o período em que a startup enfrenta dificuldades financeiras, pois ainda não consegue gerar receita suficiente para atingir o ponto de equilíbrio. Ele é marcado por um fluxo de caixa negativo, onde a empresa gasta mais do que recebe, e é uma das principais causas de falha de startups, com dados indicando que 25% das empresas fecham no primeiro ano e 50% até o quarto ano. Esse momento crítico se inicia logo após a criação da empresa e se estende até que ela consiga atingir a lucratividade, ou seja, o ponto de equilíbrio em que as receitas cubram todos os custos operacionais.

O mentor empresarial Luis Namura, em sua participação no Explaining Brazil Podcast sobre Startups na América Latina, gravado durante sua participação no Brazil Summit, em Nova Iorque, destacou os principais desafios para manter de pé o ecossistema, que são a tecnologia, o treinamento de equipes e especialmente a força-tarefa que precisa ser feita para driblar a concorrência. Confira a entrevista na íntegra no link.

Namura é um investidor anjo desde 2015 e acredita que não basta apenas colocar dinheiro em uma startup “É preciso apostar em ideias inovadoras, acreditar nas pessoas certas e agregar valor com conhecimento e experiência. Minha jornada começou de um jeito criativo, mostrando que para entrar no mundo das startups, é preciso mais do que seguir o caminho óbvio. É pensar fora da caixa”, explica.

Pela Lei Complementar nº 182/2021 (Marco Legal das Startups), no Brasil uma empresa pode ser formalmente considerada uma startup se:

● Tiver até 10 anos de inscrição no CNPJ.
● Ter faturamento anual de até R$16 milhões.
● Declarar em seus atos constitutivos a intenção de atuar com inovação.

As startups têm características bem particulares que as diferenciam das demais empresas, como inovação, modelo de negócio escalável, atuação em um ambiente de incertezas, uso intensivo de tecnologia, busca por conhecimento acelerado e financiamento externo.

Apesar dos inúmeros desafios, empresas brasileiras como Nubank e iFood, que começaram como startups, se transformaram em verdadeiras potências. A primeira criou um banco digital que oferece serviços financeiros sem burocracia, cartão de crédito sem anuidade, aplicativo fácil de usar e atendimento digital. Com o crescimento acelerado, tornou-se o maior banco digital independente do mundo e abriu capital na Bolsa de Nova Iorque. Já a outra criou uma plataforma de delivery de comida, que otimiza a logística e facilita os pedidos via app, alçando a liderança no setor em toda América Latina.

“Coincidentemente, o investimento em inovação e tecnologia, associado ao compromisso de atender as necessidades de uma grande parcela da população, foi fator determinante para que essas empresas conquistassem a liderança em seus segmentos de atuação. Novas possibilidades de negócios podem ser criadas a qualquer momento para quem tem um olhar atento às dores dos clientes. E, de repente, torna-se possível avistar uma lacuna aberta onde o concorrente não deu atenção”, finaliza o mentor Luis Namura.

*Sobre Luis Namura:

Luis Namura, CEO do grupo Vitae Brasil, holding com 1200 funcionários em 5 verticais: Educação, Saúde, Meio Ambiente & Energia, Marketplace e Startups. É formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), uma das mais prestigiadas escolas de engenharia do país, especialista em Marketing e Administração de empresas, com MBA em franchising pela Louisiana State University, MBA em Vendas, Marketing e Geração de Valor pelo Grupo Primo e MBA Macroeconomia & Portfólio Management pelo Grupo Primo (cursando).

Dia do Profissional do Marketing: 8 especialistas compartilham suas apostas para os próximos anos

Do omnichannel às tendências para o marketing de afiliados: os temas que devem ganhar destaque na evolução do setor

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Em um cenário marcado por transformações aceleradas e consumidores cada vez mais exigentes, o marketing vive um momento de redefinição. Estratégias centradas na experiência, integração entre canais, inteligência artificial e conexões humanas estão entre os pilares que devem ganhar força nos próximos anos. Aproveitando a celebração do Dia do Profissional do Marketing, comemorado em 8 de maio, especialistas da área apontam as principais apostas para o futuro do setor — tendências que não apenas refletem mudanças de comportamento, mas também redesenham o papel do marketing como motor de inovação, relacionamento e impacto social. Confira!

1 – Omnichannel deixa de ser tendência e se torna exigência, aponta Carolina Fernandes, CEO da Cubo Comunicação

A integração total entre canais físicos e digitais aparece como um dos caminhos mais promissores para marcas que desejam se manter competitivas. Segundo Carolina Fernandes, CEO da Cubo Comunicação e host do podcast “A Tecla SAP do Marketês”, realizado em parceria com o Pinterest, o conceito de omnicanalidade será fundamental nos próximos anos. “Consumidores esperam experiências fluídas entre o online e o offline. A omnicanalidade não é apenas estar presente em múltiplos canais, mas sim garantir uma jornada integrada, coerente e personalizada”, afirma. “Isso envolve permitir que uma compra comece em um canal e termine em outro, manter a consistência da comunicação em todos os pontos de contato e adotar tecnologias como IA e chatbots de forma estratégica para otimizar a experiência.”, finaliza a especialista.

2. Segmentação inteligente, conteúdo e medição equilibrada no marketing de afiliados, aponta Bruna Nobre, Diretora de Publisher Partnerships da Rakuten Advertising

No Marketing de afiliados, o engajamento e conversão não são opostos, eles se fortalecem, segundo Bruna Nobre, Diretora de Publisher Partnerships da Rakuten Advertising. “Hoje, o mercado conta com ferramentas que permitem que afiliados utilizem dados próprios para criar campanhas altamente segmentadas, conectando o público certo à oferta certa. Além disso, é importante produzir um conteúdo estratégico, considerando que o consumidor não quer apenas saber o que comprar, mas por que comprar. Mensagens bem posicionadas e conteúdos relevantes tornam a conversão um passo natural. Por fim, uma medição equilibrada pode otimizar a análise de uma campanha, que não precisa se basear exclusivamente em cliques, mas olhar para métricas como tempo de engajamento e taxa de recompra”, analisa a diretora.

3. Personalização e gamificação com Inteligência Artificial como diferencial competitivo, aponta Nara Iachan, CMO da Loyalme by Cuponeria.

A Inteligência Artificial deve ganhar ainda mais protagonismo nas estratégias de fidelização nos próximos anos. Com ela, as marcas conseguem analisar hábitos de consumo, preferências e até comportamentos preditivos em tempo real, garantindo um diferencial competitivo essencial. Aliada a essa tecnologia, a gamificação seguirá como uma poderosa ferramenta de engajamento, incentivando os clientes a interagir com a marca de forma lúdica e recompensadora. “A IA está revolucionando a fidelização, ao permitir conexões mais profundas e entregas contínuas de valor. Clientes bem compreendidos tendem a ser mais fiéis, engajados e ainda ampliam a interação com a marca, recomendando para novos consumidores. Investir em soluções de fidelização, como a gamificação é muito mais rentável e deve estar na estratégia de marketing de toda empresa”, destaca a CMO.

4. ESG e branding regenerativo, por Isabel Sobral, sócia e diretora de ESG & Negócios Sustentáveis da FutureBrand São Paulo

A visão ESG deve estar incorporada ao branding nos próximos anos, incluída entre os atributos da marca ou produto, abrangendo estratégia, expressão, experiência, cultura interna, dados, inteligência, entre outros. “Práticas com foco em ESG tem se intensificado e o tema foi se tornando cada vez mais estratégico, principalmente para marcas. As companhias precisam assumir um papel mais protagonista na agenda de transformação socioambiental. O mercado brasileiro deve estar cada vez mais atento a setores que desenvolvem agendas de impacto social e ambiental, com foco em um futuro mais sustentável e regenerativo para a sociedade como um todo”, explica Isabel Sobral, sócia e diretora de ESG & Negócios Sustentáveis da FutureBrand São Paulo.

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5. Menos “performance x branding”, por Giovanna Falchetto, coordenadora de Comunicação

Para a especialista, a falsa dicotomia entre performance e branding limita o potencial da comunicação. “O futuro é sobre orquestrar canais com foco em equilíbrio: retorno imediato e construção de marca andam juntos quando há planejamento inteligente. As marcas do futuro serão narrativas vivas e não apenas logotipos, então a construção de identidade passará por histórias dinâmicas, autenticidade e engajamento contínuo com comunidades segmentadas”, explica Giovanna.

6. Uso de IA, pesquisas sintéticas e automatizadas, por Bruno Strassburger, Head de Pesquisa da Neura e Especialista em comportamento de consumo

De acordo com o profissional, a combinação entre IA generativa e análises semânticas vai permitir análises mais aprofundadas e automatizadas no ramo. “Isso tudo possibilita pesquisas qualitativas com escala quase quantitativa. Em vez de ouvir 30 pessoas, as marcas poderão interpretar o conteúdo de milhares de consumidores com atualizações em tempo real. Atrelado a isso, o uso de synthetic users – avatares digitais e simulações de comportamento – vai se consolidar como ferramenta estruturante para testar hipóteses, validar campanhas e antecipar reações do consumidor — antes mesmo da coleta tradicional começar. Com tudo isso, o marketing passará a valorizar mais a curadoria e interpretação do que a coleta bruta. O foco muda da quantidade de dados para a qualidade dos padrões identificados”, reforça.

7. Do processo criativo com IA à conversão de resultados, por Renato Fonseca, Diretor de Diretor de Marketing, Dados e Pesquisa da Funcional Health Tech

Ainda falando sobre inteligência artificial, Renato destaca que uma grande oportunidade na área é o uso dessa tecnologia para produzir peças publicitárias com qualidade e agilidade. “Temos observado avanços tecnológicos significativos, com foco na otimização de processos e na redução de custos por meio da IA generativa. Notamos um grande salto de qualidade na geração de imagens e vídeos, o que reduz consideravelmente o tempo e o custo de produção. Indo além, agora é possível pensar em campanhas altamente personalizadas, com experiências hiper segmentadas que aumentam as conversões. É como se pudéssemos customizar o texto e o contexto das peças conforme aquilo que mais impacta — anúncios com ambientações, personagens e abordagens moldadas especificamente para chamar atenção”, explica.

8. O futuro (e presente) das marcas está na construção de vínculos, não apenas na venda, diz Junior Sturmer, Head de Marketing e Branding da TruckPag

Durante muito tempo, construir marcas foi visto apenas como criar campanhas bonitas. Hoje, o mercado exige mais: posicionamento estratégico claro e marcas que se conectem de verdade com seus públicos. Segundo Sturmer, quem não construir relevância contínua corre o risco de ser apenas mais uma voz perdida em meio ao barulho: “O futuro pertence às marcas que entendem que confiança e identificação são ativos que precisam ser nutridos todos os dias. Cada vez mais, vemos movimentos que reforçam a importância da comunidade na construção de marca. Nos próximos anos, marcas que conseguirem gerar essa sensação de pertencimento, alinhando propósito e relacionamento real, serão as que sobreviverão e crescerão em meio a mercados cada vez mais dinâmicos”, diz o Head.