A força do vídeo on line

Áudio trata da força do vídeo nas plataformas digitais

Ouça nosso artigo em formato de áudio desta semana. A conversa gira em torno da força e penetração dos vídeos veiculados nas diversas e diferentes plataformas digitais.

Lembrando sempre que nossos programetes são uma parceria com o programa Panorama, exibido de segunda a sexta pela Rádio Unitau 107,7 das 16h00 às 18h00.

Confira:

Coluna Branding: a alma da marca

E agora Brasil?

Como havia dito, esta é a derradeira coluna de uma série de 3 que acompanhou o pleito eleitoral analisando estratégias de marketing político e as campanhas publicitárias nelas contidas. Agora, tão próximo do fechamento dessa história a pergunta que fica é: “o que será do país após está eleição?”

Minha resposta para este caso é: continuará igualmente em crise institucional.

Não houve nesta disputa uma construção de imagem pública capaz de alinhar os lados opostos, de ser um conciliador por inteligência de proposta, com o convencimento da população de um caminho único que pudesse nos unir em torno desta bandeira.

Estamos saindo do pleito com a sensação de que independente de quem vença, o dia seguinte será de aplicação à força de uma ideia que não convence. De quem vir a governar implantar suas regras ao povo, goste ou não. Isso não ajuda a construir uma governabilidade.

Fica claro por essa eleição que a força das mídia sociais superou as tradicionais influências televisivas e jornalísticas.

Por sua natureza, estes meios oferecem mais facilidade para quem atira pedras, que para aqueles que se defendem sobre um teto de vidro. E esta deverá ser a tônica daqui pra frente, e a análise que deve ser feita pelo brasileiro pós eleição é: queremos manter este estado de resistência? Não seria hora de repensar o que queremos? e não o que não queremos mais? Como diz a emissora de TV: que Brasil queremos para o futuro?

No entanto, a realidade é que qualquer que seja o lado vencedor terá grandes dificuldades para governar, e a tendência é que se estenda uma disputa por anos difíceis como foram os últimos quatros.

O uso do fake news que foi o hit desta campanha não deve cessar, será conduzido com mais estratégia e planejamento, espaçando ações, buscando minar a credibilidade dos adversários, em uma construção oposta, pois, a vitrine tende a mudar.

O brasileiro precisará amadurecer sua visão sobre as notícias, neste caso os comunicadores tem muito a contribuir, teremos que ser capazes de ver por detrás da notícia fake, ver o que se está projetando nesse tabuleiro de xadrez, enfim, teremos que ser mais astutos e teremos que apreender como nação a ser mais resiliente.

Medidas podem ser tomadas contra esta moda de notícias construídas, e para ser sincero, tenha mais medo do remendo do que do soneto, pois, a tônica do próximo governo pode estar nas medidas de controle das mídias. Para qualquer que seja o lado este controle é muito perigoso, cabendo a nós comunicadores posicionarmos quanto ao assunto com inteligência, unificados e com pressão popular. Isso precisa estar na mão da justiça e nunca do executivo!

No mais, há novos players no jogo e o cenário mudou de fase.

O PT tende a ser vencido, mas ainda joga. E mesmo que consiga uma reviravolta no domingo, ainda assim, sabe que perdeu força, e que agora tem concorrência, inclusive na sua hegemonia na esquerda. A imagem do “Lulopetismo” está em cheque após a prisão do seu ícone, uma possível derrota nas urnas. As críticas aberta dos aliados e as lideranças que não emplacam terão um novo espaço para uma ideia à esquerda com características diferentes, que vimos até aqui. Uma proposta menos embasada no carisma e mais estratégia, conteudista. Não é a toa que o crescimento do Haddad no final dessa corrida apareceu após ênfase na diferença entre o currículo dos candidatos, saindo do campo moral e partindo para o intelectual.

Pela primeira vez em toda a campanha tentaram valorizar a imagem de professor ao Haddad, proposta que já havia dado certo com Ciro.

Na direita já está consolidada a ideia de um líder carismático, algo que há poucos anos seria inimaginável e até abominável, mas que hoje terá espaço nesta nova realidade, o centrão já está adaptado, sinalizando sua característica “mindinho”, no game of trones da política brasileira e que levará seu apoio perigoso, sua moeda de troca de governança a quem deve estar no poder.

Mas na direita haverá espaço para um pensamento mais moderado? Ou o PSDB terá que assumir seu lado social-democrata e ir conversar mais próximo das esquerdas?

Isso me parece depender da eleição de São Paulo, que nas últimas semanas foi até mais picante que a disputa nacional.

Enfim, esta eleição mudou o Brasil, isso não tem como negar. Porém ainda não sei se só de mãos ou realmente de ideias!

A publicidade não vai parecer publicidade

Publicidade do futuro será personalizada, automatizada, imersiva, experimental e mensurável

A publicidade do futuro não terá nenhuma semelhança com o modelo atual. Esqueça as propagandas que você está acostumado a assistir porque elas estão com os dias contados. Afinal, a transformação digital tem revolucionado a forma como consumimos conteúdo e o futuro está logo ali. Em alguns anos, a publicidade não vai parecer publicidade. Para comprovar esse movimento, a Adobe compilou 15 estatísticas que mostram onde estamos e para onde vamos:

1. O total de gastos com anúncios de mídia em todo o mundo aumentará 7,4%, chegando a US$ 628,63 bilhões em 2018. A mídia digital será responsável por 43,5% dos investimentos. Até 2020, a participação digital no total da publicidade será de cerca de 50%. (Fonte: eMarketer)

2. O mobile será a maior parte desse gasto, com 67,3% da publicidade digital e 29,2% do total de anúncios de mídia este ano. (Fonte: eMarketer)

3. Nos EUA, especificamente, a publicidade digital alcançará US$ 107,3 bilhões em 2018, um aumento de 18,7% em relação aos US$ 90,39 bilhões de 2017. (Fonte: eMarketer)

4. Os anunciantes devem gastar US$ 66 bilhões globalmente em patrocínio neste ano, um aumento de 4,9% em relação ao ano anterior. Quando comparado com a mídia paga, o patrocínio é o segundo canal de publicidade que mais cresce atrás dos formatos da Internet. (Fonte: WARC)

5. A publicidade está certamente se tornando mais automatizada. Na verdade, os gastos com automação de marketing/publicidade devem chegar a US$ 25,1 bilhões por ano até 2023. (Fonte: MarTech Today)

6. Quando se trata de publicidade na TV, a maior parte ainda é comprada manualmente. Menos de um terço (28%) das marcas integraram dados de audiência digital em suas compras de anúncios de TV, embora 68% planejem fazê-lo nos próximos 12 meses. (Fonte: Adobe)

7. O marketing indireto em vários meios de comunicação e a publicidade em vídeo over-the-top (OTT) devem chegar a ganhos de dois dígitos devido ao aumento dos cancelamentos de serviços de TV a cabo e a tendência dos vídeos OTT. (Fonte: PQ Media)

8. Dois terços de todo o crescimento dos gastos com publicidade global entre 2017 e 2020 virão de paid search e mídia social. (Fonte: Zenith)

9. Metade da geração Z (50%) e 42% dos millenials disseram que os anúncios nas redes sociais são mais relevantes para eles, enquanto a geração X e os baby boomers disseram que ainda preferem publicidade na TV. (Fonte: Adobe Digital Insights)

10. Mais de 70% dos anunciantes acreditam que seus anúncios são relevantes para o público-alvo que eles estão segmentando. No entanto, apenas 8% das pessoas acham que os anúncios que veem on-line são sempre relevantes. (Fonte: Adobe Digital Insights)

11. Espera-se que o varejo seja a maior fatia do bolo de publicidade digital este ano, com uma estimativa de 21,9% do total de gastos com anúncios digitais. Os setores automotivo (10,4% do gasto total), financeiro (10,3%), produtos farmacêuticos/medicamentos (9,8%) e viagens e turismo (9,3%) completarão os cinco principais consumidores de publicidade digital. (Fonte: Marketing Charts)

12. Em média, os anunciantes gastarão mais de US$ 10 milhões anualmente com publicidade de suas marcas em vídeos digitais e móveis, um aumento de 53% em relação a dois anos atrás, em 2016. (Fonte: IAB)

13. 84% dos anunciantes disseram que iriam realizar cada vez mais funções de publicidade internamente este ano, anunciando diretamente ao consumidor. (Fonte: IAB)

14. 2018 tem sido o ano do marketing experimental, com nove em cada dez profissionais de marketing reconhecendo sua importância na condução do engajamento da marca. (Fonte: Freeman)

15. Espera-se que a receita de publicidade em mídia social atinja US$ 51,3 bilhões em 2018. São US$ 17,24 por usuário. Essa receita deve crescer 10,5% ao ano. (Fonte: Hootsuite)

Fonte: Adobe Systems Incorporated – RMA Comunicação – Alisson Costa

Coluna Propaganda&Arte

Prazer, eu sou um infográfico e tenho muito a dizer

As pessoas estão acostumadas aos infográficos mais do que imaginam, mas não têm ideia do trabalho por trás desses ícones tão divertidos que tornam assuntos complexos tão simples.

Vivemos a época da informação, porém não temos tempo para consumi-la como deveríamos. Para que os assuntos se tornassem mais interessantes, principalmente BIG DATAs (grandes e complexas redes de dados e suas conexões), criamos os infográficos. Tanto a publicidade como a mídia jornalística tem usado e abusado dessa ferramenta, afinal, ela tem muito a dizer. Olha só!

Os infográficos podem utilizar cores, gráficos, escalas, etapas, linhas do tempo e até animações para tornar o consumo de informações mais divertido e claro. Eles são, portanto, elementos não verbais e textos informativos que trabalham com o intuito de levar o maior número de informações possível, de forma inovadora e rápida.

Mas como criar um infográfico incrível para arrasar no trabalho?

Colete os dados que precisa mostrar, veja as conexões e comparações possíveis e inusitadas, faça rascunhos de ideias e estruturas de apresentação de dados. Pense sempre no objetivo principal, depois nos secundários. A mensagem precisa ser transmitida e ter valor para o público.

Se a utilização de fotos ou ícones é o melhor caminho, ótimo! Você já tem um começo. Agora, se precisa mesmo é de pequenos textos, números em destaque ou uma sequência de fatos que se complementam, as linhas de tempo são mais indicadas. A jornada do leitor deve ser considerada desde o início:

• Está claro onde começa a leitura do infográfico?
• Ele nos leva a uma sequência lógica e de fácil leitura?
• As imagens estão redundantes ou complementam os textos?
• Tudo está no seu melhor estilo e concisão?
• As imagens estão contribuindo, assim como as cores, para seu objetivo principal?
• Em qual plataforma o seu infográfico será visto? Desktop? Mobile? TV? Que tal uma animação?

Depois de definido tudo isso, crie o seu próprio infográfico nesse site: https://www.canva.com/pt_br/criar/infografico/

Mas antes de sair colocando a mão na massa, vale conferir algumas soluções práticas e criativas aqui: https://br.pinterest.com/pin/150870656239187502/?lp=true

Acho que ficou bem claro que o futuro é BIG DATA. É cruzamento e análise de dados, tudo muito rápido e visual. Certo? Ficou claro que essas técnicas visuais têm muito a nos oferecer e evoluir? Você conseguiu entender a importância do infográfico para o futuro da comunicação ou quer que eu desenhe?