7 dicas para trabalhar com influenciadores no Instagram

Veja como se dar bem em uma das redes que mais cresce em engajamento

por Marina dos Anjos, Gerente de Marketing da Scup*

O Instagram se tornou uma das redes sociais mais importantes para promover as marcas. Não é a toa que em oito anos de existência acumula cerca de um bilhão de usuários ativos mensalmente e mais de 25 milhões de pessoas interagindo com as 8 milhões de marcas presentes por lá. O sucesso crescente é resultado da proposta da rede em estabelecer um diálogo entre as pessoas, criando novas funcionalidades que fazem a participação e engajamento dos usuários aumentar a cada ano.

Marina dos Anjos – Gerente de Marketing da Scup

 

Um dos pontos fortes para a estratégia de marketing no Instagram é contar com os influenciadores para promover e divulgar um produto ou serviço. Eles oferecem uma mensagem mais autêntica, que mostra o lado humano e prático da marca, ensinando como usam um determinado produto e os resultados dele. Tudo isso incita uma conversa mais próxima e empática com o público.

Para trabalhar com os influenciadores, no entanto, alguns cuidados e precauções são necessários. Por isso, confira abaixo sete dicas para não errar:

1. Trace metas e planeje com antecedência

Ao traçar as metas, considere alguns pontos como: Quais os objetivos da sua campanha? Você pretende divulgar a marca? Vender mais? Lançar produtos novos? Quais são os pontos de partida que te auxiliam a ter sucesso no Instagram? Além disso, ter um orçamento antes mesmo de escolher o influenciador te ajudará a entender qual seria mais adequado para a sua marca.

Lembre-se que durante o ano há várias oportunidades que podem ser aproveitadas para alavancar as vendas. Para que tudo dê certo, no entanto, é necessário se preparar com antecedência. Para os influenciadores, datas comemorativas, como dia das mães, dia dos namorados, natal, etc, são muito movimentadas e a quantidade de marcas que procuram parcerias para promover seus produtos também são altas.

2. Aposte na criatividade

As compras em datas comemorativas são as que mais geram lucro para as empresas, então você deve encontrar uma maneira de usar o alcance dos influenciadores de forma criativa, então, pense fora da caixa.

Uma forma de explorar a criatividade é usar seus produtos para contar histórias. Os usuários do Instagram gostam de assistir a experiência dos influenciadores, e isso pode fazer a diferença para sua empresa. Quando eles veem alguém usando, principalmente pessoas influentes, as chances de compra aumentam.

3. Determine como oferecer seu produto

Uma vez que você já decidiu as metas e o orçamento da sua campanha com influenciadores, é importante pensar quais produtos você vai vender e como. Essa é uma etapa fundamental para indicar como eles deverão abordar o seu conteúdo.

Separe quais os produtos você quer que façam parte da campanha e dê “adjetivos”. Sabe quando você vê um publipost com “uma opção maravilhosa para dar de presente de natal” na legenda da foto? É quase isso, mas de maneira mais incisiva. Seu produto pode ser a melhor opção de presente, basta você indicar como você quer que o influenciador fale sobre ele.

Uma dica: considere o trajeto de entrega do produto até o endereço do influenciador quando traçar as estratégias. Pense em uma forma criativa e cativante para que, assim, a pessoa que receber se sinta mais motivada a falar do seu produto.

4. Faça um guia de postagens para seu influenciador

Imagina o tanto de job que um influenciador tem nas datas comemorativas. Pois é, é muita coisa para falar! E certamente você não quer que seu produto seja divulgado com informações erradas. Por isso é necessário fazer um guia do que você quer anunciar na campanha.

Você pode reunir desde as coisas mais básicas, como para que serve, até as mais complexas, como explicar o processo de criação e produtos utilizados. Claro, tudo depende do produto da sua marca. Quanto mais seu influenciador parceiro souber, melhor ele vai falar sobre.

Foto: Pixabay

5. Encontre o influenciador certo para sua marca

Ao escolher um parceiro no Instagram, você deve procurar por alguém que combine com o que sua marca vende. Uma forma fácil de fazer isso é buscar por pessoas que falam sobre produtos parecidos com o seu. Se sua marca vende produtos para estudantes, por exemplo, não faz sentido tentar parceria com um influenciador mais famoso que não converse diretamente com seu público-alvo.

Neste caso, vale a pena você pensar se não seria melhor trabalhar com micro influenciadores. Eles têm um número menor de seguidores mas um público muito mais segmentado, com quem conversam diretamente e têm um interesse em comum.

6. Aproveite as fotos dos influenciadores

As produções das fotos de influenciadores são, provavelmente, de alta qualidade até porque eles trabalham, principalmente, com a imagem deles, então já sabem o jeito certo de fazer as coisas no Instagram.

Fazer repost das fotos super-produzidas deles pode ajudar o seu perfil na rede social. Assim, você mostrará que está trabalhando com um parceiro e, ao mesmo tempo, melhora o feed do seu Instagram. Você pode até conversar com o influenciador e estabelecer datas para fazer os reposts, assim já consegue deixar os dias programados.

7. Monitore seu Instagram e veja os resultados

Com ferramentas de monitoramento você consegue cuidar da sua conta do Instagram e ver os resultados das campanhas. Com ele, é possível coletar todas as postagens (ou seja, tudo que alimenta o perfil da sua marca), os comentários feitos em fotos, quando alguma outra conta te marca em uma publicação e muitas outras coisas.

Além disso, é possível gerar relatórios que te ajudam a ver o comportamento dos seguidores mostrando, por exemplo, o horário em que o engajamento é maior e quais as palavras mais usadas relacionadas a sua marca. Uma vez que você monitora tudo isso, consegue segmentar melhor as próximas campanhas e estratégias.

*Sobre Marina dos Anjos

Marina dos Anjos é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e possui MBA em Marketing e Vendas. Trabalha com comunicação corporativa desde 2009, tendo passado por agências de comunicação e atendido startups e empresas como BIC, boo-box (já vendida) e Scup (antes de passar a integrar a equipe da empresa). Na Scup desde 2014, foi head de conteúdo e atualmente gerencia o marketing da plataforma.

Fonte: Motim Conteúdo Criativo – Bruno Lino

Coluna Branding: a alma da marca

A arte sempre encontra uma maneira

Muito se fala sobre uma revolução digital que mudará o jeito como nos relacionamos com o mundo. O futuro com a internet das coisas parece reservar a todos uma conexão virtual que identifica nossos passos e controla cada vez mais aceleração do comprar e vender. A big data conhecerá tão bem as individualidades que o tropeçar em anúncio será substituído pelo tropeçar no consumo e promoverá a formação dos desejos latentes através dos seus clicks em redes sociais e inteligência artificial transformará toda essa prática de venda em autônoma, quase que deixando para escanteio a necessidade da relação humanizada, podendo ser substituída pela relação racionalizada.

No entanto, o que não parece estar presente nesta equação e que pode mudar muito o que as previsões desse futuro almejam é o fator da angústia juvenil e sua natural rebeldia criativa.

Está energia psíquica que naturalmente movimenta as gerações e muda o modo de pensar, pode exigir um modo diferente de lidar com os valores que atribuímos às coisas e desvalorizar em muito está automação do meio de viver.

Sinto que as expressões artísticas da juventude já deixam claro essa resignação, ou melhor a ressignificação, e esta não se parece em nada com a grande expectativa que o mercado ostenta para este futuro tecnológico.

Tenho reparado no caminho que os criativos das agências de propaganda têm tomado para fugir deste mundo que os incomoda e os aprisiona. Muitos deles deixaram o mundo de glória das agências para viver seus pequenos sonhos artísticos, que graças a internet ganharam fãs e patrocinadores. São canais de ensino, produtos manuais e arte pela arte.

Imagem: Pixabay

A solução que parte deles encontrou é a volta para as “artes e ofícios” agora conectada pela grande rede e patrocinada por nichos de prestigiadores do mundo analógico.

Algo tão revolucionário quanto o pensamento de William Morris que peitou a revolução industrial mantendo sua arte por manufatura, com um design que sobreviveu aos séculos.

Criativos encontram formas de viver através da sua arte e encontram ressonância na internet, porque há um grande público que já despertou desta Matrix em que ela nem ao menos tenha chegado.

É fato que a grande massa será levada por essa enxurrada digital, mas se o meu empirismo estiver certo ainda haverá romantismo em meio a tanta racionalidade, é que como diz o filme Jurassic Park: “a vida sempre encontra uma maneira.”

Um casamento feliz: big data e mkt digital

A união do Marketing Digital com o Big Data: Um casamento que chegou para ficar!

O marketing digital já é uma realidade consolidada no Brasil, e este tipo de publicidade, pode ajudar muito na hora de vender mais e acertar no público alvo. Para isso, algumas empresas estão usando um antigo conhecido do mundo digital, o Big Data. O fornecimento de dados específicos às marcas que necessitam entregar a mensagem correta, à pessoa correta, no momento indicado, gerando uma experiência integral e eficiente entre anunciante e consumidor.

Foto: Pixabay

“A indústria da publicidade digital no Brasil é conhecida por ter profissionais com práticas de alta performance e, sobretudo, por uma capacidade única para desenvolver soluções, práticas, processos e experiências que funcionam especificamente no mercado local” assinala Mario Rubino, novo Country Manager da Retargetly, principal fornecedora de soluções de marketing baseadas em dados para o mercado latino-americano.

Big data é um termo que descreve o grande volume de dados — tanto estruturados quanto não-estruturados — que sobrecarrega as empresas diariamente. Mas não é a quantidade de dados disponíveis que importa; é o que as organizações fazem com eles. O big data pode ser analisado para obter insights que levam a decisões melhores e ações estratégicas de negócio.

Neste sentido, e referindo-se especificamente a combinação entre Big Data e MarTech, Rubino acrescentou que “vive-se um momento especial no Brasil, a medida que se consolida o uso da tecnologia em publicidade e as companhias embarcaram no intrincado processo de aprender como e em que profundidade usar os dados que possuem”.

O caminho para a união entre big data e marketing digital foi natural, uma vez que o ambiente online é propício para a captação de informações dos clientes. Todo movimento do usuário online gera uma série de dados sobre o comportamento deste usuário, e o Big Data torna possível captar tais dados e utilizar as informações, por meio do marketing digital, para tomar a melhor decisão e prever os resultados das ações propostas.

Em 2017, os investimentos em publicidade digital superaram os da TV pela primeira vez, nos EUA, segundo dados do Interactive Advertising Bureau (IAB). Pesquisa do Instituto Provokers, feita em parceria com o Google Brasil e o Youtube, no ano passado, reforça essa tendência. Estudo realizado com 1500 brasileiros, entre 14 e 55 anos, das classes A, B e C – uma amostragem que representa 123 milhões de pessoas – indica que, em três anos, o consumo de vídeos online saltou 90,1%, enquanto a TV se manteve próximo do estável. O smartphone se consolida nessa frente: é usado por 83% das pessoas. Além do fato de 87% dos pesquisados permanecerem online enquanto assiste a algo na TV.

Processar e analisar os dados gerados a partir dos comportamentos na rede, então, é fator chave no marketing digital. A tecnologia chegou para ficar!

ᐧFonte: Kipus Comunications & Media Lab

Coluna Propaganda&Arte

Sim, estamos ficando velhos (a geração Z está dominando o mundo)

Em algum momento da sua vida, você vai experimentar isso, como se uma voz interior chegasse a uma retumbante conclusão: “sim, estou ficando velho”. Tudo bem, mas o que fazer com esse sentimento de forma mercadológica?

Cada um tem seu momento ou sua epifania para tal pensamento: seja algum esporte que já não consegue acompanhar como antes, uma nova tendência entre os jovens que você nem está sabendo sobre ou quando alguém na rua te chama de “tio”. Esse dia, para todos sem exceção, vai chegar e para mim chegou, olha que interessante!

Minha ficha caiu já na casa dos 30 anos (e pode cair em qualquer idade), quando fui escutar uma música que gostava muito na juventude (olha o papo de velho rs), e nos comentários do vídeo no Youtube uma pessoa dizia que seus pais colocavam aquela música para ela ouvir quando bebê, para dormir. Isso me deixou com uma pulga atrás da orelha. Comecei a calcular.

“Beleza, estou velho” – pensei. Mas continuei e refleti sobre o consumo dos diferentes públicos, gerações, perfis e como a Geração Y (minha geração) está passando o bastão pra Geração Z. Prova disso são os programas e séries cada vez mais voltados para os anos 90.

Ou seja, estes “caras” logo vão consumir arte e produtos como crianças diferentes ou já iniciaram suas vidas adultas. Aliás, o poder de compra de uma criança hoje subiu muito. Digo, o poder de consumo, acesso e argumentos, fator diferenciado de uma geração totalmente em sintonia com a internet.

Pensando nisso, já podemos vislumbrar um cenário futuro, para os publicitários e quem trabalha com tendências, em breve vamos entrar no mundo dos anos 2000, pois para essa turma será algo cada vez mais nostálgico, gerando consumo e conteúdo específico para eles. Com isso, teremos um regresso de sucessos de várias bandas nacionais, como: KLB, Sandy e Júnior (já tá rolando!), Capital Inicial, Falamansa, Marisa Monte, Wanessa Camargo e muitos outros. Sem falar nos internacionais: Britney Spears, Spice Girls, Backstreet Boys (esse também acho que já voltaram), Link Park e outros que vão retornar para o Spotify dessa turma e fazê-las pensar: “nossa, que nostálgico, véi!” (ou alguma outra gíria do momento).

E você? Quando caiu a ficha de que o tempo está passando? Como você está se atualizando?