– Planejar o calendário de redes sociais, sugerindo conteúdos, formatos e postagens alinhados ao calendário da marca, storytelling e linha editorial.
– Criar e organizar cronogramas de postagens diárias, programando conteúdos para cada rede social.
– Monitorar canais digitais, interagir com o público e estimular o engajamento.
– Elaborar briefings para a equipe de criação com direcionamento de formatos, linguagem e peças.
– Acompanhar resultados de social orgânico e mídia paga, analisando métricas, campanhas e performance.
– Realizar pesquisas de concorrência, benchmarks e acompanhar tendências de mercado.
– Planejar estratégias para novas redes sociais (ex.: TikTok) alinhadas ao posicionamento da marca.
Requisitos:
Experiência anterior como Social Media.
Conhecimento das principais redes (Instagram, YouTube, Pinterest).
Heavy user de redes sociais, atento às mudanças de algoritmo e tendências digitais.
Perfil proativo e colaborativo, com boa comunicação para interação com o time de conteúdo.
Conhecimento de vídeo, filmagem e ferramenta de edição de vídeo.
Local de trabalho: Jacareí, SP
Horário de trabalho: A Combinar
Faixa salarial: R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00
Tipo de contratação: A combinar
Mandar curriculum para marketing@estreladolar.com.br
Definir a verba de propaganda já é um desafio. Mas decidir como distribuí-la entre canais on e offline é onde a estratégia realmente começa. Não existe fórmula mágica — existe contexto. Como defendem Philip Kotler e Hermawan Kartajaya em Marketing 4.0, o consumidor transita entre o mundo digital e o físico o tempo todo. Logo, a marca precisa pensar de forma integrada, e não escolher “um lado”.
O primeiro critério para distribuir a verba é o objetivo da campanha. Se a meta é performance imediata (leads, vendas, cadastros), os canais digitais costumam oferecer melhor rastreabilidade e otimização em tempo real — algo amplamente discutido por autores como Ryan Deiss, no universo do marketing digital. Já se o objetivo é alcance massivo e construção de marca, meios offline como TV, rádio e mídia exterior continuam extremamente relevantes, como mostram relatórios do mercado publicitário brasileiro divulgados pelo CENP-Meios.
Outro ponto essencial é o estágio da marca. Startups ou negócios locais, com orçamento mais enxuto, tendem a concentrar esforços no digital pela segmentação e pelo controle de investimento. Marcas consolidadas, por outro lado, costumam operar em lógica omnichannel, combinando presença digital com mídia tradicional para ampliar lembrança e autoridade. Byron Sharp, em How Brands Grow, defende que crescimento de marca depende de alcance amplo — e isso muitas vezes exige canais de massa.
Também é fundamental considerar o comportamento do público-alvo. Jovens entre 17 e 25 anos passam horas no ambiente digital, especialmente em redes sociais e plataformas de vídeo. Porém, isso não significa que o offline morreu. Eventos, ativações, mídia em pontos estratégicos e experiências físicas continuam gerando impacto e memória. Segundo dados recorrentes do DataReportal (Digital Global Overview Report), o tempo médio diário online é alto — mas ainda coexistindo com consumo de mídia tradicional.
Na prática, muitos planejadores utilizam uma lógica híbrida: uma base de investimento em canais digitais para gerar dados e conversão, combinada com ações offline para fortalecer marca e ampliar alcance. O segredo não está em dividir 50/50, mas em alinhar verba com estratégia. Como ensina o próprio Kotler, orçamento deve seguir objetivo — não tendência.
Para quem está começando na publicidade, fica a lição: distribuir verba não é escolher o canal “mais moderno”. É entender o papel de cada meio dentro da jornada do consumidor. Quando on e offline trabalham juntos, a marca deixa de apenas aparecer — e passa a construir presença.
A publicitária Giovanna Monti, com passagens por Locomotiva Marketing, Código BR Marketing e Gmídia Marketing, acaba de anunciar que está empreendendo.
Em um vídeo que fez circular nas redes sociais a profissional atrela as ideias que ouviu de André Kassu (Crispin – SP) em sua palestra no último Fest’up Vale (Abrace o caos) com sua iniciativa de começar o próprio negócio.
De sua necessidade de trabalhar a partir de seus valores, sentimentos e percepção de mercado surge a Montistudio.
O texto de lançamento da agência no Instagram afirma:
Nós somos um estúdio que une pensamento estratégico à produção de conteúdo.
Para nós, uma marca forte nasce da montagem certa: o que você diz (estratégia) unido ao que as pessoas veem (vídeos e fotos). É assim que transformamos seu produto ou serviço em um conteúdo que realmente constrói valor para o seu negócio.
Aqui, estratégia e criatividade são melhores amigas quando o assunto é entregar resultados de sucesso.
Confira o vídeo no qual ela explica a decisão de criar a nova empresa aqui.
O Publicitando deseja todo sucesso à nova empreitada!
A multicanalidade deixou de ser diferencial e virou condição básica do jogo. O consumidor já não percorre uma jornada linear, do tipo “vi um anúncio, entrei na loja e comprei”. Ele descobre uma marca no Instagram, pesquisa no Google, vê reviews no YouTube, recebe um remarketing, compara preços em um marketplace e, às vezes, finaliza a compra no ponto de venda físico. Segundo a própria Google, o processo de decisão atual é cheio de idas e vindas, com momentos de exploração e avaliação contínua. Isso muda profundamente a forma como pensamos estratégia e criação publicitária.
Da campanha ao ecossistema: a nova lógica da estratégia
Do ponto de vista estratégico, a primeira grande mudança é que não existe mais “a campanha” isolada, mas sim um ecossistema de comunicação. De acordo com Philip Kotler, o marketing contemporâneo é cada vez mais integrado e orientado por dados, o que exige coerência entre pontos de contato. Isso significa que TV, redes sociais, mídia programática, e-mail, influenciadores, PDV e atendimento não podem falar línguas diferentes. A marca precisa ter uma espinha dorsal clara — propósito, tom de voz, proposta de valor — que se desdobra de forma consistente em todos os canais.
Ideias que nascem para se espalhar, não para se encaixar
Para a criação, o impacto é direto: a ideia criativa já não nasce para um único formato. Ela precisa ser “adaptável por natureza”. Um conceito forte hoje é aquele que funciona em vídeo curto, banner, post estático, experiência interativa e até num chatbot. Segundo a Meta, campanhas com variações criativas pensadas para diferentes posicionamentos e formatos tendem a performar melhor do que peças únicas replicadas mecanicamente. Ou seja, não é só cortar o filme de 30 segundos: é pensar a ideia desde o início como modular e expansível.
Cada canal é um momento diferente da mesma pessoa
Outro ponto essencial é o papel do contexto. Na multicanalidade, a mesma pessoa é impactada em momentos emocionais e racionais diferentes ao longo do dia. Segundo a Nielsen, a atenção e a receptividade à mensagem variam conforme o ambiente, o dispositivo e a situação de consumo de mídia. Isso exige uma criação mais sensível ao momento: o tom de um anúncio em streaming pode ser mais imersivo e emocional, enquanto um anúncio em busca paga precisa ser direto, funcional e orientado à solução de um problema imediato.
Dados que medem, insights que moldam a criação
A multicanalidade também transforma a forma como medimos resultados — e isso retroalimenta a criação. Com dados vindos de múltiplos pontos de contato, as marcas conseguem entender quais mensagens funcionam melhor em cada etapa da jornada. De acordo com a Salesforce, consumidores esperam experiências conectadas entre canais, e marcas que usam dados para personalizar comunicações tendem a gerar maior engajamento. Para o criativo, isso significa trabalhar cada vez mais próximo de mídia, BI e performance, ajustando narrativas com base em comportamento real, e não apenas em intuição.
Da explosão de mídia à presença contínua de marca
Por fim, talvez a maior mudança seja cultural: sai o pensamento de campanha pontual e entra o de presença contínua. A marca passa a ser uma conversa permanente, distribuída em vários espaços, e não um discurso concentrado em um único grande momento. Para estudantes e profissionais de publicidade, isso exige uma visão mais sistêmica: entender jornada, dados, plataformas e comportamento é tão importante quanto ter uma boa sacada criativa. No cenário da multicanalidade, a grande ideia ainda é rainha — mas só reina de verdade quando sabe circular bem por todos os reinos onde o consumidor está.