Em uma iniciativa da nova diretoria executiva nacional da APP Brasil (Associação dos Profissionais de Propaganda), comandada por Toni Valente, a APP Vale do Paraíba está de volta.
A associação regional ressurge em novo formato, proposto e apresentado em reunião ontem, 20 de abril, com algumas lideranças do mercado regional. O novo formato é mais simples, horizontal, sem a necessidade de CNPJ e cargos de diretoria. O mesmo formato vem sendo implementado em outras regiões do estado de SP e até em outros estados sob a presidência de Silvio Soledade.
Participaram da reunião remota algumas lideranças de diferentes setores do mercado valeparaibano de comunicação e propaganda e também Toni Valente e Silvio Soledade, da APP Brasil. Estas lideranças formarão a diretoria executiva regional e cuidarão da ampliação das atividades da APP Vale do Paraíba.
Os profissionais são:
Karina Dias – diretora da ACOM – Central de Comunicação da Universidade de Taubaté;
Giselle Estefano – Diretora do Grupo Band Vale;
Bianca Totti – CEO da Código Br, de SJCampos;
Josué Brazil – professor, diretor do departamento de Comunicação Social da Unitau e coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Unitau;
Gustavo Gobbato – CEO da Alchemy ,de SJCampos;
Thiago Alves, CEO da Verge, de Taubaté
Ricardo Corbani, sócio da Decoli Mídia, de Taubaté
Eduardo Spinelli, sócio da Molotov, de Taubaté;
Cassio Rosa, sócio da KMS Comunicação, de SJCampos.
Em breve teremos mais informações e novidades desta nova APP Vale do Paraíba. Fica a torcida e todo apoio do Publicitando para que esta retomada obtenha êxito, pois há muito este blog reclama da falta de iniciativas deste tipo em nossa região.
Consumidores e profissionais estão mais atentos ao posicionamento das marcas na pandemia
Apesar das incertezas, é fato que momentos de crise exigem estratégias diferentes. Segundo levantamento de mercado recente, feito pelo Instituto de Pesquisa & Data Analytics Croma Insights, com o objetivo de observar o comportamento dos brasileiros na pandemia, demonstrou que 89% dos entrevistados afirmam que o impacto do posicionamento das marcas no período é positivo e mais de 60% dizem que essas atitudes os fazem querer consumir produtos ou serviços dessas empresas, validando, inclusive, a fidelidade no pós-pandemia.
Como não há previsão de quando a crise sanitária irá terminar, o que afeta diretamente o cenário econômico, investir na gestão e no fortalecimento de marca pode realmente alavancar os resultados. O branding está relacionado em como os stakeholders enxergam o empreendimento. Isso inclui os colaboradores, clientes, fornecedores, investidores, executivos, o mercado e qualquer outro público que interage com a empresa. “As ações de branding ajudam a desenvolver resultados de médio e longo prazo, para que a marca esteja no topo da lista de opções de um cliente, principalmente na hora da decisão de compra”, comenta Caio Cunha, co-fundador da WSI Consultoria.
O foco do branding é fazer com que a marca tenha uma boa reputação dentro e fora dela, investindo em melhorias para todos os envolvidos. Com a chegada de novos consumidores e profissionais mais jovens no mercado, que naturalmente têm uma nova roupagem e visão sobre o trabalho, é preciso compreender o quanto os princípios da marca são fundamentais, já que serão colocados ainda mais em evidência nesse momento de crise. Todas as ações, estratégias e planos devem consolidar a marca no mercado.
Vale lembrar que a pandemia acelerou o processo de digitalização, trazendo luz às soluções digitais e reforçando o quanto é importante saber se posicionar (e como se comunicar adequadamente) em um mundo hiperconectado. Nesse sentido, é preciso cautela para não surfar nas ondas do momento, sabendo focar naquilo que condiz com a atuação, o propósito e os valores da empresa. “A força dessa marca vai mostrar como ela se comunica com o público em geral e qual o grau de lealdade desse público com a empresa, seus produtos e serviços”, completa o CEO.
Investimentos em branding, junto com esforços de mídias sociais e despesas operacionais de marketing, é uma das principais forças nesse momento de crise. Para os executivos que pretendem investir na gestão de marca, o primeiro passo é entender o cenário atual do negócio, definindo com clareza propósito, missão, valores, produtos e serviços, para estabelecer a estratégia de divulgação e os formatos de contato e interação com os clientes e não clientes. Além disso, é fundamental conhecer a fundo a audiência, realizar pesquisas para entender os motivadores de compra, comparar com os concorrentes, e, a partir disso, escolher as ferramentas e os equipamentos corretos para construir um branding eficiente. Em tempos de mudanças, é importante ter um posicionamento coerente e manter a transparência em todos os pontos de contato com o consumidor.
Ficou visível que a crise mudou a atenção principal dos clientes: não é mais para preços, nem inovação. Os consumidores agora miram no relacionamento, na qualidade do produto e qualidade dos serviços, nessa ordem. “É preciso analisar os detalhes da marca, como nome, design, logo, identidade visual, propósito, valores, qual é a voz da empresa, que emoções ela busca gerar na audiência, etc. O objetivo é entregar o que promete, se relacionar efetivamente com o cliente, despertar desejo, entregar valor e ser consistente”, finaliza Cunha.
*Caio Cunha é Presidente da WSI Master Brasil, co-Fundador da WSI Consultoria e membro do Global WSI Internet Consultancy Advisory Board. Com mais de 25 anos de experiência na indústria de tecnologia, atingiu cargos executivos de alto nível, em grandes empresas multinacionais como PWC (com clientes IBM e Unisys), SAP e Hitachi Data Systems, no Brasil e no exterior. Ao longo de sua carreira, participou em programas de desenvolvimento profissional em universidades como a Stanford University, na Califórnia, e no IMD Internacional, na Suíça. Tem MBA em finanças pelo IBMEC e é graduado em Administração de Empresas pela PUC, com dois anos na Roosevelt University, em Chicago.
Documento traz informações para causar impacto positivo, seja para marcas Superativistas, Quebra-paradigmas, Ousadas ou Responsáveis
A CBA B+G, agência do grupo WPP especializada em branding, design, pesquisa e inovação, apresenta o estudo “Marcas Ativistas”, que traz um conjunto de reflexões e lições para ajudar as marcas a entenderem diferentes tipos, níveis e possibilidade de ativismo, bem como os riscos e benefícios para aqueles que decidem “levantar sua voz”.
No atual contexto social e de negócios, apenas ter um posicionamento não é mais suficiente para as marcas, que precisam construir um engajamento autêntico com uma ou mais causas para se manterem competitivas em seus segmentos de negócios. Porém, muitas ficam pelo caminho e acabam soando oportunistas ou incoerentes com seus valores reais, podendo até sofrer boicotes em um ambiente em que cada deslize pode ser fatal. Nesse cenário, “Marcas Ativistas” se propõe a indicar caminhos para evitar estratégias que podem não dar certo.
“Se bem trilhados, esses caminhos podem levar a um engajamento real e duradouro com os consumidores. As marcas estão desafiadas a construir seu território de impacto positivo, pois a simples posição baseada na troca por produtos e serviços, associada à neutralidade em relação a temas relevantes como racismo, questões de gênero, feminismo e meio ambiente já não alimenta mais o vigor de suas ofertas .Não se posicionar pode transmitir a ideia de consentimento, enquanto emitir opiniões de forma superficial pode ser lido como hipocrisia, se o discurso não vier acompanhado de ações concretas e condizentes com seu DNA”, avalia Luis Bartolomei, sócio-fundador, CEO e head de criação da CBA B+G.
As marcas não têm mais escolha: precisam se arriscar mais. “Sem dúvidas existem riscos no envolvimento de uma marca em causas relevantes para os indivíduos. Entretanto, muitos exemplos reais têm nos mostrado que agir ainda é melhor do que não se posicionar, mesmo que o impacto seja pequeno, e desde que a ação seja direcionada por verdade e transparência”, completa Carolina Barruffini, diretora de branding da agência.
Um dos aspectos que o estudo aprofunda é o tipo e nível de ativismo das principais marcas, o que ajuda a identificar o melhor perfil de cada uma. Os quatro tipos são as “Superativistas”, militantes desde sua fundação (como Patagonia, Ben & Jerry’s e outras); as “Quebra-Paradigmas”, inovadoras e pioneiras em seus negócios (Fazenda Futuro, Impossible Burger e Fenty Beauty são exemplos); as “Ousadas”, que defendem seus valores e causas de forma coerente, buscando incentivar discussões, mesmo que isso signifique não agradar a todos (Starbucks, Nike e Boticário, por exemplo); e as “Responsáveis”, empresas que têm iniciativas corporativas que beneficiam causas, mas sem engajamento de forma tão visível entre as sub-marcas (Nestlé e a iniciativa Cocoa Plan, por exemplo).
A partir das observações, a CBA B+G identificou Os Oito Passos do Impacto Positivo, que servem como guia para as marcas se engajarem em uma causa de forma perene e autêntica, minimizando riscos:
1. Desenhar um posicionamento claro e poderoso – Qual é a razão de existir e as crenças da marca? Qual seu DNA, sua personalidade e quem é o seu público-alvo?
2. Escolher batalhas – identificar as causas que a marca tem credibilidade para defender.
3. Definir os stakeholders –quem a marca impacta, de forma indireta ou direta, externa e interna?
4. Olhar para o histórico da marca (e seu momento presente) – revisitar ações, afirmações e campanhas anteriores para avaliar a credibilidade para se engajar em um assunto.
5. Definir o perfil de engajamento – onde faz mais sentido para a marca estar hoje e qual sua ambição para o futuro?
6. Identificar riscos potenciais – Quanto mais peso tiver a marca, mais ela precisa avaliar os riscos e benefícios antes de tomar qualquer posicionamento
7. Walk the talk – A marca não sobrevive de promessas, grandes discursos ou campanhas impactantes sem ações significativas e reais
8. Escutar os feedbacks –Monitorar a relação ‘promessa versus expectativa atendida’ pode determinar a saúde e a reputação da marca.
O estudo completo se encontra à disposição neste link.
Com mais engajamento que Anitta, Beyoncé, Kim Kardashian e Cristiano Ronaldo, a sister mais querida do país escapa do paredão e conta com o apoio de um time de social media parrudo
Se você assiste ou não o BBB 2021, em algum momento já deve ter tido contato com o nome Juliette Freire em suas redes sociais. Em nove semanas de programa, essa advogada virou um dos perfis de maior engajamento de todo o país. De acordo com o Hype Auditor, o perfil da sister ocupa a 17ª posição do ranking dos mil maiores influenciadores do Instagram no Brasil, 172ª na posição global.
Mas o que causou esse fenômeno? É claro que, em partes, o próprio alcance do Big Brother Brasil, um dos maiores sucessos da Rede Globo. Mas, o que muitos desconhecem é que todo esse engajamento é estimulado por uma equipe de 20 pessoas. Maria Tereza Falcão é a head de social media dos perfis de @juliette.freire e está à frente deste trabalho que alavancou a imagem da sister em diversas redes sociais (Instagram, Twitter, Facebook, Tik Tok e em grupos de Telegram). A profissional assumiu essa responsabilidade após o convite de Huayna Tejoé, um amigo de Juliette, logo que a participante foi anunciada como membro da edição.
Luiza Antoniolli_Coordenadora de Mídias Sociais na Macfor_Especialista em Marketing Digital
Antes do programa, o perfil da paraibana no Instagram, por exemplo, tinha pouco mais de 3 mil seguidores. Hoje (31), após Juliette se livrar do paredão, esse número já alcança a marca de 17,6 milhões, um crescimento vertiginoso, já que em uma semana ela ganhou mais de 2 milhões de seguidores. O trabalho feito pelo time de social media da advogada é tão consistente que, em pouquíssimo tempo, conseguiu com que a sister superasse o engajamento das pop stars Beyoncé e Anitta, duas celebridades mundialmente conhecidas.
Outro exemplo, é que ao atingir a marca de 17 milhões de seguidores no Instagram, para celebrar o novo marco, como é de praxe, os administradores da página postaram uma arte com a foto da participante do BBB. Era um agradecimento da maquiadora usando como mote “16+1”. A publicação teve um boom de engajamento, pois os internautas identificaram a indireta ao presidente Jair Bolsonaro. 17 foi o número que elegeu o político nas urnas em 2018, talvez por isso não foi utilizado de forma explícita.
Com engajamento superior à Kim Kardashian, socialite norte-americana e ícone das redes sociais no mundo, e quase 5% a mais de engajamento que Cristiano Ronaldo, famoso jogador de futebol português, que tem o maior número de seguidores no mundo, dentro do Instagram, hoje, o perfil de Juliette bateu mais um recorde. Em seis (6) minutos, uma de suas fotos superou a marca de 1 milhão de curtidas, marca alcançada anteriormente pela cantora americana Billie Elish.
Esse frenesi não acontece somente no Instagram, a advogada e maquiadora (como Juliette se denomina) também possui números expressivos e acima de seis dígitos em outras redes sociais. No Tik Tok, por exemplo, são 3 milhões de seguidores, no Twitter 1,5 milhão e no Facebook mais de 200 mil. No Twitter, o nome da sister frequentemente está entre os trending topics (tópicos mais comentados).
Potencial de mídia e geração de negócios
Toda essa visibilidade tem atraído a atenção de marcas patrocinadoras do BBB, como Avon, PicPay, Fiat, Hoteis.com e Americanas, que também aproveitam a popularidade dessa sister para alcançar a audiência de seus seguidores. De acordo com Luiza Antoniolli, coordenadora de mídias sociais da Macfor, agência de marketing digital full service, como a sister está confinada não deve fazer ideia da fama que possui. “Juliette tem a equipe de social media mais eficiente já vista na história dos BBBs e os conteúdos que geram sobre ela estimula esse engajamento diferenciado”, comenta.
Segundo Luiza, o engajamento que esse time alcançou é capaz de ser mais lucrativo para Juliette do que se ela ganhar o prêmio do BBB, por exemplo. “A visibilidade que conquistaram até aqui, poderá garantir à sister contratos bem superiores ao R$1,5 milhão pagos pelo programa da rede Globo. Há inúmeras oportunidades de negócios para advogada. As cifras podem ser bem mais altas do que isso”, revela a coordenadora de mídias sociais da Macfor.
Por coincidência, essa edição do BBB tem atraído a atenção do público devido a um enorme volume de fake news, curiosamente, boa parte delas envolvem o nome de Juliette. A especialista Luiza prefere não atribuir tais feitos às estratégias de marketing, mas pondera que a construção da personagem humilde e popular nas redes sociais atrai o carisma do público, que se identifica com a sister e vê nela alguém que possa representá-lo.
“Já vi fãs comentarem que é a primeira vez que a TV mostra o seu jeito de falar em horário nobre. Além disso, a narrativa das redes de Juliette segue as vivências da paraibana no programa 24 horas e permite que os seguidores sintam na pele as dores de mulheres nordestinas ao expor o preconceito que sofrem”, explica Luiza.
A especialista também esclarece que as equipes de redes sociais, que cuidam dos participantes do BBB, estão ficando cada vez mais maiores e profissionalizadas, trazendo estratégias de comunicação de ponta, para trabalhar a imagem dos brothers. Na edição passada, a Boca Rosa e Manu Gavassi foram destaques com mega produções.
Luiza conta ainda que a maioria das pessoas acha que as redes sociais são fáceis de mexer e administrar, mas não é bem assim. “Para atingir esse feito incrível, a equipe de Juliette conta com o trabalho de 20 profissionais, entre eles estão especialistas como: social medias, designers, redatores, videomakers, gerenciamento das contas, analista de directs (quem responde as interações nas redes, uma espécie de SAC), gestor de conteúdo e assim vai… Ou seja, é preciso um time parrudo e capacitado para alcançar essas marcas históricas”, revela.
Apesar disso, Luiza motiva aqueles que querem tentar fazer isso sozinho. “Mesmo sendo um caminho muito mais longo e difícil, acredite, é possível ganhar holofotes nas redes sociais. Mas, caso queira uma trajetória meteórica como a de Juliette, o melhor é contar com o trabalho de profissionais, agências de marketing digital, por exemplo, poderão aumentar exponencialmente suas chances, pense nisso”, conclui.
Fonte: Macfor – Deborah Reis – Public Relations Manager