Autenticidade vs. Artificialidade no branding: o desafio das marcas na era da IA

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Amanda Paribello Mantovani*

Você sente que está falando com marcas ou com máquinas? Em 2025, essa dúvida tornou-se rotina para consumidores cada vez mais atentos — e impacientes. No universo saturado por mensagens automatizadas, a autenticidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma questão de sobrevivência para as marcas.

A popularização da inteligência artificial no marketing trouxe ganhos evidentes: eficiência operacional, personalização em escala e agilidade na produção de conteúdo. Segundo dados da Salesforce, 68% dos líderes de marketing globais já utilizam IA generativa em suas campanhas. No entanto, apenas pouco mais da metade acredita que está usando essa tecnologia de forma realmente criativa e autêntica. O resultado disso é um aumento de campanhas genéricas, diálogos frios e experiências impessoais, que acabam distanciando as marcas de seus públicos.

O público, cada vez mais consciente e crítico, reconhece rapidamente discursos vazios ou desalinhados com a prática. De acordo com o Edelman Trust Barometer 2024, 71% dos consumidores abandonam marcas que soam artificiais ou descoladas da realidade. A confiança, hoje, não nasce de promessas, mas da coerência entre o que a marca diz e o que ela realmente entrega. E não há algoritmo capaz de sustentar essa consistência sem propósito.

É nesse cenário que ganha força o conceito de branding híbrido, no qual a tecnologia é usada como aliada — e não como substituta — do toque humano. A IA pode ser poderosa para gerar insights, antecipar comportamentos e personalizar jornadas, mas o conteúdo precisa continuar sendo construído com emoção, empatia e senso de comunidade. A tecnologia deve liberar tempo das equipes para que elas pensem estrategicamente e criem com mais profundidade, e não apenas acelerar a produção de mensagens automáticas.

Para manter a autenticidade em tempos digitais, algumas práticas têm se mostrado eficazes. A primeira delas é a transparência: consumidores querem saber quando estão interagindo com uma máquina e quando existe envolvimento humano real. A clareza nesse processo aumenta a confiança e fortalece o vínculo com a marca. Outra prática essencial é manter consistência no tom de voz. A identidade precisa ser preservada em todos os pontos de contato, mesmo com o uso de ferramentas automatizadas. Além disso, é cada vez mais relevante incluir o consumidor como parte ativa da narrativa, escutando suas opiniões e cocriando experiências em tempo real.

O mercado também começa a priorizar parcerias com influenciadores autênticos e comunidades reais. Em vez de apostar apenas em grandes celebridades, marcas têm investido em microinfluenciadores que possuem forte identificação com nichos específicos. A lógica é simples: confiança e relevância pesam mais do que alcance bruto. A personalização, nesse novo cenário, só faz sentido quando está a serviço de experiências que gerem pertencimento e conexão genuína.

A era da inteligência artificial não representa o fim da autenticidade — ao contrário, ela a coloca à prova. Marcas que conseguirem equilibrar eficiência tecnológica com humanidade verdadeira vão liderar o movimento de reconexão com as pessoas. Porque, no fim das contas, o público não quer perfeição. Quer verdade.

*Amanda Paribello Mantovani é especialista em marketing e eventos, atua no desenvolvimento de estratégias criativas para fortalecer marcas, engajar públicos e potencializar resultados. Com sólida experiência em planejamento, organização e execução de eventos corporativos e campanhas de comunicação, alia visão analítica à paixão por inovação e relacionamento, entregando experiências memoráveis e impacto real para empresas e clientes.

No mood ‘engenheiro’, Colinas Shopping segue investindo em melhorias

Nova comunicação visual e letreiros na fachada; modernização da Praça de Eventos, com novo elevador panorâmico; reforma de banheiros; construção de passarela para pedestres e iluminação (LED) do estacionamento são destaques

Shopping também lança novo filme institucional, reforçando a imagem do Colinas como um local de encontros e memórias

Investimento em 2025 é de R$ 11 milhões

Após completar 28 anos, o Colinas Shopping segue com os olhos no futuro, com investimentos de R$ 11 milhões em melhorias até o fim de 2025, que contemplam principalmente obras em infraestrutura e modernização do mall.

“As obras de melhoria visam garantir mais segurança, economia e eficiência, sendo executadas em etapas, para minimizar os impactos no dia a dia de parceiros e clientes”, afirma a superintendente do Colinas Shopping, Elza da Mota Santos.

“Após finalizar projetos tão importantes, como a comunicação e sinalização visuais, novo sistema de iluminação em LED do estacionamento e letreiros novos na fachada, agora é o momento de olharmos para dentro do nosso mall, para entregar uma nova praça de eventos, mais bonita e sofisticada”, completa Evandro Crivelari, gerente de Operações do Colinas Shopping.

No espaço, a instalação do novo elevador panorâmico já está na fase final, e os trabalhos de troca de piso e retrofit das colunas, paredes e teto começaram nesta semana.

Em paralelo, o Colinas Shopping finaliza a construção da passarela coberta para pedestres no Bolsão B do estacionamento, além de melhorias viárias e de iluminação. Na sequência, também serão modernizados os banheiros, com uma reforma completa para levar mais comodidade aos clientes.

Comunicação

Também para celebrar as quase três décadas de história, o Colinas Shopping lança uma nova campanha institucional, reforçando os laços com o cotidiano dos clientes que passam diariamente pelo shopping. O novo vídeo já está disponível nas redes sociais, em comerciais nas emissoras de TV aberta e em portais de notícias.

“Propusemos uma homenagem a tantas e tantas histórias que vemos acontecendo diariamente aqui dentro do Colinas. Somos um centro comercial, mas também um lugar de encontros, de memórias. E se temos investimento, com obras no complexo, é porque queremos continuar sendo esse espaço de encontros, esse espaço onde a vida acontece, seja na infância, na adolescência, na juventude ou na terceira idade”, explica Margarete Sato, gerente de Marketing do Colinas Shopping.

O Colinas Shopping ainda investiu na otimização do seu site e aplicativo, que contam com visual novo e ajustes para garantir mais agilidade na navegação, com uma melhor experiência de navegação para os usuários, principalmente em dispositivos mobile.

O app, com cerca de 20 mil pessoas cadastradas, também ganhou novas funcionalidades, com uma interface aprimorada para os usuários acessarem a programação, promoções, descontos e vouchers.

Emerson Marietto, CEO do Grupo Colinas, ressalta a estratégia de investimentos. “É uma renovação para um novo ciclo, para termos um shopping novinho. Estamos olhando 50 anos para frente, pensando em ciclos futuros, enxergando potencial de redesenhar esse corpo do complexo”.

Campanha institucional ‘A gente se encontra aqui’:

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Psicologia do consumidor: como ela pode transformar a estratégia de vendas?

Por Renata Reis*

Em um mundo onde a atenção do consumidor é escassa e as opções são infinitas, o cliente não quer só ser ouvido: ele quer se sentir compreendido, de forma quase preditiva. Decifrar seu comportamento, desejos e expectativas não é mais um diferencial, mas sim uma necessidade estratégica para impulsionar vendas e construir relacionamentos duradouros – algo que pode ser muito bem estruturado e conquistado através da psicologia do consumidor.

Vivemos a era do cliente híbrido: que transita entre o racional e o emocional, entre o físico e o digital. O desafio, portanto, não está apenas em coletar dados a respeito de seu perfil e preferências, mas em extrair significados relevantes em tempo real e agir com empatia e personalização neste atendimento. Afinal, seu comportamento evolui junto com o contexto, a tecnologia e o próprio sistema de crenças de onde está inserido.

Segundo um estudo da Harvard Business Review, entre 85% e 95% das decisões de compra, hoje, são impulsionadas por fatores inconscientes e emocionais. O pertencimento e a validação social são pontos que se destacam nesse sentido, uma vez que o consumidor não quer mais, apenas, comprar um produto, mas se ver representado na marca, adquirindo uma causa, uma comunidade, e um estilo de vida.

Marcas que criam experiências fluidas, rápidas e personalizadas geram uma maior sensação de cuidado, o que ativa o sistema límbico da decisão. O fator “segurança” se sobrepõe ao “preço”, onde provas sociais, garantia, comunicação clara e reputação se tornaram os grandes influenciadores atualmente. Estratégias, portanto, que criem conexões emocionais profundas com os consumidores, capazes de proporcionar resultados bastante positivos para o destaque competitivo.

Empresas que colocam o comportamento do cliente no centro da estratégia conseguem reduzir o CAC (Customer Acquisition Cost) com mensagens mais assertivas; elevar o LTV (Lifetime Value) ao criar vínculos emocionais duradouros; e obter ciclos de vendas mais ágeis, antecipando objeções com conteúdos relevantes. Aquelas que tiverem esse norte estratégico não só encantarão seu público-alvo, como também criarão uma maior confiança e advocacy, o que no mundo digital, é o maior motor de crescimento orgânico que qualquer negócio pode ter.

Mas, como captar esses dados com qualidade e segurança? Diversas ferramentas robustas podem ser incorporadas nos canais oficiais de comunicação da marca para coletar informações referentes a todo o movimento e jornada que cada usuário tiver em sua jornada no site, incluindo cliques, tempo de permanência, abandono, histórico de compras, interações e dores relatadas. Aplique essas métricas em todos os meios onde seus clientes estiverem (redes sociais, fóruns, reviews), que terão maior chance de compreender o que realmente pensam ou sentem sobre sua marca.

Dê voz ativa a eles, criando um espaço de escuta ativa e sem filtro para que compreendam os sinais de mudanças que devem ser ajustadas imediatamente – o que pode ser feito através de feedbacks diretos ou pesquisas de satisfação, como o eNPS. A interseção desses dados, com inteligência, se transformará em um mapa emocional de decisão estratégico para embasar as tomadas de decisões futuras.

Para transformar esses dados em insights que transformem a estratégia de vendas da sua empresa, aplicar uma segmentação emocional e comportamental é um ponto de partida essencial. Vá além da persona demográfica, e crie clusters por necessidade, valor percebido e estado emocional. Com essas informações em mãos, troque os famosos pitches de vendas por narrativas envolventes. O cérebro humano responde mais à emoção do que à lógica, e uma boa história converte mais do que uma lista de benefícios.

Explore, também, a automação para entregar a mensagem certa, no canal certo, no momento certo — mas com autenticidade, não só escala. E, acima de tudo, não se prenda a um único plano: teste, aprenda e ajuste sempre. O que encanta um cliente hoje, pode ser irrelevante amanhã, o que não a torna uma ciência exata, mas algo vivo e em constante evolução.

A psicologia do consumidor é um dos maiores ativos não declarados das empresas, capaz de gerar receita previsível, relacionamento duradouro e vantagem competitiva sustentável. Compreender seus desejos e anseios, atendendo essas demandas com empatia e personalização, é o que impulsionará a imagem de sua marca no mercado junto a uma prosperidade contínua.

*Renata Reis é CRO da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot e RCS.

O Dia da Mídia Social e sua importância estratégica em propaganda e marketing

Por Josué Brazil (com uma ajuda de IA)

Neste Dia da Mídia Social, é essencial refletir sobre como as plataformas digitais evoluíram de meros canais de relacionamento para pilares fundamentais das estratégias de propaganda e marketing. Os números mais recentes reforçam essa transformação:

  • 5,42 bilhões de usuários globais estão ativos nas redes sociais em 2025, navegando em média por 6,83 plataformas por mês (sproutsocial.com). Esse alcance massivo comprova o poder de segmentação e visibilidade que as marcas podem conquistar.
  • Os investimentos em anúncios nas redes sociais devem atingir US$ 276,7 bilhões em 2025, equivalendo a aproximadamente 33 % de todo o gasto em publicidade digital (sproutsocial.com). Isso significa que, em cada três dólares gastos em marketing digital, um é destinado às redes.
  • Os gastos com vídeo social — segmento responsável por formats altamente envolventes, como Reels e Shorts — também cresceram: US$ 23,7 bilhões em 2024, com previsão de US$ 27,2 bilhões em 2025, crescendo cerca de 14 % (iab.com).
  • A influência social nas decisões de compra já é evidente: 80 % dos profissionais de marketing acreditam que os consumidores comprarão com mais frequência diretamente por aplicativos sociais, e 66 % consideram conteúdos humorísticos os mais eficazes (hubspot.com).

Esses dados mostram que mídias sociais não são apenas vitrines: são ambientes onde marcas construem autoridade, geram conversas e convertem cliques em receita. O ROI é mensurável em métricas de engajamento, tráfego e vendas — especialmente agora que 54 % dos usuários pesquisam produtos nas redes, e 57 % declaram que são influenciados nos hábitos de compra por essas plataformas .

O que esse Dia da Mídia Social representa para profissionais?

  • Estratégias multicanais: com usuários ativos em quase 7 redes diferentes, campanhas devem ser adaptadas para cada plataforma .
  • Conteúdo em vídeo em destaque: formatos como Reels, Shorts e TikToks são fundamentais para manter a atenção do público.
  • Personalização e engajamento: anúncios personalizados — suportados por dados — geram resultados superiores; 68 % dos profissionais citam aumento de performance por esse motivo (medium.com e theaustralian.com.au).
  • Crescimento da Social Commerce: comprar por apps sociais deixou de ser tendência para se tornar realidade — especialmente no público entre 18 e 44 anos (seo.com.).

Diálogo e vendas

Nas mãos certas, a mídia social se torna uma máquina de diálogo e vendas. O Dia da Mídia Social é mais do que uma efeméride: é um convite para repensar estratégias, investir em conteúdo relevante e aproveitar oportunidades emergentes — como vídeos curtos, social commerce e IA. Marcas que entenderem esse papel estarão bem posicionadas para engajar, inspirar e converter públicos cada vez mais exigentes.

Fontes selecionadas

  • Sprout Social: estatísticas sobre usuários e gastos globais – smartinsights.com

  • DataReportal / Statista: proporção do investimento em social dentro do digital – datareportal.com

  • IAB: crescimento em vídeo social – iab.com

  • HubSpot: previsões de Social Commerce e formatos eficazes

  • PorchGroupMedia: influência social nas decisões de compra – porchgroupmedia.com