Robôs mapeiam a jornada do consumidor

Robôs já superam a capacidade do Google em mapear a jornada do consumidor

por Rodrigo Cunha *

O uso das novas tecnologias como BIG DATA e Inteligência Artificial trouxe o consumidor ao centro do negócio e agora as empresas estão indo além. Os conceitos mais modernos envolvem entregar uma experiência customizada e os sites, inclusive, podem se adaptar automaticamente de acordo com o perfil de quem navega, mesmo que o internauta não esteja logado. Este é apenas um dos inúmeros avanços das aplicações da AI para o marketing e vendas no e-commerce.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

Enquanto o Google trabalha com análises estatísticas, fornecendo dados gerais sobre o público que visita o site, o que já é um bom começo, existem ferramentas mais avançadas que permitem traçar em milissegundos qual é a persona por traz dos cliques. Isso sem precisar de login, invadir endereço IP ou usar qualquer artimanha que venha a ferir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

No fundo, o que está por detrás da “magia” é o aperfeiçoamento dos robôs. Como acontece? Na primeira fase do processo, o algoritmo analisa como ocorrem as navegações dentro do site em um determinado período, que deve ser suficiente para se entender como os usuários se comportam, que caminhos buscam e assim por diante. Tudo o que é relevante para prover uma boa experiência.

Robôs e a jornada do consumidor

Mais de 5 mil variáveis são analisadas para que sejam encontrados padrões de comportamentos. Dentre as variáveis, impactam fatores como a forma como a pessoa manuseia o mouse, a força usada para apertar um botão em apps, a velocidade do click, da digitação, o tipo de linguagem usada e por aí vai. É o que chamamos de biometria comportamental.

Com os dados do passado e continuando a ser alimentada no presente, a AI consegue perceber que persona está ali, mesmo que a pessoa esteja navegando em modo anônimo, pois nenhum dado pessoal é utilizado neste processo. A partir da definição prévia dos perfis é possível prever o seu comportamento e melhorar sua experiência, personalizando determinadas áreas de navegação, o que pode chegar a alterações até no layout do site, como sua cor principal.

A AI está se tornando cada vez mais inteligente, revolucionando processos de venda e a experiência do consumidor, nas mais diversas áreas, basta adaptar o algoritmo à área de aplicação. O próximo passo é a eliminação do tratamento prévio dos dados, ou seja, o próprio robô vai entender o dado bruto e tirar informações dali. Tal processo vai aumentar a efetividade e baratear seus custos de implantação. Não será mais necessária ter uma base de dados, pois o treinamento passa a ser online. O aprendizado será em tempo real.

A facilidade de procurar qualquer coisa simplesmente digitando palavras no Google sempre foi considerada uma das maiores evoluções em termos de atendimento das necessidades das pessoas para o consumo ou qualquer outra atividade. Mas a inevitável marcha da evolução tecnológica está começando a ameaçar também este reinado.

Em pouco tempo até a busca no Google será considerada desnecessária. Estamos caminhando rapidamente para um tempo no qual nem será mais necessário digitar o que queremos. Bastará entrar na rede para sermos reconhecidos e nossa própria navegação dará dicas sobre o que desejamos. A resposta será oferecida quase sem nenhum esforço do consumidor.

* Rodrigo Cunha é sócio diretor da Neurotech, empresa pioneira na aplicação de inteligência artificial para novos negócios no Brasil.

Fonte: Compliance Comunicação – Assessoria de Imprensa

Gestão de crise em tempos de comunicação 4.0

Comunicação e PR frente à Covid-19

por Loraine Ricino, diretora de marketing da GOL Linhas Aéreas

Há pouco mais de 20 anos, uma das principais atividades do profissional de PR era enviar releases a repórteres e editores, via fax, de uma vez só, atingindo o maior número possível de veículos. Hoje em dia, tudo mudou. Vivemos a era da comunicação 4.0, cuja conectividade dita as normas das relações entre as pessoas, entre os consumidores e as empresas e entre as organizações e a imprensa. A internet não é apenas “internet”. Cresceu, multiplicou-se, ganhou até um apêndice denominado Internet of Things, ou Internet das Coisas: chegou ao produto, ao eletrodoméstico, que se tornou capaz de se comunicar com os humanos por meio de dispositivos. Esse turbilhão tecnológico chegou para nos auxiliar, mas trouxe uma série de desafios.

Permanecemos online 24/7. O tempo se comprimiu em minutos, premiando assim a veracidade do que é divulgado e a racionalidade. O planejamento e a criação de um plano de crise, como estamos vivendo com o coronavírus (Covid-19), são cruciais para que as empresas estejam preparadas para enfrentamentos sem data para acabar. Dessa forma, a intencionalidade como determinação se torna fundamental.

Antecipar-se aos fatos se mostrou essencial na formatação de ações rápidas para a detecção e o isolamento de novos casos, uma atitude eficaz contra a disseminação da doença. Basta ver o que as autoridades médicas e o governo local fizeram em Taiwan e Cingapura, hoje entre os cinco países que, de maneira estratégica, estão conseguindo deter o contágio. Esse feito é admirável.

Mas qual foi o diferencial deles? O que essas duas nações fizeram que outras não tiveram a lucidez de implementar? Certamente, acessar dados com rapidez e tomar medidas decisivas. Para além de dispor de um sistema de saúde de primeira linha, no caso de Cingapura, ambos os países coletaram dados com agilidade, identificando, entre outras coisas, portadores assintomáticos que foram postos em quarentena. O reforço dos meios de comunicação na divulgação de notícias sobre o vírus foi essencial.

Se o PR é uma área de grande importância em momentos positivos, imagine em tempos difíceis. Mas leve-se em conta que o mundo não é o mesmo. Estamos todos unidos, à distância, passando por uma adversidade sem precedentes. Portanto, o profissional de comunicação externa apto a conduzir esse barco em mares revoltos é aquele que capta as mudanças, as aceita e consegue antecipar informações, prever o que está por vir. Só assim ele ajudará a empresa a proteger a reputação da marca.

Os relações-públicas são o canal de contato com a imprensa. Papel primordial, desde que encarado de uma forma diferente do passado. Não passamos mais faxes de press releases em uma tacada só, para jornalistas. Precisamos adiantar dados e informações dentro das companhias e transmiti-los de forma que possam ser evidenciados no mundo lá fora.

Se o empresário precisa ter o olhar no futuro, ao relações-públicas cabe ir além: ver o futuro com pegadas históricas. Não bastam as informações relacionadas à crise; pede-se um “de-para” dos dados de origem, estabelecendo sua relação com os acontecimentos do presente. Traçar um plano e estar atento ao mercado, às diferentes audiências, às mudanças de comportamento dos impactados e ao tom da fala dos emissores é imprescindível para que ele consiga interferir nos resultados das organizações. E mais: estar sempre a par dos fatos do cotidiano e à influência de eventualidades indiretas.

Manter o foco no propósito da empresa é fundamental, analisando como a crise pode afetá-lo para, assim, recomendar os melhores caminhos. Nessas horas, o senso de autopreservação organizacional é legítimo. Mas, dependendo da gravidade da turbulência, caso da Covid-19, o ser humano e seu bem-estar devem ser a prioridade número 1, e os relações-públicas precisam ter essa convicção.

Fonte: InPress Porter Novelli

Na atividade

Site novo desenvolvido

A KMS Comunicação, agência localizada em São José dos Campos, fez o redesenho do site da De Biasi Auditores, tornando-o mais moderno e atual. Além disso, o novo projeto contempla a entrada do novo blog e a futura revista digital.

A equipe da KMS fará a  atualização semanal das notícias cotidianas do mercado financeiro e assuntos correlacionados.

Levantamento aponta crescimento no alcance e nos likes de centenas de criadores de conteúdo

Quarentena aumenta em 60% comentários em posts de influenciadores no Instagram

Levantamento feito pela Celebryts nas últimas semanas mostra ainda crescimento de quase 16% no alcance e 9% nos likes de centenas de criadores de conteúdo que estão trabalhando em campanhas com a startup de marketing de influência

A Celebryts, startup focada em marketing de influência, fez um levantamento com centenas de criadores de conteúdo nesta época de quarentena e identificou aumento de 60,89% nos comentários em diferentes posts dos perfis no Instagram destes influenciadores. Além disso, os perfis analisados mostram crescimento de 15,73% de alcance e 9,06% de aumento nos likes dos conteúdos postados.

Os dados foram enviados por influenciadores que estão trabalhando em campanhas com a Celebryts atualmente. Foram analisados três posts de cada criador de conteúdo que correspondem ao período de três semanas: a passada, cuja quarentena começou, e as duas anteriores. O objetivo da análise é identificar o comportamento do mercado neste período, conta Leandro Bravo, co-fundador e CMO da Celebryts. “Temos plena consciência da situação delicada e acreditamos que um dos nossos papéis essenciais é o consultivo. Identificando como o mercado está se comportando, conseguimos ajudar nossos clientes e parceiros a pensar em ações criativas para fortalecer os criadores e as marcas num momento tão delicado como o da pandemia que estamos vivendo”, explica.

Outro ponto identificado foi a diversificação de conteúdos. Os criadores passaram não só a falar de outros temas, além dos nativos de seus canais, mas também apresentaram os conteúdos em novos formatos. “O uso das lives passou a ganhar força tanto pelo fato das pessoas terem mais tempo de consumir os conteúdos, como também como alternativa para que os criadores, principalmente aqueles que trabalham em equipe, possam manter sua produção em dia em tempos de isolamento”, conta Leandro.

Outro movimento interessante observado pela Celebryts foi o crescimento de procura de marcas que nunca trabalharam com marketing de influência. “Notamos um crescimento de cerca de 25% nos pedidos de orçamentos e campanhas por empresas que nunca fizeram ações com influenciadores”, ressalta o especialista.

A análise também foi essencial para a base de clientes da Celebryts. Com os dados em mãos e a identificação do cenário atual foi possível traçar uma estratégia para adaptar as campanhas no ar. “Sabemos da delicadeza do momento e que o principal foco é a saúde das pessoas, mas entendemos que apesar de sabermos que todas as vidas importam, precisamos fazer nossa parte para ajudar a economia e o marketing de influência se firma como uma das principais soluções. Entendemos que é chegada a hora de criar oportunidades sem ser oportunista e tratar a situação com o cuidado e sutiliza que merece, tentando conciliar a segurança de todos com ações que movimentam o mercado”, diz.

Os dados da análise foram cedidos por influenciadores que estão trabalhando em campanhas da Celebryts em diversas marcas. Todas as informações foram tabuladas e analisadas pela equipe de inteligência de mercado da Celebryts juntamente às informações da plataforma proprietária. “Sabemos das incertezas, mas acreditamos que seja pontual e, por isso, não podemos nos deixar abalar. Então, estamos trabalhando de forma criativa para nos movimentar e ajudar toda nossa cadeia”, conclui.

Fonte: Luísa Pinheiro | Comunicação