7 dicas para fazer um bom marketing digital

Por Mahara Scholz*

Atualmente, existem mais de 5 bilhões de usuários conectados à internet em todo o mundo. Com os consumidores abandonando espaços físicos e realizando tarefas do dia a dia na palma da mão, a demanda por comunicações digitais ganhou ainda mais espaço nas estratégias das empresas. As chances de uma pessoa que entra em um novo restaurante ou até mesmo em uma oficina mecânica ter encontrado aquele estabelecimento online são grandes. E é isso que torna o marketing digital tão importante. Assim, é possível se conectar com o cliente e não oferecer apenas produtos, mas também garantir que ele tenha acesso à informação de qualidade e uma boa experiência de compra. Da mesma forma que o marketing tradicional, o digital busca promover bens ou serviços, impulsionar vendas e aumentar a consciência de marca.

Seja seu negócio B2B ou B2C, ter o marketing digital no plano de ação é indispensável para garantir presença na internet e conquistar novos clientes. Por isso, separei sete dicas práticas para realizar uma comunicação digital assertiva e obter os resultados que busca para expandir o seu negócio.

Geração e qualificação de leads
O primeiro passo é conhecer o seu público, dessa maneira você conseguirá ter ideias sobre o que funcionará melhor para sua base. Por isso, contar com ferramentas que auxiliem na geração e qualificação de leads – pessoas que tiveram contato com a sua marca e demonstraram interesse de compra – é indispensável. Neste contato, a empresa realiza perguntas diretas e simples para entender o momento do cliente e se ele é um potencial comprador. Com essa definição, a equipe ganha tempo para agir estrategicamente e iniciar a técnica de venda ativa. Assim, é possível segmentar os usuários de acordo com interesses mais específicos e conectá-los rapidamente com a área de vendas para garantir as oportunidades quentes. Nestes casos, muitas empresas têm investido no uso de bots, que garantem um atendimento rápido e humanizado, 24h por dia, sem a necessidade de um agente humano disponível.

Aposte na personalização
Uma pesquisa da Adlucent Marketing Performance mostrou que 71% dos entrevistados preferem anúncios personalizados, tendo duas vezes mais chances de clicar em publicidade digital de marcas desconhecidas, caso o assunto esteja de acordo com suas preferências de consumo. Por isso, reserve um tempo para estudar e compreender totalmente quem é seu público e descobrir quais são as redes sociais e aplicativos de mensagens que passam mais tempo conectados.

Ações de relacionamento proativas
Também conhecido como marketing de relacionamento, as ações proativas buscam estreitar os laços com a sua clientela. Ao contrário do marketing de divulgação tradicional, onde você precisa investir para captar novos públicos, estas ações permitem a rentabilização do banco de dados de clientes que você já possui. Aproveite datas comemorativas e aposte na distribuição de brindes e cupons de desconto exclusivos.

Facilite a jornada do cliente
No mundo de hoje, os consumidores exigem rapidez no processo de compra. Facilitar a jornada do cliente significa melhorar sua experiência e agilizar o atendimento. A loja Velocità, especializada em artigos para corrida, por exemplo, automatizou os atendimentos e além de entregar respostas mais rápidas e melhorar a experiência dos clientes, ainda aumentou cerca de 15% das vendas online. Isso aconteceu porque eles centralizaram os canais de comunicação em apenas uma plataforma e reduziram o tempo de resposta ao usuário.

Organize sua equipe
A estratégia de marketing não abrange somente a comunicação da sua empresa com os consumidores. O desempenho da sua equipe possui um papel maior do que você imagina, especialmente quando se trabalha à distância. Sempre podem existir fatores que desalinham a comunicação do seu público interno, por isso, é importante investir em um canal interno ou uma plataforma com as novidades da empresa. Com campanhas de e-mail marketing e atualizações no site, por exemplo, é possível manter os colaboradores engajados, melhorar a comunicação entre os times e ainda manter padrões que ajudem, de maneira prática, na qualidade do atendimento do cliente.

Trabalhe na construção e reconhecimento de marca
Como a internet tem um alcance global, o seu negócio poderá ser visto por um público muito maior do que se imagina. Com o apoio do marketing digital é possível trabalhar na construção e no reconhecimento de marca, incluindo posicionamento, valores e ideais. Quando uma empresa é vista como uma marca reconhecível e de boa reputação, a credibilidade aumenta e facilita não só a fidelização de clientes, mas também a atração e retenção de talentos que compartilham da mesma visão.

Aposte em parcerias
Outra excelente maneira de aproveitar a comunicação digital para aumentar a visibilidade da sua marca é com o apoio de parcerias. Elas podem ser realizadas com outras marcas que oferecem produtos ou serviços complementares aos seus, ou com influenciadores digitais cuja presença nas redes sociais tenha um público que pode se interessar pelo que você oferece.

*Mahara é formada em administração de negócios pela UDESC, e possui especialização em Marketing pela ESPM. Já estruturou e escalou equipes de Marketing, vendas e CS e trabalhou em grandes empresas como Grupo RBS e RD Station. Atualmente é Head de Marketing na Octadesk.

A TV não está morta, vida longa à TV!

*Por Adriano Oliveira

Com o advento da internet, nos anos 1990, e principalmente, após o surgimento das redes sociais, há 20 anos, muita gente apostou no declínio da televisão como mídia e veículo de propaganda. E se enganou.

O fato é que a chegada de novas tecnologias incentivou tanto as ações de TV como a retroalimentação entre as mídias, como é o caso dos comerciais com QR codes mostrados na TV que geram tráfego para sites. Outro dado que beneficia o formato em vídeo é que apenas 20% da população brasileira é plenamente funcional em texto. O celular é muito usado para acompanhar as redes sociais enquanto o telespectador assiste a alguma atração na televisão.

De acordo com um levantamento de 2021 da agência britânica de classificação de TV Broadcasters Audience Research Board – BARB, a TV responde por 15% do tempo gasto em conteúdo pela faixa etária de 25-34 anos. No público geral, o tempo gasto consumindo conteúdo via TV é 29%.

Não por acaso, o valor investido via agências de publicidade no ano passado, no Brasil, chegou a R$ 19,7 bilhões, e a maior fatia desse montante, 45,4%, foi para a TV aberta, seguida pela Internet, que ficou com 33,5%. E 87% da propaganda em vídeo ainda é veiculada na TV e não em plataformas de streaming.

Esses investimentos tendem a aumentar. Uma das razões é o envelhecimento da população. A faixa etária com mais de 50 anos correspondente a 25% da população no Brasil, mas que detém 40% da renda nacional – representando maior potencial de consumo – considera mais confortável consumir programas na TV do que no celular ou tablet. Acrescente-se a isso estimativas de que a cada 21 segundos uma pessoa faz 50 anos no Brasil.

A lembrança da marca é outro fator que se mantém forte em propagandas de TV. De acordo com a mesma pesquisa BARB, a TV causa lembranças mais duradouras para as marcas do que mídias digitais. A penetração efetiva da internet é de 15%. Tal índice é metade do alcançado pela TV. Aliado a isso, o pop-up nem sempre é consenso de boa experiência com as marcas.

Por outro lado, nunca vivemos tempos tão intensos, de mudanças e inovações de toda ordem a ponto de estarmos em vias de falarmos com nossas geladeiras diariamente. Muito do que será o futuro próximo ainda sequer somos capazes de imaginar. Mas, uma coisa é certa. Seja lá o que for, vai passar na televisão.

*Adriano Oliveira é sócio e head de atendimento da Publiset

Love Brands: como as marcas podem transformar o consumidor em fã

por Marcelo Manha Vilela*

“As pessoas não compram o que você faz, elas compram porque você faz isso”. A frase dita pelo autor Simon Sinek sintetiza muito bem um dos conceitos mais fortes e buscados pelas empresas na atualidade: o amor dos consumidores. Chamado de Love Brand, esse “título” é dado a uma marca que é capaz de estabelecer uma conexão emocional tão forte com seus públicos, que ela acaba sendo defendida e promovida de forma espontânea por eles, muitas vezes até mesmo transcendendo argumentos e atributos racionais dessa equação.

Image by PIRO from Pixabay

Para se ter uma ideia da força dessa ligação, não é raro perceber que uma Love Brand acaba alterando a percepção de valor dos clientes, tornando-os consumidores mais desapegados a elementos básicos, como o próprio preço do produto. Dados revelados pela Khorus em 2021 citam que 86% dos considerados brand lovers topam pagar a mais apenas para contar com um produto da empresa que ama.

Mais do que manter o consumo constante por parte desses apaixonados, a marca que consegue conquistar esses fãs acaba adquirindo um pilar fundamental no que se diz respeito a expandir e promover os seus produtos, já que os brand loves são propensos a recomendar os serviços para outros consumidores. A importância desse fator foi comprovada por uma pesquisa publicada pela Marketing Charts em 2020, mostrando que as principais fontes de informação sobre mercadorias e serviços para o comprador contemporâneo continuam sendo as opiniões de amigos e família.

Além de aumentar os ganhos financeiros da companhia, a contemplação com uma Love Brand pode ser apontada ainda como um fator importantíssimo para a construção de uma imagem sólida e robusta para a empresa, tornando-a muito mais resistente e competitiva em momentos de crise – seja ela interna ou externa – e bem menos suscetível a ceder para a entrada de algum concorrente no mercado.

Relação que precisa ser construída e preservada

Porém, com tantos benefícios apontados, é de se imaginar o quão complicado seja construir uma conexão tão sólida com o público. Nesse sentido, o histórico de mercado mostra que existem dois passos introdutórios fundamentais para iniciar esse processo construtivo: entender a essência que a marca tem (o que ela faz, porque, como faz), e, então, entender profundamente seu público (para quem ela faz).

De acordo com um estudo publicado pela “Global Consumer Pulse” da Accenture Strategy, 83% dos consumidores brasileiros preferem comprar de empresas que defendem propósitos alinhados aos seus valores de vida. Dessa forma, é fundamental que uma marca esteja atenta a esse contexto e busque sempre aproximar o que ela pode oferecer com o que o público tem interesse para si.

Diante disso, além de entregar o que promete funcionalmente, uma Love Brand precisa ainda saber criar e comunicar de uma forma coerente com a sua comunidade. Para isso, ela precisa atuar ao lado de uma identidade visual, adotar um tom de voz e ofertar uma apresentação ou experiência – que pode ser o unboxing, no caso de um produto, ou um ritual, no caso de um serviço – que sejam encantadores para as pessoas que a consomem; que as faça ter orgulho de se associarem, de alguma maneira, a essa marca.

É preciso ressaltar ainda o papel essencial atribuído aos canais digitais nesse processo de construção de uma Love Brand, sobretudo nos tempos atuais. Esse meio acaba sendo hoje a principal porta de diálogo e interação entre uma empresa e seu público, tornando essa ligação especial por meio de cada nova peça, campanha ou até mesmo uma simples publicação nas redes. É também por ali que os brand lovers promovem e defendem a corporação de seu interesse, se conectando, trocando experiências e perpetuando essa relação.

Tão importante quanto criar essa cultura de envolvimento próxima entre o fã e a empresa é estruturar fórmulas para que esse amor perdure por um longo período. Sendo assim, é fundamental que a companhia continue entregando um padrão evolutivo de qualidade (sempre a mesma ou maior, porém nunca menor) em seus produtos e serviços e conte com uma comunicação interativa, próxima e qualificada com seus públicos, seja por meio de eventos, ativações, tom de voz na comunicação ou promoções, sempre ressaltando e cultivando aquele atributo emocional que faz os consumidores se sentirem especiais.

Construir uma Love Brand não se dá do dia para noite. É um processo que requer muita coerência, consistência e constância, tanto na oferta, quanto na comunicação da empresa perante o público. Porém, é inegável que este é um título que vale a pena conquistar. Na era da informação, tudo o que as marcas querem é serem amadas.

*Marcelo Manha Vilela é estrategista de marca e diretor de estratégia da Agência Ecco, é apaixonado por construir marcas com propósito e que sejam capazes de trazer bons resultados para o negócio e para a sociedade.

Coluna Propaganda&Arte

A velha arte de renovar um grande sucesso

No cinema, eles chamam de remake. Na música, poderia ser uma releitura ou um cover. Na literatura, uma nova edição impressa com capa colorida e comentários inéditos. Não importa o formato, sempre estamos olhando para os grandes feitos e tentando emplacar novamente os mesmos personagens, mesmas histórias e roupagens na tentativa de resgatar o mesmo sucesso. Seria esse o melhor caminho para ser lembrado no futuro? Até quando vamos fazer tudo igual outra vez?

A propaganda imita a arte (e a vida também)

Estes dias a Pepsi fez o que ela sabe fazer de melhor: Propagandas de impacto que une estrelas. Já foi a vez de Britney Spears, Beyonce, Pink & Enrique Iglesias. Já tivemos comerciais memoráveis de grandes futebolístas como Ronaldo, Fenômeno e Figo. Desta vez, os influencers ganharam peso com a presença de nada menos que o Luva de Pedreiro e vários famosos no nível de Messi e Ronaldinho. Toda estética é bem parecida com a já conhecida movimentação e dribles divertidos da versão antiga, porém com mais efeitos e movimentos que antes não tinhamos como fazer. Confesso que dá uma certa nostalgia ver esse tipo de propaganda, que olha pra trás, faz reverência e tenta ser criativa sendo sempre parecida. Um baita desafio. Na verdade, é um baita risco.

Qual o problema de olhar pro passado?

Não tenho nada contra as pessoas nostálgicas que dizem que bom mesmo eram as bandas de antigamente. Ou que os grandes pintores e artistas estão somente no passado. Os clássicos. Os bons tempos. Os tempos dourados. Chame como quiser, eu te entendo, o tempo passa e tudo parece diferente demais pra gente. Esse olhar sempre pra trás na arte, entretenimento ou literatura está criando um monstro que não teremos mais como conter. Por medo de apostar e errar, as produtoras estão tentando investir no certo e, paradoxalmente, mesmo com medo de errar, continuam errando, estragando ideias e histórias mais do que acertando e não vão parar tão cedo. (Quantos anos são necessários para lançar um remake? Boa pergunta.)

Remakes e mais remakes (Spoiler: sem final feliz)

Nos últimos 10 anos, os cinemas foram inundados por uma onda de remakes. Até aí tudo bem. Se o filme for bom, eu assisto várias vezes. O problema é que na sua maioria é ruim. Acaba sendo uma estratégia apenas para levar público, tentando renovar audiência, mas não convence. Por exemplo, me fala se você gostou de verdade destes remakes aqui abaixo:

Karatê Kid (2010) com o Jackie Chan e o filho do Will Smith onde eles simplesmente lutam KUNG FU.

Ghostbusters (2012) com atrizes talentosas, mas que não conseguiram criar nada parecido com os tradicionais filmes dos Caça-fantasmas que marcaram os anos 90.

E nem vou citar uma sequência de filmes de super-heróis que simplesmente foram tentando fazer remake dos remakes e criaram algo que já nem sei mais se é bom ou ruim. O último Batman é bom? Preciso ver pra saber se acertaram dessa vez. E você? Na sua opinião, tem algum remake que se salva?

Obs. 1: Ah! Dá uma olhada no comercial novo da Pepsi se ainda não viu (que não por acaso tem uma trilha do Fat Boy Slim bem anos 90 – nada mais nostálgico que isso!): https://www.youtube.com/watch?v=fXbSirrXQ4U

Obs. 2: atenção no filme para o “HORSINHO” que aparece. Essa me pegou.