Saindo do lugar comum: Como a Inteligência Artificial está impulsionando o Geomarketing
Por R. Guerra Cruz
Geomarketing e Inteligência Artificial são duas tecnologias inovadoras que estão ajudando as empresas a alcançar o sucesso no mercado competitivo de hoje. Essas ferramentas fornecem informações valiosas sobre comportamento, preferências e tendências de mercado do cliente, o que pode ajudar as empresas a tomar melhores decisões e aprimorar suas estratégias de marketing.
O que é geomarketing?
Talvez você ainda não conheça o termo, mas geomarketing é uma combinação de informações geográficas e técnicas de marketing que ajudam as empresas a entender melhor o comportamento de seus clientes com base em sua localização. Essa tecnologia fornece uma análise detalhada do público-alvo e de suas atividades, o que pode ajudar as empresas a personalizar suas campanhas de marketing e melhorar o envolvimento do cliente. O geomarketing também pode ser usado para avaliar o potencial de um novo mercado e entender a concorrência em uma área específica.
A Inteligência Artificial, por outro lado, é uma tecnologia em rápido crescimento que tem o potencial de revolucionar a maneira como as empresas operam. Os algoritmos de IA podem analisar grandes quantidades de dados, identificar padrões e fornecer informações que podem ajudar as empresas a tomar melhores decisões. A IA também pode ser usada para automatizar tarefas repetitivas, como atendimento ao cliente, melhorar a eficiência geral de uma empresa e até de sua publicidade, como o exemplo de campanhas digitais personalizadas.
3 vantagens do uso do Geomarketing e IA para os negócios
Uma das maiores vantagens do uso do geomarketing em conjunto com a IA é a capacidade de ajudar as empresas a entender seus clientes de maneira mais personalizada e precisa. Isso pode levar a diversas melhorias nos processos, como por exemplo:
● Campanhas de marketing mais eficazes e maior fidelidade do cliente;
● Identificação de quais lojas são mais populares entre os clientes em uma área específica e adaptar seus esforços de marketing para atrair mais clientes para esses locais;
● Personalizar o assunto de suas comunicações na mesma velocidade em que os temas do momento acontecem no mundo digital.
Ou seja, o geomarketing e a IA são ferramentas poderosas que podem ajudar as empresas a alcançar o sucesso no mercado competitivo de hoje. A tendência é que as ferramentas continuem se aprimorando e evoluindo, ao ponto de personalizarmos até o design das comunicações que estão sendo mais eficientes conforme o estilo de vida de cada pessoa impactada ou de acordo com as últimas localizações visitadas pelo público. Já pensou isso algum dia? Na verdade, isso já está acontecendo.
Estudo da Zendesk, lançado globalmente hoje, também constatou que 71% dos líderes empresariais estão repensando processos de experiência do consumidor
A mais recente edição do estudo global CX Trends, apresentado hoje pela Zendesk revela que os consumidores esperam ter cada vez mais experiências imersivas, e essas têm se tornado rapidamente um importante diferencial para as empresas manterem a competitividade e a fidelização de seus clientes. De acordo com o relatório, focado em tendências de Customer Experience (CX, ou Experiência do Cliente), 61% dos consumidores esperam ter experiências cada vez mais naturais e fluidas, o que inclui o atendimento pós-venda.
A experiência imersiva está evoluindo para um novo padrão, redefinindo o nível de envolvimento das empresas com seus clientes. Essa mudança é resultado de consumidores cada vez mais exigentes, que desejam ser atendidos onde quer que estejam, pelo canal que lhes for mais conveniente e por meio de interações contínuas, sem atritos. Nos últimos anos, líderes de negócios reconheceram que essa transformação requer um papel mais amplo de CX, o que tem exigido investimentos relevantes para permanecerem competitivos e atenderem às elevadas expectativas dos consumidores.
“Os clientes têm expectativas altas, pouca paciência e muitas opções na hora de fazer um negócio”, diz Adrian McDermott, Chief Technology Officer da Zendesk. “Este ano, o CX Trends mostra que essa mudança de comportamento levou os líderes a investir em tecnologia para criar experiências mais imersivas e contínuas. Trata-se de um novo padrão de atendimento, que é essencial para conquistar clientes, mantê-los fiéis, e, consequentemente, aumentar a lucratividade das empresas”.
O relatório Zendesk CX Trends 2023 foi feito com dados de 3.700 clientes e mais de 4.700 líderes de CX, agentes e compradores de tecnologia de 20 países, além de dados de utilização de produtos Zendesk de quase 100 mil clientes da empresa em todo o mundo, entre pequenas e grandes companhias. As principais descobertas deste ano destacam que Inteligência Artificial (IA), atendimento conversacional, personalização e atenção ao sentimento do cliente, além do alto nível de integração de equipes, são componentes determinantes para que uma empresa consiga oferecer experiências imersivas e que definirão o futuro da Experiência do Cliente.
Clientes querem (e esperam) que a Inteligência Artificial evolua
O aumento de investimento em IA não passou despercebido e os clientes estão se sentindo mais à vontade com sua presença. Daqueles que interagem com bots de atendimento ao cliente regularmente, 72% identificaram melhorias de qualidade e dizem que os bots funcionam bem ao responder a perguntas simples, respondem mais rápido do que os agentes humanos e são confiáveis para fornecer informações precisas e úteis.
À medida que os clientes desfrutam de experiências mais ricas com bots, suas expectativas também aumentam. Segundo o relatório, 75% dos clientes esperam que as interações de IA se tornem mais naturais e humanas com o tempo, e a evolução da Inteligência Artificial permitirá que os clientes façam perguntas cada vez mais complexas.
“É evidente que os consumidores continuam a aderir cada vez mais ao atendimento feito por IA, ao terem seus problemas resolvidos de maneira quase idêntica ao suporte humano”, afirma McDermott. “Sabemos que as empresas estão trabalhando para melhorar a Inteligência Artificial, mas há uma percepção crescente de que atender às expectativas dos clientes exigirá um esforço mais concentrado. Os clientes, por sua vez, não estão dispostos a esperar que as empresas façam mudanças graduais, um sinal de que a mudança precisa acontecer rapidamente”.
Experiências de conversação empoderam os clientes
Os clientes estão impulsionando o avanço das experiências de atendimento conversacional. Eles querem interações fluidas, amigáveis e naturais, que os coloquem no controle e não atrapalhem suas próprias tarefas. No caso de um atendimento interrompido, por exemplo, eles esperam que um novo agente do SAC consiga facilmente retomar de onde a conversa anterior terminou. A verdade é que 70% dos clientes gastam mais com marcas que oferecem uma experiência perfeita em todos os pontos de contato. Da mesma forma, 64% gastarão mais se seus problemas forem resolvidos no canal que estão usando naquele momento.
Embora as expectativas dos clientes sejam muito claras, as empresas ainda estão se atualizando. O estudo mostra que 71% dos líderes se comprometeram a reprojetar o atendimento ao cliente e 60% desejam (ou estão planejando ativamente) implementar serviços de atendimento conversacionais.
Clientes estão ansiosos por mais personalização
De acordo com o levantamento, 59% dos clientes desejam que as empresas utilizem a grande quantidade de dados que possuem para fornecer experiências verdadeiramente personalizadas, que transcendam os esforços típicos de marketing, seja na interação física ou online.
Infelizmente, a maioria das empresas tem uma visão estreita do que significa personalização e como fornecê-la; o que está em desacordo com 62% dos clientes, que acham que as empresas podem fazer mais. Se as organizações oferecerem experiências personalizadas, terão a oportunidade de colher os benefícios de relacionamentos duradouros com os clientes – 77% dos líderes empresariais concordam que uma personalização mais profunda leva a uma maior retenção de clientes.
Bem-estar e sentimento do cliente estão remodelando as experiências
As empresas não estão preparadas para entender as emoções dos clientes. As organizações têm se esforçado para melhorar o bem-estar do consumidor, mas 63% dos líderes empresariais admitem que esses esforços foram desfocados e reativos. As empresas não avançaram no rastreamento de dados emocionais de maneira mais formal. Apenas 22% dos líderes e gerentes dizem que o sentimento do cliente é usado para personalizar a experiência que o cliente recebe.
Uma experiência negativa com uma empresa pode causar danos emocionais reais e duradouros, e gerar críticos que vão espalhar a vivência com sua marca. Na verdade, 73% dos clientes mudam para um concorrente após várias experiências ruins e mais da metade deixa de comprar da marca após uma única interação insatisfatória.
Caminho a seguir para Customer Experience
Os líderes de CX estão cada vez mais conscientes dos benefícios de criar experiências imersivas e reconhecem que as funções de suporte são capazes de gerar receita. O fato é que 72% dos líderes de negócios acreditam que a fusão de equipes e responsabilidades em torno de CX aumentam a eficiência operacional, e 64% já têm planos para isso.
“À medida que olhamos para o futuro, fornecer um excelente atendimento ao cliente se tornará ainda mais importante para criar resiliência e gerenciar a incerteza”, diz McDermott. “As marcas que investem em tecnologia para fornecer um CX imersivo e sem atritos verão um aumento na aquisição e fidelidade do cliente e, finalmente, na lucratividade”.
O relatório Zendesk CX Trends 2023 traz dados de 3.700 clientes e mais de 4.700 líderes de CX, agentes e compradores de tecnologia de 20 países. Bem como dados de uso de produtos Zendesk de quase 100.000 clientes da empresa em todo o mundo, desde pequenas até grandes companhias durante julho e agosto de 2022. Os resultados foram ponderados para remover o viés das amostras da pesquisa. Os critérios de atividade da conta foram aplicados para filtrar dados de contas inativas. Os dados de uso de produtos Zendesk são baseados na utilização de julho de 2021 a julho de 2022.
Sobre a Zendesk
A Zendesk iniciou a revolução da experiência do cliente em 2007, permitindo que qualquer empresa em todo o mundo disponibilizasse atendimento ao cliente online. Hoje, a Zendesk é a líder no segmento e possibilita bilhões de conversas, conectando mais de 100.000 marcas a centenas de milhões de clientes por telefone, bate-papo, e-mail, mensagens, canais sociais, comunidades, sites de avaliação e centrais de ajuda. A empresa foi criada em Copenhague, Dinamarca, construída e desenvolvida na Califórnia, aberta na cidade de Nova York e hoje emprega mais de 6.000 pessoas em todo o mundo. Saiba mais em www.zendesk.com.br.
Na última sexta feira, dia 28/10, às 10h00, aconteceu no auditório da Acit (Associação Comercial e Industrial de Taubaté) evento promovido pela APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) Vale do Paraíba em parceria com a AnaMid ( Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital).
O tema da palestra foi “Otimizando o Atendimento da Agência com Big Data e I.A.” e foi proferida por Fabio Alves de Oliveira, VP Anamid Especial SP e Head da Agência Saatis (SP).
Ao longo de sua apresentação Fabio destacou alguns assuntos importantes. O primeiro deles é que as agências devem deixar claro, quando de suas entregas aos clientes, o quanto de valor foi gerado. Deste modo o cliente passa a dar mais importância ao trabalho, pois visualiza mais claramente o valor da entrega.
Para conseguir demosntrar de modo efetivo o valor de seus trabalhos as agências devem se valer do uso de dados e informação. Fabio destacou que dados são abundantes, mas transformar dados em informação é o segredo. Para tanto é possível usar conhecimentos de Big Data. O palestrante deixou claro que isso está acessível para todo porte de agência, pois há desde soluções gratuitas até ferramentas pagas e mais complexas.
Outro ponto importante e amplamente conectado ao uso do Big Data é o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (I.A.s), principalmente para personalizar relatórios e destacar os pontos fundamentais da entrega da agência de forma customizada (cada cliente tem interess e necessidade de informações diferentes).
Na foto, da esquerda para a direita, Josué Brazil (APP Vale, Unitau e Publicitando), Fabio Alves (AnaMid e agência Saatis) e Roberto Rezende (BOX 28 Estúdio Criativo e Acit).
De novo Fabio destaca que I.A. não é algo inacessível e até apresentou de maneira rápida algumas ferramentas que podem auxiliar agências na hora de customizar relatórios.
O uso combinado de Big Data e I.A. possibilita às agências mais eficácia no atendimento, mais agilidade e personalização das entregas.
Durante a exposição do palestrante várias perguntas foram feitas e a troca de experiências entre os presentes acabou por enriquecer ainda mais o conteúdo.
Imagem criada pela IA do Midjounrey com a minha orientação
Precisei apelar para um meme que brinca com o uso errado do tempo verbal para dizer que o futuro chegou, ele pode até ser mais divertido e bonito, mas não menos complexo e desesperador. As IAs (Inteligências Artificiais) chegaram pra ficar e algumas profissões já correm risco!
Você não ouviu falar do Midjourney? Mas já deve ter visto.
Nos últimos anos, alguns programas de inteligência artificial que cruzam dados textuais e imagens estão sendo desenvolvidos e aperfeiçoados. O mais famoso dele tem sido a IA do laboratório de pesquisas Midjourney. Isso porque ela é de simples utilização (você coloca frases, textos descritivos das cenas, elementos importantes como acabamentos da arte e tudo mais que achar válido) e em poucos segundos vê uma obra de arte de primeira qualidade se formando na sua frente.
Essa inteligência artificial utiliza seu grande repertório para criar obras dignas de prêmio! E isso tanto é verdade que um artista venceu um prêmio de desenho usando essa IA no estado do Colorado-EUA e foi alvo de críticas, pois o trabalho mais complexo da arte é toda feita pela inteligência artificial, dando ao artista apenas a função de testar algumas frases e realizar pequenos retoques finais em programas de edição da imagem (se quiser).
Photo by: KOAA News5
O problema não é apenas sair com as glórias de uma obra bela como essa acima, mas lucrar com esse trabalho fácil. Já pensou nisso?
Uma nova Era da arte: IArte
A linguagem artística trabalha com arquétipos, imagens e o que estes programas fazem é justamente mesclar essas imagens significativas ligando os pontos que são as palavras que você coloca para a IA do Midjourney executar. Os críticos estão falando sobre a ética artística que esse tipo de artifício pode abalar, uma vez que esse novo “artista” acaba apenas se especializando em escolher as palavras certas e fazer uma curadoria depois de centenas de resultados que obteve escolhendo aquela imagem que achou mais bonita. Todo o trabalho conceitual, de técnica e inspiração típicas de um artista tradicional simplesmente são jogados no lixo. Essa é a visão de quem é contra esse tipo de uso e, realmente, é uma revolução!
Inspiração ou atalho preguiçoso
Como o uso dessa ferramenta ainda está em fase beta, acreditamos que muito pode-se evoluir ainda, chegando a resultados estéticos ainda mais surpreendentes. Por ser uma novidade, muitas pessoas estão se aproveitando disso, criando e vendendo imagens geradas pela IA como se fossem os autores, ou ainda, colocando-se como principal autor, mesmo que dando crédito para a IA. Isso poderia gerar lucros absurdos para um trabalho infinitamente menor do “artista” e pode acabar com toda uma gama de profissionais, sejam ilustradores, artistas conceituais, ilustradores de capa de livro, quadrinhos, dentre outros. Fica difícil competir com um novo mercado que cria imagens em minutos, com uma riqueza imensa de detalhes, milhares de imagens de repertório e ainda por preços extremamente baixos, pois a plataforma é free (pelo menos para os desenhos iniciais de teste).
Precisamos acompanhar de perto essa revolução ou ENTRARÃO e ROUBARÃO aquilo que até então nos diferenciava do restante dos animais: a nossa capacidade criativa.