Tráfego pago sem estratégia é dinheiro jogado fora

Por Marcelo Freitas*

Você provavelmente já ouviu falar em tráfego pago, especialmente se está buscando formas de atrair mais clientes pela internet. Mas o que isso significa, na prática? Em termos simples, é o investimento em anúncios (Google, Instagram, Facebook e outras plataformas), com o objetivo de atrair visitantes para um site, página ou perfil. Mas atenção: apesar de parecer simples, essa é uma área que exige conhecimento técnico, visão estratégica e, principalmente, responsabilidade.

Hoje, o mercado de tráfego pago sofre com um problema grave: a banalização. Por ter uma barreira de entrada muito baixa, bastando um curso rápido na Hotmart ou alguns vídeos no YouTube, formou-se uma legião de “especialistas” que se dizem prontos para gerir campanhas de marketing. Muitos deles oferecem serviços a preços tão baixos que parecem irresistíveis. Mas aqui vale o alerta: se é barato demais, talvez a estratégia seja testar em você primeiro. E ninguém quer ser cobaia quando o que está em jogo é o orçamento da própria empresa.

Gerenciar tráfego pago vai muito além de apertar botões em uma plataforma. É um trabalho que envolve análise de dados, conhecimento profundo do público-alvo, testes constantes, criatividade na construção das campanhas e, principalmente, um alinhamento estratégico com os objetivos do negócio. Sem isso, o que era para ser um investimento se transforma facilmente em prejuízo.

A verdade é que o marketing digital exige profissionalismo. Contratar um especialista com experiência comprovada não é luxo e sim uma necessidade. Esse profissional será responsável por gerir recursos preciosos, como o seu orçamento de marketing. Ele entende onde investir, como distribuir os recursos entre diferentes plataformas e como evitar gastos desnecessários, buscando o máximo retorno sobre o investimento (ROI). Isso significa que seu dinheiro será alocado de forma estratégica, e não queimado em campanhas sem rumo.

E mais do que isso, terá acesso a números sensíveis da sua empresa, como leads, vendas, custo de aquisição de cliente e taxa de conversão. Ele precisa saber interpretar esses dados para propor estratégias eficientes e sustentáveis.

Não existe fórmula mágica ou receita pronta. Cada negócio é único, com seus próprios desafios, públicos e metas. Por isso, desconfie de soluções “de caixinha” ou promessas de resultados milagrosos. Um bom gestor de tráfego entende que é preciso criar uma estratégia personalizada, alinhada ao modelo de negócio, aos objetivos e ao momento de cada empresa.

Mais do que um executor, o profissional de tráfego pago precisa ser um parceiro estratégico. Alguém que pensa junto com você, que compreende o cenário do seu negócio e que trabalha com responsabilidade e foco em resultados reais.

Em resumo: o tráfego pago pode ser uma ferramenta poderosa de crescimento, desde que usada com seriedade e profissionalismo. Investir em um especialista qualificado é investir no futuro da sua empresa. Afinal, no marketing digital, o barato pode sair muito, muito caro.

*Marcelo Freitas é bacharel em ciência da computação, consultor de tráfego pago e fundador da Spot-A Marketing.

Como melhorar a experiência do cliente pelo WhatsApp?

Por Allanis Grum*

Será que sua empresa está, de fato, aproveitando todo o potencial dos canais de comunicação do mercado para estreitar a relação com seus clientes? Em um cenário em que a velocidade e a personalização são cada vez mais valorizadas pelos consumidores, o desafio é se fazer presente e acessível nos meios preferidos de seu público-alvo, garantindo um atendimento ágil e interativo – algo que, diante de tantas opções, pode ser conquistado e potencializado no WhatsApp.

Instalado em mais de 98% dos smartphones brasileiros, segundo dados divulgados no Wapikit, há anos, essa plataforma já deixou de ser apenas uma ferramenta de chat, se tornando um elo estratégico capaz de transformar a relação entre empresas e consumidores. Trata-se, hoje, de um canal que oferece agilidade, interatividade e conveniência, sendo amplamente utilizado tanto para atendimento quanto para ações de marketing e vendas.

Ainda segundo a Wapikit, 79% dos usuários já utilizaram o canal para se comunicar com empresas, e 62% realizaram compras diretamente pela plataforma. Estima-se, também, que 96% das marcas nacionais utilizam o WhatsApp como principal canal de atendimento, sendo, para 86% dos profissionais de vendas, o principal meio de contato com clientes e leads. E, não faltam argumentos que comprovem o porquê de sua crescente popularidade.

Sua taxa média de abertura de mensagens é de cerca de 98%, conforme a mesma fonte, superando, amplamente, outros canais tradicionais como o e-mail. Com sua capilaridade e funcionalidades adaptáveis, a plataforma oferece um caminho sem precedentes para a construção de engajamento, confiança e lealdade, através de mensagens personalizadas conforme as necessidades e perfil de cada cliente – um diferencial importante na construção de experiências positivas. Até porque, de acordo com outro estudo da Emplifi, 63% dos usuários deixariam de consumir produtos ou serviços de uma marca de que são clientes fiéis se tiverem uma única experiência ruim.

Comunicações que consideram o nome do cliente, seu histórico de interações e seu comportamento de compra demonstram atenção e cuidado por parte da empresa, contribuindo para o fortalecimento do vínculo com a marca, enquanto mensagens frias, excessivas e não aderentes aos interesses de cada um, apenas prejudicarão sua reputação e prosperidade. Fatores que, por mais que já sejam de amplo conhecimento do mercado, ainda vêm prejudicando a qualidade do serviço de muitas organizações.

A impessoalidade das interações automatizadas, a demora nas respostas e a falta de continuidade no histórico de atendimento são desafios ainda bastante presentes em muitas empresas, principalmente, pela falta de investimento em recursos de automação com inteligência que garantam a integração do canal com os sistemas de gestão do cliente, de forma a oferecer uma experiência mais fluida e personalizada.

Para assegurar que o WhatsApp seja um canal realmente eficaz na jornada do cliente, é essencial considerar alguns fatores no desenvolvimento de sua estratégia, como a velocidade e clareza nas respostas, a linguagem adequada ao perfil da marca, o uso responsável das automações, a integração com bases de dados e a conformidade com as diretrizes da Meta – considerando sua enorme rigorosidade em administrar tudo que é trafegado neste canal para que não se torne prejudicial à experiência de nenhuma pessoa.

Evite, a todo custo, o envio excessivo de mensagens, que pode ser interpretado como spam, prejudicar a imagem da empresa e, no pior dos casos, poder levar ao bloqueio desta conta. Integre o canal com outras soluções que favoreçam uma experiência fluída e enriquecida, e que permitam a finalização de jornadas completas dentro do próprio aplicativo como, por exemplo, o uso de botões interativos para pagamentos diretamente na conversa.

Sua união com outros recursos como CRMs, plataformas de automação de marketing, sistemas de pagamento, ferramentas de analytics e canais de fallback também é estratégico para elevar a eficiência de suas campanhas, incluindo mecanismos de redirecionamento automático para RCS, SMS ou atendimento humano, assegurando a continuidade da comunicação mesmo em situações de falha de entrega.

O WhatsApp transcende o papel de um simples aplicativo de mensagens para se tornar um pilar estratégico na construção de relações sólidas entre empresas e consumidores, capaz de otimizar o atendimento, personalizar a comunicação e humanizar a interação. Seu investimento com inteligência proporcionará uma conexão genuína entre as partes, se tornando um canal essencial para melhorar a experiência do cliente e, com isso, elevar os resultados das marcas.

*Allanis Grum é Product Manager de Rich Content da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot e RCS.

O Dia da Mídia Social e sua importância estratégica em propaganda e marketing

Por Josué Brazil (com uma ajuda de IA)

Neste Dia da Mídia Social, é essencial refletir sobre como as plataformas digitais evoluíram de meros canais de relacionamento para pilares fundamentais das estratégias de propaganda e marketing. Os números mais recentes reforçam essa transformação:

  • 5,42 bilhões de usuários globais estão ativos nas redes sociais em 2025, navegando em média por 6,83 plataformas por mês (sproutsocial.com). Esse alcance massivo comprova o poder de segmentação e visibilidade que as marcas podem conquistar.
  • Os investimentos em anúncios nas redes sociais devem atingir US$ 276,7 bilhões em 2025, equivalendo a aproximadamente 33 % de todo o gasto em publicidade digital (sproutsocial.com). Isso significa que, em cada três dólares gastos em marketing digital, um é destinado às redes.
  • Os gastos com vídeo social — segmento responsável por formats altamente envolventes, como Reels e Shorts — também cresceram: US$ 23,7 bilhões em 2024, com previsão de US$ 27,2 bilhões em 2025, crescendo cerca de 14 % (iab.com).
  • A influência social nas decisões de compra já é evidente: 80 % dos profissionais de marketing acreditam que os consumidores comprarão com mais frequência diretamente por aplicativos sociais, e 66 % consideram conteúdos humorísticos os mais eficazes (hubspot.com).

Esses dados mostram que mídias sociais não são apenas vitrines: são ambientes onde marcas construem autoridade, geram conversas e convertem cliques em receita. O ROI é mensurável em métricas de engajamento, tráfego e vendas — especialmente agora que 54 % dos usuários pesquisam produtos nas redes, e 57 % declaram que são influenciados nos hábitos de compra por essas plataformas .

O que esse Dia da Mídia Social representa para profissionais?

  • Estratégias multicanais: com usuários ativos em quase 7 redes diferentes, campanhas devem ser adaptadas para cada plataforma .
  • Conteúdo em vídeo em destaque: formatos como Reels, Shorts e TikToks são fundamentais para manter a atenção do público.
  • Personalização e engajamento: anúncios personalizados — suportados por dados — geram resultados superiores; 68 % dos profissionais citam aumento de performance por esse motivo (medium.com e theaustralian.com.au).
  • Crescimento da Social Commerce: comprar por apps sociais deixou de ser tendência para se tornar realidade — especialmente no público entre 18 e 44 anos (seo.com.).

Diálogo e vendas

Nas mãos certas, a mídia social se torna uma máquina de diálogo e vendas. O Dia da Mídia Social é mais do que uma efeméride: é um convite para repensar estratégias, investir em conteúdo relevante e aproveitar oportunidades emergentes — como vídeos curtos, social commerce e IA. Marcas que entenderem esse papel estarão bem posicionadas para engajar, inspirar e converter públicos cada vez mais exigentes.

Fontes selecionadas

  • Sprout Social: estatísticas sobre usuários e gastos globais – smartinsights.com

  • DataReportal / Statista: proporção do investimento em social dentro do digital – datareportal.com

  • IAB: crescimento em vídeo social – iab.com

  • HubSpot: previsões de Social Commerce e formatos eficazes

  • PorchGroupMedia: influência social nas decisões de compra – porchgroupmedia.com

Flexibilidade pode ser a força que falta na sua estratégia

O marketing não pode mais se dar ao luxo de ser inflexível

Por Simone Cyrineu*

O comportamento do consumidor muda a cada instante, influenciado por tendências, notícias e contextos que surgem em tempo real. Nesse cenário, seguir planos longos e engessados é uma estratégia arriscada que pode levar à desconexão com o público.

Um exemplo recente que reforça a importância da agilidade é a estratégia de marketing da novela Beleza Fatal, que com certeza você ouviu falar por aí.

De acordo com o artigo, “A estratégia de Beleza Fatal: o conceito de novelão no streaming” publicado recentemente no portal Meio & Mensagem, diferentemente de campanhas mais convencionais, a equipe de marketing adotou um modelo responsivo, baseado em dados colhidos em tempo real e ajustes frequentes, ou seja, ao invés de ter um longo planejamento, o próximo passo era o foco.

O resultado foi um engajamento consistentemente elevado e uma conversa constante nas redes sociais.

Mas o que exatamente podemos aprender com esse caso?

A lição que a divulgação da novela nos traz é que a combinação de planejamento e flexibilidade é imprescindível.

A campanha inicial, pensada para atrair atenção, foi rapidamente adaptada com base nos dados de desempenho e nas reações do público nas mídias, episódios que geravam mais discussão nas redes sociais recebiam reforços publicitários, enquanto os personagens que mais engajavam eram colocados em destaque nas próximas semanas.

Isso manteve a relevância da novela e também criou uma conexão mais forte com a audiência.

Ao adotar essa postura, os produtores demonstraram que não apenas ouviram o público, mas responderam a ele de forma proativa.

Esse é o cerne do marketing ágil: usar dados para tomar decisões rápidas e fundamentadas, permitindo ajustes contínuos e mantendo a campanha alinhada com as expectativas e necessidades do consumidor.

Durante muito tempo, o marketing foi visto como uma disciplina que exigia um planejamento extenso e detalhado antes de qualquer execução.

A ideia de que “se planejarmos bem o suficiente, tudo vai dar certo” ainda permeia muitas organizações. No entanto, a realidade é que o mercado e os consumidores mudam mais rápido do que qualquer planejamento pode prever.

Isso não significa que o planejamento deva ser abandonado, pelo contrário, ele é essencial para traçar direções, objetivos e conceitos.

Mas o segredo está em pensar menor: dividir grandes planos em partes menores, que possam ser testadas e ajustadas ao longo do caminho, em vez de mirar em um resultado perfeito ao final de uma campanha de seis meses, por exemplo, o foco deve estar em conquistas menores e incrementais ao longo de cada semana ou mês.

A estratégia de pensar menor e ajustar continuamente oferece benefícios para qualquer tipo de produto ou serviço.

Ao monitorar dados em tempo real e ajustar a estratégia, é possível garantir que sua mensagem continue relevante para o público.

Campanhas que não estão funcionando podem ser ajustadas rapidamente, evitando desperdícios de tempo e recursos.

Responder às demandas e preferências do consumidor em tempo real cria conexão e aumenta a lealdade à marca.

Ajustes frequentes permitem testar novas ideias e formatos sem comprometer toda a campanha.

Você pode até me perguntar agora: “Tudo isso é muito lindo, mas como implementar no meu modelo de negócio?”

  1. O que é essencial é a vontade e a abertura para adotar uma abordagem mais adaptativa que requer algumas mudanças no modelo de trabalho e de criação.
  2. Invista em dados e tecnologia: Ferramentas de monitoramento e pessoal dedicado à análise em tempo real são indispensáveis para identificar o que está funcionando e o que precisa ser ajustado;
  3. Crie ciclos curtos: Planeje campanhas em sprints, com revisões frequentes, em vez de prazos longos e fixos;
  4. Empodere sua equipe: Dê autonomia para que os times tomem decisões rápidas, sem burocracia;
  5. Teste e aprenda: Encoraje experimentação constante, até mesmo erros podem ser valiosos para encontrar o melhor caminho.

E claro, adotar a mentalidade de “pensar menor” não significa limitar a visão.

É o exato oposto, trata-se de criar uma base sólida para um crescimento mais consistente e significativo, pequenos passos ajustados continuamente podem levar a conquistas maiores e mais sustentáveis.

Assim como na estratégia de Beleza Fatal, o foco está em manter uma relação ativa com o consumidor, garantindo que o marketing esteja sempre em sintonia com o público e suas expectativas.

No final das contas, flexibilidade é força.

*Simone Cyrineu é CEO e fundadora da thanks for sharing