Audio.ad apresenta pesquisa sobre áudio digital na quarentena
Em parceria com a Brandwatch, a unidade de negócios da RedMas analisou as mudanças no comportamento e no consumo do ouvinte em relação à publicidade e às marcas no Brasil durante o isolamento social
A Audio.ad, unidade de negócios da RedMas, realizou um estudo sobre o comportamento do ouvinte digital durante a quarentena. Em parceria com a Brandwatch, a empresa de publicidade em áudio digital aplicou setecentos questionários online em todo o país entre os dias 12 e 26 de junho de 2020.
A pesquisa teve como propósito conhecer o impacto que a quarentena gerou no consumo dos ouvintes brasileiros e entender o papel das marcas e anunciantes na vida do público. Com dados coletados por duas semanas e analisados pela Brandwatch-Qriously, empresa de tecnologia de propriedade da Brandwatch, percebeu-se que 80% dos entrevistados aumentaram ou mantiveram seu consumo de áudio digital neste período apesar da queda de ouvintes no início do isolamento social.
“As pessoas estão vendo cada vez mais valor e dando mais importância para essa mídia. O estudo traz dados bastante relevantes ao mercado de áudio digital. Por exemplo, para 67% dos entrevistados, rádios, podcasts e música são muito importantes na quarentena”, explica Rodrigo Tigre, CEO da Audio.ad.
Em relação à publicidade, grande parte dos entrevistados têm visto sua importância durante esse período conturbado. 91% pensa que a publicidade digital atualmente é igual ou mais importante do que antes da quarentena. O estudo também revela que 60% concorda que as marcas devem continuar a anunciar para aproximar os produtos dos consumidores e que 53% acabou mudando o consumo de marcas habituais devido ao isolamento social.
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Aproximadamente a metade dos ouvintes buscam apoio das marcas. 48% afirmam que os anunciantes deveriam passar mensagens de conscientização e apoio, enquanto 31% acham que as marcas deveriam manter a comunicação habitual.
Apesar das medidas e distanciamento, muitos continuam fazendo compra através de lojas físicas. O e-commerce teve um aumento significativo. A pesquisa revelou que 26% faz compras em supermercados online, 26% em plataformas de delivery e 15% em lojas online, mas 30% ainda permanece adquirindo produtos em lojas físicas.
Além do consumo de áudio digital e do comportamento de compra, a pesquisa procurou saber quais foram os setores mais afetados, ou seja, produtos e/ou serviços que os ouvintes adiaram por causa do isolamento social. Vestuário aparece em primeiro lugar, com 27%, o segundo lugar é ocupado pelo turismo com 23% e o terceiro lugar traz um empate de eletrônicos e beleza, ambos com 18%. Ocupam o quarto e quinto lugar utensílios domésticos (16%) e automóveis (10%).
Apenas 23% dos entrevistados afirmaram não terem adiado nenhuma compra por causa da quarentena.
“Na mídia programática, exposição indesejada da marca não é e nem nunca foi regra”
Durante algumas décadas em nosso país, quando uma empresa desejava comunicar os reais atributos de seus produtos ou serviços aos seus consumidores finais, os caminhos para fazer essa comunicação eram os mesmos. Além da TV aberta, meio de comunicação com mais de 90% de penetração junto aos brasileiros, as empresas e suas agências de publicidade encontravam, ainda, a mídia impressa e, claro, o forte e importante rádio.
Porém hoje, muitos anos mais tarde, ainda que com o máximo respeito aos veículos e aos profissionais que atuam nessas frentes, devemos entender que é tudo muito diferente de antes. As coisas mudaram e a possibilidade das marcas entenderem o que seus targets realmente querem, como eles querem e onde eles estão tornou-se absolutamente possível.
A exposição paga de marcas no ambiente online trouxe às empresas anunciantes características bastante vantajosas e nunca encontradas até então nas mídias tradicionais, como por exemplo a possibilidade de mensuração de resultados de campanha, a interatividade com seus públicos em real-time, além da importante e tão desejada segmentação de público.
Poderíamos aqui até tratar detalhadamente das questões de interatividade e da mensuração, enormemente importantes e que permitem às marcas serem mais assertivas, estabelecerem um diálogo com seus consumidores e, claro, atuar de forma mais otimizada e rentável. Porém, o que queremos aqui discutir é a característica da segmentação de público.
A mídia programática é uma das mais relevantes formas de atuação em mídia digital e tem atraído bastante a atenção de gestores de marketing não só no Brasil, mas em todo o mundo. É uma mídia inclusive bastante democrática e, por isso, tem levado empresas pequenas e médias a anunciar até pela primeira vez. O fato ainda de possibilitar às marcas anunciantes maior otimização na compra da mídia, na implementação e na mensuração dos resultados obtidos, a torna por consequência também mais assertiva, contribuindo rapidamente para os objetivos de negócio das empresas.
Mas talvez a maior das diferenças esteja no fato de que a mídia programática quebra uma lógica imposta por profissionais de propaganda e publicidade por muitos anos: o foco não está mais no veículo de comunicação e sim, no target. Desta forma, nesse tipo de mídia estuda-se o comportamento das pessoas no ambiente digital e então a marca aparecerá somente para aqueles que desejam e que tenham demonstrado interesse naquele conteúdo. A mensagem de marca surge então, de forma contextualizada, para quem deseja receber aquele conteúdo, no momento que deseja, na frequência ideal e onde esse público estiver. Pode ser num site de esportes, na mídia social preferida ou mesmo dentro de um aplicativo que utilize. Certeza de gol.
Ocorre que nas últimas semanas, acompanhamos pela mídia um verdadeiro massacre ao setor de mídia programática. O trabalho realizado pela chamada CPI das Fake News identificou e tornou público que o Governo Federal teria exibido ‘milhões de propagandas em sites maliciosos’ nos últimos meses e que isso ocorreu porque a veiculação se deu através de mídia programática.
“Na mídia programática, exposição indesejada de marca não é e nem nunca foi regra. O problema não está no uso da mídia programática. Está no uso inadequado da plataforma. Um planejamento bem feito cria filtros de brand safety, e a mensagem de marca aparece apenas em um ambiente seguro.”, diz Rodolfo Darakdjian, CEO da OPL Digital.
A OPL Digital é uma dessas empresas especializadas no tema. Com sede em São Paulo e também em Miami, nos Estados Unidos, a empresa investiu pesado na compra de tecnologia nos últimos anos, atua com uma DSP própria, e hoje tem como clientes governamentais, sendo alguns deles: Ministério da Saúde, Ministério do Turismo, Prefeitura de São Paulo, Eletrobrás, Caixa e Governo do Estado de São Paulo, além de clientes do setor privado como Schneider Electric, BRF, Seara, Unilever, Latam, Porsche, CCR, entre outras.
Para um anunciante que decida por comunicar seus produtos e serviços em mídia programática é extremamente importante que busque por empresas que sejam capacitadas e especializadas no tema. Prover cuidados básicos que impeçam as marcas de aparecerem em ambientes não seguros é essencial para quem trabalha com mídia programática.
Não se pode generalizar, e as recentes notícias que trataram das ações do Governo Federal não podem ‘carimbar’ ou marginalizar todo um mercado, que é composto por empresas e profissionais sérios e comprometidos com os resultados dos clientes. Uma ou duas empresas que tiveram tais equívocos não podem ser vistas como representantes de todo um setor. É importante ressaltar que mídia programática não financia o crime e nem patrocina e nem compactua com nenhum tipo de fake news. Atualmente existem políticas de brand safety que, inclusive, são atualizadas constantemente e que eliminam os sites impróprios ou maliciosos. As chamadas passlists, de uso bastante comum em mídia programática, possibilitam que a marca anunc iante es colha exatamente os sites e aplicativos em que serão exibidos os anúncios, evitando destinos indesejados. Segurança na rede é preocupação número um de qualquer marca que esteja na rede.
Evento gratuito sobre Tech Writing aborda profissão que tem ganhado destaque no Brasil
A profissão de Tech Writing tem ganhado destaque no mercado brasileiro, tanto que as empresas de tecnologia buscam, cada vez mais, por esses profissionais. Na VTEX, plataforma de comércio digital que mais cresce no mundo, colaboradores de diversas formações estão se desenvolvendo na área. A área equilibra habilidades técnicas e escrita clara, buscando simplificar a complexidade da tecnologia. Ainda pouco falado no país, o tema será abordado em um evento gratuito no dia 30 de julho, idealizado por três profissionais da área: Mariana Moreira, Tech Writer da Zup Innovation, Juliana Meyer e Breno Barreto, ambos da VTEX.
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Pensando em desmistificar o que existe por trás da nomenclatura técnica, Juliana, Mariana e Breno fundaram a comunidade Tech Writing Brasil, criada para troca de experiências entre quem já trabalha ou deseja atuar com escrita no mercado de software brasileiro. O primeiro meetup da comunidade será aberto ao público e acontecerá na última quinta-feira do mês de julho (30), a partir das 19h. Voltado para comunicadores e interessados no assunto, o evento abordará o que é ser Technical Writer e as habilidades que um profissional da área precisa ter. “Nossa ideia é dividir com as pessoas as nossas impressões sobre a profissão, compartilhar vivências e, cada vez mais, fortalecer nosso ramo de atuação no país”, revela Breno.
O trabalho de um Tech Writer é ser técnico, se ater aos detalhes e se aprofundar em assuntos intrincados e específicos. “Meu dia a dia é entender como funciona a complexidade da plataforma VTEX, tendo como pano de fundo o universo multifacetado do e-commerce. Faço isso colaborando com desenvolvedores, designers, product managers, redatores e pessoas incríveis a nível global, que contribuem com peças do quebra-cabeça que tenho que montar diante dos meus olhos. O trabalho de um Tech Writer não é só entender o funcionamento de um software, mas também explicá-lo de forma clara, para que vários públicos que acessam esse produto possam compreendê-lo e operá-lo da melhor forma”, declara Juliana.
A profissão de Tech Writing ainda está se desenvolvendo na América Latina, por isso existe pouco conteúdo sobre o assunto. Para quem gosta do desafio de lidar com a intersecção entre produtos tecnológicos e escrita, a profissão pode ser uma boa opção. A VTEX, além de ser apoiadora de iniciativas como esta, valoriza a troca de conhecimento e a vontade de aprender. “Percebo que trabalho em uma empresa que se coloca como responsável pelas transformações no mundo, seja promovendo ações educativas ou incentivando atitudes criadas pelos employees, como esse evento que organizamos”, finaliza Juliana.
Sua primeira experiência no varejo provavelmente foi muito diferente da mais recente. Antes da internet, você levava moedas para comprar doces. Hoje, você clica em “comprar” e espera um pacote chegar à sua porta.
O varejo certamente mudou muito nas últimas décadas, e continua a evoluir de forma extremamente rápida. À medida que as lojas fecham e os consumidores exploram opções digitais por conta das imposições de isolamento social, muitas marcas estão mudando rapidamente as estratégias on-line para alcançar e interagir com os clientes de maneiras diferentes e mais significativas – e com razão.
Michael Klein
O futuro do varejo chegou mais rápido do que se esperava, e as marcas agora precisam se adaptar a um mundo em que lojas digitais substituem lojas físicas. Veja como os varejistas podem garantir que estão criando experiências relevantes para seus clientes durante esse período.
Deixe os dados determinarem a alocação de orçamento
O comportamento do consumidor está mudando rapidamente, e, em muitos casos, os clientes estão levando as empresas para o digital. A questão é: como as marcas do varejo podem alocar seus orçamentos de forma eficaz quando há tantas opções para investir on-line?
A boa notícia é que a maioria dos clientes está mostrando suas prioridades por meio de suas interações e transações digitais. Muitas marcas já repensaram seus esforços de marketing, promovendo e priorizando seus canais digitais (por exemplo, o foco da Lowe no Youtube). Outras, como a Nike, têm patrocinado shows ao vivo e eventos esportivos para conseguir inserções nas redes sociais.
O comportamento on-line de hoje indica claramente onde a atenção do consumidor está, e os varejistas podem se beneficiar disso deixando esses dados guiarem seu foco financeiro e criativo.
Desenvolva um novo caminho
Enquanto alguns estão em situações mais desafiadoras, muitos varejistas estão escolhendo ver 2020 como um renascimento. Os consumidores estão abraçando as compras on-line mais do que nunca, dando aos varejistas a chance de reinventar o comércio e reavaliar o papel das lojas físicas.
Shopping físicos estão em declínio – mesmo antes da situação atual, um em cada quatro shoppings fecharia até 2022 –, mas isso não significa que os consumidores estejam desinteressados em comprar. As marcas que buscam integrar experiências físicas e digitais devem buscar espaços menores. Pense em showrooms e pequenos centros de distribuição.
Lojas como a Tractor Supply, por exemplo, abraçaram a oportunidade de introduzir a entrega no mesmo dia. E muitos varejistas estão expandindo suas ofertas digitais para incluir realidade aumentada – empresas de óculos, como a Warby Parker, estão permitindo que os clientes “experimentem” a armação antes de comprar, enquanto lojas de móveis como a Wayfair permitem que os clientes vejam como um sofá ficará na sua sala de estar.
Combinar lojas on-line robustas com a opção de testar digitalmente os produtos é uma vantagem para todos – os clientes têm experiências personalizadas com a seleção e a conveniência das compras on-line, enquanto os varejistas têm a flexibilidade e a agilidade que vêm com a redução do estoque.
Ofereça algo para todos
Os consumidores são omnichannel – especialmente nas últimas semanas –, e as marcas também precisam ser. Vemos que as pessoas estão dispostas a experimentar coisas novas no ambiente on-line, e estão adotando novos comportamentos digitais que provavelmente continuarão depois que a pandemia da covid-19 se dissipar.
Uma pesquisa recente da Mckinsey mostra que alguns consumidores estão se voltando para sites que nunca visitaram anteriormente para adquirir o básico (14%), comprando em um novo supermercado (20%), adotando retirada na loja (15% e 19% para usuários novos e aumentados, respectivamente), e usando software de videoconferência para fins profissionais e pessoais pela primeira vez (21% e 23% para usuários novos e aumentados, respectivamente). Dadas essas mudanças rápidas no comportamento do consumidor e nossa vontade de ampliar, agora pode ser um bom momento para pensar em expandir sua experiência de comércio em áreas emergentes, como compras por realidade virtual e muito mais.
Ao tentar atingir tanto nativos digitais quanto idosos não familiarizados com tecnologia, ter uma variedade de maneiras de encontrar e comprar produtos é importante. Alguns podem amar uma experiência automatizada, enquanto outros vão querer falar com seres humanos reais ao longo do caminho. De qualquer forma, o mercado tem visto uma nova onda de usuários na internet.
Deixe sua mensagem clara
Varejistas mais inovadores já estão usando dados de experiências digitais dos clientes para entregar mensagens personalizadas e contextualizadas. Mas e os consumidores que ainda estão aprendendo a comprar nesses ambientes on-line? Para esse grupo, o conteúdo deve ser mais educativo do que persuasivo:
Seja honesto e pessoal para atrair os clientes nesta era de pós-verdade
Compartilhe avaliações positivas reais que motivem os clientes a comprar
Quando possível, elimine pontos de atrito, como custos de frete, que podem afugentar os clientes
Confirme que a segurança é uma prioridade ao trabalhar com fornecedores confiáveis. De acordo com um estudo, 69% das pessoas disseram que confiam mais no Paypal do que em seus próprios bancos para proteger informações financeiras.
Quaisquer que sejam as habilidades de compra on-line dos clientes, a comunicação útil e inspiradora é imprescindível, e não há momento melhor para investir em novas infraestruturas digitais. As organizações digitalmente maduras estão tendo mais facilidade em ser resilientes.
Acelere sua experiência no varejo
Previsões futuras à parte, é provável que as coisas nunca mais sejam as mesmas. Entregas sem contato e transações digitais mesmo dentro das lojas físicas se tornarão a nova norma. Lockers de entrega serão instalações permanentes. A maior lição desse caos para os varejistas é que é hora de mudar de marcha. A sua tecnologia, a sua estratégia e o seu serviço ao cliente têm de evoluir para esta nova ordem digital mundial.
*Michael Klein é diretor global para Indústria e Marketing para Varejo, Turismo e Bens de Consumo na Adobe.